Entre Linhas – O Desafio e a Alegria de Ser Editora

 

Meu nome é Rosemary Giarolla, e escrevo desde muito nova. Como todo escritor, sempre quis publicar meus livros. Montei uma editora com o intuito de publicar minhas obras, mas, com o tempo, veio o desejo de ajudar novos escritores com os mesmos sonhos que eu.
Abrir a Editora PARLE não foi uma tarefa muito fácil; enfrentei muitas burocracias, como documentações, a necessidade de terceirizar alguns trabalhos, a busca de gráficas para a impressão dos livros, registros das obras, que são de suma importância, o envio dos livros para os clientes, e o pagamento de impostos. Se você não pagar, não consegue trabalhar, e pode acreditar, são vários impostos, especialmente porque não temos ajuda governamental. Uma editora pequena precisa ser muito criativa para competir com grandes editoras, que muitas vezes querem nos engolir. Agora, há mais um agravante: os e-books (livros digitais) e a inteligência artificial.

A Bienal do Livro, que deveria ser um evento para incentivar as editoras menores a continuar, não funciona bem assim. Tudo envolve custos altos, e uma editora pequena geralmente não tem chance de participar. Às vezes somos convidadas a participar de pequenas feiras literárias em algumas cidades, mas as grandes feiras envolvem custos, e só as editoras mais famosas têm a chance de participar. Essas feiras geralmente promovem os livros, mas raramente a editora. Quando há encontros de editoras, os eventos costumam ser voltados para as grandes. É muito complicado.

Para divulgar livros e escritores, utilizamos nossas plataformas, tentando minimizar custos. Um lançamento geralmente é por conta do escritor, pois poucas cidades cedem espaços para esses eventos. Quem vive de seus escritos em nosso país é quase um milagre; tanto a editora quanto o escritor sobrevivem por amor à literatura.
Mas, com certeza, também há o lado bom: quando recebemos o livro pronto, com aquele cheirinho de papel, e quando entregamos a obra ao escritor e ele elogia o trabalho, isso é a nossa maior recompensa.
Como editora, consegui descobrir novos talentos perdidos nesse nosso Brasil. Por exemplo, conheci pessoas que sempre escreveram anonimamente e tinham o desejo de ter algo publicado. Como sabemos que no nosso país é caro para um poeta editar um livro, procuro fazer antologias (reunião de vários poetas em uma única obra) com preços acessíveis, onde dividimos os custos para que cada um possa publicar. Fazemos isso com registro e materiais de boa qualidade, pois assim tanto o meu trabalho quanto o do escritor serão bem-sucedidos e teremos boa visibilidade.
Vivemos em um país onde se dá pouco valor à leitura, à literatura e à aquisição de livros físicos. Precisamos nos reinventar para sobreviver e evitar que a extinção dos livros e das editoras aconteça.

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