Poema de Luciane Cunha – Dia do Escritor

DIA DO ESCRITOR

No dia do escritor 
Quero falar de beleza 
Ou de tristeza 
Que nem sempre a caneta 
Deixa transparecer
Entre o corpo e a alma
Quem escreve, mantém a calma
A concentração 
Para ouvir a voz do coração 
E, no papel, ecoar
Os brados ou gemidos
Que estavam reprimidos
O importante é deixar voar
A prosa, o verso, a rima
Que se destina
Ao infinito
 Levando o que há 
De mais bonito:
Emoções e sentimentos 
Que, ao soprar do vento, 
Vai deixando um pouco de si
A quem quiser abrir 
As portas do coração. 

Luciane Cunha

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