Especial de Férias em Antônio Pereira
No último domingo, 25 de janeiro de 2026, o distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto, viveu um dia inesquecível. Após três dias de intensas tempestades que castigaram Minas Gerais, o sol finalmente brilhou, contrariando todas as previsões meteorológicas e iluminando o Festival de Verão – Pura Diversão, realizado na chamada Casa Libanesa, residência de Sandra Faria, localizada nos fundos da Escola Dona Zumbi, ao lado do conhecido Campo de Teco.
Cultura, Inclusão e Sustentabilidade
O evento, que reuniu moradores e visitantes, trouxe uma programação diversa e inclusiva. Logo pela manhã, a comunidade foi acolhida com música e dança, celebrando ancestralidade através do dabke e da dança do ventre.
Em seguida, crianças autistas participaram de brincadeiras sensoriais e da oficina de argila, além da atividade “A Lâmpada Mágica”, conduzida pela turismóloga e escritora Jacilene Arruda. A participante Isis recebeu simbolicamente a “lâmpada mágica”, assumindo a missão de perpetuar sonhos e esperanças na comunidade.
Estreia do Críquete em Antônio Pereira
Pela primeira vez, o distrito recebeu o medalhista de críquete Muhammad Ahsan, doutorando em Ciência da Computação na Universidade Federal de Ouro Preto. Crianças e adultos se misturaram para aprender e praticar o esporte, em um momento de integração e descoberta que marcou a história local.
Dança e Identidade
Jacilene Arruda emocionou o público com uma apresentação impecável que mesclou traços da cultura nordestina, dança do ventre, o ritmo cossack e o dabke. Usando um pakol – acessório tradicional recebido do paquistanês Rehan Ullah, doutorando em Física na Universidade Federal de Viçosa – e vestidos bordados manualmente, ela simbolizou resiliência e ancestralidade, recebendo muitos elogios pela delicadeza dos detalhes.
Almoço Coletivo
O almoço comunitário foi outro ponto alto do festival. O cardápio trouxe o sabzi (prato de legumes de origem oriental), o roti (pão sagrado) e uma deliciosa salada de frutas tropicais preparada por Solange Faria. Alguns preferiram se reunir à mesa, enquanto outros se acomodaram no “tapete mágico”, reforçando o espírito de partilha e união.
Histórias e Encerramento
Durante a tarde, moradores compartilharam relatos sobre a história de Antônio Pereira e da lendária Igreja Queimada. Houve também recitação de poemas do místico persa Rumi, que emocionaram os presentes. O encerramento ficou por conta do Bloco Foliões de Antônio Pereira, que levou alegria em um momento popular vibrante.
Um novo amanhecer
O Festival de Verão não foi apenas um evento cultural, mas um marco de integração, diversidade e espiritualidade. Entre danças, oficinas, histórias e sabores, Antônio Pereira viveu um dia que plantou sementes de um futuro mais conectado, inclusivo e sustentável.
Reviva os melhores instantes: confira os registros fotográficos do Festival de Verão em Antônio Pereira.
Reportagem publicada por Poesias e Cartas
Revista mundialmente circulada, sediada no estado de São Paulo





























