A proximidade de Mariana e Joaquim aumenta. Ela o entende de um modo como ninguém antes entendeu, e passa a conversar com ele no intervalo. Suas amigas não entendem o porquê de ela estar tão amiga de uma pessoa como Joaquim, e Patrícia a confronta:
— Mari, você tem certeza de que quer continuar a ser amiga dele? Já te falei o que ele fez no passado e o que ele faz agora. Mesmo assim, você está, a cada dia, se distanciando das suas verdadeiras amigas.
— Mari, você tem certeza de que quer continuar a ser amiga dele? Já te falei o que ele fez no passado e o que ele faz agora. Mesmo assim, você está, a cada dia, se distanciando das suas verdadeiras amigas.
Mariana não admite que ela fale assim de Joaquim e responde:
— Paty, querida, toda história tem dois lados. Você viu um, mas nem procurou saber do outro. Nem ao menos se questionou se o lado que você estava defendendo era o lado correto; apenas seguiu o que falavam. Procure conhecer o Joaquim e toda a história da briga dele com esse tal de Lucas.
— Paty, querida, toda história tem dois lados. Você viu um, mas nem procurou saber do outro. Nem ao menos se questionou se o lado que você estava defendendo era o lado correto; apenas seguiu o que falavam. Procure conhecer o Joaquim e toda a história da briga dele com esse tal de Lucas.
— Mas pense em uma coisa: se é uma ou duas pessoas que falam, podemos até achar que é mentira. Mas praticamente a escola toda falando praticamente a mesma coisa… Será que ele é um santo como você diz?
— Santo eu não disse que ele é. Apenas vi com os meus próprios olhos e tive a prova de que muitas coisas são inventadas a respeito dele. Vamos dizer que é a mesma coisa que dizer que você é loira ou que nós somos irmãs gêmeas, não acha?
Patrícia se irrita e vai embora, deixando Mariana falando sozinha. Joaquim olha tudo do outro lado e, quando vê que Patrícia saiu, ele se aproxima e diz:
— Você estava discutindo com sua amiga?
— Você estava discutindo com sua amiga?
— Ela estava dizendo umas coisas que eu não aceito, querendo me fazer acreditar em algo que acho que não é verdade.
— Eu sei, deve ser a meu respeito, né?
— Sim!
— Olha, vou te pedir uma coisa: não me defenda. Não é necessário, já me acostumei com essas coisas e até mesmo com os insultos.
— Mas se não são verdade, por que você se cala?
— Porque é melhor. Deixe eles acharem o que quiserem, eu não me importo. Minha vida não se resume à escola. Preciso estar aqui, ter um diploma, só isso. Depois, vou ver se consigo ingressar em uma universidade. E, outra, agora está mais fácil: tenho você como amiga.
Mariana dá um sorriso e, espontaneamente, dá um abraço em Joaquim. Ele, mesmo meio assustado com o gesto, retribui o abraço, sente o perfume que ela está usando e diz:
— Nossa, que cheiro delicioso.
— Nossa, que cheiro delicioso.
Ela fica meio encabulada, sorri e diz:
— Desculpe o meu jeito espontâneo de ser. É que gostei de você dizer que sou sua amiga.
— Desculpe o meu jeito espontâneo de ser. É que gostei de você dizer que sou sua amiga.
— Neste momento, você é a única que tenho aqui.
Eles sorriem um para o outro e vão para a sala de aula.
A aula termina e Joaquim e Mariana saem juntos. Ele a acompanha e vão conversando até o lugar onde ela pega o ônibus. Ele para sua bicicleta e começam a falar descontraidamente sobre a vida. Mariana diz:
— Sei que sua cabeça deve estar lá na sua mãe, né?
— Sei que sua cabeça deve estar lá na sua mãe, né?
— Um pouco lá, e pensando nos meus irmãos… Mas eu estou aqui presente com você, te vendo.
— E lá eu tenho alguma importância?
— Para mim, sim. Você é especial.
Mariana fica envergonhada e sorri. Joaquim se aproxima dela e a abraça.
— Desta vez foi você que foi espontâneo, hein?
— Não, é que quero fazer uma coisa.
— O quê?
— Isso.
Joaquim beija Mariana. Ela corresponde e se sente como se estivesse no céu. Sente o sabor doce da boca de Joaquim e o abraço forte e apertado naquele beijo demorado de adolescente. Quando o beijo termina, eles se olham nos olhos, se esbarram nas palavras e Mariana diz:
— Já faz algum tempo que eu queria isso.
— Já faz algum tempo que eu queria isso.
Joaquim sorri e responde:
— Eu também, desde a segunda vez que nos falamos. Mas fiquei com vergonha… Queria seu telefone, mas nem sabia como pedir.
— Eu também, desde a segunda vez que nos falamos. Mas fiquei com vergonha… Queria seu telefone, mas nem sabia como pedir.
— Pois agora você terá, e eu também quero o seu.
Eles se beijam novamente. As amigas de Mariana passam e olham a cena, mas eles nem se importam com quem está vendo; só querem estar um com o outro, vivendo aquele momento. O ônibus de Mariana passa, eles se despedem, ela senta no banco e suspira, lembrando dos beijos do seu mais novo crush e também no fim de semana em que não vai vê-lo.
E agora será que vai da namoro não percam o proximo capitulo!



Muito legal. Quero saber o que dizem de Joaquim. Qual a treta em que ele pode estar envolvido.
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