Conto-Anos de Espera, Segundos de Um Sim cap 2

Foi um encontro memorável. Naquele dia, ambos sentiram algo que transformou profundamente a relação. O que antes era apenas um amor platônico por parte de João, transformou-se em um pedido de namoro. Aline quase disse “sim” imediatamente, mas preferiu silenciar por um momento. Foram dois dias de uma espera ansiosa e sem fim para João. Dois dias depois, ele completaria 23 anos e aguardava com o coração na mão o que aquela jovem mulher iria lhe dizer.
Na sexta-feira, véspera do aniversário e da resposta, o destino começou a sorrir para ele. Em seu trabalho, João recebeu uma promoção do chefe: deixou a função braçal por um cargo mais limpo e com um salário melhor. Para um jovem de origem humilde, as coisas finalmente começavam a melhorar.
No sábado, dia do seu aniversário, a celebração foi cercada pelo abraço dos amigos em uma pequena festa em sua casa. Aline chegou trazendo um presente e uma carta. Mas o melhor presente da noite foi o “sim” que ela pronunciou. Pela primeira vez na vida, João se sentiu verdadeiramente amado.
Como nem tudo são flores, os primeiros obstáculos não demoraram a surgir. A oposição por parte da família de Aline era imensa. Os comentários giravam em torno do estilo de João. Muitos questionavam por que uma moça bonita, inteligente e universitária se interessaria por um rapaz que não tinha sequer uma bicicleta e mal havia concluído os estudos — embora João fizesse questão de dizer que a rotina pesada de trabalho não justificava tudo, admitindo que também houvera um pouco de preguiça de sua parte.
Apesar das críticas, Aline decidiu encarar tudo ao lado dele. Ouvia os desabafos constantes da mãe e, às vezes, sentia-se perdida e dividida. Não entendia o porquê de tanta resistência, nem o motivo de não darem uma chance para conhecer o verdadeiro João e, quem sabe, aceitá-lo. João era um homem incrível: sabia escutar, acolher e proteger. Mesmo sendo ciumento, ele a desejava intensamente e começou a mudar de vida por ela. Afastou-se de amizades erradas, abandonou velhas rotinas, respeitava os dias em que ela não podia se encontrar e fazia questão de pagar a conta sempre que saíam.
João queria compreender a mente da família de Aline e provar o seu valor. Diante das dúvidas alheias e do preconceito por sua condição financeira — já que os de fora o viam como alguém sem futuro —, ele entendeu que era o momento de deixar o jeito adolescente para trás e agir como homem. Estava decidido a conquistar o necessário para que os dois pudessem construir um futuro juntos. Desejava também se vestir melhor, e Aline, com carinho, começou a ajudá-lo a transformar seu estilo.
Enquanto enfrentavam as tempestades externas, o vínculo entre os dois se fortalecia e aquecia. Para João, Aline tornava-se cada vez mais rara e preciosa. Os beijos ficavam mais ardentes e os toques mais ousados. No entanto, a intimidade completa ainda não havia acontecido. João ansiava pela consumação daquele sentimento recíproco. Desejava que fizessem amor.
Em um desses momentos de entrega, João a questionou:
— Nos beijamos, nos tocamos, mas nunca passamos disso. Por quê?
— Vamos esperar um pouco mais — pediu Aline, timidamente.
Sem compreender, ele insistiu com doçura:
— Não se preocupe, meu amor. Eu jamais seria o tipo de homem que se aproveita e vai embora. Não vejo o que temos como um ato qualquer. Eu te amo. Para mim, será um momento mágico. Não quero apenas sexo; quero fazer amor com você, para que seja inesquecível e para selar tudo o que prometemos um ao outro.
Com os olhos brilhando, Aline sorriu e revelou:
— Espere só mais um pouco… Eu ainda sou virgem. E tenho a certeza absoluta de que é com você que quero me entregar.
Surpreso, João sorriu, tocado pela revelação:
— Se eu já queria que fosse especial, agora serei ainda mais cuidadoso. Quero ser o seu primeiro e único.
Mesmo feliz, Aline demonstrou suas inseguranças:
— Você pensa tanto em me agradar, mas e se eu não souber te agradar? Não tenho experiência. A gente se envolve, mas às vezes fico perdida sem saber o que fazer. Por mais que eu leia sobre o assunto, ainda tenho tantas dúvidas.
— Calma, meu amor — confortou João. — Há coisas que eu também não sei. Mas o que eu souber, vou te ensinar. O nosso momento vai ser único, do nosso próprio jeito.
Ao ver a calma e o respeito dele, ela sorriu, sentindo-se plenamente segura.
Os dias avançaram e o cenário perfeito desenhou-se no Dia dos Namorados. O amor que cultivavam foi finalmente consumado de forma bela e encantadora.
No aconchego do quarto de João, com o mundo exterior completamente esquecido e o silêncio da casa acolhendo apenas os dois, ele a despiu com extrema delicácia. Seus olhos contemplaram a beleza daquela mulher: as curvas suaves de seu corpo moreno, a pele perfumada e a pureza que agora pertencia a ele. A eletricidade do desejo e o pulsar acelerado dos corações denunciavam que aquele momento estava destinado a ser mágico.
Os lábios de João desenharam caminhos suaves pela pele dela, alternando beijos calorosos e toques gentis. Naquela entrega absoluta, o medo deu lugar à cumplicidade. Eles fizeram amor harmonizando o desejo com o afeto mais puro, proporcionando um ao outro um prazer pleno e uma satisfação profunda. Ali, naquele abraço definitivo, ela se tornou dele por inteiro, assim como ele se entregou completamente a ela. Fortes, unidos e repletos de certezas, eles estavam finalmente prontos para enfrentar qualquer desafio que o destino colocasse em seus caminhos.

E não percam o proximo capitulo desse conto.

3 thoughts on “Conto-Anos de Espera, Segundos de Um Sim cap 2

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *