Revista Poesias e Cartas Dezembro 2025

Bem vindo Dezembro

Chegamos com muita garra ao último mês do ano; chegou a hora de fazer aquele resumão: sabe o que erramos e o que acertamos? Será que 2025 foi bom ou foi ruim?

Não posso reclamar; aliás, devo reclamar sim de mim, pelas promessas que fiz e não cumpri, pelos desafios que me coloquei e não venci, por tudo que tentei fazer e no meio acabei desistindo. E me alegro, pois neste ano fiz coisas que nunca imaginei que faria.
Este ano viajei; nossa, foi necessário descansar a minha mente da turbulência e da correria, desliguei o celular, deixei o trabalho de lado e foquei apenas em curtir alguns momentos com a minha família. Levei meu filho para ver o mar, conheci cidades que sempre tive vontade de conhecer, gastei sem economizar, não poupei, para ver nos olhos dele e da mãe dele a felicidade — e acho que consegui.
Este ano posso me considerar verdadeiramente um poeta, um escritor, pois melhorei sobremaneira a minha escrita de romances e poemas; também estou escrevendo muitos contos, colocando neles a minha verdade. Junto com os meus parceiros de revista, conseguimos fazer com que ela passasse das 2.500 visualizações por mês e vamos buscar ainda mais.
Podemos dizer que equilibrei meu ano nas diversidades: consegui reverter algumas pendências que ainda estão em aberto, prontas para serem revertidas.
Mas é isso: começamos mais uma edição da revista, poesias e cartas, agradecendo a todos que nos acompanham e desejando um Feliz Natal e um 2026 repleto de realizações e muito sucesso.

.

O Dia Internacional de Luta contra a AIDS 1 de Dezembro.

Foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1980 para aumentar a conscientização, prevenção e tratamento da HIV/AIDS ao redor do mundo.

Algumas informações úteis:

Propósito: aumentar a conscientização sobre a epidemia de HIV/AIDS, promover a prevenção, o tratamento e a eliminação do estigma.
Data global: reconhecida pela Organização das Nações Unidas e pela comunidade internacional como uma oportunidade para ações de educação, testagem, acesso a serviços de saúde e direitos humanos.
Frase comum: “Fim da AIDS é possível com prevenção, diagnóstico precoce, tratamento eficaz e adesão contínua ao tratamento.”

Sigilo do Ano: Reflexões de Um Ontem para o Amanhã por Johnny Ribeiro

Terminar o ano e começar a fazer um balanço: ver tudo de bom que aconteceu e pensar também no que foi ruim, tentando equilibrar as coisas boas e as ruins que não fiz ou que não fiz com frequência. Por que não fazer isso?
Hoje, ao acordar às 5 da manhã, fui ao banheiro, olhei no espelho e refleti sobre o meu ano. Fechei os olhos e, primeiro, vi os meus erros e cheguei à conclusão de que errei bastante financeiramente e que, por mais um ano, vi que devo confiar menos no ser humano; sabe, muitos pensam apenas em si próprios e não no semelhante. A empatia parece faltar em todo o ser humano.
Percebi meus erros com alguns familiares. Afastei-me um pouco de minha mãe, não por que eu quisesse, mas pelas escolhas dela mesmo. Não que eu esteja ausente, mas preferi ficar um pouco distante, mas sempre querendo saber dela. Evito menos, porém tento fazer o que posso para sempre estar ajudando. Se magoei algum amigo, peço desculpas; são poucos os que tenho, mas tento ser sempre compassivo com eles.
Às vezes fui um pai ruim para meu filho, talvez por ser explosivo demais e, em algumas ocasiões, exagerar no meu tom de voz; mas ele é o meu mundo e o que quero para ele é somente a felicidade. Fui grosso também em algumas ocasiões com minha esposa — não para ofender ou mexer com o seu psicológico, mas o jeito explosivo e quente que em mim habita por vezes não consigo controlar. Por vezes meu tom de voz alto parece um grito que machuca quem mais amo.
Quanto aos pontos bons do meu ano: viajei, tirei um pouco a cabeça do mundo corrido e fui conhecer praias e lugares no Nordeste. Meu filho viu o mar aos 4 anos — que alegria! A felicidade dele se tornou a minha ao vê-lo brincar na areia. Fiz ele e minha esposa muito felizes; consegui relaxar a mente um belo lugar e imaginar outras viagens, vendo sempre a felicidade estampada no rosto dos dois.
Hoje eu posso dizer que sou um bom escritor. Não cheguei onde eu queria, ainda mais venho me tornando cada vez melhor, tanto em poemas quanto em poesias, contos e até crônicas. Publiquei meu primeiro livro de poemas; mesmo que não tenha vendido muitos exemplares, ele é um livro lindo de poemas e poesias sobre o meu cotidiano, minhas vontades e sobre a minha família, que está presente na maioria deles. Organizei antologias junto da minha amiga Rose Giar e de sua editora. Consegui fazer o meu site poesiasecartas.com e minha revista serem vistos, claro que com a ajuda dos poetas e escritores que sempre tiram um tempo para enviar seus textos para o site. Posso dizer que foi, neste quesito, um ano relativamente muito bom.
Mas eu ainda preciso mudar algumas coisas em mim, na pessoa que sou, que às vezes erra sem querer, errando ao tentar sempre acertar e visando o bem dos meus entes queridos e amigos próximos. Pretendo que, no ano de 2026, eu possa ser pelo menos 1% melhor do que sou hoje, e perder uns 30 quilos, quem sabe eu consiga!
E você ja fez seu balanço anual?
Reflita nos seus erros , nos seus acertos e nas pessoas que você ama respire fundo e pense que você sempre pode melhorar acredite sempre no seu potencial.

 

Através do Caleidoscópio
Por Carlos Lopes

 

No giro de hoje, “Dezembro — o silêncio que fala mais do que as celebrações”

 

Não sei exatamente o que dezembro desperta nas pessoas, mas sei que ele carrega uma força estranha, quase bélica, de transformar o que sentimos em algo que transborda pelos cantos. Alguns o descrevem como mês de festas; outros, como mês de balanços. Eu prefiro chamá-lo de mês-espelho — porque nada reflete tanto o que fomos e deixamos de ser quanto esse último suspiro do calendário.
Escrevo estas linhas não de uma montanha iluminada por fogos, mas de uma mesa qualquer, enquanto o mundo lá fora tenta parecer alegre. Dezembro faz isso: maquiar dores, colorir saudades, perfumar despedidas. Mas, por trás das luzes piscando na varanda, existe um silêncio que grita. Um silêncio que não é vazio: é memória. É finitude embrulhada em papel brilhante.
Dizem que o tempo cura tudo. Mentira confortável. O tempo não cura — ele reorganiza. Recoloca. Gira o caleidoscópio da vida até que as mesmas dores formem outro desenho. E é em dezembro, sempre em dezembro, que percebemos: o que se foi não volta, e o que virá ainda não tem rosto.
Vivemos, por algumas semanas, entre dois mundos. E isso cansa. Cansa mais do que qualquer guerra externa. Porque a batalha do fim de ano é íntima. Invisível. Travada com fantasmas que só aparecem quando o calendário termina, como se cada número riscado fosse também uma renúncia, um luto, um adeus sussurrado.

Mas dezembro não é apenas despedida. É também a lembrança insistente de tudo o que ainda pulsa.

 

O ensinamento da finitude

Finitude. Palavra que assusta e, ao mesmo tempo, liberta.

Em dezembro somos obrigados a encarar essa professora severa: o que termina, termina. E não adianta negociar. O ano acaba como acabam as conversas que não tivemos, os amores que não seguramos, as versões de nós mesmos que não couberam mais.
É duro admitir.
A verdade é que passamos o ano inteiro fingindo que somos infinitos. Prometemos cuidar mais da saúde “depois”. Prometemos ligar para alguém “quando der”. Prometemos viver melhor “em outro momento”. Dezembro chega como um alerta: não há outro momento garantido.E é aí que o silêncio dele fala mais alto que as comemorações.
É nesse silêncio que aprendemos o que não queríamos aprender: que tudo passa, inclusive nós.

Entre o que fomos e o que seremos

 Há algo profundamente desconfortável em perceber que o ano nos moldou — às vezes sem permissão. Mudamos no meio do caos, no meio das expectativas quebradas, no meio do que não conseguimos controlar. Dezembro esfrega isso na nossa cara: não somos mais quem éramos em janeiro.

E talvez não sejamos ainda quem precisamos ser.

Atravessar dezembro é como atravessar uma ponte estreita sobre um rio caudaloso. De um lado, tudo o que fizemos; do outro, tudo o que ainda não sabemos se faremos. No meio, nós: cambaleantes, reflexivos, tentando não cair nos velhos padrões.

Mas dezembro tem um jeito irônico de fazer tudo parecer urgente. É como se cada dia se tornasse um espelho cruel, refletindo escolhas que poderíamos ter feito diferente. Mesmo assim, há beleza nessa honestidade involuntária. Há coragem em se ver de perto.

 

Presentes que não cabem em caixas

Há quem passe dezembro correndo atrás de presentes. E há quem passe dezembro fugindo de ausências. No fim, descobrimos que o que realmente importa não se embrulha, não se compra, não se etiqueta.

Os melhores presentes são quase invisíveis.
Um perdão dito com a voz trêmula.
Um abraço que devolve ar para pulmões cansados.
Um reencontro que parece milagre.
Um gesto gentil vindo de alguém que não devia nada.
Uma conversa que chega tarde, mas chega.
Um silêncio que acolhe ao invés de ferir.
Presentes assim não são objetos — são curas.
São lembranças futuras.
São lembranças antigas reencontrando lugar.
E dezembro, com seu jeito de colecionar finais, torna cada gesto mais valioso. A delicadeza do afeto vira resistência.
O cuidado vira revolução.
A escuta vira sobrevivência.
Dar e receber nunca foi sobre coisas. Sempre foi sobre presença.

 

A criança que volta para nos visitar

Dezembro tem a chave da porta que abrimos pouco: a porta da nossa infância.
Basta uma música antiga, um cheiro de sobremesa, uma luz amarela piscando, e somos invadidos por um exército silencioso de lembranças. A criança que fomos volta, não para nos acusar, mas para nos lembrar de quem queríamos ser.
Lembra da expectativa da noite de Natal.
Lembra do brilho nos olhos por razões simples.
Lembra de quando acreditávamos que tudo podia melhorar no ano seguinte.
Lembra de quando uma pequena luz era suficiente para iluminar tudo.
As tradições — mesmo as que não fazem mais sentido — carregam algo mais profundo do que cultura. Carregam identidade. Carregam raízes. Carregam o eco do que fomos, do que perdemos, do que ainda tentamos reencontrar.

A infância sempre esteve refletida nas luzes de dezembro. Só deixamos de notar.

 

O encanto triste dos últimos dias

Os últimos dias do ano têm sabor de despedida. Não é tristeza melancólica — é uma dor doce, quase afetuosa. Como olhar para alguém que amamos sabendo que a conversa está acabando.
Há uma beleza quase invisível em fechar ciclos.
Uma beleza que não é gritante — é sussurrada.
É o reconhecimento silencioso de que vivemos.
De que lutamos.
De que perdemos e ganhamos em medidas desiguais.
De que crescemos de modos que só agora entendemos.
E quando finalmente aceitamos isso, percebemos:
o ano não termina — ele se transforma.

 

Quando o caleidoscópio gira

O ano vira não quando o relógio marca meia-noite, mas quando a nossa consciência permite que o novo entre.
O caleidoscópio interno só muda a imagem depois que ousamos girá-lo.
Depois que soltamos o que pesa.
Depois que acolhemos o que dói.
Depois que reconhecemos o que ficou.
Dezembro não é sobre fim.
É sobre reinício.
Sobre coragem.
A coragem silenciosa dos que continuam.
A coragem dos que, mesmo cansados, ainda acreditam que podem ser melhores na próxima virada. A coragem de quem abraça, de quem perdoa, de quem olha para o ano que passou e diz:
“eu sobrevivi — e sobreviver é, por si só, uma obra de arte.”
Porque no fim — e que fique ecoando — dezembro é o único mês capaz de nos ensinar, ao mesmo tempo, sobre despedida e esperança.
E é nesse choque entre o que vai e o que chega que nasce o verdadeiro milagre do recomeço.

Até o próximo giro!

Carlos Lopes

CRP 04/49834

 

 

O SOPRO DE DEZEMBRO

Dezembro pousa leve, como um pássaro cansado,
trazendo nas asas o brilho quieto do que termina.
Caminhamos por dias que tremulam,
fronteiras tênues entre sombra e amanhecer.
O tempo rearruma seus vidros coloridos,
e cada memória cintila em outra direção.
O passado respira em nós como bruma,
dissolvendo-se devagar no calor do agora.
Há gestos que florescem sem serem vistos,
presentes tecidos no silêncio das mãos.
Um abraço que fala, um perdão que desata,
pequenos milagres que o mundo esqueceu de notar.
A criança que fomos acende velhas lanternas,
iluminando caminhos que julgávamos perdidos.
E o coração se encolhe e se expande,
como janela aberta para o vento da saudade.
Nos dias finais, tudo parece mais frágil,
como cristal prestes a ganhar nova forma.
O ano gira dentro de nós, lento e luminoso,
e descobrimos, enfim, que recomeçar é também um delicado ato de fé.

 

Carlos Lopes
[email protected]
Direitos Autorais Reservados

Lei 9.610/18

Entre o Fogo da Sedução e o Frio da Traição-Parte 1 por Cavaleiro do Amor 

Ta difícil esses dias, em que a solidão e a saudade tomam conta de mim, em que me lembro daquela mulher pela qual tanto tempo eu fiquei e hoje sofro com aquele desejo guardado dentro de mim. E, em uma festa de fim de ano, a encontrei de novo: a mulher do meu chefe, com quem por alguns anos fui seu amante em segredo. Por eu a querer demais, ela decidiu acabar com aquela relação, mas, no nosso novo encontro, matamos a saudade e a vontade que estávamos um do outro.

Quinze de dezembro, mas uma confraternização da empresa. Trabalho em uma seguradora que tem sede em vários outros estados e em alguns países. Meu nome é Luiz. O dono da empresa se chama Hélio. Nós nos conhecemos desde a faculdade, quando ele herdou de seu pai uma pequena seguradora, a qual fui convidado a trabalhar junto com ele. Hélio tem um faro para negócios espetacular: conseguiu fazer a empresa crescer 20 anos, a ponto de ter 7 filiais em 7 grandes estados, mais 5 em regiões metropolitanas, e acabou de firmar parceria com empresas de outros países, como Argentina e Uruguai. Vai abrir mais filiais e a matriz fica em Ribeirão Preto, uma cidade grande do interior paulista, a minha cidade, à qual me afastei há 13 anos; eu comande a filial de São Paulo a pedido de Helio. Fui para lá, me deu como promoção, mas foi a esposa dele, Giovana, quem pediu isso.
Giovana, uma mulher linda naquela época, incansável na arte do sexo. Era nossa amante; ela namorava Hélio, que vivia trabalhando demais e, por vezes, também trabalhava no escritório. Ela se sentia sozinha e eu fui chegando. Na realidade, eu não queria, mas nos envolvemos. Gostamos um do outro e a sua sede por sexo era incontrolável; a vontade de me ter dizia, por vezes, que transar comigo era uma viagem dos deuses, pois Hélio estava sempre muito cansado e às vezes não sabia nem beijar direito. Fazia sexo oral meia-boca e odiava inovar; era sempre papai com mamãe. Ela, no auge dos seus 22 anos, com vontade de foder todo dia, mas o seu homem sempre pensando em ganhar dinheiro e, por vezes, carente, necessitando de uma conversa ou de algum elogio, viu em mim o amigo de Hélio como suporte.

No início era só conversa, sem reclamações, algumas brincadeiras de companheiros de trabalho, nada que passasse de “como você está bonita”, “ah, o seu perfume é uma delícia”. Depois foram aumentando as brincadeiras e os elogios.

Um dia ficamos só nós dois no escritório até a noite. Hélio havia ido a São Paulo para ver um lugar onde abriria a primeira filial, e estávamos lidando com um novo cliente que tinha vários funcionários e precisávamos ver o melhor custo-benefício para fechar o negócio, e ficamos até tarde.
Eram 21 horas e eu estava sem meu carro, que havia quebrado, e Giovana me oferece uma carona.
— Luiz, eu te levo, vamos.
— Não precisa, vou esperar um taxi.
— Vamos, vai. E aí, você tem alguma coisa pra fazer?
— Olha, a essa hora não: eu ia comer um lanche e dormir.
— Nossa, eu também estou com fome; quero também.
— Ok, então vamos.
Acabamos indo a um bar na Avenida Treze de Maio, não muito longe do escritório, que fica no centro da cidade. Esse bar funciona a noite toda. Perguntei a Giovana:
— Já veio aqui antes?
— Na madrugada, com minha mãe, quando eu era mais jovem.
— É, este bar é bem antigo mesmo. Lembro da minha época de colégio, quando estudava aqui perto, e as sextas-feiras passávamos aqui para comer algo e tomar cerveja. Era o único lugar que não pediam nossa identidade.
Nossa conversa fluía, as cervejas na mesa, o perfume adocicado dela, Giovana, loira, 1,70 de altura, corpo bem definido, um bumbum durinho, seios médios e uma boca deliciosa.
Ela chegou mais perto e, ao nos beijarmos, veio à tona desejos e vontades reprimidas, a carência de uma mulher.
Giovana pediu desculpas pelo impulso e disse:
— Vamos fingir que este beijo não aconteceu?
— Por quê?
— Eu tenho o Hélio e ele, apesar da ausência, é uma pessoa muito boa para mim.
— Faz dias que a gente vem flertando, que nos olhamos de maneira diferente. Você acha que eu também não estou tentando evitar isso já faz tempo.
— Eu sei; tenho vontades com você.
— Hoje é o dia desses desejos e vontades serem realizados!
— Ok, e para onde vamos?
Após a pergunta de Giovana, pedimos a conta, entramos no carro dela e vamos para o meu apartamento, não tão longe de onde estávamos. Logo que entramos em casa, Giovana já muda de postura e começa a me beijar de modo louco, como se fosse a última vez que se beijava, e eu respondo  com os beijos e toques pelo corpo.
Tiro a blusa dela e começo a beijar seus seios, chupá-los e mordiscar delicadamente seus bicos; nesse momento meu celular toca: é Hélio.
— Oi, Luís, tudo bem?
— Oi, chefe, tudo certo?
— Estou bem. Sabe da Giovana?


Fico pensando no que vou dizer…  sua  mulher, na minha casa, semi nua, pegando no meu pau.
— Então, chefe ela me deu uma carona e depois foi embora.
— Deve ter esquecido o celular no carro; depois eu falo com ela. E, aliás, fecharam com aquele cliente?
— Sim, deu tudo certo.
— Ótimo. Ainda fico amanhã aqui; vou embora somente na sexta-feira. Tem uma região que quero visitar.
— Ok, chefe.
— E para de me chamar de chefe, kkkk. Boa noite!
— Ok, boa noite. Bom descanso!
Ela ficou pegando no meu pau durante a conversa com Hélio; ela se transformou e, quando disse que era ele, simplesmente disse:
— Deixe ele para lá; eu quero ser fodida bem gostoso.
E voltamos a nos pegar até que ela se despiu completamente e disse:
— Vamos tomar um banho juntos?
No banheiro, continuamos, nos ensaboamos, nos beijamos, e eu a penetrei e comecei a foder devagar; ela gemia e pedia com mais força, e eu obedecia como um cachorrinho querendo comer bem gostoso a cadelinha. Da sua boca saíam palavrões, e ela gozou, dando um grito, virando de frente e dizendo:
— Fazia muito tempo que eu não tinha um orgasmo gostoso assim.
Terminamoso banho e eu ainda não havia gozado; fomos para a cama, e aquela mulher era minha, totalmente ela deitou de bruços e aquela bundinha empinada não resisti, e comecei a beijá-la, a lamber, a chupar todinha, até que ela se vira e diz:
— Acaba comigo com essa língua gostosa.
Eu vejo a florzinha rosinha, líza perfumada e me deleito, chupando e devorando, passando a língua da vagina até seu ânus. Giovana delira; eu acho seu ponto G e ela goza intensamente, me puxando para cima, me beijando na boca e pegando no meu pau, dizendo:
— Agora é sua vez!
Abocanha, engole tudo, babando, e também me masturba, o êxtase do momento está em mim, não demoro muito e gozo. Giovana não desperdiça nenhuma gota, engole tudo e depois me beija e me abraça, dizendo:
— Foi muito bom, obrigado.
— E agora, como ficamos?
— Ah, não sei…
— Deixamos acontecer e ver no que vai dar.
— É isso mesmo.

continua…

Carta Para Papai Noel- Por Luciane Cunha

Cartinha ao Papai Noel

Dentre as coisas tão bonitas que o natal nos faz relembrar, diz respeito a nossa época de infância, mais precisamente as cartinhas ao Papai Noel.
A ingenuidade das crianças, independente de sua classe social, mostrava um misto de esperança e expectativa , afinal, o bom velhinho jamais se recusaria a atender um pedido via correspondência.
Por esse mesmo motivo, as cartinhas eram meticulosamente organizadas: a melhor caligrafia possível, valendo enfeites e até a representação dos pedidos. Tudo muito caprichado. Talvez, pela primeira vez, estivéssemos , na forma escrita, fazendo algo com tanto apreço e na certeza de sermos retribuídos.
A decepção viria quando, nem sempre, os nossos presentes seguiam a risca os detalhes esperados ou até mesmo a descrição que teríamos revelado a respeito.
Desilusão maior somente quando descobríssemos que o Papai Noel não existia e, por trás de tudo, apenas nossos pais, padrinhos ou algum voluntário bondoso havia se esforçado tanto para nos presentear com algo pelo menos aproximado aos nossos desejos.
Uma das maiores lições que poderíamos tirar dessa experiência seria: Valeu a pena escrever cartas com tanta dedicação , sim ! Porque, diferente do Papai Noel, experiências vindouras nos exigiriam domínio e capacidade na comunicação oral e escrita, a fim de alcançarmos nossos sonhos e objetivos.
As cartas ao Papai Noel representaram um treino que, mais tarde, nos levaria a sermos protagonistas na nossa própria história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luciane Cunha

O que é o Natal -por Maria Ribeiro

Eu hoje me pergunto o que é o Natal e qual é o seu significado. Lembro-me de quando eu era criança: ficava tão ansiosa por essa data, sabendo o que eu ia ganhar; qualquer presente era válido, pois eu já tinha noção de que a condição financeira da minha família não era boa. Sempre tive exemplos dentro de casa de trabalho e honestidade, que sempre se esforçaram para educar a mim e aos meus irmãos, e sempre conseguiam nos alegrar, mesmo que simples fossem nossas roupas compradas em lojas baratas; porém víamos o amor e um jantar maravilhoso que reunia a família toda. Um pouco de cada um virava um montão para todo mundo.
Hoje, já adulta, eu vejo um significado comercial no Natal, mas ainda fico impressionada com ele. Quem sabe, em algum lugar de mim, aquela criança que adorava ver a árvore de Natal brilhando com várias luzinhas e acreditava que, à meia-noite, o Papai Noel entraria escondido em casa e deixaria o presente que tanto pedia a ele. Bom, eu sei que é uma fantasia, mas é bom pensar assim.
Para mim, o significado do Natal é gratidão por mais um ano que vivi, por ter sobrevivido e por ter realizado coisas boas ou ruins. Também penso nos meus fracassos, mas agradeço acima de tudo pelo aprendizado, pelos meus entes queridos e pela família que comigo enfrentou todo este ano. Prezo pelos poucos amigos que ainda tenho.
Cada pessoa entende o Natal de uma maneira diferente; o significado é uma coisa pessoal e não apenas uma data comercial, mas um momento de gente pensar, refletir e torcer para que as coisas ruins possam melhorar.
Neste Natal, vamos pedir a Deus que abençoe as crianças, que as dê sempre esperança, e que tudo de bom possa acontecer para todos. Eu quero que todos tenham um Natal farto de tudo o que desejam.

Entrevista com o Escritor por Rose Giar

Rose Giar entrevista David Pessoa- Poeta, escritor e contista Cearense acompanhe!

 

Rose Giar: Nome completo, algum heterônimo?
David Pessoa: Meu nome completo é David Pimentel de Paula Pessôa. Não tenho heterônimo ou pseudônimo, costumo me identificar somente como David Pessoa em minhas publicações.
Rose Giar: De que cidade e estado é David Pessoa?
David Pessoa: Brejo Santo, interior do Ceará

Rose Giar: Quais são suas principais ocupações como escritor?
David Pessoa:Escrevo contos e poemas, inscrevo-me em concursos literários e treino para lapidar o meu estilo de escrita. Meu treinamento envolve leitura (especialmente dos clássicos) e exercícios que envolvem, principalmente, reescrever meus próprios textos. Além disso, a divulgação do próprio trabalho é também fundamental e costuma exigir algum investimento de tempo, em situações específicas.
Rose Giar: Sua infância, pais, como era sua vida, sua infância?
David Pessoa: A minha infância foi comum, com nada digno de nota. Nasci em Fortaleza e, com três anos de idade, a minha família se mudou para uma pequena cidade do sul do Ceará: Brejo Santo. Aos dez anos de idade, voltei para Fortaleza, tencionando estudar em um bom colégio da capital. Lá, morei com a minha avó por quatro anos e foi com ela que desenvolvi meu amor pela leitura. Ela me incentivou a ler os clássicos e assim o fiz, com muito prazer. Aos quatorze anos, já escrevia alguns textos, mas sem saber exatamente o que estava fazendo.
Rose Giar:Qual sua formação escolar e qual seu trabalho?
David Pessoa:Sou bacharel em direito e técnico em transações imobiliárias. No momento, estudo para concursos públicos, escrevo e produzo conteúdo sobre literatura clássica nas redes sociais.

Rose Giar: Quando a poesia entrou na tua vida?
David Pessoa: Ainda cedo, na adolescência, com o incentivo da minha avó. Aos quatorze anos, li A Divina Comédia, de Dante Alighieri, pela primeira vez e, desde então, meu amor por poesia não encontra um fim.
Rose Giar: Quantos anos você tinha quando começou a escrever?
David Pessoa: Já escrevia na adolescência, mas meus textos não tinham muita qualidade. Aos dezessete anos, escrevia um pouco melhor, com mais consciência sobre forma, então, foi quando comecei a escrever os meus contos. Quanto aos poemas, só comecei a escrever aos 23 anos.
Rose Giar: Quais livros que você leu, que marcou ou te influenciou?
David Pessoa: Todas as minhas leituras me marcaram de alguma forma, mas posso destacar alguns livros específicos: A divina comédia, de Dante Alighieri; Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski; A Metamorfose, de Franz Kafka; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; Eu e Outras Poesias, de Augusto dos Anjos.
Rose Giar: Cite um autor ou escritor que te inspira, porque?
David Pessoa: Edgar Allan Poe foi, indubitavelmente, o autor que mais me inspirou a escrever. Me apaixonei por sua insanidade e o considero, até hoje, meu grande professor e mestre na escrita.
Rose Giar: Qual seu estilo poético preferido e o que te inspira a escrever?
David Pessoa:Gosto muito de sonetos líricos. O que me inspira a escrever é a vida. Cada verso é um suspiro; uma expressão vital das emoções humanas tão abafadas pelo cotidiano. E cada frase escrita de um conto eterniza minhas fantasias e sonhos.
Rose Giar:  Qual a importância da Literatura na Arte para você?
David Pessoa: Existem limitações claras, por logística, em todas as expressões artísticas, menos na literatura. Não há limites para as histórias que podem ser escritas, qualquer coisa pode ser criada com uma caneta e um papel.
Rose Giar:  Quais são suas esperanças e desesperanças com respeito a literatura brasileira no geral?
David Pessoa: Não tenho qualquer esperança. A Academia Brasileira de Letras continua esnobando grandes talentos, os escritores têm usado cada vez mais a IA — já que as ferramentas de detecção não funcionam adequadamente — e as pessoas têm lido cada vez menos. 

Rose Giar:  Qual o papel das mulheres na literatura? Você acha que elas são e foram importantes para a literatura? Como?
David Pessoa: Sem dúvida. Todo indivíduo tem uma perspectiva sobre a vida, então, a mulher, que passa por experiências e emoções que o homem desconhece, é capaz de escrever histórias e versos de profundidade ímpar. A importância da mulher na literatura é inquestionável. Sou um grande admirador das romancistas inglesas, principalmente Emily Brontë e Ann Radcliffe. A primeira encontrou uma forma inteligente de criticar o casamento como instituição; a segunda foi a pioneira do romance gótico. Esses são apenas dois exemplos de como as mulheres revolucionam a literatura há séculos, ainda que poucos comentem a respeito.
Rose Giar: Quais gêneros literários David Pessoa atua como escritor, contista e poeta?
David Pessoa: Quanto aos temas, costumo escrever todo tipo de conto, especialmente fantasia, ficção científica e suspense. Os poemas tendem a abordar sentimentos e reflexões, sem seguir qualquer tipo ou gênero fixo.
Rose Giar:  Na sua opinião, o que o escritor ou poeta, precisa fazer pra ser bem sucedido em nosso país?
David Pessoa:  Escrever exatamente o que os leitores exigem, se vendendo às tendências do próprio mercado editorial.
Rose Giar:  Você participa de alguma Acadêmia Literária?
David Pessoa: Ainda não.
Rose Giar:Voce acha que as mídias sociais e plataformas ajudam na divulgação do trabalho do escritor? Conte-nos como as usam?
David Pessoa: Com certeza. Já publiquei vários textos de minha autoria em redes sociais e sempre fico muito feliz com o apoio que recebo de família, amigos e leitores. Gostei tanto de interagir com as pessoas, que de forma muito fluida, acabei também gerando bastante conteúdo sobre literatura. Hoje, produzo vídeos com frequência e faço lives.
Rose Giar: Quais os nomes dos concursos que você já ganhou?
David Pessoa: Entre processos e baratas, Editora Persona; Mala de Bordo, Grupo Editorial Ao Vento; Antologia de contos, Editora Tenha Livros; O som da chuva, Editora Tenha Livros; Contos secretos do além-mundo, Editora Tenha Livros; Vozes que se encontram, Editora Tenha Livros; A morte de Edgar Allan Poe, Editora Cartola; Amor em Poesia 2, Grupo Editorial Hope; Concurso Literário Aline Alencar 2023, em 2° lugar. Confesso que esqueci os títulos de outros concursos, talvez uns dois, infelizmente.

Rose Giar:  Você têm livros ou obras autorais publicadas, cite os nomes e onde podem ser adquiridos?
David Pessoa: Ainda não publiquei um livro de minha autoria, infelizmente. É um grande sonho e o realizarei em breve.
Rose Giar: Quais seus projetos futuros?
David Pessoa: No momento, meu foco enquanto escritor é publicar meu primeiro livro, somente.
Rose Giar: Deixe seus perfis em redes sociais para que possam te #seguir
David Pessoa: tiktok: @davidpppessoa; instagram: @davidpppessoa.

 

 

Horoscopo & Cia por Jacilene Arruda

 

Previsão astrológica de dezembro de 2025 para cada signo.

♈ Áries
Energia intensa no início do mês, com coragem para novos projetos. Atenção para não agir por impulso.

♉ Touro
Momento de ajustes domésticos e estabilidade financeira. Comunicação clara será essencial no trabalho.

♊ Gêmeos
Mês favorável para estudos e viagens curtas. Cuidado com dispersão; foque em objetivos concretos.

♋ Câncer
Questões familiares ganham destaque. Bom período para fortalecer vínculos e cuidar da saúde emocional.

♌ Leão
Relacionamentos em alta, com magnetismo pessoal. Evite exageros e mantenha equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

♍ Virgem
Organização e disciplina serão recompensadas. Excelente momento para planejar o próximo ano com foco em resultados.

♎ Libra
Amor e criatividade em expansão. Bom período para atividades artísticas e sociais. Atenção às finanças.

♏ Escorpião
Transformações internas continuam fortes. O mês pede desapego e abertura para novas oportunidades.

♐ Sagitário
Início vibrante, cheio de entusiasmo. Na segunda quinzena, disciplina será necessária para consolidar projetos.

♑ Capricórnio
Marte entra em seu signo, trazendo energia e determinação. Ótimo para conquistas profissionais e metas de longo prazo.

♒ Aquário
Bom momento para conexões sociais e projetos coletivos. Evite sobrecarga e cuide da saúde mental.

♓ Peixes
Intuição aguçada e sensibilidade ampliada. Excelente para trabalhos criativos e espirituais, mas atenção à praticidade.

Acompanhe as fases da Lua em dezembro e descubra como aproveitar a energia de cada momento:
Lua Cheia: 4 de dezembro, às 20h14
Lua Minguante: 11 de dezembro, às 17h51
Lua Nova: 19 de dezembro, às 22h43
Lua Crescente: 27 de dezembro, às 16h09

Jacilene Arruda é astróloga e numeróloga, escritora na Revista Poesias e Cartas
Instagram @evolucaoeconhecimento
Contato +55 31 99531-5732

Convite para Ação Vegana de Natal

Prezados amigos,

No espírito de solidariedade e celebração, convidamos todos a participarem da Ação Vegana de Natal, que acontecerá no dia 25 de dezembro, na Praça da Estação, em Belo Horizonte (Minas Gerais).

Estamos arrecadando itens veganos — alimentos, bebidas, roupas, calçados, brinquedos, livros e outros artigos livres de origem animal — para compor cestas e refeições que serão distribuídas durante o evento.

Sua contribuição é fundamental para que possamos levar acolhimento, sabor e consciência a quem mais precisa, promovendo um Natal inclusivo e cheio de esperança.

📌 Data da ação: 25/12 📍 Local: Praça da Estação – Belo Horizonte, Minas Gerais

Além das doações, também precisamos de voluntários para ajudar na organização e execução da ação no dia do evento. Estamos, ainda, em busca de um barbeiro solidário que possa oferecer cortes de cabelo gratuitos, trazendo dignidade e cuidado especial para os presentes.

Contamos com sua colaboração e presença para transformar este Natal em um momento de partilha, compaixão e união.

Doe, participe e espalhe amor!


2 thoughts on “Revista Poesias e Cartas Dezembro 2025

  1. Parabéns pela edição da revista! A qualidade dos artigos, a diagramação impecável e as imagens selecionadas criam uma experiência de leitura cativa. Você e a equipe fizeram um trabalho excepcional!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *