Estupro,cara que coisa ridícula; será que existem homens tão tolos e bestas que são capazes de cometer tal insanidade?
Penso que, em grande parte, as mulheres acabam pagando o pato. Um caso que vou contar é o de Ana Bela, uma linda garota morena de olhos claros, um corpo muito bonito, digamos assim. Ela era uma garota de 22 anos, moradora da zona norte de Ribeirão Preto, que acordava todos os dias às 5 da manhã para se aprontar para ir ao emprego e chegava à meia-noite todos os dias, voltando da faculdade de Direito.
Pegando 5 ônibus por dia, aquela garota se esforçava. Trabalhava como assistente administrativa em uma grande empresa na zona sul da cidade e, todos os dias, às 6:15 da manhã, pegava o primeiro ônibus até o centro da cidade. Uma menina com os pais vindos do
interior do Nordeste, semianalfabetos, que lutaram a vida toda para dar uma boa educação a ela. Foi por isso que conseguiu uma bolsa de estudos em uma das melhores faculdades da região de Ribeirão Preto.
Ana Bela era vaidosa, como toda mulher que trabalha para se manter e sonha em ser juíza.
Na faculdade, ela conhece Manuel, um jovem de família abastada, filho de um grande advogado e com status de vida que, digamos, é alto. Ana se encanta por Manuel, e eles começam a namorar.
Manuel parece ser uma boa pessoa, que quer sempre o bem de Ana.
Por outro lado, Ana se encanta cada dia mais por ele, com uma criação muito amorosa dos pais. Porém, com certas regras que ela jamais cruzaria, estamos no século 21; dificilmente uma mulher casa virgem, não é?
Os pais não pensavam em ter uma filha que fosse casar virgem, mas sim prepará-la para ter a certeza de que o homem que a faria casar fosse realmente alguém de quem ela gostasse. O pai costumava dizer a ela: “Filha, tome cuidado: homem muito bonzinho é o lobo disfarçado de cordeirinho”.
O tempo foi passando; Ana e Manuel, em um namoro que parecia firme e sério, mas tudo era
ilusão.
Em uma festa, numa quinta-feira do mês de agosto, aconteceu o desgosto, a coisa mais triste que uma mulher pode sofrer.
Manuel bebeu, ficou embriagado, e levou Ana embora para o lugar onde ela morava, em um trajeto afastado. Passaram por ruas escuras na madrugada do dia 21 para o dia 22. Manuel parou o carro em um lugar muito escuro e começou a querer beijar Ana, que tentou afastá-lo. Ele insistia, empurrou-a, rasgou o vestido, despiu-a, arrancou sua calcinha, violou-a brutalmente. Foi um homem que a tratou como objeto e a deixou desacordada no meio da rua. Um senhor que voltava do trabalho a encontrou ofegante, com duas costelas quebradas, olhos roxos e o ego ferido. Ele a levantou, colocou sua jaqueta sobre ela, levou-a para casa e ligou para a polícia.
Ana foi atendida no hospital São Francisco; teve traumatismo craniano, costelas e dois dedos da mão direita quebrados, perdeu aquele ano da faculdade.
Depois do ocorrido, ela contou toda a história ao pai. Manuel foi encontrado morto em um canavial próximo à Sertãozinho, SP, dez dias após Ana sair do hospital.
O pai de Ana se entregou à polícia; ele fez justiça com as próprias mãos, honrando a filha, que hoje passa por terapia e se formou em Direito em 2023, estando pronta para lutar a favor das mulheres.
Ele está prestes a sair da cadeia.
Ela participa de uma ONG ajudando mulheres vítimas de estupro e maus-tratos.

Estupro de Vulnerável
Impede que eu saia e corra
Violento e repugnante o seu ato
Lambuza meu corpo com porra
Quando me coloca de quatro
O não, nem leva em conta
Nem meus apelos e direitos
Só quer saber pra onde aponta
Ao se extasiar com meus peitos
Como animal selvagem afoito
Realiza todas as suas vontades
Chega ao seu prazer e coito
Na sua nojenta promiscuidade
O covarde estupro foi inevitável
Meu corpo sentiu cada violência
Foi um monstro, abominável
Não respeitou minha resistência
Rose Giar
