Sonhos Heroicos-Os Celestiais

É hora de dormir, Arthur.
Sua mãe, Dayana, chamava seu filho de cinco anos, o qual, concentrado no tablet, assistia a vídeos sobre jogos.
Ele respondia:
— Só um pouquinho, mamãe, estou esperando o papai para a gente ir junto.
— Mas seu pai vai demorar ainda; ele está no trabalho.
— Mamãe, mas ele prometeu que a gente iria brincar hoje.
— Filho, o que o papai mais quer é brincar com você, mas ele precisa trabalhar; espera que logo vocês vão brincar muito.
— Mas eu nem vi ele hoje.
— Talvez não veja.
— Ah, mamãe, você fala para ele que amanhã quero brincar?
— Falo sim.
E Arthur foi dormir com saudadess de seu pai, o qual chegou por volta da 1 da manhã, cansado e louco para ver a esposa e o filho.
— Amor, Arthur dormiu querendo você.
— Eu também queria ele.
A dura vida de um chefe de família que sai às 6 da manhã, em casa, e volta só pela madrugada, a saudade e a falta que faz para o filho; e naquele dia o pai de Arthur, chamado Johnny, sussurra no ouvido do filho:
— Arthur, papai chegou e vai dormir junto com você, segurando sua mãozinha para que a gente possa, pelo menos, ter o mesmo sonho.
O pequeno Arthur sorri, mesmo dormindo; seu pai deita ao lado dele, segura sua mão e logo adormecem.


Arthur acorda e vê que seu pai está em casa; ele logo pula no pai, que acorda rapidamente e diz:
— Papai, hoje você vai poder brincar comigo?
— Sim, vamos brincar, e qual vai ser a primeira brincadeira?
— Vamos brincar de luta.
— Claro, mas primeiro vamos escovar os dentes e tomar o café da manhã.
— Papai, você faz panqueca?
— Faço sim. E vamos acordar a mamãe também?
— Não, filho, deixa ela dormir.
Arthur e seu pai vão ao banheiro, o menino, todo alegre porque está perto de seu pai, que trabalha muito; escovam os dentes; ele mostra ao pai a sua escova de dentes do Corinthians e pergunta por que o papai não compra uma igual, se ele também torce para o Timão. Logo em seguida, eles começam a fazer a panqueca que Arthur adora, e abanando o rabo, chega o cachorro de Arthur, Otto, que já pula nele e logo depois vai para o quarto, pular na cama junto com a mamãe, Otto e Shit-zuh (preto, brincalhão). E na casa de Arthur também tem a outra cachorrinha, Pan, uma vira-lata de porte médio que deixa o menino fazer o que quiser com ela, muito mansinha.
Enquanto Johnny prepara o café, Arthur prepara os brinquedos para o dia com seu pai, pensando em tantas brincadeiras que os dois podem fazer juntos, assim como era antigamente, quando ficavam apenas os dois em casa. De repente, Arthur escuta um forte barulho de alguém quebrando a parede e vê seu pai lutando contra um robô; seu pai fala:
— Arthur, vá para o quarto com sua mãe.
Arthur corre para o quarto e vê um cachorro preto enorme que o agarra pela boca e o joga na cama com sua mãe. O menino, assustado, pergunta à mamãe se aquele é o Otto, por que ele sentiu o cheiro do seu cachorro, o mesmo que logo vem e lhe dá uma lambida.
A luta é intensa entre Johnny e um robô; a cachorrinha Pan envolve-se na luta e se transforma em um cachorro enorme e vai derrotando os robôs menores, até que, por fim, enfiaram uma faca perfurando o coração de Pan. Otto sente isso, desarma para tentar salvá-la, mas é tarde; Pan morre defendendo sua família. Otto uiva e as lágrimas escorrem dos olhos de Johnny, que se transforma numa armadura azul e uma espada, e, em poucos segundos, ele acaba com todo aquele mal.
Sua mãe diz a Arthur:
— Filho, vamos te explicar tudo.
Johnny chama uma nave e, de dentro dela, saem algumas criaturinhas pequenas que vão mexendo na desordem da casa, consertando o que está quebrado. Arthur vê seu pai vestido com uma armadura azul toda brilhante, Pan caída, Otto chorando, e seu pai tira o capacete para explicar o que aconteceu ali.
— Arthur, a realidade é que seu pai é um super-herói; por isso ele trabalha tanto, e Pan morrer foi para salvar a vida de seu pai. Nossos cachorros são dotados de uma superforça e conseguem disfarçar a sua verdadeira personalidade.
— E você, mamãe, quem é?
— Eu sou a chefe do seu pai.
De repente, uma luz envolve a mãe de Arthur e uma armadura rosa cobre seu corpo; ela se transforma.
— Nós somos os Celestiais; nascemos com estes poderes e protegemos o mundo.
Arthur fica encantado e maravilhado com seus pais e entende por que o papai às vezes está fora de casa: ele está salvando o mundo. Ele fica muito triste pela morte de Pan, que, desde o seu nascimento, deixava ele brincar com ela, e o menino pergunta:
— Mamãe, eu também terei poderes assim como os de vocês?
A mãe fica pensativa antes de contar toda a verdade ao menino.
— Filho, você é o mais forte de nós; é você quem nos dá força. Você tem o poder celestial vermelho, o do coração bondoso e a determinação que nunca se abala. Você pegou todas as qualidades minhas e de seu pai.
E Johnny chama sua esposa:
— Amor, venha; olha isso, venha filho também.
Uma luz amarela envolve Pan e, no mesmo instante, Arthur começa a se transformar; um latido surge no meio das luzes brilhantes e Pan ressurgem, assim como os poderes de Arthur vêm à tona, completando assim a Família Celestial, prontos para acabar com todo mal.
E, de repente, Arthur acorda e vê seu pai segurando sua mão, e Otto e Pan juntos com sua mãe na outra cama.
O menino fica pensando: será que isso foi apenas um sonho?
E, de olhos fechados, seu pai lhe dá um sorriso e sua aura azul aparece.

 

 

 

Não percam a continuação…

 

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