Hoje, em uma conversa com uma editora amiga, estávamos nos falando sobre inteligência artificial e os escritores e poetas que usam isso para escrever.
Com certeza esta é uma ferramenta muito útil para todas as áreas. Eu uso muito ela para correção de alguns textos que escrevo, mas sempre, antes de os publicar, leio e ainda assim acho algum errinho. Mas para a criação de poemas, acho que um poema vem da sensibilidade de um poeta; quando o poeta escreve, vai um pouco dele em cada poema.
Não acho ruim usar a IA para fotos, correção, criação de imagens, mas para escrever poemas e até mesmo livros fico na dúvida: será que estamos ficando sem tempo para fazer uma coisa que nos liberta e, na correria da vida, somos obrigados a usar a inteligência artificial para terminar uma coisa que seria algo incrível?
Bom, cada um tem seu ponto de vista sobre as coisas. Eu prefiro continuar usando a inteligência artificial de modo simples, pois eu gosto de escrever; isso é minha alma falando, se libertando.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) lançou o Manual de Boas Práticas de IA em Editoras Brasileiras, documento que orienta o mercado editorial a utilizar a inteligência artificial como uma ferramenta de apoio, jamais como substituta da autoria e criatividade humanas.
Não é errado o uso da IA; se é uma ferramenta e está aí para ajudar, vamos usar, mas sem tirar o mérito de tantos escritores que se esforçam para colocar as suas ideias e inspiração no papel.


