Entre Linhas- Homenagem a Mario Quintana

A editora Parle lança, neste mês, uma homenagem a Mario Quintana.

O poeta das coisas simples merece que cada poeta que nasça conheça sua obra, onde ele conseguia transformar o simples no esplêndido. Organizada pelo poeta e escritor Johnny Ribeiro e por Rose Giar, poetisa e escritora, esta coletânea reúne 13 poetas, cada um com seu estilo, vindos de diferentes cantos do país, trazendo em seus versos a magnitude poética que o grande Mario Quintana merece. A inspiração desses poetas encanta a muitos; são talentos divinos que o grande mestre Mario Quintana merece. Leiam este livro e deixem-se encantar pelos versos.

Mário Quintana (1906-1994) foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX, também tradutor e jornalista. Reconhecido pelo humor, pela capacidade de síntese e pela musicalidade de sua linguagem, recebeu o Prêmio Machado de Assis (1980) e o Prêmio Jabuti (1981). Viveu grande parte da vida em Porto Alegre, além de morar também em hotéis, o que inspirou muitos de seus ritos e imagens poéticas.

Infância, juventude e início de carreira
Nascido em Alegrete (RS), Quintana mudou-se para Porto Alegre em 1919, onde estudou no Colégio Militar e começou a publicar versos ainda jovem. Trabalhou como atendente, tradutor e roteirista, consolidando-se como poeta e tradutor de grandes nomes como Papini, Voltaire, Virginia Woolf e Emil Ludwig.

Primeiros livros e poemas emblemáticos

A Rua dos Cataventos (1940): primeiro livro de sonetos; presença marcante de musicalidade. Soneto II dialoga com a rua.
Canções (1946): exploração da musicalidade; Canção da Primavera é um exemplo.
Sapato Florido (1948): mistura poesia e prosa; textos como Epígrafe, Prosódia e Carreto conectam vento, nuvens e movimento.
Espelho Mágico (1951): poesias curtas como Das Utopia e Da Discrição.
Caderno H (1973) e Novas Antologias Poéticas (1985)

Caderno H reúne poemas em prosa, com humor e frases demolidoras. Trechos como Carta para Uma Feira de Livro, Os Farsantes e a citação sobre dispersão e unidade ilustram o tom irônico e crítico.
Novas Antologias Poéticas enfatizam a relação entre sonho e experiência vivida; exemplos: O Prisioneiro e Liberdade Condicional. Quintana fez também uma passagem pela Academia Brasileira de Letras, sendo saudado em 1966, mas recusou candidatar-se pela quarta vez.
Características da obra
A poesia de Quintana não se prende a uma escola; é filosófica, com linguagem coloquial bem cuidada, tratando do cotidiano, infância, morte, amor e tempo, entrelaçando bem e mal com referências a Deus, anjos e diabo. Em 1966, a Antologia Poética de Rubem Braga o confirmou entre os grandes da poesia brasileira.

Últimos anos, reconhecimento e legado

Entre as obras tardias, destaca-se Poeminha do Contra: “Todos esses que aí estão / Atravancando o meu caminho, / Eles passarão… / Eu passarinho!” Reconhecimentos incluem o Machado de Assis (1980) e o Jabuti (1981). A partir de 1988, lançou as Agendas Poéticas; a partir de 1990, passou a selecionar frases já publicadas. O Hotel Majestic, onde viveu por 12 anos, tornou-se a Casa de Cultura Mário Quintana.

Vida pessoal

Quintana viveu grande parte da vida em hotéis; não se casou nem teve filhos, considerando a poesia como um “vício triste” que o acompanhou como companheira. Morreu em Porto Alegre (RS) em 5 de maio de 1994, por insuficiência respiratória e cardíaca.

Frases memoráveis

“Por acaso me surpreendo no espelho: quem é esse que me olha e é tão mais velho do que eu? Que me importa! Eu sou, ainda, aquele mesmo menino teimoso de sempre.”
“É preciso escrever um poema várias vezes para que dê a impressão que foi escrito pela primeira vez.”
“Se dizem que escreves bem, desconfia. O crime perfeito não deixa vestígios.”
“Intruso: indivíduo que chega na hora em que não devia. Exemplo: o marido…”
“A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos.”

Para mim Mario Quintana mostrou em toda a sua trajetória literaria um jeito simples e encantador , nos mostrou que simples palavras se transformam e espetaculares poemas.
Neste tributo que realizamos tivemos a presença de 13 poetas de diferentes locais do brasil abaixo segue os participantes.

Julio Cesar Mauro- Jundiai-Sp
Mauro Antonio Evaristo(fera da Poesia)- da cidade de Betim-Mg
Silonildes Mesquita- da Cidade de Fortaleza-CE
Viviane Ferreira- da Cidade de São Luis-MA
Rodolpho Lima- da Cidade de Nhandeara- SP
Aureliano Gomes- da Cidade de Simões – PI
Luiz Henrique de Paula- da cidade do Rio de Janeiro-RJ
Odete Augusta Gomes- da cidade de Hortolândia -SP

 

Roseni A.G.Soares-da Cidade de São Domingo do Prata-MG
Luzia Couto-da Cidade de Conceição de Ipanema -MG
Silvany Quenupe-da Cidade de Mantena-MG

 

 

Johnny Ribeiro (organizador)-da Cidade de Ribeirão Preto-SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rose Giar-  (Editora Chefe)-da Cidade de Jundiai-SP

 

 

 

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