REVISTA POESIAS E CARTAS – OUTUBRO DE 2026

Entrevista com o Poeta por Rose Giar

Rose Giar entrevista Antonio Saatman

Rose Giar: Nome completo, algum heterônimo que queira relatar?
Antonio Saatman: Severino Antonio Saatman de Andrade
Rose Giar: Quem seria o poeta Antonio
Antonio Saatman: Um pouco de mim:
Libriano natural de Escada-PE, de onde canto meus versos tentado vestir o mundo de Poesia
na vastidão da terra dos Altos Coqueiros, onde mora meu coração Pernambuco. Casado com
Dona Joana D’arc, pai sonhador e avô. Eu nada sou nessa vida além um andante amante,
onde tudo o que vê e olha, enxerga poesia.
Rose Giar: Qual sua formação escolar e qual seu trabalho?
Antonio Saatman: Bacharelato em Ciências Economicas e Licenciatura Em Matemática e Ciências Físicas, e Químicas e Biológicas. Atualmente Consultor em Economia, Professor e Representante
Comercial.
Rose Giar: Quando a poesia entrou na tua vida?
Antonio Saatman: A poesia entrou na minha vida ainda criança, 10 para 11 anos através de um livro da minha saudosa tia Alba, um livro que tratava de diversos temas reflexivos escritos em
literatura poética, na época não fazia ideia poética do que lia, porém, as imagens do que lia
me iluminavam.
Rose Giar: Quantos anos você tinha quando começou a escrever?
Antonio Saatman: De 7 para 8 anos. Eu escrevia e desenhava pequenas histórias em tiras de papel manteiga para projetar nas paredes da casa de vovó e dos amigos. Projetava através de uma caixa projetor que eu mesmo construí. Dessas histórias, apenas eu guardei na lembrança,
foram: “A Invasão das Formigas na Lua e Hércules Contra Dédelos e a Rainha Grega.”
Rose Giar: Quais são suas principais preocupações como escritor?
Antonio Saatman: Minha principal preocupação como escritor é ser fiel a minha poesia. Ela não é de fora para dentro, minha poesia é de dentro pra fora. Ela mora no meu coração, quando ela arde, meu coração queima, então, escrevo os versos que ela me dita. Não sento para escrever uma poesia, tem que ter um estalo, um start, uma fagulha que dê a partida, e esse fiat, é a poesia que faz do meu coração morada e me diz: senta vamos conversar, tenho versos para ditar.
Rose Giar: Quais livros que você leu, que marcou ou te influenciou?
Antonio Saatman: Os livros que li, já perdi a conta. Jorge Amado, Ariano Suassuna, Jose Lins do Rego, Érico Verissimo, Guimarães Rosas, Antoine de Saint-Exupéry, tudo  J. R. R. Tolkien, etc. Cada um deles tem sua contribuição, mas nada é mais influente na minha poesia do que os versos das músicas do meu tempo, os anos 70, 80 e 90. É ai, que se encontra o berço da minha poesia, enriquecida depois pelo meu Mestre Suassuna.
Rose Giar: Cite um autor ou escritor que te inspira, porque?
Antonio Saatman: Três autores me marcam, ou seja, casam com minhas tendências. Eu acho que todo
escritor, ou poeta deve em sua obra cantar sua cultura, seu lugar, versar com lirismo e ser
eclético em seus temas. Suassuna, alarga essa minha tendência de levar em minha poesia o
culto ao lugar, seu chão, suas tradições. De Bem Jor, a forma eclética dos seus temas em seus
versos, por exemplo: O Namorado da Viúva, Os Alquimistas, O Carro de Boi, O Homem da
Gravata Florida, País Tropical, etc. Nenhum compositor, no brasil e no mundo é tão eclético
quanto Bem Jor. E por último o lirismo de Gil. A canção Lunik 9 de Gil inicia com um ternário
de versos que guardo comigo até hoje. Eu estava concluindo meu segundo grau e passava em frente da Aki Disco, esquina da Av. da Boa Vista com a Rua da Aurora, centro de Recife,
quando ouvi esses versos pela primeira vez:

“Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar”
Esses versos ecoam em mim até hoje.
Rose Giar: Qual seu estilo poético preferido?
Antonio Saatman: Minha Poesia tenta ser Eclética, Lírica e trazer em si a Cultura do seu lugar.
Esses três pilares dão Estilo, Corpo e Alma, a minha poesia.

Rose Giar: Qual a importância da Literatura na Arte para você?
Antonio Saatman: Total, nenhuma Arte sobrevive sem a Literatura, é a Literatura que traduz o fundamental em qualquer tipo de Arte.
Rose Giar: O que você acha do uso da Inteligência Artificial (IA) em textos, poemas, letras de músicas?
Antonio Saatman: A IA vem pra somar, uma ferramenta maravilhosa, um instrumento de infinito alcance infinito, porém, triste do Poeta, Escritor, etc, que se escravizar dela. Com certeza morrerá de tédio.
Rose Giar: Quais são suas esperanças e desesperanças com respeito a literatura brasileira no geral?
Antonio Saatman: Eu nasci da Esperança, sou amante da Esperança e nela morrei. A Desesperança não encontra morada em meu coração. Nossa Literatura, o que chamamos de Literatura Nacional, ela é rica, viva e pulsante. Na Literatura do meu País, não existe desesperança, ela é dona de Si e dos seus caminhos e estará sem em voga.
Rose Giar: Qual o papel das mulheres na literatura? Você acha que elas são e foram importantes para a literatura?
Antonio Saatman: Quanto as Mulheres na Literatura, foram e serão sempre importantes, a palavra feminina, o olhar feminino do seu coração, são inigualáveis, ele traduz a força de um
gestação, a Mulher traz luz ao Mundo.
Rose Giar: Você participa de alguma Acadêmia Literária?
Antonio Saatman: Participo sim e com muito orgulho. São Elas
AELE-Academia de Letras da Escada-PE
Cadeira 50
Do Patrono Antônio Nobrega
CLIPE-Confraria da Liberdade e Independência Poética
Dadeira 37
Do Patrono Ariano Suassuna
Rose Giar: Voce acha que as mídias sociais e plataformas ajudam na divulgação do trabalho do escritor? Conte-nos sua experiência.
Antonio Saatman: Sim, as mídias sociais ajuda muito, no caso, com certeza, não chegaria até vocês sem o trabalho das mídias sociais, elas levam nosso trabalhos além fronteiras. Eu só comecei a ter destaque depois da criação da minha Página no Facebook, sem ela não teria produzido e nem avançado tato. Também tenho um conta no Istagram, mas, pouco posto lá. Acho o Face mais Romântico, tem um quê de pureza no Face.
Rose Giar: Você tem um horário ou lugar para a criação de seus poemas?
Antonio Saatman: Quanto um horário pra escrever meus poemas, eu tenho, mas nuca escrevo nada que preste sem o convite da poesia. Ela sempre chega sem marcar dia, local nem hora, e se você não pegar um papel e caneta, e não sentar pra escrever, ela vai embora.
Rose Giar: O que “ir alto na literatura” significa para você hoje? É o reconhecimento da crítica, o alcance de público ou é o sucesso como escritor?
Antonio Saatman: “Ir alto na literatura,” pra mim é você olhar para sua poesia e ela lhe sorrir. É você perceber que alguém leu sua poesia e se jogou dentro nela, e dela recebeu seu beijo.
Transformou leitura em encontro e matando a fome de seus desejos.
Rose Giar: Você têm livros editados?
Antonio Saatman: Não, não tenho livro solo ainda. Tenho dois rascunhos de livro, um com 78 páginas escritas e outo rascunho com perto de 300 ditos, (frases poética reflexivas/filosóficas) que eu batizo de Totahmuns.
Rose Giar: Deixe um conselho para quem está começando a escrever?
Antonio Saatman: Para quem está iniciando na Arte de Escrever, tenha paciência e tudo que lhe vier a mente fora de hora, ou até mesmo aparentemente sem nexo, escreva e guarde. Um belo dia, você lendo aquele amontoado de frases escritas, vai perceber que ali tem poesias e das
boas, os versos estão apenas fora de ordem. Outra coisa que pra mim é fundamental é você
ter a noção de que nada é seu tudo é dom de Deus, revelado a você.
Rose Giar: Deixe seus perfis em redes sociais para que possam te #seguir
Antonio Saatman: Facebook – Antonio Saatman Andrade
Instagram – Antonio Saatman Andrade
Blog – Poesias de Antônio Saatman
e-mail – [email protected]

Bonos:
ENTRE CÉUS E TERRA

Sigamos juntos … entre acertos e tropeços …
Armadilhas, buscas, encontros e desencontros …
Os labirintos da Lua, o bendito e o maldito.
As tentações do Mundo e a pureza das almas.
As origens e seus rascunhos, o perfeito e seus paralelos.
Quanto ao errado, o correto berrará primeiro.
Os caminhos e seus atalhos …
Qual deles, seremos seus primeiros?
Por enquanto …
Até que os Céus e a Terra sejam únicos,
Será necessário brigar entre nós?
Quem sabe?
Entre nós três, nós quatros, cincos, ou 76×6,
A Lua venha virar flor … Quem sabe …?
Na virada da Lua …
A flor …
Seja o perfume que falta à cura da dor.
E a taça, onde brilha a insensatez,
Venha ser quebrada, sua boca, amordaçada
E todo amar … venha se renovar outra vez.
a s Andrade
Direitos Reservados
9.610/98

 

 

Como apareceu o meu eu poeta, e como a leitura é importante para a escrita por Renato Lannes Chagas

Existe uma poesia do Fernando Pessoa sobre o poeta ser um “fingidor”. Não tenho por que fingir ou mentir. Não existia o amor que existe hoje pelos versos. Jamais espere ver esta pessoa como um intelectual, imortal, etc. e tal. Não sei dizer sobre esse eu poeta, porque gosto de pensar na arte como um processo sem fim. Como navegar, apesar de não poder sair por aí feito o Amyr Klink.
O meu eu poeta nasceu por uma escolha: lá em julho de 2023, resolvi que iria escrever meu primeiro romance. Juntei o material que julguei necessário — já havia escrito e publicado um bom número de contos e de crônicas. Pensei em parar tudo, ler, estudar e só depois escrever, porém acabei por não achar a opção mais inteligente e nem a mais interessante. Por que parar com tudo com a mente pipocando de ideias? O despertar da escrita não sendo jovem fez e faz com que exista um senso de urgência. Comecei a escrever meus primeiros versos e, logo em seguida, veio a dificuldade de chegar até este ser enigmático chamado leitor.
Após uma epopeia, estava em seis grupos no Facebook em uma semana. Na seguinte, já estava em sessenta e seis. Vieram os contatos com colegas poetas, poetisas e leitores pelo planeta, literalmente, mas um marco foi ser lido em língua portuguesa em Cochin, na Índia. Depois disso, foram versos, versos, versos…
Aqui no Brasil, em Angola, em Moçambique e também em Portugal, já li, já vi e já discuti por inúmeras vezes com artistas que teimam em afirmar que a poesia é algo “menor”, ou coisa de escritor preguiçoso ou sem capacidade para escrever romances — o que, desde lá do início, para mim, é algo absolutamente ridículo.
A leitura, na minha opinião, é parte indissociável e inegociável para quem quer escrever, contudo, tal qual a poesia ou qualquer outro gênero literário, está no mesmo princípio: o de ser sem fim. Há uma infinidade de formas de ler e infinitas obras para serem lidas. Particularmente, não acho possível manter a leitura em dia.
A escrita da poesia fez surgir ainda a oportunidade para as várias obras coletivas já organizadas por meio do projeto Palavras Sem Fronteiras e das individuais com o Literatura pelo Mundo, além de tudo o mais que este ano está à disposição do leitor no site Poesias e Cartas. Para fechar, só poderia ser com uma poesia.

COMO

Como, com toda certeza não é verbo.
Nem onde.
Nem porque.
Com desatinos e sempre em desequilíbrio.
São hoje muitos os porquês.
É coisa muito velha.
Nunca li nada lá da Grécia.
Até estudei alguma Filosofia
A referência mais antiga, são os versículos da bíblia.
Depois Dante.
Talvez não no melhor instante.
Nem era meu para ocupar lugar numa estante.
Uma infinidade de músicas.
Desde a infância.
Nada que fizesse parte.
Nem eu era parte.
Nem mesmo tinha simpatia por essa arte.
Hoje é unha e carne.
O não saber sempre será o norte deste ser.
Sigo no aprendizado.
Não consigo achar um poeta de fato.
Sem pensar em heterônimos.
Só mesmo o Renato.
Cara de pau nato.
Escrevo prosa e poesia.
Já fazem muitos dias.
Quase todo santo dia.
Dia a dia.

A poesia é uma forma diferente De seguir em frente.
E ser gente.

Renato Lannes Chagas

 O DIA DO PROFESSOR POR LUCIANE CUNHA por Luciane Cunha

O Dia do Professor é uma data que nos remete aos séculos passados. Foi estabelecida em alusão a um decreto assinado pelo imperador D. Pedro I que permitiria a criação de escolas primárias em todas as cidades do Brasil.

Ao longo da história da educação brasileira, o processo educativo passou por muitas reformulações. Todas , obviamente, visando a melhoria da qualidade do ensino.

Nesse contexto, o professor assumiria um papel crucial, não apenas de ensinar conteúdos escolares, mas de formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Para tal façanha, aquele antigo “modelo” de educação bancária, onde o professor era visto como detentor absoluto do conhecimento, enquanto o aluno um ser passivo e mero expectador, não teria mais espaço na sociedade. Seria preciso mudar a versão e , de acordo com muitos teóricos , o professor seria um mediador, aquele que daria suporte pedagógico, mostraria o caminho para que o aluno desenvolvesse suas habilidades e potencialidades.

Outra situação que também trazia um certo incômodo dentro do padrão educacional, era o de professores serem chamados de “tios” ou ” tias”, o que foi duramente questionado no livro “Professora, Sim. Tia , Não” do autor Paulo Freire, uma das mais importantes referências na Pedagogia.

Em nossos dias, teoricamente , a palavra professor ganhou sinônimos refinados: mestre, educador.

Mas a pergunta clássica é: Qual o valor do professor para a sociedade?

Alguns dirão que é uma das mais importantes profissões que forma todas as outras. Há, também, os que argumentarão que o professor tem uma nobre missão, contudo não é valorizado.

Enfim, não entrando nesse mérito de discutir a posição político-social do professor na atualidade, vamos reconhecer essa vocação que muitos escolheram seguir porque acreditam em dias melhores, porque abraçaram com amor a educação e esperam , através dela, transformar o mundo em um lugar realmente digno para a humanidade.

Parabéns, professores!

 Ao Professor Semeador

Que profissão nobre
Que te envolve
Sob o manto da educação
Caneta nas mãos
Olhar concentrado
Nos planos traçados
Para cada vida
Nesta história envolvida
És um semeador
De esperança e amor
Teus alunos, frutos do teu celeiro
Aos quais te dedicas o ano inteiro
Gratidão é a palavra
Deus abençoe a tua jornada!

Luciane Cunha

Antes do Amanhecer das Escolhas por Elaine Castelo Branco

É sábado. A cidade parece a mesma. Os ônibus seguem seus trajetos. As feiras permanecem cheias. As crianças brincam nas calçadas. O vendedor de açaí anuncia sua chegada. A chuva cai e passa, como faz tantas vezes nesta terra amazônica.
Mas basta olhar com um pouco mais de atenção para perceber que não é um sábado qualquer. Há algo suspenso no ar. Uma espécie de expectativa silenciosa. Como se a cidade inteira estivesse prendendo a respiração antes de um acontecimento importante. Amanhã haverá eleição. E, embora as urnas ainda estejam fechadas, o domingo já começou a ocupar os pensamentos.
Em alguma casa, alguém procura o título de eleitor guardado numa gaveta esquecida. Em outra, uma família conversa sobre horários, locais de votação e compromissos do dia seguinte. Há quem tenha decidido seu voto há muito tempo. Há quem ainda carregue dúvidas. Há quem esteja cansado das discussões dos últimos meses. Há quem acompanhe cada notícia com atenção.
Mas, independentemente das convicções de cada um, existe algo que une todos nesta véspera: a consciência de que amanhã será um dia diferente. As escolas que hoje estão vazias já parecem preparadas para receber uma multidão. As salas de aula, acostumadas ao som das crianças, aguardam as mesas, as listas, os mesários e os eleitores. Os corredores silenciosos sabem que amanhã serão atravessados por milhares de passos.
Gosto de pensar que existe uma beleza própria na véspera da eleição. É o último momento em que tudo permanece apenas possibilidade. Os resultados ainda não existem. As manchetes ainda não foram escritas. As análises ainda não começaram. O futuro continua guardado atrás de uma porta que só será aberta amanhã.
Talvez por isso a véspera carregue uma atmosfera tão singular. Ela reúne ansiedade e esperança, convicções e dúvidas, expectativas individuais e destinos coletivos. É um tempo de espera. Mas não uma espera vazia. É uma espera habitada. Habitada pelos sonhos de quem deseja mudanças. Pelas preocupações de quem teme perder conquistas. Pelas lembranças de quem já viveu muitas eleições e continua acreditando na importância de participar.
Quando a noite cai sobre Belém, as luzes se espalham pela cidade como pequenos faróis. As mangueiras silenciam. O movimento das ruas diminui. E, aos poucos, cada casa começa a se recolher.
Amanhã, antes mesmo que o sol aqueça o asfalto, milhares de pessoas estarão novamente em movimento. Virão dos bairros centrais, das periferias, das ilhas, das margens dos rios. Levarão consigo suas histórias, suas esperanças e suas escolhas. E então a democracia deixará de ser uma ideia abstrata para ganhar rosto, voz e presença nas pessoas comuns.
Mas isso será amanhã. Hoje ainda é sábado. A última noite antes das urnas. A última noite antes dos números. A última noite antes das respostas. Uma noite em que o futuro repousa sobre a cidade como uma maré silenciosa, aguardando apenas a chegada do amanhecer.
— Elaine Castelo Branco (Belém – PA – Brasil)

O Valor de uma Vivência: Amor e Paciência na Terceira Idade por Johnny Ribeiro

Um dia todos nós seremos idosos! Por isso, vamos respeitar os acontecimentos que esta fase da vida nos traz e tentar ao máximo entender aqueles que hoje passam por ela.
Nesta fase, o corpo começa a desacelerar e a mente começa a esquecer algumas coisas: perdemos chaves, esquecemos a torneira da pia ligada e a água do café no fogo até secar. A pele começa a ficar enrugada, os cabelos ficam brancos e até mesmo chegam a cair, e trocamos os dentes por dentaduras. Os filhos crescem e, em alguns casos, acabam colocando os pais em um asilo, pois é muito difícil para eles cuidarem de velhos.
O Dia Internacional do Idoso foi instituído pela ONU em 1991 com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os cuidados com a terceira idade, valorizar as contribuições dos idosos e promover políticas de envelhecimento saudável. Mas vejo que a paciência das pessoas com os idosos está cada vez mais escassa. Filhos e netos não os tratam com o verdadeiro respeito que merecem — pessoas cuja experiência de vida nos rende grandes conversas positivas e de amplo conhecimento.
Eles esquecem as coisas do presente, mas sempre se lembram do que aconteceu no passado, guardando sempre memórias incríveis de suas vivências. Os idosos querem apenas atenção, amor e carinho.

Quarto do esquecimento

Ele olha pela janela,
Chegam carros.
Em seu quarto ele espera,
Quer ver quem ele ama.
Uma visita de domingo,
Na pressa de quem tem festa.
Não tem importância a sua presença,
Já o esqueceram!
Trancado em seu quarto,
Na depressão da idade.
Seus músculos são fracos
E sua mente não funciona como antes.
Sente saudades dos filhos,
Quer abraçar seus netinhos,
Mas para eles é um peso.
Agora só espera a morte.
Um idoso jogado em um asilo,
Abandonado pelos filhos.
Ninguém pensa no futuro,
Mas esse pode ser você.
Não despreze quem sempre
Esteve com você!

 

Através do Caleidoscópio — Por Carlos Lopes

No giro de hoje:
Dia das Crianças: O presente que estamos deixando.

Há perguntas que parecem pertencer às crianças, mas que, na verdade, foram feitas para os adultos.
— O que você quer ser quando crescer?
Durante muito tempo, achamos que essa era uma pergunta bonita. Quase uma brincadeira. O menino respondia jogador de futebol, astronauta, bombeiro. A menina queria ser professora, médica, bailarina. Nós sorríamos diante da inocência e seguíamos a vida.
Talvez devêssemos ter perguntado outra coisa: que infância estamos construindo para que essa criança tenha vontade de crescer? Porque existe uma diferença enorme entre preparar uma criança para o futuro e roubá-la do presente em nome dele.
Vivemos uma época curiosa. Nunca tivemos tantos recursos para oferecer às crianças e, talvez, nunca tenhamos tido tanta dificuldade para oferecer aquilo que não se compra: tempo, escuta, presença, tédio, liberdade, silêncio e atenção.
Enchemos quartos de brinquedos e esvaziamos quintais. Damos celulares para que não fiquem entediadas e depois reclamamos que elas não sabem brincar. Colocamos agendas de adultos em corpos de crianças: escola, inglês, futebol, balé, luta, natação, informática, reforço, competição, desempenho. Queremos filhos preparados para um mundo que nem sequer sabemos como será.
E, nessa corrida para prepará-los para o futuro, às vezes esquecemos de lhes dar aquilo que nenhum futuro pode devolver: uma infância.
Talvez o maior presente que uma criança possa receber não seja aquele embrulhado em papel colorido, mas aquele que não cabe em nenhuma embalagem:
    • Um pai sentado no chão.
    • Uma mãe que escuta uma história pela terceira vez.
    • Um adulto que não olha para o relógio.
    • Uma conversa sem celular sobre a mesa.
    • Uma tarde em que não acontece absolutamente nada.

Porque a infância também precisa de espaços vazios. É no vazio que a imaginação trabalha. É no tédio que nasce a criatividade. É quando ninguém diz o que fazer que a criança começa a descobrir quem é.
Mas há uma pergunta ainda mais incômoda: o que estamos fazendo com nossas próprias crianças interiores? Porque todos nós carregamos uma. Ela não desapareceu quando crescemos; apenas aprendeu a falar mais baixo.
Está naquele menino que ainda gostaria de desenhar, mas ouviu tantas vezes que desenho não dá futuro. Está naquela menina que queria dançar, mas aprendeu que certas vontades eram perda de tempo. Está naquele adolescente que sonhava abrir um negócio, escrever um livro, tocar um instrumento, viajar pelo mundo, plantar uma árvore, construir alguma coisa com as próprias mãos.
E então veio a vida: as contas, as responsabilidades, as expectativas, os boletos, o medo, a comparação. E, aos poucos, alguns sonhos foram sendo guardados numa gaveta que ninguém mais abriu. Há adultos que envelheceram sem perceber que abandonaram projetos que ainda poderiam viver.
Talvez seja por isso que algumas pessoas tenham tanta pressa de decidir o futuro dos filhos. Projetam neles aquilo que não conseguiram realizar em si mesmas. O filho precisa ser aquilo que o pai não foi. A filha precisa conquistar aquilo que a mãe não conquistou. A criança passa, então, a carregar uma mochila que não escolheu.
E chamamos isso de amor. Mas amor também é saber diferenciar cuidado de projeção. Uma criança não veio ao mundo para reparar a biografia dos pais. Ela não é a continuação dos nossos sonhos interrompidos. Ela é uma história própria. E talvez uma das maiores tarefas de quem educa seja justamente esta: oferecer raízes sem transformar raízes em correntes.
Existe ainda uma palavra que merece ser desmontada: sucesso. O que queremos dizer quando desejamos que nossos filhos tenham sucesso? Que ganhem dinheiro? Que tenham uma profissão respeitada? Que sejam competitivos? Que entrem numa boa universidade? Que tenham uma casa bonita? Tudo isso pode fazer parte de uma vida, mas nada disso garante uma vida boa.
Talvez devêssemos desejar filhos capazes de suportar uma frustração sem se destruir. Que saibam pedir desculpas. Que consigam ouvir um “não”. Que reconheçam a própria tristeza. Que não confundam solidão com independência. Que saibam diferenciar felicidade de euforia. Que possam trabalhar pelo que desejam sem transformar a própria existência numa corrida. Que saibam amar sem possuir. Que saibam partir sem destruir. Que saibam ficar sem se abandonar.
Isso também é educação. Talvez até seja a parte mais importante dela.
E há outra coisa que precisamos admitir: nossas crianças estão observando muito mais do que escutando. Elas observam como tratamos o garçom, como falamos do vizinho, como reagimos quando perdemos, como discutimos dentro de casa, como lidamos com dinheiro, como falamos de nossos corpos, como tratamos nossos pais idosos, como enfrentamos uma doença, uma frustração ou uma derrota.
A criança aprende menos com aquilo que dizemos que ela deve fazer e mais com aquilo que fazemos quando acreditamos que ninguém está olhando.
Por isso, talvez a pergunta deste Dia das Crianças não seja “o que vamos comprar para nossos filhos?”, mas sim: que lembrança queremos que eles tenham de nós?
Porque um dia os brinquedos quebrarão. As roupas não servirão mais. O celular ficará antigo. A bicicleta será esquecida. Os quartos mudarão de cor. Mas permanecerão algumas cenas: a voz de alguém chamando pelo nome, um colo, uma viagem, uma bronca injusta, um pedido de desculpas, uma noite em que alguém ficou acordado esperando, um pai que apareceu, uma mãe que escutou… Uma família que, apesar de todas as imperfeições, estava presente.
É aí que a palavra presente ganha outro significado. Presente não é apenas aquilo que entregamos; presente é aquilo que estamos deixando. E essa talvez seja a pergunta mais séria de todas: estamos deixando para nossos filhos um passado do qual eles terão prazer em lembrar?
Porque nós nos preocupamos demais com o futuro das crianças. Queremos saber que profissão terão, quanto ganharão, onde morarão, que faculdade frequentarão, que posição ocuparão no mundo. Mas quase nunca perguntamos qual passado estamos construindo para elas. E o passado, quando se trata de infância, começa hoje.
Começa na maneira como respondemos quando elas nos interrompem. Na paciência que temos quando repetem uma pergunta. No modo como reagimos ao erro. Na coragem de dizer “eu estava errado”. Na capacidade de desligar o telefone para olhar nos olhos. Na disposição de brincar sem transformar toda brincadeira em lição.
Talvez educar seja menos sobre fabricar adultos perfeitos e mais sobre não destruir crianças que ainda estão aprendendo a ser gente.
E cuidar da nossa criança interior também é uma responsabilidade. Quem sabe ela ainda esteja esperando aquele passeio de bicicleta, aquela viagem, aquele livro, aquela música, aquele projeto, aquela coragem.
Talvez nem tudo esteja perdido. Talvez algumas coisas não tenham passado da hora. Talvez crescer não precise significar abandonar completamente quem fomos. Talvez a maturidade seja justamente conseguir voltar àquela criança sem precisar voltar a ser criança. Olhar para ela e perguntar:
— Do que você ainda precisa?
E talvez ela responda:
— De você.
No fim das contas, as crianças não precisam apenas de adultos que lhes apontem o caminho. Precisam de adultos que tenham a coragem de caminhar consigo mesmos. Porque uma criança aprende a viver também observando o modo como nós vivemos.
E talvez esta seja a maior herança que podemos deixar: não um mundo perfeito, não uma vida sem dificuldades, não uma conta bancária cheia, mas a memória de que, enquanto fomos seus adultos, tentamos não apagar aquilo que havia de mais bonito nelas. E, quem sabe, nem em nós.
Afinal, talvez o verdadeiro Dia das Crianças não seja aquele em que damos um presente a uma criança. Talvez seja aquele em que finalmente percebemos que o presente é o tempo que estamos vivendo — e que, quando ele passar, será o passado que deixaremos para alguém.
Até o próximo giro!
Carlos Lopes
CRP 04/49834

 Projeção

Eu me pergunto, às vezes, olhando uma criança:
que infância estamos deixando em suas mãos?
Porque crescer não começa no amanhã,
começa no tempo que damos hoje, como sendo em vão.
Vejo agendas cheias, brinquedos espalhados,
uma tela acesa ocupando o lugar do quintal;
e penso nos sonhos que ficam apertados
quando o futuro pesa mais que o essencial.
Também carrego uma criança comigo,
que aprendeu cedo a guardar o que sonhou;
talvez ela não queira voltar ao antigo abrigo,
só queira saber por que ninguém a escutou.
E foi vivendo que aprendi, pouco a pouco,
que filho não é sonho que a gente manda realizar;
é uma história que pede espaço e tempo,
raízes para ficar e asas para voar.
Um dia, talvez, tudo aquilo que compramos
se perca no tempo, se quebre, deixe de existir;
mas ficará o jeito como nós os olhamos,
e se, enquanto estivemos juntos, os ensinamos a sentir.
Carlos Lopes
28/09/2026

O FEMINISMO GENUÍNO E LITERÁRIO DE LYGIA FAGUNDES TELLES por Alexandre Braga

Lygia Fagundes Telles morreu em 2022, aos 103 anos. Se a Grande da Dama da Literatura se foi, seu legado inestimável ficou. Vive. Floresce. Desabrocha e floresce como uma rosa, assim como todas as mulheres com sede de uma genuína emancipação. Mulheres essas que defendem igualdade real e acabam provando também superioridade real. Igualdade nos direitos, mas superioridade nos feitos.
Eu mesmo me considero um feminista individualista. Defendo somente, por princípio, a igualdade dos direitos, e apenas, por consequência, dos feitos. Se homens e mulheres precisam começar da mesma linha de largada, alcançar a linha de chegada se torna meramente uma combinação das escolhas e habilidades de cada um. E, nesta empreitada, as mulheres, na maioria das vezes, saem anos luz à frente, com direito ainda a pausas prolongadas sem comprometer a primazia na linha de chegada, conforme demonstrei no meu livro Reflexões Acadêmicas Preliminares.
Lygia Fagundes Telles é uma prova do fenômeno das mulheres escritoras, e de um feminismo singular e implacável na literatura. Em sua prosa, por meio dos vários personagens, ela nos chama à reflexão. Apesar de priorizar a criação personagens femininas, em suas obras, a imensa diversidade de personagens masculinos é da mesma força. Há exemplos tanto positivos quanto negativos, dos dois lados.
No conto Apenas Um Saxofone, temos uma mulher numa pensão que trai um cara que toca uma triste melodia com um saxofone, com todos os demais pensionistas. Todo mundo sabe, ele sabe, mas não a abandona porque tem paixão demais por ela.
No conto Venha Ver O Por do Sol, temos a história de um homem que arma para colocar a ex-namorada numa cilada.
No conto Antes do Baile Verde, que dá título ao livro homônimo, premiado na França, temos a história de uma empregada sensata e a filha da patroa extremamente egoísta, que trata os últimos sopros de vida do pai acamado com uma frieza assustadora.
No romance Ciranda de Pedra — de acordo com Antônio Cândido, marco de sua maturidade literária —, temos também mais uma vez exemplos contrastantes nos dois lados. Virginia, a protagonista, teve uma infância muito triste e marcada pela solidão. A mãe adúltera tem uma doença grave e é cuidada pelo “tio Daniel”, que mais tarde descobre ser seu pai biológico. Apesar do erro, ele se revela um homem muito gentil. O pai não biológico de Virgínia, ex-marido da mãe, não é uma má pessoa. Apresenta qualidades e defeitos, o que torna profundamente rico de tão humano. Ele tenta fazer o melhor e acha que está fazendo o melhor possível, embora nem sempre acerte. De todos os personagens do livro, talvez a que mais nos desperta antipatia é uma das irmãs postiças de Virgínia, que se revela uma mulher extremamente hipócrita e com um falso moralismo de nos enojar. Rompeu definitivamente com a mãe, sem remorso, por conta da traição, até a sua morte, e acaba ela mesma traindo o marido, ao se casar. Tenta se fazer de vítima e ainda busca justificativas esfarrapadas.
Nas narrativas épicas e literárias tradicionais masculinas, os heróis eram todos homens, mas os antagonistas também eram todos homens. O feminismo individualista, iniciado por Mary Wollstonecraft, teve a honra de provar, com sucesso, que o heroísmo tem rosto tanto de homem quanto de mulher, não descartando ainda a vilania. O feminismo de gênero, de matriz coletivista, não contente, destituiu todos os heróis masculinos e os trocou por mulheres. Mas os antagonistas continuaram sendo apenas homens.
Embora Lygia Fagundes Telles se definisse como alinhada ao socialismo, e isso não vou contrapor, é evidente que, no âmbito da literatura, a complexidade de seus personagens, somada à maestria narrativa de uma exímia ficcionista, deu conta de abarcar todas as individualidades possíveis, tanto de homens quanto de mulheres.

UM MÊS CHEIO DE MOTIVOS PARA COMEMORAR! por Rita Cruz

Outubro é um mês de muitas comemorações importantes!

Começamos com o dia daqueles a quem devemos muito respeito, admiração e, principalmente, cuidado: o Dia Internacional das Pessoas Idosas!

Porém, todo idoso já foi uma criança, e toda criança, se tiver a oportunidade de viver muitos anos, poderá se tornar uma pessoa idosa. Por isso, neste mesmo mês, também celebramos o Dia das Crianças, que representam o futuro do nosso país.

E, por falar em país, é também em outubro que vamos decidir o seu futuro. E, cá entre nós, como anda difícil falar sobre esse assunto, haja vista a grande polarização que divide a nossa nação!

Mas uma coisa permanece, e ainda podemos dizer, sem medo e com todo o respeito a quem pensa diferente: outubro é o mês dedicado à nossa Padroeira, Nossa Senhora Aparecida! Ela é a intercessora junto a Jesus, a quem tantas pessoas de fé recorrem, pedindo ajuda nas dificuldades e alívio para suas dores.
Ah, e por falar em dores, neste mês somos convidados a dar atenção a uma campanha muito importante: o Outubro Rosa! A campanha chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, incentivando as mulheres e também os homens — embora a doença seja menos comum neles — a conhecerem seu corpo e a procurarem orientação médica diante de qualquer alteração nas mamas.
Durante a campanha, diversas iniciativas e programas, tanto na saúde pública quanto na privada, mobilizam-se para acolher quem procura atendimento, ampliando, quando possível, a oferta de consultas e exames.
E, por fim, outubro também nos convida a celebrar três áreas intimamente ligadas: a educação, a literatura e a poesia. É um período em que destacamos datas importantes para incentivar a leitura e valorizar os livros, como o Dia do Professor, o Dia Nacional da Leitura, o Dia Nacional do Livro e o Dia Nacional da Poesia.
A propósito, vale uma observação: o dia 31 de outubro é celebrado como Dia Nacional da Poesia em homenagem ao nascimento de Carlos Drummond de Andrade, conforme a Lei nº 13.131/2015.
Nossa, quanta data importante!
E peço licença para dizer que, particularmente para mim, outubro tem ainda duas datas muito especiais, nas quais comemoro o aniversário de duas pessoas muito amadas: uma que me trouxe ao mundo e outra que eu trouxe ao mundo… Meu pai e meu filho Thiago!
É um mês que enche meu coração de amor e gratidão.
Feliz outubro para todos vocês, queridos leitores! Que tenhamos muitos motivos para comemorar, agradecer e, acima de tudo, viver!

Dois Lados do Mesmo Abismo por Johnny Ribeiro

Onde podemos encontrar a mudança para o Brasil? Por que ter um lado político para apoiar? Essas eleições estão me matando de raiva. Eu, que confesso que sempre gostava de escutar um pouco de política para entender o lado e o porquê de as pessoas apoiarem certos políticos, me vejo desgastado por tanta burrice na sociedade. Alguns vão dizer que estou em cima do muro, mas eu vou dizer que não. Também não quero convencer ninguém sobre o seu voto, só quero deixar clara a minha insatisfação com o que anda acontecendo no Brasil.
Votar em Lula ou em Flávio… no “pinguço” ou no “cara das rachadinhas”… As pessoas dizem que querem mudança e que tirar o Lula e colocar o Flávio Bolsonaro é a opção mais válida, só que não. Minha opinião é: se queremos mudanças, devemos procurar algo diferente de verdade. Devíamos ter feito isso no dia 4 de outubro, quando fomos pela primeira vez às urnas. Tínhamos outros candidatos à presidência e podíamos ter escolhido outro, vocês não acham? Sempre a direita e sempre a esquerda, que afundaram o nosso país. Sem contar que andamos nisto: políticos estão parecendo times de futebol e suas torcidas organizadas. Existem brigas e discussões, defesas e acusações. Eu penso: se querem mudança e renovação, podíamos ter procurado outro, não acham?
Mas, na real, faço uma pergunta: qual dos dois vai governar para o povo de verdade, e não só para si mesmo? Política, no meu ponto de vista, é uma coisa louca, não acha? Bem pior que os poemas que ando escrevendo, e isso está saturando demais. Você liga a TV e falam de política; no posto de gasolina, na hora de abastecer, você ouve sobre isso; até mesmo em cultos religiosos estão falando de política, nem a Deus estão respeitando mais. E a gente entra na onda disso e acaba discutindo em vão com amigos e familiares. O voto é secreto, assim como as opiniões devem ficar com cada um, sem querer mudar aquilo em que os outros acreditam ou dizer que se está certo. Afinal, quando os políticos são honestos?
No segundo turno, reflita bem em quem vai votar e torça. Se o seu candidato não ganhar, procure torcer para que o Brasil melhore de qualquer forma, afinal, você mora aqui, né? Que Deus abençoe o Brasil!

Obrigado, Drummond por Rose Giar

Nascido em 1902 na cidade de Itabira, Minas Gerais, o escritor é amplamente considerado um dos poetas mais importantes da história da literatura brasileira. Devido à sua imensa relevância cultural, o dia de seu nascimento foi oficialmente instituído como o Dia Nacional da Poesia no Brasil.
A revista Poesias e Cartas agradece à poesia por ter nos dado um poeta tão fabuloso como ele. Com certeza, para quem nunca leu Drummond, é difícil dizer isso, mas seus versos encantam e trazem sentimentos. Ele não só fazia poesia, era a poesia vivente que andava, caminhava, observava e sentia. Que poeta mágico, esplêndido e que até hoje emociona com seus versos a quem o conhece!
Anualmente, instituições culturais como o Instituto Moreira Salles realizam o chamado “Dia D”, uma série de eventos e leituras públicas dedicadas a espalhar e exaltar o legado poético de Drummond pelo país.
E eu, que queria tê-lo conhecido, ganhado um autógrafo ou vê-lo ao vivo declamar um de seus poemas, já considero uma honra poder tê-lo lido na escola e o ler até hoje, me inspirar em um de seus poemas e cativar-me a cada vez que leio e conheço um pouco mais de sua história.
Feliz Dia da Poesia!
Parabéns, Carlos Drummond de Andrade!
Muito obrigado por ter passado por esta terra e ter sido brasileiro!

Dia Internacional da Música por Renato Lannes Chagas

Aos recém-chegados aos 5.0 ou à “meia-idade” — meio século de vida —, falar sobre música é pensar naquele objeto visto muitas e muitas vezes, mas que não foi adquirido por ser muito caro ou raro. Ele ficaria lindo em qualquer ambiente com livros, com discos ou com ambos: um gramofone, cheio de marcas do tempo, com sei lá quantos anos, e com uma possibilidade enorme de não estar nem funcionando.
O silêncio também faz parte da música, claro. Só que ter um objeto apenas para decoração nunca serviu. Voltando ao assunto, num livro que conta a história (ficcional) sobre o último ano da vida de Mozart, o autor nos brinda com um relato sobre uma discoteca. Daí aprendi que não era um local para ir dançar, e sim uma “biblioteca” de discos, com uma grande variedade de obras de música clássica para serem ouvidas. Claro, esse autor teve bastante influência e foi uma referência nos meus tempos de escola.
A música, mais até do que as letras, esteve e está presente na vida deste que escreve este texto. Começou pelos disquinhos de vinil coloridos do Braguinha, com cantigas de roda, passando posteriormente para os discos de vinil de tamanho normal, de músicas nacionais e internacionais, que dividiam espaço com as fitas K7.
Já nos anos noventa, tudo isso foi varrido do mapa pelo “novo”: os CDs. Na idade adulta, houve uma época de reencontro com o vinil e, a partir daí, com a música clássica. Eram muitas coleções achadas em sebos a preços irrisórios que, pela pouca experiência da época, resumiam-se basicamente a Mozart e Beethoven.
A música está entranhada em todo tipo de trilha sonora: desenhos animados, filmes, novelas, etc., além de tudo o que ouvíamos nas rádios FM, claro. Recentemente, o achado de um livro surrado, velho, com parte da lombada faltando, de 1953, intitulado A Divina Música, fez com que o meu repertório de obras e compositores fosse substancialmente ampliado.
Assim, voltam à cena os agora velhos CDs, adquiridos nos mais diversos locais, o que permitiu a audição de muitas músicas pela primeira vez. Pensar em música é entrar em um outro mundo dentro da arte.
O que os ouvidos gostam, os olhos não sabem interpretar. Diante de uma partitura, não consigo ler nada do que está ali escrito, e tampouco as mãos saberiam executar os acordes de qualquer uma delas.
Acredito que a música é sempre capaz de atravessar fronteiras, com mais facilidade ainda que as letras ou as palavras. Música, leitura e um café formam um ótimo trio em um dia qualquer. Em um dia frio, é quase imbatível.
Bach, Beethoven, Mahler e Mozart, para não viajar demais e para não deixar de citar os africanos: Azagaia, Orelha Negra e aquele piano que arrebata.
Renato Lannes Chagas

A Força que Nasce do ‘Oxente’- por Johnny Ribeiro

https://poesiasecartas.com/aforcaquenascedooxente/

E hoje dia do nordestino, data criada no ano de 2009 na cidade de São Paulo.

Mas o que você sabe sobre o nordestino e sobre o porquê desta data ser uma homenagem a eles.

A escolha do dia 8 de outubro carrega um significado artístico muito forte: ela foi definida para homenagear o centenário de nascimento do poeta, cantor e compositor cearense Patativa do Assaré (1909–2002), um dos maiores expoentes da literatura de cordel e da poesia popular da região. Há também referências que ligam o dia ao nascimento do maranhense Catulo da Paixão Cearense, o “Poeta do Sertão”.

Esta data é mais que um dia no calendário ou o aniversário de poetas maravilhosos mais sim de algum modo tentar diminuir a questão do preconceito e da xenofobia.

Vamos falar uma coisa séria e direta o brasil nasceu no Nordeste, lá no litoral sul da Bahia e podemos dizer que a maioria dos brasileiros tem um pouco de nordestino e sem contar o quanto eles contribuíram para este país que apesar de dizerem que lá não é tão desenvolvido como o sudeste vejo um povo esforçado que trabalha sério e duro eles são seres humanos e por mais que existe datas o preconceito se aloja porque eles são determinados, eles querem vencer.

Quando um nordestino vem para o sudeste ou vai para o sul o intuito e melhorar a sul vida com trabalho e dignidade, já ouvi pessoas dizendo que eles saem da sua terra para roubar empregos, mas devemos pensar de forma diferente, conheço nordestinos que se destacam por sua capacidade natural de sobrevivência.

No meio artístico até nos dias de hoje famosos são preconceituosos com casos de xenofobia um caso recente é sobre o cantor Ed Mota que em um restaurante se sentiu prejudicado e usou o termo “Paraíba” de modo pejorativo contra um dos funcionários, o caso gerou policia e investigação o cantor negou estar sendo preconceituoso.

O ator Silvero Pereira já declarou ter modificado o próprio sotaque cearense no início de sua trajetória no Sudeste devido ao preconceito no meio profissional.

A pergunta que eu faço é o seguinte:

Que medo é este dos nordestinos?

Será que eles são verdadeiros artistas da vida, sabem improvisar e sair bem em situações mais difíceis e precárias?

Ariano Suassuna grande mestre escritor, dramaturgo defensor da identidade nordestina dizia:

“Não troco o meu ‘oxente’ pelo ‘ok’ de ninguém”

O nordestino merece respeito em qualquer lugar do mundo principalmente em seu pais chega de preconceito e xenofobia e vamos idolatrar o que é nosso… a nossa gente que luta diariamente perseguindo seus objetivos Nordestino é brasileiro.

Feliz dia do Nordestino.

Ser Criança
♡

Toda criança traz consigo
A luz de uma nova esperança
A melhor fase da vida é sim
A nossa inesquecível infância.

Pois como diz uma linda canção
Na infância podemos ser herói ou vilão
Sem aquela culpa de adulto
Que temos por quase tudo.

Quando somos crianças a vida é mais doce
Um planeta colorido cheio de sabores
Nossos sonhos são como nuvens de algodão
E a inocência perdura em nosso coração.

Devemos aproveitar esse tempo maravilhoso
Já que ser criança é um dom majestoso
E num piscar de olhos a gente cresce
E no peito somente essa lembrança floresce.

                                                       Autor: PRI LOPES

3 thoughts on “REVISTA POESIAS E CARTAS – OUTUBRO DE 2026”

  1. Mais uma ótima publicação!!! Parabéns para todos os participantes!!! Meus agradecimentos pela imagem com o gramofone, os livros, a escrivaninha com fitas k7, cds, show!!!

  2. O povo que escreve não comenta… É uma pena… A outra imagem também ficou bem interessante. Gostei dessas duas criações. Não entendo nada de criar imagens com IA, mas nestes dois casos achei que estão muito boas e complementam bem os textos. As demais matérias estão também de parabéns. Gratidão Johnny mais uma vez!!!🙏🏼🙏🏼🙏🏼👊🏼👊🏼👊🏼🤝🏼🤝🏼🤝🏼

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