Primeiro Sabor da Paixão eps.4

Leandro se entusiasma ao ver Clara nua. Embaixo do chuveiro, eles se beijam e se acariciam. Clara, olhando nos olhos de Leandro, diz:
— Ah, menino, tá tudo acontecendo tão rápido e de um jeito maravilhoso. Hoje posso até mesmo dizer que amo estar com você; vai ser ruim ficar sem te ver!
Leandro diz:
— Eu já te amo, Clarinha!
Ela sorri, começam a se beijar, e Leandro toma a iniciativa: chupa os seios dela e vai passando a mão na sua florzinha, toda depiladinha, vai descendo pela barriga até chegar na flor…
Leandro se delicia chupando. Clara geme, segura a cabeça de Leandro e diz:
— Tá gostoso, tá? Depiladinha só pra você, meu menino; chupa gostoso, vai.
Sem experiência nenhuma, Leandro lembra das dicas que obteve lendo alguns livros eróticos ao longo desses dias, apenas para não falhar com Clara. Também, quando era criança, seu irmão mais velho dizia que pra comer danoninho não precisava de colher, que era assim que agradava uma mulher com a língua e com os dedos.


O mundo parou naqueles momentos: tudo era feito com amor, a primeira vez de um jovem e uma menina-mulher que o ensinava a fazer amor do jeito que ela gostava.
Clara geme alto, apertando a cabeça de Leandro contra a sua flor, se entregando e gozando deliciosamente.
— Nossa, Lê, isso não pareceu nada de um homem virgem. Soube fazer como ninguém, mas agora é sua vez; vem que eu te explico como fazer.
Leandro pega o preservativo e Clara vai colocando, usando a boca. O membro rígido ele coloca e diz:
— Vem, meu menino, aproveita, fica calmo.
Leandro fica por cima de Clara, na posição papai e mamãe, e a penetra. A sensação é maravilhosa para ele; faz movimentos. Clara o beija na boca e pede pra ele gozar com mais força e intensidade, o que Leandro faz em pouco tempo.
Clara o abraça e diz:
— Não se preocupe, foi ótimo e temos o dia inteiro até anoitecer.
— Mas eu queria ter sido melhor.
— Você foi ótimo; tem uma boca deliciosa. Me fez ter um orgasmo, e te digo: foi o segundo que me fez ter.
— Tá, se você diz.
E, durante todo o dia, ficaram se amando, fizeram sexo, gozar, comeram. Leandro foi aprendendo tudo o que Clara o ensinava. Em uma parede do quarto, ele escreveu:
“Que possamos sempre compartilhar nossas vidas. Que, mesmo que a vida nos separe, fique em nós sempre esse nosso desejo de felicidade recíproca.”
Eles adormecem agarrados até que a mãe de Clara chega e bate na porta do quarto.
— Clara, posso entrar?
— Espera um minuto, por favor.
Leandro pergunta:
— Ela não vai brigar?
— Por quê?
— A minha mãe brigaria.
— Se veste, ok; já falei de você pra ela.
— Tá.


A mãe de Clara entra no quarto, cumprimenta Leandro e diz:
— Clara, não esquece de arrumar suas coisas; de madrugada seu pai vai te levar.
— Tudo bem.
Ela sai do quarto com um sorriso no rosto, a expressão de que sua filha estava feliz a deixa feliz.
— Clara, esses dias foram incríveis e, com certeza, vou sentir muito a sua falta; talvez não queira me ver nunca mais, te agradeço por isso.
— Leandro, pra mim também foi muito gostoso, lindo estar com você, o jeito que me olha, o jeito que me trata, o modo como se declara sem ter medo de mostrar o que sente. Não fique pensando que não quero mais te ver; pelo contrário, eu quero ficar com você nesse mundinho que criamos nesses dias. Sua ingenuidade e também sua postura de homem sendo um menino são tudo o que eu mais quero do meu lado. Vamos fazer um combinado: não vamos nos prender um ao outro, mas sempre que eu estiver aqui eu vou querer estar com você. Vou usar a seguinte frase: “o que os olhos não veem, o coração não sente”, e eu quero uma carta sua toda semana, assim como te enviarei a minha, à moda antiga.
Leandro concorda; com Clara, eles se abraçam, se beijam e, mais uma vez, fazem amor. Desta vez, foi como se fosse a última: foi a melhor.
O primeiro amor inesquecível, Leandro experimenta isso com Clara. E o que será que vai acontecer agora que ela vai embora para estudar? Não percam o próximo conto.

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