
Por que eu escrevo?
Escrevo porque acredito que as palavras têm o poder de iluminar caminhos, curar feridas invisíveis e transformar vidas.
A escrita é o lugar onde encontro liberdade para compartilhar experiências, emoções, sonhos e reflexões que nem sempre cabem na correria dos dias. É através dela que dou voz a sentimentos, construo pontes de empatia e contribuo para que histórias muitas vezes silenciadas possam ser ouvidas.
Sou mulher, promotora de Justiça, pessoa com deficiência auditiva, pessoa com TDAH e escritora. Cada uma dessas experiências molda meu olhar sobre o mundo e inspira minha forma de escrever. Aprendi que as diferenças não diminuem ninguém; ao contrário, revelam a riqueza e a singularidade de cada ser humano.
Escrevo para acolher, inspirar e promover a inclusão. Escrevo para lembrar que todos nós carregamos desafios, mas também talentos, sonhos e uma luz própria que merece ser reconhecida.
Acredito que a literatura tem a capacidade de aproximar pessoas, despertar consciências e semear esperança. E acredito, acima de tudo, que quando uma história toca um coração, ela também pode transformar um destino.
Cidade, Estado e País
Belém – Pará – Brasil
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Livro Publicado
A MENINA DAS ESTRELAS
Autora: Elaine Carvalho Castelo Branco
Sinopse
A Menina das Estrelas é uma narrativa infantojuvenil poética centrada na personagem Luna. A obra entrelaça imaginação e sensibilidade para abordar temas como acessibilidade, inclusão e
neurodiversidade.
O enredo acompanha o cotidiano e o universo interior de Luna, revelando sua forma singular de perceber e interagir com o mundo. A protagonista vive com uma “escuta feita de silêncios” e uma “mente de constelações que dançam em ritmos próprios”, metáforas delicadas que dialogam com a deficiência auditiva e o TDAH.
Entre descobertas, desafios e encantamentos, a história celebra o direito de cada pessoa ser compreendida e valorizada em sua singularidade. Com ternura e profundidade, a obra convida leitores de todas as idades a enxergarem a beleza das diferenças e a importância da empatia na construção de um mundo mais inclusivo.
Informações e vendas:
E-mail: [email protected]
Editora: Paka-Tatu
Site da Editora: https://www.pakatatu.com.br
Instagram da autora: @elainecarvalho
Quando as Estrelas Encontram Seu Lugar
Luna gostava de olhar o céu.
Enquanto muitas crianças contavam estrelas para adormecer, ela imaginava que cada uma delas guardava uma história. Algumas brilhavam intensamente. Outras pareciam tímidas, escondidas atrás das nuvens. Mas Luna acreditava que todas tinham seu lugar no universo.
Na escola, porém, nem sempre era fácil encontrar o próprio lugar.
Havia dias em que os sons chegavam até ela de maneira diferente. Em outros, seus pensamentos corriam tão depressa que pareciam estrelas cadentes cruzando o céu ao mesmo tempo. Enquanto os colegas caminhavam por estradas retas, Luna seguia por caminhos cheios de curvas, perguntas e descobertas.
Certa manhã, a professora anunciou um trabalho em grupo sobre o Sistema Solar. Imediatamente, a sala se encheu de conversas animadas. As crianças começaram a formar equipes, mas Luna permaneceu sentada, observando. Nem sempre conseguia acompanhar todas as falas ao mesmo tempo, e isso a deixava insegura.
Foi então que Sofia, uma colega de sorriso acolhedor, aproximou-se de sua carteira.
— Luna, você quer fazer parte do nosso grupo?
Luna sorriu timidamente e respondeu com um leve aceno de cabeça.
Durante a atividade, a professora organizou a sala para que todos pudessem participar. Falava de frente para os alunos, escrevia as orientações no quadro e incentivava cada criança a contribuir com suas próprias habilidades. Enquanto alguns pesquisavam os planetas, Luna desenhava constelações e criava pequenas histórias para explicar os movimentos das estrelas.
No dia da apresentação, o grupo decidiu que cada integrante teria seu momento para falar. Quando chegou sua vez, Luna respirou fundo. Os colegas aguardaram em silêncio, atentos. Pela primeira vez, ela não sentiu pressa nem medo de errar.
Ao final, a turma aplaudiu.
— Eu adorei a forma como você explicou as estrelas! — disse um dos colegas.
Luna percebeu que não precisava ser igual aos outros para fazer parte daquele lugar. Sua maneira de aprender, pensar e se expressar também tinha valor.
Naquela tarde, voltando para casa, lembrou-se do céu que tanto admirava.
E compreendeu algo importante.
Nenhuma estrela brilha da mesma forma.
Algumas são maiores. Outras menores. Algumas piscam suavemente; outras iluminam a escuridão com intensidade. E, ainda assim, todas são necessárias para formar a beleza do firmamento.
Naquele instante, Luna compreendeu que suas diferenças não eram defeitos. Eram parte daquilo que a tornava única.
Passou a enxergar sua escuta silenciosa não como uma limitação, mas como uma maneira especial de perceber o mundo. Aprendeu a valorizar sua mente criativa, capaz de construir constelações inteiras a partir de uma única ideia.
E, quanto mais aceitava quem era, mais descobria pessoas dispostas a caminhar ao seu lado.
Porque a verdadeira inclusão acontece quando a escola, a família e a sociedade compreendem que cada criança aprende de um jeito diferente e que todas merecem oportunidades para desenvolver seus talentos.
O mundo fica mais bonito quando cada estrela pode brilhar do seu jeito.
E Luna, finalmente, encontrou seu lugar no céu.
— Elaine Carvalho Castelo Branco



Sucesso sempre . Amei conhecer seus atributos literários 👏👏👏👏
Obrigada
Parabéns por sua dedicação,empatia e contribuição com suas experiências.Como escritora o que escrevemos a ajudamos uns aos outros.
Obrigada por sua delicadeza
Parabéns pela participação neste projeto!!!!👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼💐💐💐💐💐💐
Obrigada