Revista Poesias & Cartas-Fevereiro 2026

Para começar o ano de 2026, continuando o trabalho iniciado em setembro de 2022 a todo vapor, sempre querendo inovar e mantendo a mesma disposição de antes.
Este ano reformulamos a nossa equipe, trazendo grandes escritores aos quais todos devemos ler — não tão famosos, mas com a proposta de, sempre, fazermos o nosso melhor, com matérias que não falam apenas de literatura e poesia, mas também envolvem aspectos do nosso cotidiano.
Espero que gostem desta nossa primeira edição do ano de 2026; aguardamos comentários.

Páginas da Herança-por David Pessoa

 

Uma nova coluna sobre Literatura Clássica

            A eterna batalha contra os clássicos

Há alguns meses, li uma sátira de Jonathan Swift­­­­ (autor de As Viagens de Gulliver) chamada “Um Completo e Verdadeiro Relato da Batalha Travada, na Última sexta-feira, Entre os Livros Antigos e Modernos na Biblioteca de ST. James”, também conhecido somente como “A Batalha dos Livros”. O que me chamou atenção a respeito desta obra, além do título comicamente longo, foi a trama em si: trata-se de uma guerra literal entre livros clássicos e modernos de uma biblioteca. Para atingirmos a totalidade da compreensão necessária desta obra, precisamos entender, primeiramente, o que é um livro clássico e um moderno.
Um livro clássico seria, segundo muitos estudiosos e literatos, uma obra atemporal que se comunica com diferentes gerações em contextos socioculturais distintos. Para que assim seja referenciado, um livro precisa resistir ao teste do tempo, principalmente. Logo, um clássico pode ter sido escrito antes de Cristo, ou um século atrás, por exemplo.
  Por outro lado, um livro pode ser considerado moderno por dois motivos distintos: por ser escrito na chamada era moderna; ou por ser escrito recentemente, ou seja, seria simplesmente uma obra que não passou ainda pelo teste do tempo. Para o propósito desta reflexão, vamos considerar a segunda opção. Sendo assim, temos que o livro moderno pode um dia ser um clássico, ou não. Ao passo que um clássico jamais deverá ser considerado moderno, no sentido interpretativo que adotamos. Agora, podemos avançar um pouco.
 Entre os modernos da biblioteca citados na sátira em questão, estão autores como Descartes e Bacon, por exemplo. A essa altura, leitores podem estranhar a presença de livros tão antigos entre os contemporâneos, mas vale destacar que “A Batalha dos Livros” foi publicada no início do século XVIII. Hoje, escritores como os supracitados são amplamente considerados autores de grandes clássicos.
 A ideia do autor era contribuir um pouco com a discussão a respeito da superioridade dos antigos sobre os modernos. Porém, infelizmente, o fim da história desta sátira é inconclusivo. Não é possível saber quem foi o vencedor da batalha.
Assim como no livro de Jonathan Swift, esta “guerra” nunca acabou. Hoje, Descartes e Bacon lutam ao lado das tropas dos antigos, enquanto livros de autoajuda e de colorir assumem a posição de grandes adversários dos clássicos, enquanto modernos. Quem está vencendo a batalha? E por quê?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A EDUCAÇÃO E AS FESTIVIDADES DO CARNAVAL- por Luciane Cunha

O mês de fevereiro traz uma data comemotiva lúdica , divertida e muito colorida nas escolas. É um momento de aguçar o imaginário no uso de fantasias que retratam gostos e vivências enriquecedoras.
O evento, em si, trabalha muitas habilidades no contexto educativo, onde os estudantes criam e mantêm contato mais estreito com o mundo das artes e da cultura.
Além da coletividade, interação , a festa objetiva o desenvolvimento da expressão corporal, dotes artísticos através de pintura, desenho, colagem , confecção de adereços, criação e interpretação de histórias, enfim, uma gama de conhecimentos que podem ser explorados como fonte de identidade cultural.
Portanto, é hora de gastar energias e ganhar conhecimentos!

 

 

 

 

 

 

 

4 de Fevereiro dia mundial do Câncer por Johnny Ribeiro

É difícil falar sobre ela; é bem complicado ter perdido uma pessoa querida através desta doença. Mas relatar alguns métodos de prevenção e como identificar logo no início já é um passo importante. Talvez ela já tenha até uma cura que o ser humano descobriu, mas a ganância não deixa ser exposta ao mundo.
Há quase 5 anos perdi minha irmã, porque ela não se preveniu e, quando descobrimos o que era a doença, já estava em um estágio crucial. A dor foi terrível; algo que até hoje sentimos e que faz muita falta para todos.
No dia 4 de fevereiro é o Dia Mundial do Câncer. O foco deste dia é a conscientização, prevenção, detecção precoce e apoio aos pacientes.
Várias instituições ao redor do mundo promovem campanhas para aumentar a conscientização sobre a prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados paliativos.
Eles buscam reduzir os fatores de risco (tabagismo, álcool, alimentação inadequada, sedentarismo), promover mamografias e exames de rotina, vacinas que reduzem certos tipos de câncer (por exemplo, HPV para o câncer do colo do útero) e apoiar pacientes e famílias.
Para se manter informado e seguro, o correto é conhecer o histórico médico da sua família: veja se algum parente já teve esta doença ou perdeu alguém para ela. Ter uma vida saudável é essencial: alimentação balanceada, prática regular de atividade física, peso adequado e sono de qualidade.


Faça exames de rastreamento conforme indicação médica.
Instituições como INCA (Instituto Nacional de Concologia) promovem campanhas de conscientização; o Ministério da Saúde também oferece diretrizes de rastreamento para câncer de mama, colo do útero, próstata, cólon e reto, entre outros.
Se previnir é sempre bom.
Eu tive na minha familia dois casos com duas irmãs uma conseguiu se salvar , mas a outra infelismente não.
Para me previnir costumo fazer uma vez ao ano uma bateria de exames e tento seguir as orientações medicas.

 

Ficarei eu velho algum dia? por Renato Lannes Chagas

Realmente não sei dizer…
Hoje, dia 27 de janeiro de 2026.
Bastou um único cd de 25 sendo dispensados pela Biblioteca Municipal desta bela Cidade de Itaboraí, para mostrar que livros, cds, mais que os dvds hoje em dia, além dos quadrinhos, sempre irão fazer esse coração mais parecer uma criança entrando numa loja de brinquedos com todos eles grátis. Quem já ouviu falar de música antiga, como o grupo de Música Antiga da UFF em Niterói, consegue viajar mal ouve as pessoas cantando e tocando com instrumentos antigos, imagine que criaram um disco, aonde antes de cada canção alguém lê sobre algo da época dos descobrimentos, passando pela visita do Américo Vespúcio, Caminha, Hans, cara em casa debaixo de uma chuva da braba, lembrando ainda das aulas de Tupi… Foi um cd só!!! Sem contar os demais, cds zero, com meia dúzia de mofo, mas não tem jeito, tudo que é físicos está sendo descartado sem a menor cerimônia. Falta espaço, se a biblioteca põe para o pegue e leve, não há como negar que nas casas já não existem, aqui neste nosso país são raros os “doidos” que mantém essas coisas ou que ficam a se alegrar a ouvir um cd só com músicas séculos mais velhas que o ouvinte. O arremate foi um romance literalmente livro de bolso e deixar ao Deus dará os 35 volumes em papel jornal de uma coleção de História do Jornal o Globo, que a chuva com certeza detonou. Não há como ter tudo, se em Itaboraí já estamos nesse nível. Em Niterói e no Rio de Janeiro é muito, muito, muito pior. Mas vamos teimar em ter de fazer livros e mais livros físicos, não vão para o lixo, mera loucura da minha insana mente. Mente, claro; mente...

Esqueci: como tudo na vida é questão de escolha: um dia a opção foi pelos cds e os vinis, ninguém sabe ninguém viu, todos tomaram doril. Dói. Cada capa seria um punhado de versos…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LIVROS

Os velhos
Os novos
Os físicos
Os do lixo
Os largados
Os abandonados
Os fechados
Os rasgados
Os desprezados
Todos, especialmente, os que não “existem”
Mas que chegam!!!
@té onde @s cri@nç@s nem s@bem identific@r
Que f@l@m @ noss@ língu@ por lá
Moçambique
“Moça no alambique”
É terra que existe
Assim como São Tomé e Príncipe
Mas se os livros são menosprezados
Melhor sorte não teria
A língua que carregam
É um caso triste, triste e sério
Já que ler não tem mistério
É razão de ser
Não privilégio
Da modernidade
Cada dia mais regida
Pelas leis que já nem se conta por garantia
Já que todo dia
Ou de noite
Alguma entra em vigor
E que horror
Se o povo não tem como todos serem “doutor”
Leia sem pudor
Para não ter dor
De desconhecer
O quê pode ou não você
Nesse nosso curto
E cada vez mais tumultuado viver

Renato Lannes Chagas

 

Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas

Os povos indígenas do Brasil têm enfrentado uma luta contínua para defender seus territórios, que, desde a chegada dos portugueses, foi amplamente usurpado. Ao longo dos séculos, várias tribos desapareceram ou foram forçadas a abandonar seus modos de vida, herdando um legado de resistência, resiliência e memória coletiva.
Este dia é uma oportunidade para reconhecer a luta histórica e presente dos povos indígenas pela demarcação de terras, pela preservação de suas culturas, línguas e formas de vida, e pela garantia de direitos fundamentais. Em muitos lugares, as mobilizações e expressões culturais neste dia ressaltam:

  • a defesa de territórios tradicionais frente a grilagem, mineração, desmatamento e projetos que ameaçam a sobrevivência de comunidades;
  • a necessidade de respeito aos modos de governança e aos saberes ancestrais, integrados aos direitos humanos e à cidadania;
  • a promoção de políticas públicas que valorizem a diversidade cultural e assegurem acesso à saúde, educação e condições de vida dignas, sem violar a autonomia das comunidades;
  • a memória das lutas passadas e a honra às lideranças e aos filhos e filhas que continuam a resistir e a construir um futuro mais justo.
    Que este dia sirva para fortalecer a solidariedade entre todos os brasileiros e brasileiras, reconhecendo a importância essencial dos Povos Indígenas para a história, a identidade e o futuro do Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

Através do Caleidoscópio   
     Por Carlos Lopes

 

No giro de hoje, “Carnaval: o espelho que dança”

 

Há quem pense que o Carnaval cabe em quatro dias e três marchinhas. Há quem o resuma a corpos suados, glitter em excesso e ressacas morais. Mas o Carnaval — esse velho conhecido que insiste em se reinventar — é maior, mais profundo e mais contraditório do que qualquer fantasia barata sugere. Visto através do caleidoscópio, ele não é uma festa: é um retrato em movimento daquilo que somos quando afrouxamos os nós que nos seguram o resto do ano.
O Carnaval nasce antes do samba, antes do Brasil, antes até da ideia de nação. Ele surge como rito de inversão. Um período em que o mundo se virava de cabeça para baixo para, paradoxalmente, continuar funcionando depois. Reis viravam bobos, bobos viravam reis. O sagrado dava lugar ao profano não como afronta, mas como válvula de escape. Era preciso bagunçar para não quebrar. Extravasar para não adoecer. A festa sempre teve uma função psicológica antes de ser entretenimento.
No Brasil, o Carnaval encontrou um terreno fértil: um país marcado por desigualdades profundas, dores históricas e uma criatividade que insiste em sobreviver. Aqui, a festa ganhou corpo, ritmo, cor e uma complexidade que poucos se dispõem a enxergar. O samba não nasceu para tocar em trio elétrico patrocinado por cervejaria; nasceu como narrativa de sobrevivência, memória coletiva e resistência cultural. Cada escola de samba é, em essência, um arquivo vivo de histórias que o país tentou apagar.
Há algo de profundamente psicológico no Carnaval. Durante alguns dias, as pessoas se autorizam a ser quem normalmente reprimem. Não é apenas fantasia: é permissão. Permissão para dançar sem saber dançar, para rir alto, para chorar escondido, para beijar sem promessa, para existir fora da própria biografia. A máscara não esconde — revela. Revela desejos, medos, carências e versões de si que o cotidiano censura.
Por isso o Carnaval incomoda tanto. Ele expõe aquilo que tentamos controlar. A moral rígida, a disciplina excessiva, o “comportamento adequado” perdem força diante da multidão que canta em uníssono. E não é coincidência que, historicamente, ele sempre tenha sido combatido em nome da ordem, da religião ou dos bons costumes. O Carnaval ameaça porque lembra que o ser humano não é feito apenas de regras — é feito de pulsão, afeto e contradição.

Mas engana-se quem pensa que o Carnaval é apenas libertação. Ele também é espelho. Espelho das desigualdades, da exploração, da indústria que se apropria da cultura popular e a transforma em produto. O bloco espontâneo vira evento cercado, a rua vira camarote, o corpo vira mercadoria. A festa que era coletiva passa a ter preço. E, ainda assim, sobrevive. Porque mesmo industrializado, o Carnaval guarda frestas de verdade.
A tecnologia mudou o Carnaval. Antes, a memória era o corpo cansado e a história contada no ano seguinte. Hoje, tudo vira registro, postagem, story. Vive-se menos o momento e mais a necessidade de provar que se esteve ali. O olhar se desloca do outro para a tela. Ainda assim, há encontros que escapam ao algoritmo. Há abraços que não rendem curtidas, mas salvam semanas inteiras.
Religiosidade e Carnaval nunca foram simples opostos. No Brasil, eles se misturam. Há quem reze antes de sair para o bloco. Há quem agradeça depois de atravessar a avenida. Há quem carregue no peito santos, orixás e promessas. O Carnaval também é fé — fé na alegria como forma de resistência, fé de que a vida pode ser menos dura, nem que seja por alguns dias.
Psicologicamente, a festa funciona como catarse coletiva. Uma descarga emocional necessária em uma sociedade que vive sob pressão constante. O excesso não é gratuito: ele responde a uma escassez anterior. Escassez de tempo, de afeto, de espaço para ser. O problema não está na festa, mas no retorno abrupto a um cotidiano que não mudou. Por isso, depois da quarta-feira, vem o vazio. Não porque o Carnaval acabou, mas porque aquilo que ele suspendeu continua lá.
Há histórias que só existem no Carnaval. Gente que se reencontra depois de anos, gente que se perde de si e se acha em outra esquina. Amores que duram uma música e deixam marcas para sempre. Lutos que encontram alívio no batuque. Trabalhadores que passam o ano invisíveis e, por algumas horas, são vistos, admirados, aplaudidos. O Carnaval não cria essas histórias — apenas lhes dá palco.

Também há quem escolha não participar. E isso também é legítimo. O Carnaval não é obrigação, é espelho. Cada um vê nele aquilo que carrega. Para alguns, ele é ruído. Para outros, é cura. Para muitos, é apenas um intervalo necessário entre cansaços acumulados.
Talvez o maior erro seja reduzi-lo a caricatura. Carnaval não é só bunda, peito e samba — embora tudo isso também exista. É cultura, memória, psicologia social, economia, política e afeto. É a prova de que um país pode dançar sobre suas próprias feridas sem negá-las completamente. Às vezes, dançar é a única forma possível de continuar.
Visto pelo caleidoscópio, o Carnaval não é fuga da realidade. É uma negociação com ela. Um acordo silencioso entre o que somos e o que conseguimos ser. Um lembrete anual de que a vida não cabe apenas na produtividade, na seriedade e no controle. Que, sem festa, o humano adoece.
E quando as cinzas chegam, não como punição, mas como lembrança de finitude, fica a pergunta que sempre retorna: o que faremos com aquilo que o Carnaval nos mostrou sobre nós mesmos? Porque a festa passa. Mas o reflexo, se a gente ousar olhar, fica.

 

Até o próximo giro!
   Carlos Lopes
  CRP 04/49834

 

MÁSCARAS

Pulei o carnaval fantasiado de mim,
Tão real ficou a fantasia que nem eu me reconheci.
Desvesti de tantas máscaras que usava no dia a dia,
Que foi difícil saber se sou real ou fantasia.

Foi aí que percebi que muitos pularam sem máscaras,
O carnaval tem dessas coisas, nunca é o que se acha.
Máscara de bom marido, boa mãe ou boa praça,
Quisera eu, o ano todo carnaval, sem fantasia e sem trapaça.

Agora depois do carnaval, quando me olho no espelho,
Vejo tudo que já fui ou tudo que tentei ser,
Mas descobrir que com tantas máscaras nunca fui eu por inteiro.

O eu inteiro, não disfarça o não gostar,
O eu inteiro, não se esconde ao se expressar,
O eu inteiro sou aquele que por medo tentei mascarar.

Carlos Lopes
 Máscaras
Poema do Livro: “Caminhos versados, uma jornada poética”
[email protected]

Direitos Autorais Reservados Lei 9.610/18

 

Dia Mundial do Rádio por Johnny Ribeiro

Dia Mundial do Rádio é celebrado anualmente em 13 de fevereiro, promovido pela UNESCO para reconhecer a importância do rádio como meio de comunicação, cultura e educação, especialmente em regiões com acesso limitado à mídia.
Origem: criado pela Assembleia Geral da UNESCO em 2010, com a primeira comemoração em 13 de fevereiro de 2011.
Propósito: destacar o papel do rádio na promoção da educação, informação, mobilização social e inclusão digital; incentivar a inovação tecnológica e a diversidade de conteúdos.Como é comemorado: eventos em rádios públicas e comunitárias, debates, conferências, campanhas de conscientização sobre liberdade de imprensa, acesso à informação e alfabetização midiática.
Curiosidades:O rádio foi uma das primeiras mídias de massa e continua sendo crucial em áreas onde a internet é menos acessível.
Em muitos países, o rádio comunitário desempenha papel vital na disseminação de informações locais.
Vamos falar de rádio, e de tudo o que ele proporcionou e ainda proporciona até hoje. Sendo uma das primeiras mídias, ele chega em lugares onde a internet não chega. E quem nunca viu seu pai ou seu avô ouvindo um jogo de futebol do seu time do coração por lá? Hoje a juventude vê muito mais a internet e aquelas mega TVs, e não consegue imaginar que, antigamente, tudo era pelo rádio.
As novelas, ou melhor dizendo, antigamente se chamavam rádios novelas, nas quais as pessoas se entusiasmavam apenas ao ouvir a voz dos atores, imaginando quem era aquele que tinha aquela bela voz. Também podemos lembrar quando pedíamos músicas na rádio: falávamos que queríamos gravar e colocávamos o gravador daquele rádio para gravar e ter em uma fita K7 para ouvir mais tarde. Eu fiz muito isso, concorrer a prêmios e também ouvir o jornal (eu ainda às vezes ouço as notícias pela manhã indo para o trabalho). Tantas emissoras de rádios davam prêmios e muitos lançamentos que gravávamos para levar às festinhas com os amigos.
O rádio é cultura mundial e, até hoje, é usado como um sistema de mídia que espero que nunca se acabe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vozes Silenciosas: Justiça para os Animais por Daya Ribeiro

Como eu adoro um cachorro, hoje tenho dois em casa, além dos que vejo na rua e com os quais fico com dó. Muitas vezes eu dou água e comida para eles, inclusive tenho uma vira-latas amarela que resgatei em frente à minha casa há mais ou menos 11 anos. Uma menina de porte médio, de cor amarela, que é muito dócil, recebeu um nome até meio esquisito, pois foi minha sobrinha, com 4 anos, quem deu. Chamamos de Panela porque, quando a encontramos embaixo de um carro velho que o vizinho deixava em um terreno em frente à minha casa, começamos a colocar comida e água para ela em panelas velhas da minha mãe. Quando adotamos ela ainda era filhote e não sabíamos qual nome colocar, então ela sugeriu, de forma ingênua, que déssemos o nome Panela, e ficou.
Bom, falei isso para podermos entrar no assunto de maus-tratos aos animais. Em muitos casos, os cachorros em situação de rua, como ocorreu recentemente com um cachorro comunitário chamado Orelha, foi agredido por adolescentes que o bateram até ele agonizar e morrer. Fico pensando na repercussão disso: a humanidade parece se deteriorar cada vez mais. Pergunto: onde estão os ensinamentos vindos da família?
A cabeça desses seres humanos não pensa que os animais são seres vivos? Por que maltratar? Os pais desses adolescentes não ensinaram? Ou será que são tão ridículos a ponto de não gostarem e maltratá-los?

Com certeza um ato de extrema maldade. Como ter coragem de bater ou matar um animal tão fiel e bonito que sempre abana o rabo ao ver a gente chegar, que fica todo contente e conhece o horário da nossa chegada, que escuta de longe o barulho do carro do dono?
Vasculhei para entender o acontecimento e resolvi falar um pouco de mim e pedir justiça não só nesse caso, mas para todos que acontecem. Quantas pessoas cometem isso e escondem esses crimes, que merecem punição, tirando a vida ou ferindo gravemente? Ainda quero entender a cabeça dessas pessoas e também saber qual será o advogado que vai defender esses agressores e qual será a pena. Será que eles saem ilesos, ficam soltos, ou será que o advogado vai dizer que precisam de tratamento e julgá-los como loucos? Vamos pedir justiça por essa crueldade e uma punição severa para estes adoslescentes.
Uma punição a qual fique de exemplo para a nossa sociedade.

https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/02/02/cao-orelha-linha-do-tempo-e-o-que-se-sabe-ate-agora.ghtml .                                                                                                                               

 

Fazendo Arte – por Rita Cruz                                                   

Todos nós guardamos um mês no coração. Quase sempre, é aquele em que nascemos — afinal, aprendemos desde cedo a puxar a sardinha para a nossa própria brasa. Mas há quem eleja outro mês, aparentemente ao acaso. Aparentemente. Porque, no fundo, nenhum afeto nasce sem motivo: quase sempre ele vem carregado de memórias.
Escrevo isso porque sou reflexo exato dessas palavras.
Nasci em junho, mês das festas, das bandeirinhas e das fogueiras. Gosto dele, confesso. Mas é fevereiro que mora em mim. Fevereiro chega trazendo lembranças, ecos de um tempo que insiste em não passar. Nele, revivo os grandes carnavais de outrora, quando, ainda criança, minha mãe me levava para ver os desfiles de rua que enchiam a cidade de cor e música. Sentadas por horas na arquibancada, assistíamos a poucas escolas desfilarem, mas cada fantasia parecia infinita aos meus olhos.
Com o passar do tempo, fevereiro continuou me surpreendendo. Na adolescência, descobri que ele também marcava o aniversário do meu marido e de sua mãe. Mais tarde, após dois anos e meio de namoro, foi nesse mesmo mês que escolhemos unir nossas vidas. O tempo seguiu seu curso: tornei-me mãe duas vezes e, na terceira, fui agraciada com a chegada da minha filha mais nova. Sempre fevereiro. Sempre ele.
Mas a vida, sábia e dura, também escreve suas linhas mais dolorosas. O mesmo mês que tantas alegrias me concedeu trouxe, num 13 de fevereiro, a maior tristeza da minha existência: a partida da minha mãe. Um dia gravado na alma, impossível de esquecer.
Por isso, fevereiro é, para mim, um mosaico de sentimentos: alegria, fé, amor, saudade e uma gratidão profunda — dessas que doem e aquecem ao mesmo tempo.
Ainda assim, aprendi que não importa o mês. Seja qual for, a vida pede presença. Todos os dias são convites à intensidade, à sabedoria e à celebração. Escolha seu mês preferido por qualquer razão que seja, mas viva com coragem. Em cada um deles há sempre uma folha em branco, pronta para receber a história que você decidir escrever.
E se o seu mês também for fevereiro, aproveite: ele é breve, intenso e já começou.
Portanto, viva a vida. ✨
Para te ajudar segue nossa agenda cultural aqui no “Cantinho Fazendo Arte”

Reunião da Casa do Poeta
07/02 15h

Reunião da União dos Escritoes Independentes – UEI – 21/02 – 15h

Teatro Sesc
https://www.sescsp.org.br/programacao/bitita-a-carolina-que-nao-te-contam-2/
Dia 04/02 – 20h

Sarau da Biblioteca do Sesc – Dia 06/02
https://www.sescsp.org.br/programacao/sarau-da-biblioteca-8/

Entrevista com o Poeta por Rose Giar

 

 

Rose Giar: Nome completo?
Paulo Cesar Marcos: Paulo Cesar De Souza Marcos.
Rose Giar: Cidade onde nasceu?
Paulo Cesar Marcos: Rio de Janeiro, município de São João, casado (1) filho
 Me defino como um Romântico apaixonado pela vida.
Rose Giar: Qual a sua formação?
Paulo Cesar Marcos:  Fiz faculdade de Direito
Rose Giar: Quando a poesia entrou em sua vida?
Paulo Cesar Marcos: Quando ainda, na escola primária, li uma frase de Lima Barreto, se a tua Dor te incomoda faz , dela uma poesia.
Rose Giar:  Quais livros que você leu ou teve influência?
Paulo Cesar Marcos: Meus oito anos, Casimiro de Abreu, Capitão de areia, Jorge amado, O crime do padre Amaro, e ótimo Basílio, Eça de Queiroz.
Rose Giar: Algum escritor que inspira, ou inspirou você?
Paulo Cesar Marcos: Todos os quais eu li
Rose Giar: Quando começou a escrever?
Paulo Cesar Marcos: Ainda na adolescência em forma de Versos e Poemas.
Rose Giar: Qual teu estilo poético, onde busca inspiração?
Paulo Cesar Marcos: Romance, busco inspiração no cotidiano e nas relações pessoais.
Rose Giar: Qual a importância da Literatura na Arte para você?
Paulo Cesar Marcos: A literatura expande o conhecimento, propiciando a Arte de escrever
Rose Giar: O Que você pensa a respeito da Inteligência Artificial em textos , Poemas, letras, e Músicas?
Paulo Cesar Marcos: É útil, somente no desenvolvimento de Capas de livros , imagens, correção ortográfica, diagramação, e partituras; Textos, Poemas , Poesias, e letras de músicas, são sentimentos, trazidos de dentro da Alma de cada ser, são emoções humanas.

Rose Giar: Qual a sua opinião sobre escritores Brasileiros e porque, você acha que muitos não são bem sucedidos em nosso País.
Paulo Cesar Marcos: A prioridade do ( MEC ),
está voltada para a alfabetização e profissionalização dos jovens estudantes , deveria haver um direcionamento maior, para valorização de nossa literatura e nossos escritores.
Rose Giar: Sobre mulheres escritoras e Poetisas elas tem, um papel importante na Literatura, o que você acha?
Paulo Cesar Marcos: Sim , as mulheres são detentoras de grande sensibilidade no desenvolvimento de qualquer trabalho Literário.
Rose Giar:No decorrer dos anos , você acha que elas contribuíram para literatura em geral ?
Paulo Cesar Marcos: Sim , escritoras como Clarice Lispector, Cora Coralina, Hilda Hilst, Vanessa Passos, Nara Vidal, Monique Malcher , são merecedoras do nosso aplauso e pela contribuição para nossa literatura.
Rose Giar:O que você acha que um escritor ou Poetisa precisa fazer para serem bem sucedidos em nosso País?
Paulo Cesar Marcos: O que individualmente já é feito, criação de páginas no Facebook, YouTube, ou Vídeos .
Rose Giar: Você tem alguma esperança para nossa poesia brasileira ?
Paulo Cesar Marcos:Sim , esperança que a poesia consiga cativar ainda mais pessoas , criando visibilidade ao participar de Antologias dentro e fora do País, e se fazer presente em grandes eventos , como o prêmio literário, José Saramago, parceria Luso Brasileira .
Rose Giar: Você tem uma opinião formada do que precisamos fazer para incentivar, ou ajudar novos escritores?
Paulo Cesar Marcos: Divulgar e convidar escritores para participar de eventos como a ( FLIP), Feira literária Internacional de Paraty. Prêmio Kindle de literatura jovem, e o prêmio Jabuti de Contos.
Rose Giar: Tem alguma obra editada?
Paulo Cesar Marcos: Ainda não
Rose Giar: Quais seus planos futuros dentro da literatura?
Paulo Cesar Marcos: Publicar um livro de Romance.
Rose Giar: Se alguém quiser conhecer seu trabalho , pode encontrar em quais redes sociais?https://www.instagram.com/paulocesarmarcos/
https://www.facebook.com/paulocesar.marcos.52

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fevereiro de 2026

Principais Movimentos Astrológicos – Uma Bússola de Orientação – Por Jacilene Arruda

 

Saturno em Áries (definitivo) – 13 de fevereiro de 2026 a 2028:
Início de um ciclo de maturidade emocional e responsabilidade pessoal.
Mistura de sensibilidade e força de ação, pedindo escolhas conscientes.
Questionamentos sobre identidade e propósito ganham destaque.

Saturno + Netuno em Áries (20 de fevereiro de 2026 – ocorre aproximadamente a cada 36 anos):
União que traz menos certezas e mais intuição.
Estímulo à criatividade, empatia e espiritualidade.

Eclipse Solar em Aquário (17 de fevereiro de 2026, às 09h12)
Momento de renovação coletiva, com foco em grupos, amizades e projetos sociais.
Convite para repensar como cada pessoa contribui para o coletivo.

Mercúrio retrógrado (primeiro de 2026) – de 25 de janeiro a 14 de fevereiro:
Atenção à comunicação, contratos e deslocamentos.
Revisão de ideias e reorganização de planos.

Marte ativo (20 de março de 2026 a 19 de março de 2027):
Estimula atitude e movimento.
Nos últimos dias do mês, pede cuidado com impulsividade e imprevistos.

Impactos por Signo (destaques gerais):

 

Áries: Sensibilidade maior, dúvidas sobre identidade e caminhos. Intuição deve guiar decisões.

 

 

Touro: Revisão de valores e finanças; necessidade de estabilidade em meio às mudanças.

 

Gêmeos: Comunicação exigirá clareza; Mercúrio retrógrado pode trazer revisões importantes.

 

 

 

Câncer: Ênfase em vida familiar e emocional; acolhimento será essencial.

 

 

 

 

Leão: Eclipse em Aquário ativa relacionamentos e parcerias.

 

 

 

 

Virgem: Necessidade de limites claros, especialmente no trabalho.

 

 

 

 

Libra: Projetos coletivos ganham força; equilíbrio entre individual e grupo.

 

 

 

Escorpião: Transformações internas profundas; foco em autoconhecimento.

 

 

 

Sagitário: Expansão intelectual, mas com revisões de planos de viagem ou estudo.

 

 

Capricórnio: Ajustes em carreira e responsabilidades.

 

 

 

 

Aquário: Eclipse solar traz redefinição de identidade e novos ciclos.

 

 

 

Peixes: Limites emocionais serão fundamentais; cuidado com dispersão.

 

 

Pontos de Atenção:

Impulsividade: Marte pode gerar conflitos se não houver controle.

Comunicação: Mercúrio retrógrado pede revisão antes de decisões importantes.

Coletivo vs. Individual: Eclipse em Aquário reforça a necessidade de equilibrar interesses pessoais com os coletivos.

Calendário Lunar – Fevereiro 2026:

1 de fevereiro – Lua Cheia – às 19h10
9 de fevereiro – Lua Minguante – às 09h44
17 de fevereiro – Lua Nova – às 09h03
24 de fevereiro – Lua Crescente – às 09h28

Jacilene Arruda é terapeuta holística na Nova Era de Aquário.
Instagram @evolucaoeconhecimento
Contato +55 31 99531-5732

Lives do Sarau – Agenda fevereiro 

Para 2026 as lives da revista sarau das artes começa com tudo.
Depois de mais de im mês de ferias a equipe esta de volta com todo o gás para encarar com otimismo o ano de 2026 confira a agenda:
01/02/206- Alladin Bamba
08/02/2026- Cavalheiro Verardo
15/02/2026- Não havera 
22/02/23- Eliana Custodio
https://www.instagram.com/revista_sarau_das_artes/


A revista Sarau das Artes lança sua primeira Antologia Poética – Veredas de Sal e Areia, com a organazação de David Pessoa e Garcia Emmanuel.
Uma antologia exécialmente para poetas do Rio Grande do Norte e Ceara abaixo segue Link para edital.

Veredas de Sal e Areia

JOÃO-UM ROMANCE SOBRE PANIFICAÇÃO de Renato Lannes Chagas

Capitulo Primeiro

João crescia bonito, alto e bem alimentado. Corria para todos os lados. E logo cedo tomou gosto pela profissão do pai. Isso agradava mais a ela que a ele. O pai queria o filho letrado. Já a mãe queria o filho feliz, sadio e bem alimentado. Ninguém perguntou ao menino a sua opinião por sorte ele também era bom, muito bom por sinal, nas contas e vendo o quanto isso ajudava logo foi pra bancada, sempre depois das aulas e logo seu pai notou que o caixa melhorava logo que João aparecia na bancada. Não errava na hora do troco, nenhum dinheiro faltava. Os anos iam passando e a inteligência do filho ia crescendo acompanhando a sua estatura, logo João já se destacava pela rua. E gostava de estudar e quanto mais estudava mais trabalhava e sabia tanto das massas, quanto da freguesia que ele sem perceber só fazia aumentar com aquele seu jeito diferente de atender. Já seus pais estavam pra lá de atentos ao tino do menino para tudo e já carregavam dentro de si o quanto aquele fruto iria se transformar quando chegasse a flor da idade. Mas eles pensavam bem pequeno, para eles o máximo que aconteceria seria João ter também a sua própria padaria. Olhavam mas não enxergavam todo o que poderia fazer aquele menino. A mãe ainda o acompanharia por muitos e muitos anos. O pai somente por mais alguns anos.
Mais alguns anos passaram, a prosperidade chegou. Sebastião levou a família para mais perto do palácio e num dia desses qualquer um dos pães chegou até a mesa do próprio Príncipe Regente que provou, gostou e aprovou. Daquele dia em diante Sebastião que havia chegado por aqui sem um tostão se viu obrigado a ter conta em banco e crediário já não conseguia mais sossegar com a ideia de ter tudo guardado dentro de casa por mais que a vizinhança inspirace confiança. Trazia do passado as marcas da desconfiança e não iria arriscar ter de recomeçar mais uma vez, até mesmo porque a juventude já passara e as forças já não estavam mais só com os seus braços, tinha agora uma família para cuidar e zelar. Melhor ver o dinheiro no banco do que ficar de mãos abanando e essa lição o filho sempre guardou por todos os lugares aonde seus pés pisaram.

3 thoughts on “Revista Poesias & Cartas-Fevereiro 2026

    1. Desta vez é uma bela edição.
      Adorei, muito apetrechada.
      Juntos pela Leitura e escrita!
      A toda coordenação está de parabéns, bom trabalho.

  1. Algo de mera importância, no entanto fala-se de assuntos do nosso dia a dia. Que a livros antigos que trazem mensagens ou informações que devem ser difundidas para ser conhecida na actualidade. Onde enrola a musica por descoberta na antiguidade sendo um utensílio que serva de novas artes . Tudo isso e para trazer a valorização cultural.
    Ha ideias que foram abordadas na época clássica e moderna e sempre houveram divergências, descordias e inconclusões no que era e é abordada sem ter havido o vencedor.
    Onde a imaginação é algo relevante que na escrita nos fazem sermos habilidosos educacionais, enquadrando uma arte da identidade cultural segundo Cunha.
    Dentro da edição fala-se das doenças em seus meses e aspectos que demonstram suas sintomatologias, prevenção até consequências finais.
    Há momentos onde apreciei assunto inerente á meio de comunicação mais usado como é o caso do rádio e menos protegidos que é a internet ou avanços tecnológicos .
    Devemos ter a cultura de desenvolver a leitura que incluem assuntos de quatidionos.
    Antes do Cristo fala-se do clássico e depois do Cristo aborda moderno sem termos nessa matéria .

    Em suma, são aspectos que no dia a dia vivemos e as leituras não são cultivadas como cultura mas como diversão. E também pelo avanço das tecnologias muitos não se inclina nas actualizações das informações pela preguiça da leitura, anotações.
    Os meus parabéns a todos que terão participado com diversas abordagens com ideias que moldam e transformam as nossas reflexões, raciocínios, e mudando as limitações para infinitas análises.
    São materiais riquíssimas avançados por todos vós .

    Todos leiam:

    *Mundos incertos*

    O tempo, espaço, silêncio, ausência, hora, é tudo ilusório.
    Então, as mentiras nascem do diálogo com o nada e o ninguém.
    Sou o refúgio do ninguém, ecoando saudades indiscutíveis.
    Antes do mundo, o ninguém já habitava uma sombra ilusória e incerta.

    *Chinhadza Jofrisse*

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