Botafogo: Patrimônio em Risco, Comunidade em Resistência

A mineração em Botafogo, comunidade de Ouro Preto (MG), ameaça diretamente o patrimônio histórico, cultural e ambiental da região, colocando em risco tanto a memória ancestral quanto os recursos naturais locais.

O avanço da mineração em Botafogo

  • Pelo menos sete projetos de mineração estão em andamento ou em fase de licenciamento em Ouro Preto, e Botafogo é o primeiro território a sentir os impactos.
  • A Patrimônio Mineração recebeu licença para explorar ferro e manganês em uma mina a apenas 90 metros da comunidade, separada pela BR-356.
  • Em 2025, houve até o soterramento ilegal de uma gruta, o que levou à suspensão temporária das atividades pela Justiça.

Impactos sobre o patrimônio histórico

  • Botafogo foi criado no século XVII, sendo um dos primeiros povoados da região.
  • A mineração ameaça vestígios arqueológicos coloniais e construções como a Capela de São Sebastião, considerada parte do “berço de Ouro Preto”.
  • Especialistas alertam que o título de Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO pode estar em risco caso os projetos avancem.

 

 

 

 

 

 

 

Impactos ambientais

  • Risco de contaminação e redução dos recursos hídricos, que abastecem parte da região metropolitana de Belo Horizonte.
  • Alteração da paisagem cultural e natural, com dunas, grutas e áreas verdes ameaçadas pela extração.
  • A proximidade da mineração aumenta a chance de poluição sonora e atmosférica, afetando diretamente a qualidade de vida dos moradores.

Resistência da comunidade

  • Moradores de Botafogo denunciam falta de transparência nos processos de licenciamento.
  • Há mobilização de ambientalistas, arqueólogos e pesquisadores para impedir que o avanço da mineração destrua o patrimônio.
  • A luta é vista como um conflito entre desenvolvimento econômico e preservação cultural/ambiental.

A mineração em Botafogo não é apenas uma questão econômica, mas um embate sobre memória, identidade e sobrevivência ambiental. O que está em jogo é o futuro de Ouro Preto como patrimônio mundial e o direito das comunidades tradicionais de viver em segurança.

As fotos são da comunidade de Botafogo, registradas durante o ato do movimento Botafogo, Aqui Não!. O material documenta a presença de entidades como o Instituto GUAICUÍ e representantes de organizações parceiras, que se reuniram para denunciar os impactos da mineração e reforçar a resistência local.
📸 Créditos de fotografia: Lydia Rubinete

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