SEM FRONTEIRAS ENTREVISTA-LUCIANE CUNHA

Renato Lannes Chagas nos traz uma escritora cheia de talento e com muita fé em Deus.

Ela vem lá daquela região imensa e carregada de mistérios, que no passado foi chamada de “pulmão do mundo”, também administra um grupo voltado para arte literária, para poesia, num dia acabamos por nos esbarrar virtualmente falando e ela começou a participar dos livros do Projeto Literário Palavras Sem Fronteiras, também trabalha na área da educação. Hoje o Sem Fronteiras traz ao público a entrevista com:

*Luciane Cunha*

Renato Lannes Chagas: Nos conte a respeito da Luciane Cunha leitora.
O acesso aos livros, o incentivo a leitura, havia biblioteca ou sala de leitura na escola aonde você aprendeu a ler e escrever?
Nos conte um pouco sobre como era a sua escola.
Luciane Cunha: Eu sempre tive muita afinidade com a leitura e escrita desde o momento em que fui alfabetizada.
Lembro-me que guardava recortes de revistas sobre assuntos que considerava importantes. Amava diários, agendas, pois gostava de registrar meus momentos ou anotar informações que julgava interessantes.
Frequentava bibliotecas, fazia pesquisas e era muito dedicada aos estudos.
Fui uma jovem extrovertida e cheia de amigos, mas sempre mantive o foco em aprender.
Renato Lannes Chagas: Quando surgiu o interesse pela escrita? Algum poeta da sua região sempre esteve entre os seus preferidos?
Luciane Cunha:Eu comecei escrevendo meus diários, que faziam parte da vida de todas as adolescentes na época. Depois já escrevia pequenos relatos sobre minha vida, coisas simples e corriqueiras.
Lia as histórias de Machado de Assis, poemas de Cecília Meireles e Manuel Bandeira.
Mais tarde, já na faculdade, comecei a escrever poemas acrósticos, que eram meus favoritos.
Renato Lannes Chagas: Qual a sua avaliação sobre as participações nos livros do Projeto Literário Palavras Sem Fronteiras?
Você lê as obras completas? Já manteve algum bate papo literário com algum dos colegas daqui ou da África para troca de informações a respeito dessas obras?
Luciane Cunha: Acho o projeto muito rico e interessante, pois integra os países que, embora distantes no sentido territorial, estão cada vez mais próximos na arte literária. Conheci e sigo virtualmente alguns escritores africanos, por exemplo, sempre curtindo e apreciando seus trabalhos poéticos.

Renato Lannes Chagas: Embora sejamos da época anterior a internet e onde tudo era movido a papel, hoje o físico e o digital convivem.
Para você há harmonia nessa convivência?
Como você observa aí na sua região o interesse das pessoas pela leitura?
Existem ainda locais de destaque para os livros nas casas?
Ocupam ainda móveis como era comum antigamente?
Luciane Cunha: Hoje a tecnologia faz, inevitavelmente, parte da nossa vida, mas muitos não abriram mão de suas estantes de livros.
Nas escolas, ainda podemos ver bibliotecas e os alunos frequentam simplesmente pelo prazer de estar em um ambiente intelectualmente agradável.
Acredito que a convivência com o físico e o virtual está sendo possível e até dinâmico.
Renato Lannes Chagas: O fomento para leitura é uma realidade, na sua opinião, por aí? Existe uma boa oferta e interesse pela leitura por parte dos alunos?
Luciane Cunha:Existem muitos projetos voltados ao incentivo a leitura e produção textual, especialmente nas escolas. Isso é um ponto positivo que tem atraído muitos jovens, motivando-os cada vez mais a estarem conectados com a leitura prática e progressiva.
Renato Lannes Chagas: A Luciane Cunha, fora as pessoas que participaram das obras do Projeto Literário Palavras Sem Fronteiras, tem contato com a literatura africana? Seja em prosa ou poesia. Em caso afirmativo poderia citar alguma obra que tenha chamado mais a sua atenção?
Luciane Cunha:Bom, procuro sempre diversificar minhas produções literárias, mas, de fato, preciso me integrar um pouco mais com as produções de nossos irmãos africanos.

Renato Lannes Chagas:Cite uma frase de um livro que marcou você enquanto leitora.
Luciane Cunha:Posso dizer que um dos livros que tem sido minha fonte de inspiração e onde pratico uma leitura permanente é a Bíblia.
E a frase bíblica que norteia minha vida é: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação”, registrada no livro de Salmos 27
Renato Lannes Chagas:Indique uma ou mais obras da literatura brasileira e da literatura universal para o leitor.
Luciane Cunha: Literatura brasileira: O Mestre dos Mestres, de Augusto Cury
Literatura universal: a Bíblia Sagrada
Renato Lannes Chagas:Deixe suas redes sociais para nossos leitores que queiram saber mais sobre suas obras.

Instagram: @luciane_cunha._
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3 thoughts on “SEM FRONTEIRAS ENTREVISTA-LUCIANE CUNHA

  1. Lindo ver pessoas assim, voltada com projetos que visam além do educar, instigar leitores. Nossa literatura é abrangente e rica. Infelizmente, uma grande maioria dos jovens, hoje, não estão voltados para as artes, principalmente a literária. Parabéns, Luciane!

  2. Parabéns para a entrevistada e para o editor por mais um belo trabalho!!!!👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

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