REVISTA POESIAS E CARTAS -JUNHO 2026

johnny ribeiro1 de Junho dia da Imprensa por Johnny Ribeiro

 

O Dia Nacional da Imprensa é comemorado hoje no dia 1º de junho, mesma data em que foi fundado o jornal Correio Braziliense, no ano de 1808, pelo jornalista Hipólito José da Costa. Este período foi um marco na história do país, pois o periódico trazia debates políticos e críticas ao governo de Dom João VI. Por ser censurado, o jornal do Brasil Colônia era editado em Londres e enviado clandestinamente para o território brasileiro. Imagine como era, nessa época, para o jornalismo brasileiro, que queria trazer a verdade ao povo, mas era impedido pelo governo português. Contudo, como sempre, o brasileiro dava um “jeitinho” e, naquela época, conseguia fazer o jornal circular mesmo sendo editado em Londres.
Até o ano de 1999, o Dia da Imprensa era comemorado no dia 10 de setembro, data da primeira edição da Gazeta do Rio de Janeiro, também criado no ano de 1808. A Gazeta era um veículo oficial da corte portuguesa e trazia apenas visões institucionais filtradas; não mostrava realmente como estava o país e o que os portugueses faziam com o Brasil. Por meio da Lei nº 9.831/1999, o governo brasileiro oficializou o dia 1º de junho, preferindo exaltar o jornalismo opinativo e independente do Correio Braziliense.
Como a Coroa Portuguesa proibia tipografias no Brasil, Hipólito José da Costa fazia a edição sozinho em Londres e as enviava clandestinamente ao país, levando de 45 a 90 dias para chegar. O jornal era feito em formato de livro, não em folhas soltas, e nele discutiam-se economia, política, literatura, cultura e artes. Embora defendesse ideias liberais e criticasse severamente a administração colonial lusa, Hipólito não pedia a separação imediata de Portugal. Ele defendia uma monarquia constitucional e sugeriu, pioneiramente, a mudança da capital do país para o interior central, além do fim gradual da escravidão. O jornal teve sua última edição no dia 14 de dezembro de 1822, logo após a Independência do Brasil, totalizando 175 edições em 14 anos de existência.
Agora, imagine como era difícil, naquela época, levar a verdade ao povo sob uma Coroa rígida e tirânica, que invadiu o Brasil e menosprezava o seu povo. Fico pensando quantas pessoas tiveram que se calar para sobreviver, e o que a Coroa Portuguesa fazia com elas e com suas famílias. Acredito que, se a imprensa existe, é para nos trazer informações verdadeiras e não para esconder o que realmente acontece.

APAGAR PORTUGAL DA LÍNGUA
PORTUGUESA: A NOVA UTOPIA IDEOLÓGICA- por Renato Lannes Chagas

“Repetirei o título apenas para deixar claro, para qualquer leitor, minha concordância com cada palavra do colega escritor João Micael.”

Penso que já é um desperdício do uso das palavras utopia e ideológica, porque falta lógica em pensar numa coisa dessas, está mais para velha e de uso duvidoso: hipocrisia barata mesmo. Mas é preciso fundamentar, por certo que não com a mesma eficiência e beleza do texto empregado pelo João, porém, com a relevância dos números, trabalhos e calçado, claro, na arte. Sempre na arte da escrita e na importância da leitura. Já foram muitas as oportunidades de ressaltar a importância, a admiração pela Língua Portuguesa, pelas nossas línguas nativas, pelas línguas africanas e pelas línguas estrangeiras que estão no nosso dia a dia, quando pensamos no Brasil. Não seria possível a existência da ideia, menos ainda ver a formação e publicação de trinta e duas obras literárias coletivas de poesias do Projeto Literário Palavras Sem Fronteiras se não fosse o comum entendimento entre todos os participantes. Graças a todos sermos falantes do mesmo idioma e todos sabermos ler, escrever e criar usando este mesmo idioma. Bisneto de uma imigrante portuguesa, que saiu da região do Porto para o Brasil, seria mais barata ainda a hipótese hipócrita de pensar em apagar o parentesco e laço direto com Portugal, traço tão comum a tantos brasileiros. Não menos importante, é mencionar o mal uso diário com que se é obrigado a lidar no contexto escolar, fora os graves problemas decorrentes da falta de leitura, da falta aprendizado, do analfabetismo funcional. Pessoas que passam sua vida escolar inteira desconhecendo o mínimo da História e das origens do idioma que tanto mal uso fazem todo santo dia. Existiria alguma coisa de positivo no mero exercício de pensamento proposto pelo título? Os fatos que foram mencionados acima, apenas alguns, me levam a afirmar que não. Nos falta mais: ler, estudar, conhecer, admirar, bem usar e nos irmanar com todos os países falantes da língua portuguesa, nos falta até mesmo minimamente estudar e conhecer sobre as nossas próprias línguas, contudo, conhecer mais jamais significa apagar, modificar ou tentar afastar algo que conosco está desde que aqui começou este processo colonial, civilizatório, invasão, qual seja a palavra empregada. Na prática aquilo que não é possível ver acontecer levava a alcunha de não ser uma coisa boa. Logo, essa utopia deve ser “para inglês ver”. Até mesmo porque as línguas podem até morrer, já apagar sua origem ou o local da sua origem ou coisa semelhante, com milhões de falantes vivos, em vários países e diferentes continentes e culturas? Até pensar nisso é desperdício…

Renato Lannes Chagas

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CELEBRANDO O AMOR POR LUCIANE CUNHA

No Brasil, o dia dos namorados é comemorado em 12 de junho, data em que os casais apaixonados celebram a relação com presentes, passeios, juras de amor e momentos especiais. Espera-se que seja um motivo a mais para declarar o amor que deve florescer todos os dias.
No passado, em se tratando de declaração, muitas eram feitas através de cartas, bilhetes, recadinhos que tentavam transportar as emoções não declaradas oralmente, muitas vezes por timidez ou medo de ser presencialmente rejeitado(a). Quando se falava em tentativa de conquista, as mulheres pareciam sobressair-se nessa prática de escrever, enquanto os homens nem sempre curtiam esse método, preferindo serem mais diretos quando tinham realmente interesse.
Hoje, na era virtual, na comunicação instantânea, escrever continua sendo uma boa estratégia de conquista, embora seja por trás das telas, as coisas são ainda mais rápidas: em apenas um clic, um sonoro “sim” ou indesejável “não”, pode definir o futuro dos pretendentes.
O importante é que, independente da época, o amor continua no ar, sempre se adaptando as novas maneiras de ser demonstrado.

 

Namorar

Não basta querer me conquistar
Tem que comigo namorar
Sentar a beira do mar
Em noite de luar;

Não basta me fazer sorrir
Tem que me fazer sentir
O quanto pode fluir
Emoções que nunca vivi;

Não basta segurar minha mão
Quero morar em seu coração
Viver uma eterna paixão
Em forma de linda canção ;

Não basta me chamar de vida
Quero ser a parte florida
Jóia preciosa e escondida
Que nunca será esquecida

Luciane Cunha

 

E viva o amor!

 

Contos de Amor-por Pietra Blanco

O Cavalheiro do Amor

Chegando o Dia dos Namorados, Pietra estava pensativa e solitária. Como queria encontrar aquele que um dia mexera com seu coração: o Cavalheiro do Amor, assim ela o chamava.
Sentada junto à janela, observava as luzes da cidade refletidas nas gotas da chuva fina que escorria pelo vidro da janela. Casais caminhavam pelas ruas de mãos dadas, carregando flores, sorrisos e promessas. Enquanto isso, ela abraçava uma xícara de chá quente e as lembranças de um passado que nunca conseguira esquecer.
Anos antes, conhecera um homem diferente de todos os outros. Não era apenas bonito ou gentil; havia nele uma elegância rara, uma forma especial de olhar que fazia o mundo parecer mais leve. Quando falava, cada palavra parecia escolhida com cuidado, como versos de uma poesia escrita apenas para ela.
O destino, porém, separara seus caminhos.
Desde então, Pietra seguira sua vida, mas em algumas noites silenciosas ainda se perguntava onde ele estaria. Teria encontrado outro amor? Pensaria nela da mesma forma?
Na véspera do Dia dos Namorados, impulsionada por uma saudade inexplicável, decidiu caminhar até a praça onde haviam se encontrado pela primeira vez. O lugar permanecia quase igual: os bancos antigos, as árvores iluminadas pelos postes dourados e o perfume das flores espalhado pelo vento.
Sentou-se em um banco e fechou os olhos por alguns instantes.
— Ainda gosta de fugir para cá, quando está pensativa?
A voz fez seu coração disparar.
Ela abriu os olhos lentamente.
Era ele.
Mais maduro, talvez. Algumas marcas do tempo tornavam seu rosto ainda mais atraente. Mas aquele olhar… aquele olhar permanecia exatamente o mesmo.
Por um momento, nenhum dos dois falou.
Apenas se observavam, como se tentassem recuperar em segundos todos os anos perdidos.
— Pensei que nunca mais a veria — disse ele.
— Eu também.
Conversaram durante horas. Riram das lembranças, compartilharam histórias e descobriram que, apesar da distância, algo permanecera intacto entre eles.
Quando a noite avançou, o silêncio se tornou confortável.
Ele segurou delicadamente a mão de Pietra.
Um arrepio percorreu seu corpo.
Não era apenas o toque.
Era a certeza de que alguns sentimentos sobrevivem ao tempo.
Ele aproximou-se devagar e acariciou seu rosto.


— Nunca consegui esquecer você.
Os olhos de Pietra brilharam.
A distância entre eles desapareceu em um beijo suave, carregado de saudade, ternura e desejo contido. Um beijo que parecia reunir todos os encontros que não aconteceram, todas as palavras que ficaram guardadas e todos os sonhos que esperaram pelo momento certo.
Sob a luz das estrelas, ela percebeu que o amor, às vezes, não desaparece. Apenas aguarda pacientemente o instante em que dois corações estejam prontos para se reencontrar.
E naquela noite após o reencontro na praça, Pietra e o Cavalheiro do Amor caminharam sem rumo pelas ruas iluminadas. Nenhum dos dois queria que aquela noite terminasse. Havia anos de saudade guardados em cada olhar, em cada sorriso tímido e em cada toque que parecia confirmar que aquilo não era um sonho.
Quando chegaram ao hotel onde ele estava hospedado, permaneceram alguns instantes diante da porta, apenas se observando. O silêncio entre eles era preenchido por uma emoção intensa, feita de expectativa, carinho e desejo.
Ele segurou suavemente as mãos de Pietra e a conduziu até o lugar onde finalmente poderia ama-la. Ela sorriu, sentindo o coração acelerar como uma jovem apaixonada.
Dentro do quarto, a conversa continuou por algum tempo. Relembraram momentos antigos, contaram segredos guardados e falaram dos caminhos que a vida havia traçado para cada um. De repente o silêncio fez a proximidade crescer em uma intimidade que parecia ter esperado anos para florescer.
Quando seus olhares finalmente se encontraram nesse silêncio, o mundo pareceu desaparecer.
[01/06/2026 03:47] Johnny: O beijo veio naturalmente, lento e cheio de ternura. Não havia pressa. Cada gesto era uma redescoberta. Cada abraço carregava o peso da ausência e a alegria do reencontro. Cada deslizar de suas mãos em sua pele, a vontade de se entregar e pertencer aquele homem.
Pietra repousou a cabeça sobre o peito dele, ouvindo o compasso firme do coração que um dia fora seu refúgio. Ele a envolveu nos braços com cuidado, como quem protege algo precioso.
A noite foi marcada por carinho, cumplicidade e afeto. Entre sorrisos, confidências e promessas sussurradas, gemidos de desejos, encontraram novamente aquilo que haviam perdido: a sensação de pertencer um ao outro.
Quando o amanhecer chegou, os primeiros raios de sol atravessaram as cortinas e iluminaram seus rostos serenos e seus corpos nus, cumplices de uma noite de amor ardente.
Pietra despertou sentindo-se em paz.
Pela primeira vez em muitos anos, a solidão não estava ali.
Ao seu lado estava o Cavalheiro do Amor, e naquele instante ela compreendeu que alguns encontros são tão fortes que nem o tempo consegue apagar. São histórias escritas pelo coração, destinadas a encontrar seu caminho de volta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Através do Caleidoscópio

Por Carlos Lopes

“O giro de hoje vem acompanhado de camisa, corneta e grito de gol: A Psicologia da Copa do Mundo”

 

 

 

 

De quatro em quatro anos acontece um fenômeno curioso.
As ruas mudam de cor.
As vitrines ganham bandeiras.
As escolas organizam atividades temáticas.
As empresas alteram horários.
As famílias se reúnem.
Pessoas que raramente assistem futebol passam a discutir escalações, esquemas táticos e possíveis resultados.
Até quem afirma não gostar de futebol acaba sendo alcançado por alguma conversa sobre a Copa do Mundo.


Não estamos falando apenas de esporte.
Estamos falando de Psicologia.
Poucos eventos no planeta possuem a capacidade de mobilizar tantas emoções coletivas quanto uma Copa do Mundo. Durante algumas semanas, milhões de pessoas compartilham expectativas, alegrias, medos, frustrações e sonhos em uma intensidade raramente observada em outros contextos sociais.
Mas o que acontece psicologicamente com o ser humano durante a Copa?
Por que um simples jogo de futebol consegue provocar lágrimas, abraços, ansiedade, esperança e até mudanças de comportamento financeiro?
A resposta talvez esteja em uma das necessidades mais profundas da experiência humana: o sentimento de pertencimento.
A Psicologia Social explica que os seres humanos constroem parte de sua identidade através dos grupos aos quais pertencem. Família, religião, profissão, cidade, estado e nação tornam-se referências importantes para a formação do nosso senso de identidade.
Durante a Copa do Mundo, a seleção brasileira deixa de ser apenas uma equipe esportiva.
Ela se transforma em um símbolo coletivo.
Quando alguém veste uma camisa amarela, não está apenas usando uma peça de roupa.
Está demonstrando pertencimento.
Está afirmando uma identidade compartilhada. Por algumas semanas, pessoas de diferentes classes sociais, profissões, religiões e posicionamentos políticos encontram um ponto comum de identificação.
Talvez seja essa uma das razões pelas quais a Copa desperta emoções tão intensas.
Ela nos faz sentir parte de algo maior do que nós mesmos.
O psicólogo Abraham Maslow, em sua famosa teoria das necessidades humanas, afirmava que a necessidade de pertencimento ocupa uma posição central na vida das pessoas.
Precisamos sentir que fazemos parte de um grupo.
Precisamos compartilhar símbolos, histórias e objetivos.
A Copa oferece exatamente isso.
Por alguns dias, milhões de brasileiros sonham juntos.
Mas existe também um poderoso componente emocional relacionado à esperança.
O futebol possui uma característica única.
Antes do jogo começar, tudo é possível.
O azarão pode vencer.
O favorito pode perder.
O improvável pode acontecer.
Essa incerteza alimenta uma das emoções mais importantes da saúde mental: a expectativa positiva.
A esperança.
Mesmo pessoas que enfrentam dificuldades pessoais encontram, durante a Copa, um motivo temporário para acreditar em algo bom.
Não é raro observar indivíduos enfrentando problemas financeiros, emocionais ou profissionais que, por noventa minutos, suspendem suas preocupações para torcer.
A mente humana precisa desses intervalos emocionais.
Precisa de momentos de lazer, fantasia e expectativa.
Porém, a Copa também desperta mecanismos psicológicos menos saudáveis.
Um deles é a identificação excessiva.
Quando a identidade pessoal se mistura completamente com a identidade do grupo, a derrota pode ser sentida como uma perda individual.
Todos nos lembramos de Copas em que milhões de brasileiros experimentaram sentimentos próximos ao luto após uma eliminação.
Tristeza. Raiva. Desânimo. Sensação de vazio.
Para algumas pessoas, a derrota de uma seleção pode parecer um evento banal.
Mas para outras, ela representa a quebra de um sonho coletivo construído durante anos.
A Psicologia chama esse fenômeno de investimento emocional.
Quanto maior o investimento afetivo, maior tende a ser o impacto da frustração.
Outro aspecto fascinante da Copa é o fenômeno da memória afetiva.
Basta mencionar uma Copa antiga para que inúmeras lembranças reapareçam.
A casa dos avós. Os amigos da infância. As ruas decoradas. Os fogos de artifício. Os churrascos em família. As figurinhas trocadas na escola.

O futebol tem a extraordinária capacidade de funcionar como um marcador emocional do tempo.
Muitas pessoas não se lembram exatamente do que faziam em determinado ano.
Mas lembram perfeitamente onde assistiram a uma final de Copa do Mundo.
Isso acontece porque emoções intensas fortalecem a formação de memórias.
Talvez seja por isso que os álbuns de figurinhas exerçam tamanho fascínio.
À primeira vista, parecem apenas pedaços de papel.
Mas, psicologicamente, representam muito mais.
Eles despertam colecionismo, expectativa, socialização e recompensa.
Cada figurinha encontrada produz uma pequena descarga de prazer no cérebro.
Cada página completada gera sensação de conquista.
Cada troca cria interação social.
Não é por acaso que crianças e adultos se encantam pelos álbuns.
Eles ativam mecanismos psicológicos ligados à motivação e ao prazer.
O mesmo ocorre com as camisas oficiais.
Muitas vezes, a compra não é apenas racional.
É emocional.
A camisa se transforma em um símbolo de identidade.
Uma forma de demonstrar pertencimento ao grupo.
A Psicologia do Consumidor explica que frequentemente compramos não apenas produtos, mas também significados.
E durante a Copa, significados são vendidos em larga escala.
Camisas. Bonés. Bandeiras. Canecas. Adesivos. Álbuns. Pacotes de figurinhas.
Tudo passa a carregar valor emocional.
É justamente nesse ponto que surgem alguns riscos.
A emoção pode enfraquecer a racionalidade.
Muitas pessoas realizam gastos impulsivos motivados pela euforia coletiva.
Compram mais do que podem pagar.
Participam de apostas sem planejamento.
Assumem dívidas para adquirir produtos temporários.
Tomam decisões financeiras influenciadas pelo entusiasmo do momento.
A Psicologia Econômica demonstra que estados emocionais intensos afetam diretamente nossa capacidade de julgamento.
Quando estamos eufóricos, tendemos a subestimar riscos.
Quando estamos excessivamente otimistas, avaliamos menos as consequências futuras.
Por isso, a Copa pode produzir alegria, mas também prejuízos financeiros.
Existe ainda o fenômeno das apostas esportivas.
Nos últimos anos, esse comportamento ganhou proporções gigantescas.
A possibilidade de transformar conhecimento esportivo em dinheiro atrai milhões de pessoas.
Entretanto, a Psicologia alerta para um mecanismo conhecido como ilusão de controle.
O indivíduo acredita possuir capacidade de prever eventos que, na realidade, dependem de inúmeras variáveis imprevisíveis.
Quanto mais a emoção entra em campo, menor tende a ser a racionalidade das decisões.
Em casos extremos, a busca pela aposta perfeita pode transformar diversão em sofrimento.
Mas a Copa também produz benefícios psicológicos importantes.
Ela fortalece vínculos familiares. Estimula encontros entre amigos. Cria memórias compartilhadas. Favorece momentos de lazer.
Promove experiências coletivas de alegria.
Em um mundo cada vez mais individualista, existem poucos eventos capazes de reunir tantas pessoas em torno de um objetivo comum.
Talvez esse seja o maior legado psicológico da Copa.
Ela nos lembra que somos seres sociais.
Que gostamos de torcer juntos.
Que precisamos celebrar juntos.
Que buscamos histórias capazes de nos emocionar.
No fundo, a Copa do Mundo não é apenas sobre futebol.
É sobre identidade. É sobre esperança. É sobre pertencimento. É sobre memória. É sobre consumo. É sobre emoção.
É sobre a eterna necessidade humana de fazer parte de algo maior do que a própria individualidade.
Quando o árbitro apita o fim da competição, as bandeiras voltam para os armários.
As ruas perdem as cores. As conversas mudam de assunto.
As camisas retornam aos guarda-roupas.
Mas algo permanece.
Permanecem as lembranças. Os encontros. As histórias. As emoções compartilhadas.
Porque a verdadeira Copa do Mundo não acontece apenas nos estádios.
Ela acontece dentro das pessoas.
E talvez seja exatamente por isso que, de quatro em quatro anos, milhões de corações voltem a bater no mesmo ritmo.

Até o próximo giro!
Carlos Lopes
CRP 04/49834

 

johnny ribeiroO charme do Inverno- por Johnny Ribeiro

Esta é a estação que inspira os apaixonados. Nela, ficamos até mais bonitos e dispostos a ficar na cama até mais tarde, curtindo aquele frio. Trocamos a cerveja pelo vinho, e a sessão de cinema em casa com a família agora acompanha chocolate quente e marshmallow.
É uma estação que exige cuidado com os resfriados constantes, que trazem febre, nariz escorrendo e aquela vontade de não sair da cama. Por outro lado, damos espaço aos pratos quentes: um caldinho de mandioca com frango desfiado, milho e bacon — que delícia!
O inverno nos apaixona e deixa o coração quente.
Quantos poemas de vários autores já não foram inspirados por ele?
O frio traz a sensação de se apaixonar, de viver um romance e também de lembrar dos romances passados.
Sendo a estação mais fria do ano, o inverno ocorre quando um hemisfério da Terra está inclinado para longe do Sol. O resultado são dias curtos e noites longas.
A gente se veste melhor, mas também reclama mais de ter que acordar cedo para trabalhar.
No Hemisfério Sul, especificamente no Brasil, o inverno vai de 21 de junho a 22 de setembro. Como o Brasil é um país tropical, não temos neve na maior parte do território, mas o clima seco nos presenteia com destinos românticos e encantadores.
Destacam-se o Sul do país, no Rio Grande do Sul, e a região Sudeste, em Campos do Jordão, no estado de São Paulo. Conhecida como a “Suíça Brasileira”, a cidade fica lotada em julho devido ao seu famoso festival de música clássica, oferecendo pousadas aconchegantes com lareira e gastronomia alpina.
Contudo, o Brasil é majoritariamente um país quente. Em alguns estados do Norte e do Nordeste, as temperaturas continuam altas ou registram épocas de chuva.
Mesmo assim, eu gosto do inverno, deste frio que ele nos traz e da sensação de paixão que fica no ar.

 

 

 

 

Fazendo Arte -por Rita Cruz

Olá, caro leitor!

É um prazer escrever mais este artigo para você. Chegamos na metade do ano, e parece que foi ontem mesmo o nosso primeiro artigo do ano, o qual naquela ocasião, relatei que fevereiro é um mês que eu aprecio e um dos meus favoritos devido a ter tido boas experiências nele. Mas, pensando bem, ele não supera a minha preferência pelo mês de junho. Por uma razão bem justa: é meu aniversário.
Porém, tem outros motivos que posso citar aqui. Para começar, vou dar um salto na narrativa para falar do dia 21 de junho (exatamente o dia do meu aniversário). Neste dia também começa a estação do ano mais charmosa: o inverno.  Porém, o friozinho às vezes chega antes, para minha alegria, que adoro e para desespero de quem não gosta.
Outros fatores que me fazem celebrar este mês são as festas juninas e suas tradicionais comidas típicas com sabores da nossa terra: bolo de milho, de fubá, de mandioca, amendoim, chocolate quente, quentão, pipoca, cachorro-quente, doce de abóbora, lanche de pernil, doce de leite…bom demais, não é?
Eu já contei aqui em outra edição, mas vale a pena lembrar que, a tradicional festa junina foi criada por nossos antepassados para celebrar as colheitas e homenagear os nossos santos católicos e se tornou parte da nossa cultura.
Para os mais românticos e apaixonados, junho reserva também uma data especial: o Dia dos Namorados. Este dia foi criado em 1949 com fins meramente comerciais e tornou-se uma das principais datas do varejo brasileiro. A data é frequentemente apontada entre as maiores em movimentação no comércio no país, atrás apenas de datas como Natal e Dia das Mães.
Entre todos os eventos que marcam o mês, esse ano ele tem um colorido a mais para celebrar: o início da copa do mundo. Portanto aqui em nosso país, já podemos ver as bandeirinhas enfeitando as ruas, bares, lojas e festas.
E para completar as festanças no calendário, junho tem também outra aniversariante:  No dia 19 a minha querida cidade de Ribeirão Preto cometa 170 anos. Fundada em 19 de junho de 1856, a cidade cresceu conservando suas raízes, mantendo tradições e construindo um futuro promissor.
Em suas praças, teatros, escolas, universidades e espaços culturais podemos ver que a cidade valoriza o conhecimento, a arte e a convivência. Por isto, mais que festejar a sua fundação, devemos nos lembrar também de todas as pessoas que nela residem e fazem toda diferença contribuindo para o seu crescimento e fazendo dela uma cidade cada vez melhor para viver.
Em tempo de tantas guerras ao redor do mundo, podemos dizer que nosso país ainda é privilegiado com todas essas celebrações.  Então, que venham as festas e comemorações. Celebremos a vida, porque o tempo é implacável.  Que Deus nos abençoe e continue dando muita luz ao nosso país tão rico em sua cultura.

Rita Cruz

Agenda Cultural – 170 anos de Ribeirão Preto

14 de junho – Festival Gastronômico ‘Sabores Ancestrais: A Mesa dos Caiapós’.
15 de junho – Lançamento do livro ‘Ribeirão Preto 170 anos – O tempo que nos move’.
18 de junho – Grande Show dos 170 anos de Ribeirão Preto, na Arena NicNet, com Ana Castela, João Bosco & Vinícius e Clube da Viola – 30 anos.
19 de junho – Aniversário da Cidade: bolo comemorativo, apresentação da Esquadrilha da Fumaça e Concerto Especial dos 170 anos com a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto.
20 de junho – Festival RP 170, com atrações culturais e atividades para toda a família.
21 de junho – Mostra Audiovisual Ribeirão 170.
Durante todo o mês – Viva a Nove – Edição Especial 170 anos, com música, artesanato, gastronomia e economia criativa.

Que comece as quermesses- Por Daya Ribeiro

E vamos lá falar de festa junina e das suas comemorações! Hora de tirar o xadrez do guarda-roupa e pintar o rosto: as meninas de maria-chiquinha e os meninos com aquele famoso chapéu de palha estilo Chico Bento. Sem essa de inventar modinha e chamar a festa de country. Estamos no Brasil e vamos usar o estilo brasileiro! E, para quem é católico, dar graças aos três santos que representam esta época.
Formem os casais e que comece a dança! Se aparecer cobra, vocês gritam; e se a chuva cair, os meninos protegem as meninas. Vamos comer milho cozido ou assado, muita pipoca e cachorro-quente. Para as crianças, um delicioso chocolate quente; e os adultos, não exagerem no quentão! Vamos lá dançar, sorrir e cantar, sem esquecer do bingo — e quem ganhar, não esqueça de dividir comigo, hahahaha!
Em vários lugares do país, principalmente no interior, a festa junina é tradição. Muitos tentam mudar o nome, alguns pela religião e outros para inovar, mas eu, particularmente, prefiro seguir como sempre aprendi. Lembro-me da época em que dançava na escola e dos ensaios com os amigos; o desejo de que aquele garoto mais bonito me escolhesse para dançar e, no dia da festa, brincar bastante, prender os amigos naquela cadeia tradicional de festa junina e tentar pegar prendas nas brincadeiras que existiam.
Eu, como uma boa nordestina aculturada em São Paulo, gosto dos costumes aos quais fui ensinada. Na minha última viagem ao Nordeste, vimos um concurso de quadrilha, uma coisa linda que uniu a modernidade aos costumes antigos, fazendo uma mistura linda naquela dança.
Então, pessoal, preparem a roupa e os chapéus, e vamos dançar quadrilha!”

Entrevista com o Poeta- por Rose Giar

Uma entrevista empolgante com Adelson Teles Pinto.

Rose Giar: Qual seu nome completo?
Adelson Teles Pinto: Adelson Teles Pinto, nascido em Canavieiras no litoral Sul da Bahia (em 1952), ou Adelson Poeta Pinto, como me reconheço no mundo da poesia e das diversas artes.
Rose Giar:Quem seria o poeta Adelson Poeta Pinto?
Adelson Teles Pinto:“Sinto-me criança, brincando livre no quintal da poesia… porque quintal é lugar de criança feliz que inventa poesia.”
Percebo-me um poeta com alma de cronista, que no meu cotidiano ao invés de uma história, vê versos, musicalidade, beleza e poesia. Bebo na fonte de Sabino, na arte viva de versar a vida.
Rose Giar: Qual sua formação escolar e qual seu trabalho?
Adelson Teles Pinto:Sou graduado no curso de Magistério pelo Colégio Cenecista Rui Barbosa, (Ensino Médio), em Potiraguá; em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e História pela PUC-RIO. Pós-graduado em Africanidades; Ensino e História; e Cultura Afro Brasileira. Sempre ministrando aulas na área das Humanas.
Depois de 35 anos no universo da sala de aula e de outros ofícios, me “aposentei’.
Rose Giar:Quando a poesia entrou em sua vida?
Adelson Teles Pinto:“Abri janelas e descobri a poesia dentro do meu próprio ninho; a minha mãe devorando romances épicos e revistas em quadrinho. Na estante da sala da minha casa, vi livros de autores teóricos que só vim conhecê-los no adiantado dos meus estudos.”
Rose Giar:
Quantos anos você tinha quando começou a escrever?
Adelson Teles Pinto:Ainda muito jovem, lá pelos meus 15 e bem vividos anos. “Um jovem comum, igualzinho a tantos outros, com sonhos, conflitos, descobertas, primeiros amores e grandes motivos para versejar sobre o que os muros da vida me mostravam nas suas diversas linguagens utópicas e verdadeiras.”
Rose Giar:Quais são as suas principais preocupações como escritor?
Adelson Teles Pinto:Preocupação? Essa é boa! O engraçado é que sempre criei poemas e sempre os guardei naquele baú mais que secreto. Nunca me imaginei um escritor, tal qual os meus escritores preferidos.
Agora em 2025, chegou o meu momento e lancei o meu primeiro livro de poemas. Foi uma oportunidade para mostrar a várias pessoas que nem sabiam que eu era poeta.
Quero continuar escrevendo, mais e mais.
Rose Giar:Quais livros você leu, que marcou ou te influenciou?
Adelson Teles Pinto:Como um bom baiano da região cacaueira, sou amadiano de corpo e essência. (Amo ‘Tocaia Grande: a face obscura.”)
Li muitos autores, aqueles forçados pelas escolas, e os que pude escolher para viajar nas suas leituras.
O livro que mais gostei e mais me tocou foi “Cem anos de solidão”, do colombiano Gabriel Garcia Marquez.
Rose Giar:Cite um autor que te inspira, por que?
Adelson Teles Pinto:Jorge Amado. Porque ele passeia pelos mais distintos ambientes, épocas e situações e pode me envolver nas suas narrativas, onde sempre me perco e me acho nas suas como um elemento das suas histórias envolventes.
Rose Giar:Qual é seu estilo poético preferido?
Adelson Teles Pinto:Contos, crônicas e ficção regionalista.
Rose Giar:Qual a importância da Literatura na Arte para você?
 Adelson Teles Pinto: Poder penetrar na alma do leitor, evidenciando o rico universo que a literatura pode mostrar ao mundo, pois a literatura está inserida na diversificada e rica rede de arte e cultura.
Rose Giar:
O que você acha do uso da Inteligência Artificial (IA) em textos, poemas, letras de músicas?
Adelson Teles Pinto:O duelo entre a Inteligência Humana (IH) e a Inteligência Artificial….rsrsrsrs.
Podemos dizemos que é uma nova ferramenta para um novo momento na construção de poemas com ou sem aquele tom de sensibilidade.
Rose Giar:Quais são as suas esperanças e desesperanças com respeito a literatura brasileira no geral?
Adelson Teles Pinto:Sempre seguimos aquelas velhas escolas literárias, respeitando o seu tempo, espaço na sociedade.
Hoje vemos uma enorme gama de novos autores com suas ideias  e perspectivas, no momento em que o mundo está dinâmico e sem os lenços que cobriam os diversos rostos.
Rose Giar:Qual o papel das mulheres na literatura? Você acha que elas são e foram importantes para a literatura?
Adelson Teles Pinto:As mulheres sempre se mostraram grandes escritoras; o véu do preconceito foi rasgado e hoje com as mudanças e quebras de paradigmas, elas estão também na prateleira mais alta no mundo literário.
Rose Giar:
Você participa de alguma Academia Literária?
Adelson Teles Pinto:Não. Aqui na minha cidadezinha os escritores com obras literárias lançadas não dão para formar uma Academia. Estamos iniciando. Somos apenas três.
Rose Giar:
Você acha que as mídias sociais e plataformas ajudam na divulgação do trabalho do escritor? Conte-nos a sua experiência.
Adelson Teles Pinto: Ajuda e muito, com certeza.
Foi através das redes sociais que comecei a participar de Lives, de grupos de conversas e e poesia. Também fiquei sabendo das Coletâneas e Antologias poéticas. Conheci muita gente nesses encontros.
Rose Giar:
Você tem um horário ou lugar para a criação de seus poemas?
Adelson Teles Pinto: Não. Onde pintar a inspiração eu conduzo a minha ação poética.
Rose Giar:
O que “ir alto na literatura’ significa para você hoje? É o reconhecimento da crítica, o alcance de público ou é o sucesso como escritor?
Adelson Teles Pinto: Uma tríade perfeita…um segurando na mão do outro. “O alcance de público’, na condição de conhecer a minha arte. É prazeroso.
Rose Giar:Você tem livros editados?
Adelson Teles Pinto:Lancei o meu primeiro livro de poesias em 2025.
“Do quadrado da minha janela vejo poesias!”
Já estou com o meu segundo livro pronto para ir para a editora.
Rose Giar:Deixe um conselho para quem está começando a escrever.
Adelson Teles Pinto:Estude muito, eia bastante livros e procure fazer as leituras que a vida lhe oferece.

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Astrologia & Cia -por Javilene Arruda

Junho de 2026 será um mês de forte intensidade astrológica, com destaque para Câncer, que recebe a influência simultânea de Vênus, Júpiter e Mercúrio.
Panorama Astrológico de Junho 2026
Câncer favorecido: Recebe Vênus, Júpiter e Mercúrio, ampliando autoestima, visibilidade e relações. Até 12/06, magnetismo pessoal atrai oportunidades únicas.
Touro: Marte permanece até 28/06, trazendo energia e coragem para concretizar metas.
Leão: A entrada de Vênus em 13/06 intensifica criatividade e desejo de reconhecimento.
Peixes: Sensibilidade e magnetismo aumentam, favorecendo conexões emocionais.
Mercúrio retrógrado em Câncer (29/06): pede cautela na comunicação e revisões em temas familiares.
Quíron em Touro (19/06): inicia ciclo de cura sobre autoestima e segurança material.
🌙 Fases da Lua em Junho 2026
Data Fase Horário (Brasília) Significado
8/06 Lua Minguante 07h03 Momento de encerramento e reflexão.
14/06 Lua Nova 23h56 Início de novos ciclos e intenções.
21/06 Lua Crescente 18h55 Energia de crescimento e ação.
29/06 Lua Cheia (Lua do Morango) 20h58 Clareza, intensidade emocional e marés vivas.
🔑 Datas Astrológicas Importantes
1/06: Mercúrio entra em Câncer → comunicação mais emocional.
9/06: Vênus e Júpiter em conjunção → expansão afetiva e prosperidade.
13/06: Vênus entra em Leão → relações mais expressivas.
15/06: Lua Nova em Gêmeos → novos estudos e ideias.
19/06: Quíron em Touro → cura da autoestima.
21/06: Sol em Câncer → solstício de inverno no Brasil.
28/06: Marte em Gêmeos → aceleração de ideias.
29/06: Mercúrio retrógrado + Lua Cheia em Capricórnio → revisão de metas e responsabilidades.
30/06: Júpiter entra em Leão → expansão e brilho pessoal.
🌟 Como aproveitar este mês
Reflexão: Use a Lua Minguante para encerrar ciclos.
Novos projetos: A Lua Nova favorece inícios e intenções.
Relacionamentos: Vênus em Leão pede autenticidade e coragem para amar.
Crescimento pessoal: Júpiter em Câncer e depois em Leão ampliam oportunidades.

Jacilene Arruda – Terapeuta Holística na Nova Era de Aquário
Instagram: @evolucaoeconhecimento
Contato: +55 31 99531-5732

 

4 thoughts on “REVISTA POESIAS E CARTAS -JUNHO 2026

  1. Excelente trabalho!!! Parabéns para todos os participantes!!! Gratidão mais uma vez pela oportunidade não só de escrever, bem como de ver colegas de caminhada nessas belas páginas. Estive com o entrevistado num projeto literário sobre um estilo poético criado aqui no Brasil chamado *SETÍGONO*
    sempre irá deixar saudades!!!

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