Entre Linhas- Reflexão: Dias de Hoje

Dias de Hoje

Tão jovem era aquele rapaz que caminhava pela rua, sem saber o que faria; agora, com seus 18 anos, conquistava a maioridade e tinha medo. A realidade o assustava: havia conflitos mundiais, guerras em outros países, e o Brasil era taxado pelos Estados Unidos; um ex-presidente sendo julgado e, no governo, um presidente ex- presidiário. Mas, como ele nunca pensou em ser político e sempre foi ensinado a ser uma boa pessoa, e agora com a maioridade era a hora das escolhas.
Com talento para desenvolver histórias, fazer relatos, contos, crônicas, poesias e poemas, o jovem de nome Leandro, com 1,72 m, corinthiano, que no futebol nunca teve chance, já descartava várias profissões e queria seguir talvez uma carreira acadêmica, mas a paciência já lhe faltava. Um ariano de março, um fogo quente que se via entre a cruz e a espada quando perguntavam o que ele ia fazer agora, com sua maioridade.
Em sua caminhada, ele via na rua pessoas pedindo esmola, crianças vendendo bala, cachorros e gatos jogados pela rua; um carro da marca Ford, modelo Fiesta, com placa “vende-se”. Leandro pensava em ser assistente social, mas como ajudar tantas pessoas, ou quem sabe fazer um abrigo para animais de rua? Um sonho talvez precise de espaço, mas por enquanto ainda não era a hora.
Continuando a sua caminhada, a indecisão nunca o deixava; na TikTok, apareceu uma notícia sobre William Bonner que iria deixar o Jornal Nacional. Pensava: poxa, como isso pode? Um jornalista, um ícone, inspiração para muitos, seu carisma, sua inteligência e a sua voz de galã.
Mas tudo tem validade nesta vida: um dia tudo acaba. E ele pensava que ainda não havia começado a viver de verdade. Trabalhou desde cedo, juntou um bom dinheiro e adorou aquele carro que tinha visto, mas queria mais e não sabia por onde começar. Lendo vários livros, escreveu alguns poemas e, na mente, ainda fervia aquela grande indecisão. Sua caminhada não ajudou muito; apenas aumentou a dúvida, e seus óculos embaçados pelo suor dos 5 km que andou sob o sol de 40 graus. Chegando em casa, seu cachorro pulou nele; a mãe disse que tinha comida na geladeira e ele ainda queria saber o que estudar na faculdade.
Ele quer revolucionar, mudar o mundo sem usar armas, sem ser um diplomata rígido e sem ser um político bandido, pois não apoiava nem um lado político e apenas defendia sua opinião de ser patriota, confuso e medroso, pois para ele crescer era um perigo e um desafio que a cada hora parecia ficar mais difícil.
Até que às 19 horas, deitado no sofá assistindo à televisão, teve a luz que precisava: a dúvida parecia acabar e uma decisão ele iria tomar. E gritou sua mãe
Como já era fã de William Bonner e adorava escrever e comentar com sua visão, ele decidiu estudar jornalismo e, assim, poder defender o que acreditava e tentar, ao mesmo tempo, mudar o mundo. Usar as palavras para criar contos, falar em crônicas e em poemas e poesias, descrevendo sua visão e seu modo de ver as coisas, colocando seu ponto de vista e, acima de tudo, tentando acabar com guerras e conflitos.
Mas será que ele consegue mudar o mundo com palavras? Será que os jovens de hoje têm um pensamento igual ao de Leandro? As dúvidas deles são resolvidas facilmente? Acho que todos os jovens precisam de apoio desde a primeira idade até chegarem à vida adulta, à admiração de um ícone do jornalismo brasileiro, ou fez querer ser igual, ou quem sabe até melhor.
Acompanhem seus filhos, professores: vamos solucionar as dúvidas de todos os jovens e acabar com suas indecisões.

6 thoughts on “Entre Linhas- Reflexão: Dias de Hoje

  1. Atualmente esses nossos dias difíceis! Muita informação, muita correria, tudo passa pela nossa cabeça e nosso coração como um rodamoinho! É preciso calma, paciência e muito amor! Com sabedoria escolher o caminho certo! Você tem o dom da palavra! Porquê não fazer de sua palavra seu guia! Sucesso

  2. Leandro, você sou eu aos 17 anos de idade, vivendo os mesmos desafios, confusões e ambições sufocadas pela realidade que o cerca.
    Escolhi estudar jornalismo por acreditar nas palavras de uma sociedade ignorante e pessimista: “você só será alguém se cursar uma faculdade!”
    Escolhi estudar jornalismo porque meu pai disse: “ser escritora não te levará a lugar algum!”
    Escolhi estudar jornalismo porque pensava que pelo menos eu poderia continuar fazendo o que mais amo, escrever.
    Leandro, eu escolhi cursar jornalismo porque tomei como verdade para mim as ideias externas de pessoas que não acreditavam no meu potencial.
    Assim, eu abandonei meu sonho.
    O jornalismo se tornou a execução do meu plano B, quando o plano A nem ao menos foi colocado em prática por mero medo imposto por mentes externas, uma força invisível que cobriu meus sonhos.
    Leandro, leve sua bondade, sua verdade, sua ambição e sua escrita em tudo que fizer, e serás bem sucedido onde sua voz quiser ser ouvida.

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