Dia Mundial da Obesidade: Conscientização e Superação por Johnny Ribeiro
O Dia Mundial da Obesidade é comemorado em 4 de março, e essa data foi criada para aumentar a conscientização sobre a obesidade, suas causas, consequências e a importância de ações eficazes para prevenir e tratar essa condição. A obesidade é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, estando associada a diversas complicações, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão e problemas ortopédicos. Essa data serve como um lembrete da necessidade de hábitos saudáveis, como a alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos.
Ser obeso pode ser complicado. Embora eu não me considere obeso — pois ainda tenho facilidade para realizar muitas atividades — percebo que, com o passar dos anos, tenho me descuidado e ganhado peso. A vida corrida, as refeições rápidas e a dependência do delivery têm contribuído para isso. Muitas vezes, passamos horas em frente ao computador, sem fazer exercícios ou tentar seguir uma dieta. O estresse diário também pode levar a hábitos alimentares prejudiciais e, em alguns casos, à depressão, que afeta muitas pessoas e pode resultar em uma alimentação compulsiva.
Recentemente, acompanhei a história de Fábio Andrade Teixeira, um homem de 40 anos que chegou a pesar 160 kg e, após anos de altos e baixos na balança, decidiu se desafiar ao ouvir que não conseguiria participar de uma corrida de 10 km por causa de seu histórico de obesidade. Ele não apenas completou essa corrida, mas já participou de mais de 400 corridas desde então. Sua história é um exemplo inspirador de superação, e você pode ler mais sobre ela neste link do site uol https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/06/ele-chegou-a-160-kg-mas-venceu-obesidade-e-completou-mais-de-400-corridas.htm Entendo que, assim como a obesidade, a depressão é um tema complexo e muitas vezes difícil de abordar, mas é essencial estar ciente dos riscos de não seguir uma dieta adequada. No meu caso, ainda não iniciei uma dieta formal, mas já tomei algumas atitudes positivas: reduzi a quantidade de açúcar na minha alimentação e comecei a caminhar mais. Antes, minha caminhada se limitava ao tempo que passava passeando com meu cachorro, mas agora estendi esse exercício, realizando 30 minutos de caminhada sozinho pela manhã e mais 30 minutos com meu cachorro. Pode parecer simples, mas para uma pessoa sedentária, é um grande passo em direção a uma vida mais saudável. O próximo desafio será iniciar uma dieta equilibrada.
O alerta que deixo a todos é a importância de cuidarmos da nossa saúde e estarmos atentos aos hábitos alimentares, especialmente em um mundo tão acelerado.
Desafio de vida
Lá vem o gordinho
Se esforçando pra emagrecer
Ele corre bonitinho
Fazendo de tudo pra não perecer
Parou de exagerar
Não bebe mais refrigerante
Agora vai brilhar
Com controle e com estante
A vida sedentária
Ele não quer mais retornar
Com muito esforço, ninguém desejará,
Mas ele quer se desafiar
É hora de se sentir bem
E poder respirar melhor
Por isso, a obesidade,
Nunca mais ficará em seu redor.
Através do Caleidoscópio
Por Carlos Lopes
No giro de hoje, “Vivo entre altos e baixos, mas a cada dia aprendo a encontrar meu próprio equilíbrio.” Sou bipolar!
Mais um dia na Montanha-Russa
O despertador toca e Lucas abre os olhos. Algo está diferente. A energia percorre seu corpo como um raio. Ele salta da cama, a mente fervilhando de ideias. O dia será incrível! Em minutos, já planejou mudar os móveis da casa, iniciar um novo projeto e ligar para todos os amigos. O café da manhã é devorado às pressas porque há muito o que fazer. Ele fala sem parar, gesticulando, sem perceber que a esposa o observa com preocupação.
À tarde, está nas ruas. Compra coisas que não precisa, conversa com estranhos como se fossem velhos amigos, ri alto. A sensação de euforia é inebriante, como se o mundo girasse ao seu favor. Mas, ao anoitecer, a energia começa a esmorecer. Um pensamento incômodo surge: “E se tudo isso for um erro?”. De repente, a luz interna se apaga. A alegria some sem aviso, como um balão que estoura no ar.
Lucas se tranca no quarto. O peso do mundo cai sobre seus ombros. Ele sente-se exausto, mas sua mente agora é um buraco negro. “Por que sou assim? Por que não posso ser normal?” O cansaço é tão grande que levantar da cama parece impossível. Ele ignora as mensagens no celular, evita os olhares da família. O que antes era pura euforia se transforma em angústia e vazio.
No dia seguinte, o ciclo se repete, mas com nuances. Ele se força a levantar, a encarar a esposa, que segura sua mão com firmeza. “Vamos respirar juntos?” Ela pergunta, com um olhar gentil. Ele fecha os olhos, inspira e expira lentamente. Sabe que ela tenta ajudá-lo, que não é culpa dela. Mas como explicar algo que nem ele compreende completamente?
Lucas é mais um entre milhões que sofre com o transtorno bipolar, uma condição que alterna momentos de extrema energia e otimismo com períodos de tristeza profunda. Algumas pessoas o julgam: “Ele só precisa se esforçar mais”, “Isso é falta de força de vontade”. Ele já ouviu de conhecidos: “Você estava tão bem ontem! Por que está assim hoje?”. Mas não se trata de uma simples escolha, e sim de um distúrbio que afeta seu humor de maneira incontrolável.
O transtorno bipolar não é frescura, não é exagero. É uma condição séria que exige tratamento. Com o tempo, Lucas aprendeu que a ter um acompanhamento profissional é essencial. Ele faz acompanhamento com um psiquiatra, que ajusta a medicação para estabilizar seu humor. Também encontrou alívio na psicoterapia, onde aprende a identificar os gatilhos e desenvolver estratégias para lidar com as oscilações.
Além disso, a rotina se tornou sua aliada. Dormir bem, evitar álcool e cafeína, praticar atividades físicas – tudo isso ajuda a manter o equilíbrio. Os dias ainda são desafiadores, mas ele encontrou apoio na família, nos amigos, em grupos de apoio. Saber que não está sozinho faz toda a diferença.
O Dia Mundial do Transtorno Bipolar, celebrado em 30 de março, existe para conscientizar sobre essa condição. Se você conhece alguém que lida com isso, evite julgamentos. Em vez de dizer “se anime” ou “supere isso”, tente ouvir, compreender e oferecer apoio genuíno.
E se você mesmo enfrenta essa montanha-russa emocional, lembre-se: há tratamento, há esperança. Você não está sozinho. Como Lucas, você pode encontrar equilíbrio. A jornada pode ser desafiadora, mas com o suporte certo, cada dia se torna mais possível.
Até o próximo giro!
Carlos Lopes
CRP 04/49834
MONTANHA-RUSSA
Um salto da cama, energia sem fim,
A vida parece correr para mim.
Sonhos tão grandes, tudo é possível,
O mundo brilhando, intenso, incrível.
Sorrisos, projetos, palavras sem pausa,
Mil planos traçados sem medo, sem causa.
Mas vem o entardecer, um peso no peito,
Um sopro de dúvida, um medo imperfeito.
O riso estanca, a luz se desfaz,
O eco do dia já não brilha mais.
No escuro do quarto, a alma se perde,
O corpo cansado, a mente que fere.
“Por que sou assim?” ecoa a voz,
Entre silêncios e gritos feroz.
O tempo se arrasta, mas há uma mão,
Que aperta a minha, me dá direção.
“Vamos respirar?” um sussurro gentil,
Um fio de esperança, um gesto sutil.
Nem sempre é escolha, nem sempre há razão,
Mas há caminho, há compreensão.
Entre altos e baixos, vou aprendendo,
Com apoio e cuidado, sigo vivendo.
Não estou sozinho, há quem me entenda,
E nessa jornada, há quem me sustenta.
Penso logo escrevo por Lirio Reluzente
A Revista Poesias & Cartas tem a honra de receber mais uma escritora e poetisa fantastica em seu time para nos agregar conhecimento e muito arte agradeço a queria e doce Lirio Reluzente por estar junto com a gente para levar cultura e poesia para todos seja bem vinda.
DIÁRIO DE UM PROFESSOR
“Professor, o senhor por aqui”? Quem nunca disse ou ouviu essa frase, que atire a primeira pedra. Geralmente acompanhada de uma cara de espanto, as palavrinhas mágicas tendem a questionar a figura do professor quando encontrado em um lugar diferente daquele que se costumava ver: na escola.
Acho que a gente sempre associa os professores à escola, né? Mas, na verdade, eles são pessoas normais, que gostam de fazer coisas como todo mundo. São seres humanos que nascem, crescem, se reproduzem e morrem. São heróis que lutam pela educação. Mas assim como o Batman, há momentos que penduram sua capa e tentam viver em sociedade discretamente.
Em meus tempos de formação estudantil, sempre tive um olhar aprofundado em relação à figura do professor. Eu enxergava (e ainda enxergo) duas pessoas ali na minha frente: o (a) professor (a) e a pessoa. Sim, muitos esquecem que o professor também é uma pessoa, com suas próprias histórias, hobbies e vontades. É como se a gente só visse a “persona” do professor, o “personagem” que ele assume na sala de aula. Mas, por trás daquela figura que resolve as equações, corrige as redações e faz a gente refletir, existe um ser humano com sonhos, medos, paixões e defeitos.
O rótulo de “perfeição” é um fardo pesado que carregam constantemente, sem direito a legítima defesa. A sala de aula, palco de um drama silencioso, se tornava um campo de batalha. Aquele cheiro de giz, que antes evocava a promessa de conhecimento, agora se misturava ao odor rebelde da juventude em ebulição. Os alunos, como ondas revoltas, se agitavam em suas cadeiras, a cada palavra do professor, um novo desafio. A voz, antes firme, agora se estilhaçava em sussurros, a garganta seca em competição para que pudesse ser ouvido.
O professor, figura de autoridade, se tornava um fantasma, um espectro a ser ignorado. Seus olhos, antes brilhantes de esperança, agora se apagavam, ofuscados pela desordem. A dor, como um fio invisível, o prendia à cadeira, um peso que o impedia de se levantar e fugir daquele caos.
Eram os pais, esses espectros de um narcisismo exacerbado, que o assombravam. Cobravam resultados, esperavam milagres, sem jamais se colocar no lugar do professor, sem jamais compreender a fragilidade da alma que se dedicava à tarefa de moldar mentes jovens.
Mas, e se a gente mudasse a perspectiva? E se a sala de aula deixasse de ser um palco de batalha e se transformasse em um espaço de diálogo, de construção conjunta do conhecimento? E se, em vez de esperar que o professor seja um “super-herói” que resolva todos os problemas, a gente reconhecesse a importância da sua voz, da sua experiência, da sua paixão pela educação?
Paulo Freire nos ensina que a educação é um processo de libertação, de conscientização, de transformação. É um processo que exige diálogo, respeito, e, acima de tudo, a crença no potencial de cada ser humano.
O professor, nesse contexto, não é um mero transmissor de conhecimento, mas um mediador, um facilitador, um companheiro de jornada. Ele não impõe verdades prontas, mas incentiva a reflexão crítica, o questionamento, a busca por novos conhecimentos.
Ele não é um “fantasma” a ser ignorado, mas um ser humano com sonhos, medos e desejos, que, assim como nós, busca construir um mundo melhor.
A gente se irrita? Sim! Mas o sorriso de satisfação do educando, aquele brilho nos olhos que surge quando a lâmpada da compreensão se acende, é a recompensa que faz valer a pena. É a certeza de que a semente do conhecimento foi plantada e, com cuidado e dedicação, poderá florescer.
E, por falar em florescer, o meme da professora idosa cercada por seus ex-alunos, profissionais de áreas diversas, nos mostra a força do impacto que um bom professor pode ter na vida de seus alunos. A frase “ELA FOI MINHA PROFESSORA!!” escrita em cada um deles, demonstra o reconhecimento da importância daquela figura que os guiou em seus caminhos.Que tal, então, olharmos para o professor com outros olhos? Que tal reconhecermos a sua importância, a sua humanidade, a sua luta por uma educação mais justa e libertadora?
É hora de romper com a desumanização, de construir um novo diálogo, de reconhecer o professor como um parceiro fundamental na construção de um futuro mais belo e esperançoso.
Conheça a bio deste nosso novo integrante:
BIOGRAFIA
Lírio Reluzente, pseudônimo de Suele Gomes Ribeiro (Campo Maior, 18 de julho de 1998) é uma escritora, poetisa, cronista, contista e cristã brasileira. Formada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Piauí. Doutora Honoris Causa em Ciências Humanas e Educação com Notório Saber em Literatura Brasileira. Embaixadora Cultural da Paz, Grã-mestra e Consulesa das Artes e Cultura. Autora do Livro de poesias O Brado Poetante, possui vários trabalhos selecionados e difundido em antologias e coletâneas com certificações honrosas. Atual detentora do título de Comendadora Caneta de Ouro, é membra efetiva do Coletivo Piauí Poético e da Sociedade Piauiense de Poesia, sediada em Teresina.
Carnaval festa e animação
Desfiles de Escolas de Samba
O carnaval é uma festa popular que ocorre em muitos países do mundo, especialmente em nações com influências católicas, como Brasil, Itália e Espanha. Geralmente, é comemorado antes da Quaresma, período de 40 dias de jejum e reflexão que antecede a Páscoa. No Brasil, o carnaval é famoso pelos desfiles das escolas de samba, que ocorrem no Sambódromo do Rio de Janeiro e em São Paulo. Durante esses desfiles, as escolas competem, mostrando talento e alegria por meio de grandes sambas-enredos que homenageiam o Brasil e o mundo.
Blocos de Rua
Outra tradição significativa são os blocos de rua, especialmente em cidades como Salvador e Recife. Nesses locais, as pessoas se reúnem para dançar em volta do bloco, acompanhadas por temas variados, bandas e, muitas vezes, até trios elétricos. Essa festa é marcada por uma intensa interação e celebração coletiva.
Frevo
Quem não gosta de frevo? Este estilo de música e dança típico pernambucano é caracterizado por passos rápidos e acrobáticos. Os dançarinos geralmente utilizam sombrinhas coloridas e roupas vibrantes, mostrando a alegria do nosso Nordeste e a perseverança de um povo que batalha dia após dia.
Maracatu
O maracatu, também originário de Pernambuco, é uma forma de música e dança com raízes africanas. É marcado por desfiles e roupas elaboradas, além de uma forte presença de tambores. O maracatu traz uma rica herança cultural e é fundamental na representação da identidade afro-brasileira durante o carnaval.
Carnaval para Todas as Idades
O carnaval é uma festa inclusiva, destinada a todas as idades e crenças. Oferece matinês programadas para crianças, evidenciando que o carnaval não é apenas bagunça, como muitos pensam. É, na verdade, uma manifestação cultural que apresenta a riqueza das tradições brasileiras.
Concursos de Fantasias
Durante essa festividade, também acontecem concursos de fantasias, onde pessoas com máscaras dançam e se escondem da vida triste. Isso demonstra a criatividade e a alegria do povo, que expressa sua identidade única por meio da fantasia.
Iguarias Típicas e Bebidas
Além das danças e desfiles, o carnaval é uma oportunidade para saborear iguarias típicas do Brasil e bebidas deliciosas. Essas delícias são parte integrante da experiência do carnaval e contribuem para a celebração da cultura.
Concurso de Rei e Rainha
Por fim, há o tradicional concurso de rei e rainha do carnaval, que é uma tradição que veio da Europa, mas foi adaptada e aprimorada com o nosso swing e o jeito brasileiro de fazer festa. Esse concurso é uma parte importante do carnaval, representando a glória e a alegria de todos os envolvidos.
O Brasil é recheado de cultura, um país onde a poesia está em tudo o que é feito, terra de um povo batalhador movido pela esperança. O carnaval é um momento de descanso, festa e harmonia. Para quem não gosta de curtir essa festa, há aqueles que vivem o ano todo pensando nela. Vamos aproveitar essa celebração sempre com sabedoria e ser felizes, pelo menos durante esses dias!
Marchinha de Carnaval
“Não me leve a mal,
hoje é carnaval…”
Serei seu pierrô,
e você minha colombina.
“Mamãe eu quero,
mamãe eu quero…”
Ela é muito linda,
Com ela dançar espero.
“Sou um pierrô,
um pierrô apaixonado…”
Ela no meio do salão
me deixou encantado.
“Vou abrir alas,
para ela passar…”
Quando eu crescer,
quero com ela casar.
Rose Giar
Entrevista com Poeta por Johnny Ribeiro
A revista poesias e cartas tem a honra de entrevistar a poetisa,escritoira,contadora, e também colunista da revista normalmente é ela que faz as entrevistas mas este mês ela será a nossa entrevistada, então vamos saber um pouco sobre ela a fabulosa Rose Giar:
Johnny Ribeiro: Nos fale quem é a Rose Giar, onde nasceu, seu estado civil por favor?
Rose Giar: Meu nome de certidão é Rosemarry Giarolla, nascida de uma família italiana na cidade de Jundiaí-SP. Sou solteira e tenho um filho. Formada em Contabilidade e atuante na área de Auditoria e Consultoria Empresarial, também dona da Editora PARLE, pois fazer livros é minha paixão. Escritora, tenho a poesia como minha arte. Com três livros editados:
Um totalmente artesanal Estações do Amor; Preto no Branco com amigo Mariano Goes o Anjos Urbanos e Poesias e Fantasias.
Johnny Ribeiro: Quando a poesia apareceu em sua vida?
Rose Giar: Eu era bem nova ainda, meu avô paterno me apresentou a poesia, leitor e declamador, sempre lia e declamava poesias lindas, eu amava ouvir ele, aos domingos ele fazia um saral com música pra ouvirmos ele declamar os piemas, a plateia era família (muito grande, como uma família italiana é kk) e amigos, vizinhos, foram épocas que faço questão de nunca esquecer, com isso ele me incentivava a escrever. Com cinco para seis anos fiz meu primeiro poeminha.
História de Amor
“Apaixonados corações
De noites enluaradas
Se misturam as emoções
De pessoas enamoradas
Casais à namorar
Em floridos jardim de flor
Promessas no olhar
De uma história de amor.”
Rosinha, era meu apelido na família e assim assinei meus poemas até minha adolescência, então meu avô disse que estava na hora de mudar o heterônimo, aí vieram vários, alguns tenho registrados e uso para assinar meus poemas.
Como meu avô era fã de rimas e dos poemas clássicos, foi inevitável não aderir essa forma de escrever.
Johnny Ribeiro: Digamos que você seria uma mulher dinâmica que escreve, trabalha em contabilidade , e ainda possui uma editora, nos diga neste nosso mundo corrido como é ser assim?
Rose Giar: É muita correria, não tenho tempo pra nada, quando não estou em uma empresa, estou no escritório aí me divido para cumprir com minhas obrigações na editora. As vezes são reuniões que se fazem necessárias para um bom planejamento de trabalho. Tudo é feito relatórios, gráficos e isso toma muito tempo. Não é fácil, tanto um como o outro é muita responsabilidade. Fazer livros também é um trabalho prazero, mas de responsabilidades, pois lindamos com sonhos das pessoas, então edição, diagramação é um trabalho detalhista. Mas eu gosto, assim mantenho minha mente ocupada e surgem muitas inspirações para poemas, e contos.
E é a noite que mais gosto de escrever.
Johnny Ribeiro: E como é ser uma editora?
Rose Giar: Não é uma tarefa fácil, como disse “mexemos com sonhos das pessoas” de ver seus escritos em uma obra”, quer em uma antologia quer em um livro solo. Depois temos que lidar com as burocracias, como editora, estamos sozinhos não temos ajuda de governo nenhum, pelo contrário temos muitas taxas à pagar e impostos. As livrarias não aliviam pra nós e nem para os escritores o lucro maior é sempre pra ela. Hoje como editora não podemos e nem temos condições de bancar um livro para um escritor, lutamos para manter a literatura em um país que não lê infelizmente. E tudo para ter direito legal precisa ser registrado com cuidado, na era das notícias falsas, feike News, plagiadores, não podemos deixar passar nada desapercebido. Porque qualquer erro a culpa é sempre da editora.
Johnny Ribeiro: Eu sei que o mercado de editoras e muito grande e concorrido e tambem vejo que editoras acabam que por usar um material meio que ruim em seus livros e para economizar em correção usam muito o chat gpt o qual sabemos que não é cem por cento correto, na sua opnião você acha necessário uma editora se desvalorizar para ganhar um orçamento de livros?
Rose Giar: Nem acho honesto isso, o cliente paga pelo trabalho, então a editora tem que proporcionar o melhor, por isso trabalho com uma gráfica que trabalha com material e papel de primeira linha, é mais caro um pouco mas tenho certeza que é o melhor. Depois quero que o cliente volte, não que ele ache o trabalho ruim e não volta mais, e ainda sai falando mal da editora e não da gráfica, como editora pequena precisamos honrar nosso nome e eu prezo muito por isso. Então não vou por meu trabalho em risco baratear só pra ganhar orçamento.
Johnny Ribeiro: E qual seriam seus planos para o futuro, suas expectativas para a literatura brasileira, o que você acha que deve melhorar?
Rose Giar: Falar que sou fazer planos estaria mentindo, mas gostaria de estabilizar mais a editora para procurar me profissionalizar mais e poder atender melhor os clientes, esse farei um curso para melhorar o trabalho de criação, também participar mais de feiras Literárias.
Minha expectativa para a literatura, difícil dizer pois nosso país não tem a cultura da leitura, mas espero que os professores agora que foi tirado o celular das salas de aulas incentivem os alunos a leitura.
O que precisa melhorar é isso incentivar mais a leitura, na minha época de escola íamos a biblioteca tínhamos 1 hora para ler, hoje não tem mais isso. Tinhamos interpretação de texto, composição, redação isso sim ajudava a ler e escrever melhor. Pais incentivar os filhos a leitura, pois isso vem de casa também.

Johnny Ribeiro: E de todos os poetas e escritores que nossa literatura tem cite para a gente o que você mais gostou de ler? E tambem, vizando este nosso mundo poético, cite tambem um poeta que digamos, anonimos que vem chamando sua atenção e o por que?
Rose Giar: Carlos Drummond de Andrade foi minha paixão na época de faculdade, depois meu amor ao poetinha (como era chamado) Vinícius de Moraes, mas, não posso esquecer de Mario Lago e Tom Jobim.
São vários poetas novos que escrevem muito bem, cada um a seu estilo, como eu disse gosto dos clássicos, mas cada estilo tem seu charme. Por escrever muito parecido com o estilo que escrevo e gosto o poeta Afonso A. Amaral, mas ainda tem um que digo que ele é sonetista nato Oswaldo Genofre com talento incrível com sonetos.
Johny Ribeiro: E qual seria o estilo de escrita, fora poemas e poesias, você se arrisca a escrever algo além disso?
Rose Giar: Além do estilo poético, temos os contos, os romances, crônicas, narrativas, biografias, descritivas, etc… onde a imaginação do escritor for e para elas não há limites.
Sim já escrevi livro infantil, e tenho dois romances escritos mas não editados ainda, Encontro Irreal e Amor Virtual.
Johnny Ribeiro: Eu considero que ser poeta e escritor é dom e não é necessário um curso para isso, eu vi uma editora dando curso de poesia você acha disso?
Rose Giar: Com certeza para ser um poeta e escritor é necessário ter dom. Acho que não adianta fazer curso se a pessoa não tem habilidade, criatividade e inspiração para escrever, dinheiro jogado fora. Mas, aprimoramento sim, para sabermos a maneira correta de se fazer um estilo, um curso de português para aprimorarmos a nossa escrita isso acho válido. Eu já fiz curso de crônicas queria aprender a maneira correta de fazer. Conhecimento em nossa área é válido.
Johnny Ribeiro: E o que você acha sobre as IA na escrita, na musica na vida da gente ?
Rose Giar: Esse é um tema controverso de mais, Inteligência Artificial, eu sou a favor do dom de escrever, como o nome diz é Artificial não tem sentimento, não tem sensibilidade no poema, não passa verdade, quem usa esse tipo de artifício não é escritor e não tem sentimento, quer usar a poesia pra se auto promover, mas a pessoa está se enganado.
Sem contar que é faike News, falso não foi a pessoa que escreveu ou fez a música.
Johnny Ribeiro: Sabe como diz um amigo meu Poeta, ¨Mulheres são a Magnitude divina e suprema de Deus¨, o que você acha que o mundo precisa melhorar para dar mas destaque a tantas boas muheres?
Rose Giar: Melhorar? O preconceito que ainda é grande e não digo só na literatura e sim em todas as áreas, parar de ver as mulher como rivais, dar mais oportunidades e mais visibilidade. O machismo é muito grande ainda infelizmente.
Johnny Ribeiro: Rose obrigado pela parceria e tambem por deixar eu conduzir esta entrevista. Pra fechar com chave de
ouro, nos deixe uma poesia sua e tambem suas redes sociais.
E eu como um fã seu agradeço e digo a todos que é a melhor editora com quem já trabalhei, com competencia e um excelente trabalho é a sua. Então amigos poetas e escritores, preço é bom mas, qualidade melhor ainda, pensem que cada livro é um filho da gente que nasce da nossa inspiração, pensem em trabalho bem feito não apenas em preço a qualidade e o que vale mais.
Rose Giar: Você falou algo importante a qualidade, é nosso cartão de visita, não só da editora mas do escritor também.
Soneto da Canção
Encantava-me o som da melodia
Que a recordação aflorava no peito
A letra era da mais linda poesia
Que jamais o escritor já tenha feito.
Aos ouvidos a música era suave!
Com o teu amor, apenas eu sonhava,
Em pensamentos que voavam qual ave,
Onde meu corpo todo se arrepiava.
Iluminava em mim o teu sorriso
Como o toque das notas musicais,
Parecendo timbres angelicais!
A magia dentro daquela canção,
Mostra que estávamos no paraíso,
Pelas batidas de um só coração!
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