Depois de um mês em recesso a Revista Poesias e Cartas volta com um novo folego para trazer a todos informação,cultura aliados com o melhor da poesia aproveitem a edição de fevereiro e conheça os nossos poetas que participam trazendo o melhor conteudo a vocês.
4 de fevereiro: Dia Mundial do Câncer- Por Johnny Ribeiro
Até mesmo uma doença sem cura tem um dia, este dia que foi criado para conscientização sobre a sua prevenção e tratamento. Só quem na família teve pessoas afetadas por esse mal sabe o quanto isso é dolorido. E digo: não é só o doente que sofre, mas também toda a sua família, esperando uma cura que talvez não chegue. Apesar da competência de muitos médicos e pesquisadores que vêm há anos estudando uma cura, faço uma pergunta à sociedade: será que, quando for encontrada essa cura, ela será divulgada à população?Bom, eu digo que talvez esta tal cura, quando aparecer, será muito bem escondida pela indústria farmacêutica e também por alguns médicos, pois o que importa para muitos é faturar com a nossa doença.
Mas, voltando a falar do dia 4 de fevereiro, uma data que é um alerta, ela foi criada no ano 2000, durante a Cúpula Mundial contra o Câncer, realizada em Paris, na França. O evento contou com a participação de líderes do setor de saúde, organizações não governamentais e instituições de pesquisa. A iniciativa foi promovida pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), que buscou estabelecer uma data para aumentar a conscientização e mobilizar esforços em todo o mundo para combater a doença. Desde então, o dia tem sido comemorado anualmente com eventos e campanhas em diversos países.
E a literatura mundial perdeu grandes poetas e escritores por causa dessa doença:
- Adolfo Bioy Casares – Embora tenha sido um autor argentino, ele passou parte da vida no Brasil e influenciou a literatura brasileira. Ele morreu de câncer em 1990.
Gilda de Mello e Souza – Escritora e crítica literária, Gilda faleceu em 2005, após lutar contra o câncer.
Jorge Amado – Embora a causa de sua morte em 2001 tenha sido uma falência múltipla de órgãos, ele lutou contra o câncer nos últimos anos.
Emily Dickinson – A renomada poeta americana faleceu em 1886, e acredita-se que a causa foi uma nefrite, potencialmente relacionada ao câncer.
John Keats – O poeta inglês, conhecido por seu trabalho no romantismo, morreu de tuberculose em 1821, mas acredita-se que ele também sofreu de câncer.
Pablo Neruda – O famoso poeta chileno, laureado com o Prêmio Nobel, morreu em 1973 de câncer de próstata, pouco após o golpe militar no Chile.
W. H. Auden – O poeta anglo-americano, conhecido por sua vasta produção literária, faleceu em 1973, e a causa da morte foi relacionada a complicações do câncer.
Ted Hughes – O poeta inglês faleceu em 1998 de um raro câncer no esôfago.
Hoje, esses poetas e escritores são exemplos para gerações, e a lembrança e o legado deles continuam vivos para aqueles que os admiravam.
Uma doença que destrói não somente o físico, mas também o psicológico, abalando as estruturas de uma família. Só quem já perdeu uma pessoa querida sabe como é duro rever os locais onde ela esteve e se lembrar dos seus últimos dias de vida.
Tome nota
Uso do tabaco
Causa de morte
( Qual o ponto fraco?
Não é questão de sorte
Sei das tuas dores
Me compadeço
Acha-se no corpo tumores
A saúde é sem preço
Sobreviver é uma luta
Tem de prevenir
Neoplasia maligna
O tumor (em tamanho da fruta)
( Muitas dores está a sentir
E se for tumor benigno?
Câncer não se trata de signo
Não é nada de zodíaco
Ouçam da igreja os sinos
Deus ajude o médico
Que Jesus o cure
Tu lutas contra essa doença
Espero que vença
Que o sofrimento por muito tempo não dure
Sala de hospital, alguém luta para viver
E vocês que não dão valor à vida?
Há ainda saída
De novo alguém vai nascer
O tratamento é caro
Os medicamentos
O soro
Me dói, mas porém não paro
Esperando por milagre
Mas posso partir a qualquer momento
Nada me valeu o mundo inteiro
A vida era ouro
O autor da poesia se chama Breno Rodrigues um poeta seu estilo voltado ao rap onde sempre nos manda um recado nos seus poemas, participante de batalhas de rima a inspiração ta nele a todo minuto um poeta que ainda dara muitos frutos a nossa literatura.
sigam ele no instagram:https://www.instagram.com/adonaib4/#
Reflentindo por Johnny Ribeiro
Hoje, filosofando sozinho e refletindo sobre a minha vida, comecei a pensar nas pessoas, no que define um ser humano e até onde podemos chegar. Existem experiências que só vivendo é possível entender.
Senti na pele a desvalorização da minha profissão. Já fui olhado de cima para baixo, como se fosse lixo, algo mesquinho. Em algumas ocasiões, enfrentei pessoas que se sentiam grandiosas o suficiente para me oprimir. Nessas situações, apenas sorri, guardando dentro de mim uma raiva imensa, pois preciso manter a cordialidade e o profissionalismo, colaborando com todos que aqui trabalham e os que virão. Contudo, não posso permitir ser humilhado.
Biologicamente, sou um ser humano, um Homo sapiens. Tenho um bom raciocínio e me expresso bem. Sou poeta e escritor romancista, com um livro solo publicado e participação em diversas coletâneas poéticas.
No entanto, existem pessoas que se acham superiores, o que não aceito. Acredito que, se fossem realmente capazes, não agiriam como agem e não se intimidariam com a minha presença. Talvez a minha autoestima elevada as deixe desconfortáveis; e sim, sou de Áries, e muitos dizem que isso me torna um “capeta”.
Trabalho como porteiro em um prédio comercial em um bairro de alta classe, e alguns funcionarios das salas se consideram superiores a nós, porteiros. Esta é uma profissão digna como qualquer outra, mas a maioria das pessoas que não conhece a realidade acredita que o porteiro não faz nada, que dorme o dia todo e só fica no celular. No entanto, poucos entendem que o porteiro é responsável pela segurança, controla o acesso e, frequentemente, desempenha múltiplas funções no trabalho. Além disso, há porteiros formados que buscam sempre algo melhor.
Compreender essas pessoas que se acham superiores é difícil e complicado. Mas a vida é assim; às vezes, é melhor engolir a situação para manter a boa convivência do que provocar desentendimentos.
Hoje, várias profissões sofrem preconceitos. Às vezes, são até mesmo maltratadas e, por vezes, existem aqueles famosos puxa-sacos que são apenas funcionários como você. Na cabeça deles, o que eles fazem acaba por ser mais importante do que o que você faz. Neste texto, falei sobre uma funcionária de uma das salas comerciais que acha que seu cargo é superior ao meu. Pois bem, há coisas na vida que, às vezes, é melhor se calar do que responder à altura.
Através do Caleidoscópio por Carlos Lopes
No giro de hoje, quem sou eu e quem é você?
A Identidade Descartável
Marta estava parada diante do espelho havia exatos 47 minutos. Tinha experimentado quatro roupas, duas maquiagens e um penteado. O evento? Um simples almoço de domingo. Nada de especial, apenas uma reunião de família. Mas a verdadeira questão não era o que Marta usaria — era quem Marta queria ser naquele dia.
Ao olhar para o espelho, perguntava-se: “Será que vou parecer desleixada com esta blusa? Não quero que a prima Clara comente. E se me acharem sem graça? Talvez aquele vestido que usei no aniversário da tia Maria me dê um ar mais interessante.” A reflexão (literal e figurada) revelou que Marta não escolhia roupas, mas personagens.
No mundo moderno, a palavra identidade se tornou tão flexível quanto um elástico. Para cada situação, uma versão de nós mesmos é cuidadosamente moldada. Somos como camaleões sociais, trocando de pele ao ritmo das expectativas alheias. A blusa que Marta descartou não era apenas um pedaço de tecido — era um grito sufocado da sua verdadeira essência.
Os amigos de Marta não eram muito diferentes das roupas no guarda-roupa: categorizados para ocasiões específicas. Havia o amigo “engraçado” para as festas, o “intelectual” para parecer mais culta nas rodas de conversa, e o “espiritualizado” para as emergências emocionais. O problema era que Marta não sabia mais quem ela era quando todas essas peças do quebra-cabeça se misturavam.
E, sejamos sinceros, quem nunca ajustou o tom de voz ou fez uma piada forçada apenas para se alinhar ao “clima” do grupo? É como se cada interação social viesse com um contrato invisível que exigisse: “Não seja você mesmo. Seja o que eles esperam.”
A situação piora no casamento. Marta já ouviu as amigas dizerem que, depois de se casarem, suas personalidades se transformaram em um rodízio de preferências do parceiro. “Eu era vegana, agora faço churrasco todo sábado porque ele gosta”, confidenciou uma. Outra contou: “Adoro sertanejo, mas finjo que odeio porque ele é mais rock and roll.”
Afinal, quem somos quando dividimos tanto da nossa vida com outro que começamos a apagar nossas próprias bordas? Casamento, na era da identidade líquida, às vezes parece mais um jogo de Tetris: encaixe perfeito ou eliminação sumária.
No trabalho, Marta também se vestia de acordo com o figurino esperado. Seu chefe adorava colaboradores “proativos” e “flexíveis”, então ela fingia ser as duas coisas. Nos corredores, ecoavam frases como “Vestir a camisa da empresa” ou “Ser um time unido”. Marta, no entanto, sabia que, fora dali, o uniforme apertado da submissão ficava insuportável.
Uma situação que Marta vivenciou recentemente deixou-a ainda mais inquieta. Durante uma conversa casual com colegas, alguém perguntou se ela já tinha viajado para a Disneylândia. Ela nunca tinha saído do Brasil, mas, por medo de parecer desinteressante, mentiu: “Sim, já fui duas vezes.” O elogio imediato pela suposta experiência a fez sentir-se bem por alguns minutos, mas depois veio o vazio. Por que precisou inventar algo para ser aceita?
Outro dia, ao encontrar uma amiga que passava por um momento difícil, Marta ensaiou mentalmente uma frase de conforto, mas acabou dizendo apenas: “Você vai ficar bem” e mudou rapidamente de assunto. Ela tinha medo de demonstrar empatia e acabar se envolvendo demais. Escondeu seus verdadeiros sentimentos e se sentiu culpada depois.
Até mesmo ao escolher o que postar nas redes sociais, Marta enfrentava uma batalha interna. Queria compartilhar uma foto de um dia comum, mas, ao ver os perfis “perfeitos” de outros amigos, decidiu editar a imagem, ajustar o filtro e adicionar uma legenda inspiradora que não refletia em nada o que realmente sentia. A aprovação em forma de curtidas veio, mas a autenticidade ficou pelo caminho.
Na sociedade de hoje, onde redes sociais são vitrines de aceitação e os algoritmos moldam nosso comportamento, identidade virou sinônimo de validação externa. A essência de ser foi substituída pelo desespero de parecer. Parecer interessante, rico, ocupado, feliz — mas, acima de tudo, aceito.
A filosofia aristotélica dizia que identidade era a unidade de substância. Hoje, parece ser a unidade de seguidores. Pedro e Paulo talvez ainda sejam animais racionais, mas agora também são produtos.
A pergunta que ecoa na mente de Marta enquanto ela pega o vestido mais discreto do armário é simples: “Se ninguém estivesse me vendo, eu usaria isso?” E, mais importante: “Eu seria isso?”
Identidade é, no fundo, a arte de nos aceitarmos como somos. Não como as redes sociais dizem que devemos ser, não como nossos amigos esperam, nem como nossos parceiros projetam. É a capacidade de olhar no espelho e, em vez de perguntar “O que os outros vão pensar?”, afirmar: “Essa sou eu. E isso é suficiente.”
Agora, se você leu até aqui e ainda acha que Marta é exagerada, olhe para dentro. Que parte sua está sendo sufocada pela necessidade de agradar? E, mais importante: você ainda lembra quem é você quando ninguém está olhando?
Até o próximo giro!
Carlos Lopes
CRP 04/49834
QUEM SOMOS?
Diante do espelho, um desfile de máscaras,
Roupas que não vestem, mas ocultam marcas.
Cada escolha, um papel na trama alheia,
Ser ou parecer? A alma, em dilema, prato fora da ceia.
No teatro do mundo, somos atores sem roteiro,
Cúmplices do olhar que julga, do aplauso passageiro.
Ela troca sorrisos por silêncio interno,
Enquanto o vazio ecoa em seu peito, sem calor, só inverno.
Mentiras doces para agradar o espelho social,
“Sim, já fui à Disneylândia”, uma história irreal.
Curtidas adornam a foto, mas não preenchem o vazio,
A autenticidade perdida, sonhos que drenam o rio.
Em uma conversa, o afeto é engolido pelo medo,
“Você vai ficar bem”, dita quase em tom de segredo.
E o que ela não diz é o que mais a consome,
A verdade engolida no breu, sem ato, sem nome.
Quem somos quando ninguém nos vê?
A blusa descartada, o grito de “ser”.
Na liquidez das redes, moldamos contornos,
Mas as bordas se apagam, e viramos adornos.
Identidade, será um eco do externo vazio?
Ou um sussurro interno, ainda tardio?
Ela aprende, ao dobrar a esquina,
Que ser autêntico é a jornada mais divina.
E você, que reflete sob essa mesma questão,
Quantas vezes calou sua própria canção?
No espelho, procure o que não pode sumir:
A verdade que é sua, o que te faz existir.
Carlos Lopes, 27/01/2025
Entrevista com o Poeta por Rose Giar
A entrevistada deste mês tambem é uma colunista da revista e vem da cidade de Ribeirão Preto poeta e escritora apaixonada por livros.
Vamos conhecer um pouco desta mulher Rita Cruz.
Rose Giar: Nome completo, algum heterônimo?
Rita Cruz: Meu nome é Rita Aparecida Ferreira Camargo da Cruz, por ser um nome grande optei por simplificá-lo e adotei o nome artístico de Rita Cruz. Acho “Cruz” um sobrenome forte.
Rose Giar:Cidade onde nasceu. Cidade onde mora, casada, tem filhos?
Rita Cruz: Nasci, cresci e ainda moro na mesma cidade, bairro e rua: em Ribeirão Preto. Adoro minha cidade apesar do imenso calor que faz aqui…rsss
Rose Giar: Quem é Rita Cruz?
Rita Cruz: Sou escritora, poeta, trovadora, tenho 52 anos, sou casada com o Sidnei Cruz há 31 anos, tenho 03 filhos adultos: Thais, Thiago e Thainá. Sou apaixonada pelos meus filhos e pela minha família. Uma mulher negra, persistente, batalhadora, que com muita humildade busca concretizar os seus sonhos e aos poucos vai construindo a sua história. Gosto muito de estudar, ler e escrever desde a adolescência.
Rose Giar: Sua infância, pais, como era sua vida?
Rita Cruz: Tive uma infância tranquila, porém sempre me sentia muito só, pois sou filha única. Além disso, meu pai era caminhoneiro e vivia pela estrada, por isso eu e minha mãe éramos bastante ligadas. Não tive problemas extremos de dificuldades financeiras, mas sempre tive o básico e meus pais me incentivaram a estudar para poder conquistar meus sonhos. Sempre me diziam que o estudo era importante. Eles faziam de tudo para apoiar-me comprando além dos materiais escolares como por exemplo, enciclopédias, livros literários, cadernos de caligrafia, cadernos de desenhos para colorir etc. No entanto, aos 14 anos eu já trabalhava e estudava a noite para ajudá-los na economia da casa e para sustentar meus desejos pessoais.
Rose Giar: Qual sua formação escolar?
Rita Cruz: Eu sou formada em Ciências Contábeis, pós-graduada em diversas áreas e por gostar muito de ler, escreve e fazer parte da área literária, em 2020 decidi fazer o vestibular novamente e entrar no curso de Licenciatura em Letras da Universidade Virtual do Estado de São Paulo – UNIVESP. Atualmente estou terminando o estágio obrigatório e pretendo colar grau neste ano de 2025.
Rose Giar:Quando a poesia entrou na tua vida?
Rita Cruz: A poesia entrou na minha vida na adolescência, quando eu já escrevia aqueles famosos versinhos de caderno que toda menina da época tinha. Sempre tive bons professores de Língua Portuguesa, os quais incentivavam muito a leitura e escrita. Lembro-me de ler um livro muito difícil com aproximadamente 12 anos de idade. Era os Lusíadas de Luiz de Camões. Me sentia desafiada a tentar entender aquela história épica, contada em versos com métricas e rimas. Depois disso, me apaixonei pela modalidade de poesia de sonetos. Mas, dos meus 18 aos 30 anos, mais ou menos, eu deixei de produzir poesias e voltei a escrever alguma coisa somente com o adento das redes sociais nos anos 2000. Em 2010 participei de um concurso de poesias e ganhei em 3º lugar. O prêmio era dinheiro e isso me deixou motivada a continuar escrevendo. Em 2011 eu ganhei em 2º lugar o mesmo concurso. Ganhei mais motivação e então resolvi me engajar em alguns grupos literários dos quais hoje sou membro efetivo e faço parte da diretoria. Assim, através desses grupos, fui ganhando espaço, notoriedade, oportunidades e muito conhecimento com essa arte.
Rose Giar: Quais livros que você leu ou algum que te marcou ou te influenciou? Cite um autor ou escritor que te inspira.
Rita Cruz: Assim como já citei, Os Lusíadas de Luiz de Camões foi o primeiro livro impactante, porém não li tudo. Na época era bem difícil, pois eu tinha 12 anos. Outro livro que me marcou é da autora Carolina Maria de Jesus, a qual também é uma inspiração pela sua história linda de superação e por ser tão inteligente mesmo sem ter tido a oportunidade de estudar. Uma mulher simples e que tinha um vocabulário riquíssimo, para alguém sem estudos. Também gosto muito da escritora Cora Coralina, uma escritora de palavras simples e muito sensível. Ela começou a escrever na adolescência, porém se tornou conhecida somente na idade adulta e só publicou o seu primeiro livro aos 76 anos. Isso me chamou muito a atenção e me faz pensar que nossos sonhos não tem idade nem limites.
Rose Giar: Quantos anos você tinha quando começou a escrever?
Rita Cruz: Aproximadamente 12 anos.
Rose Giar: Qual seu estilo poético preferido e que te inspira a escrever?
Rita Cruz: O estilo que mais gosto de escrever é poesia lírica. Gosto das características em que este estilo imprime que são: os traços de subjetividade do autor, a rima, métrica, disposição gráfica no papel, a possibilidade de falar dos próprios sentimentos e dos sentimentos alheios utilizando palavras poéticas. Mas, costumo experimentar todos os estilos e formas poética como prosa, contos, cordel, soneto e a trova, a qual atualmente, tenho estudado bastante participando de concursos e grupos específicos. Então a trova se tornou meu gênero preferido.
Eu observo muito a natureza e as relações humanas. Deus, o homem e a natureza, são minhas fontes de inspiração.
Rose Giar: Qual a importância da Literatura na Arte para você?
Rita Cruz: Para mim, a literatura tem grande importância na Arte e me arrisco a dizer que é a mais importante de todas, pois dela podem derivar outras artes. Um exemplo disso é o fato de várias peças de teatros, filmes, novelas e séries, reproduzirem histórias que foram retratadas inicialmente em livros. E para melhor exemplificar isso, cito a notória premiação da Atriz Fernanda Torres que ganhou o Globo de Ouro com o filme “Ainda estou aqui” e do mesmo filme indicado para o Oscar. O filme “Ainda Estou Aqui” é baseado num livro que tem o mesmo nome e foi escrito por Marcelo Rubens Paiva em 2015.
Rose Giar: O que você acha do uso da inteligência artificial em textos, poemas, letras de músicas?Rita Cruz: Costumo dizer que, não podemos esquecer que a inteligência dos robôs ainda é ARTIFICIAL, como o próprio nome diz e por enquanto não tem sentimentos humanos. Então, acho que ainda não é uma ameaça se for utilizada corretamente para o bem, com responsabilidade e ética. Sendo assim, poderá ajudar numa pesquisa, na organização sistemática e na inspiração. Porém, quando se trata de arte e principalmente literatura, qualquer coisa feita pela Inteligência Artificial, é muito fácil a gente notar a diferença. Todo poema sempre vai precisar daquele “toque humano” para sensibilizar as pessoas e causar nelas a verdadeira emoção que só a arte feita pelas mãos e mentes humanas, são capazes de provocar.
Rose Giar: Quais são suas esperanças e desesperanças com respeito a literatura brasileira no geral?
Rita Cruz: Tenho muitas esperanças de que o Brasil possa valorizar mais os professores, especialmente os de escola pública, para que estes sintam-se motivados a ensinar e inspirar os seus alunos, incentivando-os a lerem e escreverem de forma mais efetiva.
Rose Giar: Com relação as mulheres, você acha que elas são e foram importantes para a literatura? Como?
Rita Cruz: Sim. As mulheres tem muita sensibilidade por isso, a sua importância. Porém, por muito tempo suas obras foram invisibilizadas e num dado momento da história elas usavam pseudônimos masculino para poder escrever de forma mais livre, sem repressão.
Rose Giar: Na sua opinião, o que o escritor ou poeta, precisa fazer pra ser bem-sucedido em nosso país?
Rita Cruz: Precisa ser persistente, ter objetivo, escrever por amor e não visar lucro ou qualquer outra vantagem, pois não encontrará. Além disso, é sempre muito bom ter engajamento com outros escritores e poetas, ser humilde e se colocar sempre na condição de aprendiz e observador da natureza e da vida como um todo. Pois, estamos sempre aprendendo e a literatura é uma porta de infinitas possibilidades de aprendizado.
Rose Giar: Quanto a mulher negra e escritora, você vê oportunidades a elas?
Rita Cruz: Não podemos negar que em muitas dimensões da sociedade, há um racismo e sexismo estrutural que impera. Mas, tudo isso está mudando com as vozes que se levantam através das grandes militâncias contra essas mazelas. Porém, eu sempre tive muitas oportunidades e não posso reclamar da minha trajetória. Mas sempre soube me posicionar contra qualquer tipo de preconceito que pudesse me ameaçar.
Rose Giar: Você têm livros ou obras autorais publicadas, cite os nomes e onde podem ser adquiridos?
Rita Cruz: Tenho um livro de poesia que foi publicado em novembro de 2023 intitulado: Versos Prosas e desabafos. É uma produção independente e pode ser adquirido comigo mesma.
Rose Giar: Quais seus projetos futuros?
Rita Cruz: Pretendo lançar outros livros (já tenho alguns materiais para isso), concluir o curso de Letras, ser uma grande escritora (quem sabe….rssss) e também me tornar uma produtora cultural. Gosto da ideia de organizar eventos e unir pessoas com os mesmos sonhos e projetos na arte.
Rose Giar:Deixe seus perfis em redes sociais para que possam te seguir.
Facebook – Rita Ap Cruz
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A voz que nunca se cala por Garcia Emmanuel
Este mês nosso querido escritor,produtor,poeta Garcia Emmanuel nos traz um belissimo texto como sempre com sua bela escrita que encanta e cativa.
VIDA
E por falar em Vida, hoje devemos falar sobre a brevidade e a intensidade dela; desta dádiva que, dada por Deus Oxalá, enche os nossos pulmões… de VIDA!
Já dizia Maria Rita, “é a plataforma desta estação…”
Encontros e despedidas…
Mas aqui ninguém que ir, gente só quer ficar.
Acho bom que estejamos preparados para esta jornada. Pois nada, nada nesta caminhada se repetirá.
Os risos, as lágrimas, as dores, as alegrias.
E tudo caminhará para a sua evolução…
Pegue o seu bilhetes e embarque no Agora. No trem que só passará HOJE!
Nada de Natal ou réveillon, aniversário ou… despedida!
Vamos amar hoje! Viver hoje! Perdoar hoje!
Encontrar o amor numa quarta-feira, meio dia, no filho que voltou da escola, no amor que chegou agora cansado do trabalho, na ida, juntos, ao supermercado, na formatura da escola, numa noite de réveillon…
Não vamos trocar as flores pelos espinhos.
Nao vamos regar o ódio em vez do carinho.
Porque trocar o “Eu te amo” pelo “Saia daqui, me deixe sozinho!”
Ou o “Estou com saudades”, pelo “Por mim morre e eu não falo!!”
Flores dadas em vida tem alegria, flores jogadas na cova tem dor.
Amigo e amigo, pais e filhos, família e família, sangue e coração Conseguimos nos ouvir bem melhor numa conversa de que numa discussão. Nos aquecer bem mais num abraço do que no desvio de um olhar.
Isso chama-se AMOR.
Então, pois que seja assim. A Vida é uma viajem de uma mao só, Aproveitando cada minuto um ao lado do outro saberemos que Deus é em tudo maior e o amor… ah, o amor é uma grande viagem!
Garcia Emmanuel.
Sabedoria Poética com Oswaldo Genofre
Um poeta é alguém que possui a sabedoria de conhecer a vida, sabendo o que escrever e como expressá-lo. Um poeta é intenso, sente os sentimentos sempre à flor da pele, e sua inspiração é uma enciclopédia que se renova a cada dia. Oswaldo Genofre é um exemplo de talento e categoria; um escritor que retrata em seus versos as mais belas e inspiradoras poesias.
Parece incrível como o povo é considerado incapaz de raciocinar. Claras são as evidências de roubos, subornos, lavagem de dinheiro. Como jamais estariam no nome dos seus autores e sim de laranjas, fica o dito pelo não dito.
É fantástico!
Tantas as mentiras ditas, (é incrível),
num clarão momentâneo, pungentes,
ficam cegas e disformes, (inadmissível),
pelos tantos interesses, emergentes…
Fantástico o: “não vi”, “nada sei, ou existe”,
que deixa uma verdade, tão irreal,
ocultada, esquecida, amarga e triste,
com tal espanto qual corte de punhal…
O pior de todos covardes, no silêncio,
deixa torpe o beijo de Judas, se redime,
levando ao altar, o santo Inocêncio…
Sobra-nos lastimar o erro esquecido,
e, de tais cafajestes, tudo se exime,
deixando muito mais, este povo sofrido…
Oswaldo Genofre
Dicas de Pietra por Pietra Blanco
Nossa querida poetisa Pietra entrevista um Dominador do mundo BDSM.
Pietra Blanco: Qual seu nome, ou seu heterônimo (nome fictício)?
Dom: No mundo BDSM sou Dominador ADRIANO DARTANHÃ (DD)
Pietra Blanco: O que significam as iniciais BDSM?
Dom: Bondage, Disciplina, Sadismo, Masoquismo
Pietra Blanco: O que é a prática do BDSM e quando surgiu?
Dom: Surgiu um grupo praticante na década de 50, mas acredita-se que muitos anos antes já existiam os Dominadores e suas submissas, mas faziam tudo em silencio.
A pratica é são desejos além do simples papai e mamãe, mas que se baseiam sempre na consensualidade, sanidade e segurança.
Pietra Blanco: Quem pode ser praticante do BDSM?
Dom: Para começar a praticar, é necessário estudar muito sobre esse universo e estabelecer os termos que determinam os limites durantes as práticas. Usar a palavra e passar segurança e conhecer os procedimentos de emergência possíveis é fundamental para garantir a segurança durante as sessões
Pietra Blanco: Quais algumas funções dentro do BDSM?
Dom: Nomes diferentes: TOP, Bottom, Submisso, switcher, Dominatrix, Dominador, BRAT, Top é o parceiro que assume o papel oposto ao botton, ou seja, é quem aplicas as práticas, Bottom é o parceiro que assume o papel de recebedor das práticas, e.g. bondage, disciplina, humilhação, dominação, sadomasoquismo, etc. No decorrer das sessões, os nomes são usados para definir o papel dos participantes dominador é chamado de top, e o submisso de bottom.
Pietra Blanco: Você se denomina Dom? Quantos anos está na prática BDSM?
Dom: Dom sou Dom de Dominador, há 10 anos já na pratica, mas fora do lar.
Pietra Blanco: O que te levou a ser praticamente do BDSM?
Dom: O macho sempre é mais grosso ou bruto em algumas atitudes, sexo sempre gostei selvagem, enfim algumas loucuras com ex namoradas, conheci uma sub acabava de sair relacionamento, seu companheiro era um medico e eles praticavam o BDSM, foi ai que em conversas e alguns pedidos dela, me encontrei também.
Pietra Blanco: Explique quais as funções do Dom?
Dom: Dominador é aquele que tem o controle mantem a postura de uma ação em relação ao estímulo.
Pietra Blanco: É verdade que um DOM, pode ter várias subs? Não dá problemas entre elas?Dom: Sim ele pode ter quantas desejar, desde que seu relacionamentos seja aberto e tenha esse acordo com sua sub pois senão causara brigas, mas não vejo tanto vantagem nisso, uma vez que faltara tempo de verdade.
Pietra Blanco: Quanto aos perigos da prática, já ouvi relatos até de morte, o que você me diz?Dom: No BDSM, existem riscos emocionais e riscos físicos. Portanto, praticantes conscientes planejam e executam suas sessões e cenas visando minimizar os riscos à saúde emocional (sanidade) e física (segurança). Sempre tenho muita cautela, inclusive no uso de chicotes e cintas com marcas pesadas.
Pietra Blanco: Alguns objetos são usados na prática, podia falar um pouco sobre eles?
Dom: vou falar do que tenho e uso, chicote, algemas, cordas vendas plug anal
Há aquelas que merecem por desobedecer às regras uso chicote, algemas são para teimosas, bondagem (amarras muitas tem taras). Plug anal satisfazer ela com carinho em todos os sentidos.
Pietra Blanco: Alguma curiosidade a respeito da prática? Você tem uma submissa?
Dom: Não existe curiosidades, será sempre um aprendizado novo. Sim tenho uma sub muito teimosa, mas prometi que vou lapidar, ela sempre está pronta para nova nossas sessões.
Pietra Blanco: Algum conselho ou dica para quem quer ou pensa em ser praticante?
Dom: A grande dica é ler muito sobre, não ter vergonha de entrar em grupos ligados ao BDSM e perguntar, eu mesmo sou muitas vezes professore ou mentor, acho legal ensinar correto.
Pietra Blanco: Se quiser pode deixar endereço para te encontrarem nas redes sociais, ou algum site de BDSM para entrarem em contato.
Dom: Facebook https://www.facebook.com/profile.php?id=100009798882818
Instagran https://www.instagram.com/dartanhha/
Fazendo Arte por Rita Cruz
Olá, caro leitor!
Estamos de volta com nosso “Cantinho Fazendo Arte” após um mês de férias. Espero que você tenha tido um ótimo início de ano e que possa seguir assim até dezembro.
Nessa edição vamos falar sobre um patrimônio cultural muito relevante em Ribeirão Preto: a Biblioteca Sinhá Junqueira – BJS, que foi idealizada por uma mulher muito importante da sociedade daquela época, D. Sinhá Junqueira. D. Sinhá deixou expressa em testamento, a vontade de destinar parte da sua herança para a fundação de uma biblioteca no casarão de sua propriedade.
Inaugurada em 15 de março de 1960, inicialmente, foi intitulada Biblioteca Cultural de Ribeirão Preto e ocupou provisoriamente um prédio na rua São Sebastião, porém em 1º de agosto e 1961, realizando o desejo de D. Sinhá, ela foi transferida para rua Duque de Caxias. Lá recebeu o nome de Biblioteca Cultural Altino Arantes. Esse era o nome do sobrinho e principal herdeiro de D. Sinhá Junqueira. A então Biblioteca Altino Arantes, por décadas, foi um importante espaço para realização de leituras e pesquisas, contribuindo para a formação de muitos estudantes e universitários.
Em 2014 iniciaram-se grandes discussões a respeito de sua revitalização. Após um tempo, o projeto da revitalização foi aprovado e autorizado pelos órgãos de proteção do patrimônio das instâncias municipal e estadual. Dessa forma, o prédio foi interditado por um ano para realização das obras.
Em 06 de fevereiro de 2020 a biblioteca foi reinaugurada, e passou a se chamar “Biblioteca Sinhá Junqueira”. Esse nome foi escolhido para homenagear D. Sinhá, idealizadora e proprietária do imóvel deixado por ela para esse fim.
Além das coleções de livros e grandes acervos, atualmente o espaço oferece também filmes, jogos, computadores e uma vasta programação cultural com palestras, rodas de conversas, saraus, apresentações musicais.
Neste mês de fevereiro a agenda está “recheada” de atrações como: Oficina de Cultura, Danças Circulares, Contação de Histórias, Grupo Comunitário de Saúde Mental, Clube de Leitura, Shows de vários artistas etc. (veja programação no link: Agenda | Biblioteca Sinhá Junqueira).
Espero que tenha gostado das nossas dicas deste mês.
Um abraço e até nossa próxima edição!
Rita Cruz
Trovas
Tema: O livro:
O livro é janela aberta
olhos da imaginação
por onde a palavra certa
entra e cai no coração.
Rita Cruz
Nos livros e na memória
sempre pode ser guardada
uma linda e bela história
para um dia ser contada.
Rita Cruz
O livro e toda criança
são futuro da nação
todos eles a esperança
do fruto da educação.
Rita Cruz
Livro bom é livro lido
que não fique só na estante
o nosso tempo é corrido,
mas que não seja obstante.
Rita Cruz
Horoscopo & Cia por Jacilene Arruda
Mês de Fevereiro de 2025:
O ano 2025 possui a numerologia 9, que representa o encerramento de ciclos e recomeço, um ano também representado por ações altruístas, de muita compaixão e amor ao próximo, é um ano voltado para a espiritualidade e ações humanitárias de longo prazo.
Áries – de 21 de março a 20 de abril.
Vênus aumenta seu magnetismo e autoconfiança, mas Marte retrógrado pede atenção às questões familiares.
Touro- de 21 de abril a 20 de maio.
Desafios na comunicação e carreira, com necessidade de planejamento cuidadoso.
Gêmeos – de 21 de maio a 20 de junho.
Ajustes financeiros e fortalecimento de laços sociais são destaque.
Câncer – de 21 de junho a 22 de julho.
Marte retrógrado traz revisões emocionais, mas depois do dia 23, há mais clareza e energia.
Leão – de 23 de julho a 22 de agosto.
Relacionamentos harmoniosos e oportunidades de expansão pessoal.
Virgem – de 23 de agosto a 22 de setembro.
Importância do diálogo e fortalecimento de parcerias, com seriedade nas conexões.
Libra – de 23 de setembro a 22 de outubro.
Crescimento em parcerias e carreira, com desafios estratégicos até o dia 23.
Escorpião – de 23 de outubro a 21 de novembro.
Introspecção e revisão de crenças, com avanços após o dia 23.
Sagitário – de 22 de novembro a 21 de dezembro.
Comunicação e expressão pessoal em alta, com destaque para romances e criatividade.
Capricórnio- de 22 de dezembro a 20 de janeiro.
Reavaliações emocionais e avanços nas metas após o dia 23.
Aquário – de 21 de janeiro a 19 de fevereiro.
Novo ciclo pessoal com foco em comunicação e finanças.
Peixes – de 19 de fevereiro a 20 de março.
Introspecção e clareza na comunicação, com avanços em projetos após o dia 23.
Lua Crescente: dia 5 às 05h01
Lua Cheia: dia 12 às 10h53
Lua Minguante: dia 20 às 14h32
Lua Nova: dia 27 às 21h44
Jacilene Arruda é astróloga e numeróloga, escritora na Revista Poesias e Cartas. + 55 31 99531-5732, instagram @evolucaoeconhecimento