Revista Poesias e Cartas- Setembro2025

Através do Caleidoscópio
      Por Carlos Lopes

 

No giro de hoje, “Quando o Amarelo Vira Símbolo de Vida”

 

Prevenção é Caminho, Não Destino

 

Tenho um Fusca 1979 amarelo. Amarelo mesmo, daquele tom que não passa despercebido nem se tentar estacionar escondido atrás de um caminhão. É um carro que eu trato quase como se fosse uma roupa de missa: fica guardado, protegido, só saindo da garagem em ocasiões especiais, quando sinto que o mundo merece vê-lo rodando. Não é vaidade, é respeito. Um Fusca desses já sobreviveu a décadas, a ruas esburacadas, a tempestades e até o desinteresse dos que trocam carros como quem troca de celular. Ele está ali, firme, lembrando que certas coisas só precisam existir para já serem bonitas.
Em um desses dias em que o calendário parece querer me dar uma metáfora de presente, decidi tirar o Fusca para passear. O sol estava forte, a cor do carro parecia gritar “olhem para mim”, e eu dirigia tranquilo, aproveitando aquela sensação boa de estar dentro de uma cápsula do tempo que ainda funciona. Foi quando ouvi alguém me chamar na rua:
— Ei, você não é aquele psicólogo que deu uma palestra sobre prevenção do suicídio?
Olhei pelo retrovisor e reconheci de longe aquele rosto. Era um aluno de uma das escolas onde já havia estado para conversar sobre saúde mental. Parei o carro, ele se aproximou, e a conversa começou como sempre começa: um pouco de lembrança, um pouco de curiosidade, um tanto de gratidão. Mas logo veio o convite direto:
— Você poderia repetir aquela palestra na minha escola?
Concordei, claro. Esse tipo de convite, para mim, é missão. Só que ele acrescentou um detalhe inesperado:
— Mas dessa vez, você precisa entrar no pátio com o Fusca amarelo.
Na hora, pensei que fosse brincadeira. Mas não era. Ele explicou: a ideia era conectar os alunos à origem do setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio que surgiu em homenagem a Mike Emme, um jovem norte-americano de 17 anos que, em 1994, tirou a própria vida. Mike tinha um Mustang 1968 amarelo que havia restaurado com as próprias mãos e que se tornou símbolo no funeral, quando seus pais e amigos distribuíram fitas amarelas como gesto de alerta e de esperança. A história se espalhou pelo mundo e hoje, todo setembro, vemos fitas, prédios iluminados e campanhas para lembrar que falar sobre suicídio é necessário.
Enquanto eu refletia sobre a proposta, meu filho — que estava ao meu lado, sempre pronto para uma tirada certeira — perguntou:


— Pai, foi você que reformou esse Fusca?
— Não, claro que não, — respondi, achando estranho o rumo da conversa.
E ele completou, com a inocência afiada das crianças:
— Então não corremos risco, pode ir de Fusca mesmo.
Caímos na risada. Mas dentro de mim aquela resposta virou uma chave. Porque no fundo, é isso: não precisamos ser donos da história original para carregarmos um símbolo. O amarelo não pertence a um Mustang, nem a um Fusca, nem a nenhum carro em particular. O amarelo é de todos nós. É da esperança, do cuidado, da vida que insiste em seguir mesmo quando parece pesada demais.
E foi pensando nisso que comecei a imaginar a cena: eu chegando de Fusca no pátio de uma escola, motor roncando, alunos curiosos se perguntando se aquilo fazia parte da palestra ou se o professor tinha simplesmente estacionado errado. E então eu contando a eles: “Esse carro é apenas um pretexto, uma metáfora sobre viver. Assim como ele, a gente carrega marcas do tempo, peças que já não são originais, mas que ainda funcionam. E está tudo bem.”
Porque quando falamos de suicídio, especialmente com adolescentes e jovens adultos, há sempre a armadilha da comparação. É como se a vida exigisse que todos fôssemos Mustang reluzentes: sem riscos, sem falhas, com motor potente e pintura impecável. Mas a realidade é que a maioria de nós se parece muito mais com Fuscas antigos: fazemos barulho nas subidas, engasgamo-nos em dias frios, precisamos de empurrão de vez em quando. Só que, no fim, seguimos rodando.
E aqui entra uma reflexão importante: prevenção ao suicídio não é transformar ninguém em carro de luxo, mas oferecer condições para que cada um siga rodando do jeito que pode. Isso envolve escuta, acolhimento e presença.
Escuta — porque muitas vezes o silêncio é a forma mais desesperada de pedir socorro.
Acolhimento — porque ninguém se abre se sentir que será julgado por estar “quebrado”.
Presença — porque a solidão é combustível perigoso em momentos de dor.
Quantos jovens já me disseram em palestras: “Eu não quero morrer, eu só quero parar de sofrer”. Essa frase, que parece simples, traduz muito. A maioria das pessoas que pensa em suicídio não quer acabar com a vida, mas com a dor que não sabe mais como carregar. É aí que entra a importância da conversa, da rede de apoio, do amigo que insiste em perguntar “você está bem de verdade?” mesmo quando a resposta automática é “tô sim”.
E não pensem que isso é pouca coisa. Uma pergunta feita na hora certa pode ser como um tanque cheio para quem já estava parado no acostamento.

 

Mas há também outro lado dessa história: o de quem sofre em silêncio. Muitas vezes, jovens acreditam que precisam esconder suas dores para não decepcionar os pais, os amigos, os professores. Acham que têm que ser fortes, felizes o tempo todo, como se a vida fosse uma vitrine do Instagram. Acontece que ninguém é feliz o tempo todo, e fingir ser só piora a dor.
Por isso, quando subo ao palco ou entro em uma sala de aula para falar sobre prevenção, tento lembrar a todos que mostrar fragilidade não é vergonha, é humanidade. Assim como o Fusca tem arranhões e ferrugem, nós também temos nossas marcas. Mas continuamos sendo dignos de carinho, de cuidado, de manutenção.
A prevenção, no fundo, é feita de gestos pequenos:
Um professor que nota o silêncio excessivo do aluno e pergunta.
Um amigo que manda mensagem dizendo “senti sua falta hoje”.
Um familiar que se dispõe a ouvir sem oferecer soluções mágicas.
Uma escola que abre espaço para falar sobre saúde mental sem tabu.
E, claro, profissionais que se colocam à disposição, porque pedir ajuda especializada não é sinal de fraqueza, é sinal de inteligência emocional.
Enquanto escrevo essa crônica, penso na cena do Fusca amarelo entrando pelo portão da escola. Talvez os alunos riam, tirem fotos, façam piadas. Mas se ao final daquele encontro um único estudante sair dali pensando “eu não preciso enfrentar tudo sozinho”, já terá valido a pena.
O setembro Amarelo não é apenas uma data no calendário. É um lembrete de que precisamos falar sobre suicídio todos os meses, todas as semanas, todos os dias. É um lembrete de que ninguém precisa dirigir sua estrada sozinho.
E no fim das contas, talvez meu filho tenha razão: eu não restaurei o Fusca, mas posso tentar ajudar pessoas a restaurarem a esperança. O carro pode até ser antigo, mas ainda leva longe. E cada vida que continua, cada jovem que escolhe ficar, é mais valiosa do que qualquer Mustang no mundo.
Porque a vida, com todas as suas curvas e buracos, ainda é a estrada mais bonita que podemos percorrer.

Até o próximo giro!

Carlos Lopes

CRP 04/49834

 

 

GRITO, SÓ-E-CÍDIO

Sentei-me sobre minha vida e solitário fiquei,
Observei à repressão, o caos, a depressão.
Sinto-me doente, desisti dos meus sonhos,
Perdi minha alegria e a vontade de seguir.
Mas sigo sozinho!
Apanhei da vida, dos “amigos”

Fui esquecido pela família.
Sou criança, adolescente, adulto.
Regras? Colegas?
Não aceito minhas perdas, meu luto é não lutar,
Desistir, me entregar.
Ando dopado, extasiado, cálido, trôpego e só.

Peço socorro, grito por ajuda, mas não sou visto
Malquisto, a beira do precipício.
Escuto reage! Não tenho forças.
Um passo à frente! Me esquivo.
Isso é normal! Falácias ao acaso.
Sou alto, baixo, gordo, magro, negro e branco,

Minha conta bancária não tem valor.
Sou o réu, o juiz e o carrasco.
Preciso falar! Pôr para fora o que me corrói por dentro,
Preciso de escuta não de conselhos.
Minhas marcas não são de batalhas,
São de navalhas, que sangram a carne, a alma

Não é fogo de palha, são falhas.
Que me libertem das amarras, da mordaça,
Pois acho a vida sem graça.
Quero viver, quero morrer,
Quero o que não quero, posso o que não posso.

Não sou louco, só estou fraco, cansado,
Necessito de um abraço, um braço,
Que me tire da cabeça à vontade, o mormaço,
Dessa sufocante vida em preto e branco,
Dessa realidade sem traço, com destino ao acaso.
Meu grito é de esperança, me tirem do regaço.
Quero viver e esse é meu primeiro passo.

(poema do livro “Caminhos versados, uma jornada poética”, 2024)
Por Carlos Lopes

 

Entrevista com o poeta por Rose Giar

Para entrevista deste mês Rose Giar entrevistou Luiza Senis

 

 

Rose Giar: Nome completo, algum heterônimo?
Luiza Senis: Luiza Senis Silvino ou Luiza Senis.
Rose Giar: Cidade onde nasceu. Cidade onde mora, casada, tem filhos?
Luiza Senis: Nasci em São Paulo, Moro em São Paulo.
Sou viúva.
Tenho três filhos e avó.
Rose Giar: Quem é Luiza Senis?
Luiza Senis: Sou uma pessoa simples e comum, amo a vida, amo minha família, meus amigos, aprecio tudo que há no mundo de bom, procuro sempre ver o lado bom das coisas e das pessoas, apesar de não me enganar quando vejo pessoas mal intencionadas.
Rose Giar:  Sua infância, pais, como era sua vida, sua infância?
Luiza Senis: Minha infância foi muito boa, saudável, meus pais apesar das dificuldades por terem 06 filhos, faziam de tudo para que fossemos felizes. Eu sempre tive uma relação muito achegada com meu pai, que infelizmente já não está entre nós.

Rose Giar:  Qual sua formação escolar e qual seu trabalho?
Luiza Senis: Segundo grau completo, não trabalho fora e hoje me dedico a escrever.
Rose Giar: Quando a poesia entrou na tua vida?
Luiza Senis: Eu era muito jovem ainda na época escolar, mas fui me dedicar mesmo a uns dez anos atrás, onde comecei a postar o que escrevia nas redes sociais.
Rose Giar:  Quais livros que você leu, que marcou ou te influenciou?
Luiza Senis: Paulo e Estevão
O pentateuco kardekiano.

Rose Giar: Cite um autor ou escritor que te inspira, porque?
Luiza Senis: Procuro ler sobre a Doutrina Espírita, Allan Kardek, Chico Xavier, suas obras enfim, mas um autor que gosto muito é Vinicius de Moraes sua maneira simples de compor me inspiram em meus poemas.
Rose Giar: Quantos anos você tinha quando começou a escrever?
Luiza Senis: Apesar de ler e gostar muito de poemas só comecei a escrever a uns 10 anos atrás.
Rose Giar: Qual seu estilo poético preferido e o que te inspira a escrever?
Luiza Senis: Não tenho um estilo poético preferido apenas aqueles que vem do coração, de simples compreensão. Gosto de escrever sobre sentimentos, amor, um lindo por do sol, não verdade tudo me inspira, um lugar uma situação até um momento.
Rose Giar: Qual a importância da Literatura na Arte para você?
Luiza Senis: De total importância, literatura é conhecimento, ninguém pode ter sabedoria se não for a literatura.
Rose Giar: O que você acha do uso da Inteligência Artificial (IA) em textos, poemas, letras de músicas?
Luiza Senis:Apesar da evolução, acho que a (IA) fará com que as pessoas não precisem se preocupar em pensar, criar, imaginar, inventar. Pois a IA fará isso por elas.
Rose Giar: Quais são suas esperanças e desesperanças com respeito a literatura brasileira no geral?
Luiza Senis:Cada vez mais as pessoas deixam de lado o hábito da leitura, isso é ruim pois as pessoas perdem a capacidade de enriquecer seu intelecto, infelizmente, é tão enriquecedor o hábito de ler.
Rose Giar: Qual o papel das mulheres na literatura? Você acha que elas são e foram importantes para a literatura? Como?
Luiza Senis: Foram importantes e revolucionárias muitas viveram a frente do seu tempo deixando um legado e exemplo a ser seguido. Continuam importantes nos dias atuais pois a sensibilidade feminina é única e são responsáveis por muitos leitores novos chegando a cada dia.

Rose Giar:Quanto a mulher e escritora negra, você vê oportunidades à elas no mercado Literário?
Luiza Senis: Sim, com certeza, não só na literatura, mas na arte no geral, no Brasil a muitos nomes de mulheres negras bem sucedidas em todas as áreas, sem dúvida há espaço nesse mundo literario à elas também, eu acredito.
Rose Giar: Na sua opinião, o que o escritor ou poeta, precisa fazer pra ser bem sucedido em nosso país?
Luiza Senis:Bem, ao meu ver, viver da venda de livros é complicado, quem escreve é por amor, não espera viver da venda de livros, o monopólio de vendas é muito seleto. Hoje tudo fica por conta do escritor, então fica difícil ser bem sucedido a não ser que uma editora de um suporte.
Rose Giar: E quais são as vantagens e desvantagens de participar de uma Academia Literária Virtual e Física?
Luiza Senis: Desvantagens não creio que exista, agora as vantagens são muitas, bem é um prazer você estar numa Academia física ou virtual, ter um Patrono ou Patronesse, postar seu trabalho autoral, tornar seus trabalho conhecido, influenciar outros, é muito prazeroso.
Rose Giar: Qual o papel de uma Presidente dentro de uma Academia?
Luiza Senis: Bem, creio que seja manter a ordem, pois uma Academia é diferente de um grupo, onde não existe responsabilidade, é prestar atenção nas postagens, na escrita de cada um, para que erros de português sejam corrigidos, caso ajam …Saber ouvir os Acadêmicos, ter a empatia necessária para lidar com os Confrades e Confreiras, proporcionar trabalhos acadêmicos pertinentes à datas ou temas. Tornar conhecida Academia e seus Acadêmicos.
Rose Giar:Você têm livros ou obras autorais publicadas, cite os nomes e onde podem ser adquiridos?
Luiza Senis: Asas da Poesia, Minhas Poesias, e muitas Antologias.
Rose Giar: Quais seus projetos futuros?
Luiza Senis: É continuar com a minha Confraria CLIP, Confraria da Liberdade e Independência Poética, participar de Antologias, enfim sempre envolvida com esse mundo da poesia .
Rose Giar: Deixe seus perfis em redes sociais para que possam te #seguir.
Luiza Senis: Sigam os trabalhos da minha Confraria, (CLIP), tanto o trabalho autoral dos poetas, que é encantador, como também o trabalho Patronal que encanta todo aquele que ama a leitura !
Facebook Luiza Senis
Luiza Senis Silvino

 

Dia Mundial da Paz por Johnny Ribeiro

A data foi oficialmente proclamada pela ONU em 1981 e, desde então, serve como um momento anual para refletir sobre conflitos, violência e caminhos para a convivência pacífica.
Caminhos aos quais, infelizmente, a população mundial não vem seguindo: sabemos que existem guerras, como a do povo palestino e o israelense, uma briga por território. Em 2001 tivemos o famoso 11 de setembro, um atentado terrorista contra os Estados Unidos ligado ao grupo extremista Al-Qaeda, liderado por Osama bin Laden. A responsabilidade é atribuída à Al-Qaeda e a seus líderes, com várias ações de planejamento em colaboração entre membros do grupo.
A Guerra do Iraque é um tema complexo e multifacetado, envolvendo fatores políticos, militares, geoestratégicos e humanitários.
E eu pergunto a vocês: quando será o dia em que os seres humanos vão saber respeitar uns aos outros, quando olharmos para eles sem inveja?
O Dia Mundial da Paz é o dia que nunca é comemorado da forma que deveria ser; devemos nos unir e buscar a paz para todo o mundo.
A guerra e outros tipos de conflitos só matam e ferem pessoas. A pergunta que fica para nós todos é: quando poderemos realmente comemorar este dia?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PAZ…PAZ!

E esta guerra amaldiçoada
No chão sagrado
Do homem que morreu por nós
Hoje vemos tanta perseguição
Mortes de jovens, crianças, famílias inteiras

Tanto sangue derramado,
Tantas mães desolados
E o Tio ta envolvido
Querendo dominar o mundo

Garotos virando homens
De armas na mão
Atirando sem rumo
Matando e sendo injustos
Sem saber,

Casas invadidas
Pessoas presas
Como se tivesse cometido crimes
Sendo que a unica coisa que fizeram
Foi tentar viver em paz

Fico com coisas estranhas na mente me perturbando
Sentindo tanto abandono e pensando…
A quem esta guerra favorece?
A Israel ou Palestina ou um terceiro pode aparecer?

Johnny Ribeiro

Contos Picantes por Cavaleiro do amor

 

A morena : Depois da festa

Mais uma festa em que participo, mas um dia é muita bebedeira. Dia de usar roupa chique, me aguentar, conversar com pessoas — com políticos, banqueiros, corretores — tentando transformar isso numa experiência boa, onde eu possa desempenhar todo o meu papel de CEO de uma empresa de tecnologia. Meu nome é Ricardo Andrade.
Mas aqui encontro mulheres bonitas, cada uma mais elegante que a outra, com perfumes diferentes, corpos diferentes, vestidos, sapatos e lábios…
Uma festa de gala com alguns corretores da bolsa de valores querendo falar comigo, banqueiros e  políticos; alguns deputados e senadores que saíram da capital para vir até aqui, na cidade maravilhosa. Talvez tenham vindo pedir perdão a Jesus Cristo ou se jogar do alto do Pão de Açúcar, mas tudo bem: quem sou eu para ficar julgando-os.
Nesta festa, um gerente de banco chamado Paulo chega com uma mulher atraente de vestido preto, olhos verdes, morena chamada Mariana, cujo batom vermelho se destaca em seus lábios carnudos, uma beleza rara, uma índia de olhos claros, cabelo liso natural. Fiquei encantado até então; mas fiquei pensando se não era namorada de Paulo.
– Olá, Ricardo, que bom te encontrar aqui.
– Como vai, Paulo?
-Estou bem, e esta é Mariana, minha assistente.
Nós nos encaramos com sorrisos, nos cumprimentamos com beijo no rosto, e o perfume dela, tão doce e sensual, me deixa excitado — um momento cativante, e uma voz tão bonita numa mulher de 26 anos, uma jovem linda em uma festa chique. Paulo foi buscar bebidas para nós e eu e Mariana ficamos conversando.
-É a primeira festa da alta burguesia que você vem?
– Sim, faz uma semana que comecei no banco e o Paulo me convidou para acompanhá-lo.
-Será que é só companhia?-
-Da minha parte sim; não quero sair com o meu chefe e ele não faz o meu tipo.
-Certo, sabia que você é muito bonita: seu cabelo liso, seus olhos verdes, este batom que destaca seus lábios.
-Nossa, bem observador; você tem um olhar penetrante e sedutor.
-Te seduzi com o olhar?
-Rsrsrs, não, mas pode acontecer.
Paulo se aproxima com as bebidas, as deixa e diz que vai falar com um amigo e já volta.
E eu, conversando com Mariana, descubro coisas sobre ela e, ao mesmo tempo, tento seduzir, procurando uma brecha para que eu possa experimentar seus lábios.


-Ricardo, você é casado?
-Não; e você?
-Tenho namorado.
-Não sou ciumento; sei dividir.
-Mas ele é…
-O que os olhos não veem, o coração não sente.
Ficamos conversando, trocando indiretas um com o outro, como se quiséssemos nos agarrar. Já é 1 da manhã e Paulo desapareceu. Ofereço uma carona para Mariana, que aceita.
Saímos da festa; o manobrista traz meu carro, eu abro a porta para ela e pergunto:
-Pra onde vamos?
-Pra minha casa, ué.
-Tudo bem, mas qual é o seu endereço?
Mariana mora um pouco longe e vamos indo, continuando a conversa que estávamos na festa, fazendo uma parada no semáforo; nossos olhares se cruzam. Ela sorri e diz:
-Quer me seduzir com os olhos mesmo, né?
-Será que eu consegui?
-Não só com os olhos, mas também com as palavras.
Nós nos beijamos e seguimos conversando até chegar ao endereço dela.
Dentro do carro, começamos a nos beijar; beijos atrevidos, maliciosos, assim como minha mão na coxa dela, sentindo todo o arrepio do seu corpo. Meu pênis endurecido como rocha.
Minha mão subindo e passando entre as pernas de Mariana, sentindo sua calcinha já molhada e excitada, e eu começo a acariciar; ela geme gostoso, enfio o dedo em sua fenda; ela fica louca de tesão, me abraçando forte, apertando suas unhas nas minhas costas, gozando deliciosamente com o meu dedo.
Sua respiração ofegante. Um beijo na minha boca e uma palavra:
-Por hoje chega…
Eu, todo excitado, ouvindo isso, ela sorri.
-Quem tem pressa não faz direito, e eu quero uma coisa bem feita.
Um sorriso, mais alguns beijos, e de presente ela me deixa a sua calcinha. Números de telefones trocados para logo terminar esta nossa loucura, em um lugar delicioso para nós dois.
continua…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia do sexo 

No dia do sexo  a Revista Poesias e Cartas traz a todos uma fantástica entrevista com a escritora dos poemas mais picantes e sensuais.
A rainha do erotismo e fantasia de muitos escritores.
Pietra Blanco.
Em um papo muito descontraído ela revelou alguns segredos para Johnny Ribeiro, mas seu verdadeiro rosto ainda não descobrimos acompanhe esta entrevista.
Johnny Ribeiro:  Nos diga quem é Pietra?
Pietra Blanco: Pietra Blanco é um heterônimo, uma poetisa que tem por estilo poemas eróticos.
Johnny Ribeiro: Onde você nasceu? Qual seu estado civil e sua idade?
Pietra Blanco: Nascida em Jundiaí, solteira e a idade digamos que passei a maioridade kkkkk
Johnny Ribeiro:  Quando você escreve seus poemas, contos onde você procura inspiração?
Pietra Blanco: As vezes me inspiro em histórias que ouço, filmes, músicas e em um autor em especial Nelson Rodrigues conhecido como escritor da boca do lixo. Seus livros sempre inspiraram Pietra.
Johnny Ribeiro:  Qual é a sua abordagem para descrever o desejo físico sem perder a sensualidade psicológica?
Pietra Blanco: Pietra procura não ser vulgar, por isso mistura romantismo com erotismo sem banalizar o sexo poético.
Johnny Ribeiro: Estes seus poemas fazem algumas pessoas se sentirem dentro da historia você se excita escrevendo?
Pietra Blanco: Nenhum um pouco por que não é sobre Pietra, é sobre o que leu, algo que viu e a inspirou.
Johnny Ribeiro:  Você já se inspirou em alguma experiência real (ou em alguém próximo) para criar uma cena mais autêntica?
Pietra Blanco: Sem dúvida, muitas vezes Pietra escreveu por experiências próprias.

 

Johnny Ribeiro: Você prefere explorar fetiches menos comuns ou intensificar o que já é bem conhecido? Por quê?
Pietra Blanco: Pietra sempre tem fetiches, como qualquer mulher, alguns diferentes outros mais conhecido, mas depende muito do momento, basta o parceiro ser um bom condutor e ser criativo.
Johnny Ribeiro:  Já fez algum dueto poético com algum escritor ou tem vontade de fazer ?
Pietra Blanco: Pietra tem várias parcerias, já escreveu com alguns poetas, um que até editou um livro Anjos Urbanos foi uma parceria ótima e o livro foi um sucesso.
Johnny Ribeiro: Já vi nas redes sociais poetisas reclamarem dos homens que acham que por que elas escrevem sobre sexo em seus poemas serem rotuladas como safadas, já aconteceu isso com você ? como você lidou com isto?qual conselho você deixa?
Pietra Blanco: Já aconteceu muito comigo, convites para sair, teve um que até me ofereceu dinheiro e nao era pouco, mas Pietra sempre deixou claro que era apenas poesia, que ser puta nao era sua profissão. Mas teve que bloquear alguns sujeitos. O conselho é: se impor como escritora!
Johnny Ribeiro: Qual foi o poema que você escreveu que exigiu uma pesquisa mais detalhada?
Pietra Blanco: Foi poemas baseados no BDSM, precisei pesquisar pois tem os personagens como Dom, Submissas, Baunilha, termos usados na prática do BDSM. Objetos também usado na prática, isso demandou pesquisas.
Johnny Ribeiro: Destes poetas novos que andam surgindo qual deles seria um que te encanta e que você gostaria de escrever junto?
Pietra Blanco: Tem vários bons, mas Jordan dos Anjos me encanta com a precisão de seus sonetos, gostaria de uma parceria mas como sou muito fã ficou com vergonha de pedir kkkk.
Johnny Ribeiro:  Qual poeta te inspirou a escrever?
Pietra Blanco: Pietra Blanco se inspirou em Anjos Urbanos e Nelson Rodrigues já mencionado.
Johnny Ribeiro: Deixe nos o nome dos seus livro e onde podemos comprar.
Pietra Blanco: Pietra lançou: Pietra Blanco e Anjos Urbanos, Nas teias de Pietra, Cama de Gato, todos esgotados e bem vendidos.
Johnny Ribeiro:  Agradeço pela sua participação, deixe um recado para os nossos leitores.
Pietra Blanco: Para que nunca confundam o escritor com os personagens que usam para escrever. E que se você tem vontade escreva, nao tenham vergonha de publicar ou postar.

 

Falando sobre elas – por Alexandre Braga

SOBRE MULHERES NA POLÍTICA

O mundo da política e das corporações, forjado majoritariamente por homens, terá de ruir o quanto antes. Clamo por um novo tipo de liderança, alicerçado nas relações contratuais, jeito este tipicamente mais feminino de liderar — não por acaso, o mesmo sistema que escolhi para adotar no mundo imaginário dos meus livros de ficção, cuja predominância da liderança feminina, diga-se de passagem, não é nada mais que uma simples consequência deste regime.
Pois, mulheres, é a hora de vocês, as grandes empreendedoras dos lares, de acordo com o SEBRAE, assumirem as rédeas do globo e concederem a cada uma de suas famílias o poder de transformar o mundo.
Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, as mulheres seguem com a tendência geral de serem minoritárias na política em todos os países, à exceção da Bolívia, graças a uma rigorosa política de cotas e, sobretudo, da Ruanda, cujo caso é bem particular, pois envolve uma coalizão de mulheres que se ascendeu durante um genocídio que dizimou boa parte da população masculina da nação africana, na época, em plena guerra civil.
Por que há essa forte tendência universal de as mulheres serem minoria na política, mesmo após a conquista de seus direitos políticos em grande parte do mundo? Precisamente porque o sistema é masculino e as mulheres que entram para o jogo, naturalmente, possuem mais características tipicamente masculinas. Desse modo, não bastaria colocar mais mulheres na política para haver uma quebra no paradigma, mas mudar a forma de fazer governança, torná-la contratual, baseada na confiança mútua e na reciprocidade. Com isso, cria-se incentivos para a formação de lideranças naturais, que não sejam autoimpositivas. São essas as características que diferem uma liderança tipicamente feminina de uma liderança tipicamente masculina.
Mas que tipo de liderança — tipicamente feminina — se trata essa?
É, por exemplo, aquela observada na livre iniciativa, em que o bom líder só é um bom líder se estiver disposto a servir à sociedade. Não importa quantos querem ser homens e mulheres de negócios; no fim das contas, cabe ao consumidor sempre a palavra final.
É por isso que, ao contrário do que ocorre na política, há uma representatividade inversa de mulheres no empreendedorismo: elas empreendem mais, sobretudo, nas periferias, segundo uma revista online da USP; e ultrapassam os homens em quase todas as áreas, só não na construção civil e no setor agropecuário, de acordo com o SEBRAE.
No Brasil, elas dominam os setores de serviços, comércio e indústria, áreas que, precisamente, tendem a ter maior relevância no mundo desenvolvido.
Ainda que haja prevalência masculina no mundo dos negócios, em termos gerais, isso, na verdade, consiste num reflexo do fato de os homens dominarem a arena política, facilitando assim a obtenção de lobbys para suas respectivas empresas.
Costuma-se usar o argumento de que mulheres empreendem mais por necessidade do que homens. Isso é verdade. Contudo, outros dados do SEBRAE sugerem que as mulheres levam vantagem até mesmo na hora de adquirir os meios necessários tanto para abrir como para gerir o próprio negócio. São, em média, mais instruídas e maioria esmagadora nos cursos de capacitação profissional. Além disso, pelo menos 48% das empreendedoras não são chefes de domicílio, o que desmente a ideia de que a supremacia feminina nessas áreas se deva ao fato de praticamente empreenderem apenas por necessidade.

REFERÊNCIAS

SEBRAI. Infográfico – N° de donas de negócios chega ao recorde de 10,3 milhões. Acesso em: 08/03/2023. Disponível em: https://agenciasebrae.com.br/dados/infografico-n-de-donas-de-negocios-chega-ao-recorde-de-103-milhoes/

CENTRAL PERIFÉRICA Mulheres empreendedoras: além das periferias. Acesso em: 12/06/2024. Disponível em: https://centralperiferica.eca.usp.br/mulheres-empreendedoras-alem-das-periferias/#:~:text=Segundo%20dados%20do%20estudo%20Persona,incentivo%20da%20economia%20nas%20comunidades.

SERASA. Dia da Mulher: 93% das mulheres lideram finanças familiares. Acesso em: 08/03/2023. Disponível em: https://www.serasa.com.br/blog/dia-da-mulher-das-mulheres-lideram-financas-familiares/
CORREIO BRASILIENSE. Dia da Mulher: mulheres são maioria em cursos profissionalizantes Acesso em: 08/03/2023. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-profissional/2023/03/5078680-dia-da-mulher-mulheres-sao-maioria-em-cursos-profissionalizantes.html
CBE INTERNACIONAL. Mulheres ruandesas em ascensão. Acesso em: 05/06/2017. Disponível em: https://www.cbeinternational.org/pt/recurso/mulheres-ruandesas-em-ascens%C3%A3o/

LAI BERTHA LUTZ Ruanda: O que Há por Trás da Maior Representação Feminina na Política Mundial Acesso em: 11/07/2024. Disponível em: https://laibl.com.br/ruanda-parlamento-feminino-genocidio-e-colonizacao/

APOLITICAL. Classificado e mapeado: quais países têm mais mulheres no parlamento. Acesso em: 19/09/2017. Disponível em: https://apolitical.co/solution-articles/pt/quais-paises-tem-mais-mulheres-no-parlamento

Saúde e Bem-Estar por Johnny Ribeiro

 

Implante contraceptivo deve ser ofertado por planos de saude  

O que é o implante contraceptivo: é um pequeno bastonete flexível inserido no braço que libera hormônios para prevenir a gravidez por um período longo (geralmente 3 a 5 anos, dependendo do tipo).
Contexto da notícia: a ideia é que planos de saúde passaram a oferecer o implante como cobertura/benefício, com a intenção de ampliar o acesso a métodos contraceptivos modernos e de longa duração.
Benefícios potenciais:
Maior conveniência e adesão, já que não precisa lembrar de tomar daily pills.
Efetividade alta e duradoura, reduzindo o risco de gravidez não planejada.
Menor necessidade de visitas frequentes ao médico para reposição de métodos.
Desafios e pontos a considerar:
Custo inicial pode ser um fator para alguns planos e pacientes; verifique se a cobertura cobre a consulta médica, a inserção e o acompanhamento.
Reação a hormônios e efeitos colaterais variam entre pessoas; é essencial avaliação médica para confirmar elegibilidade.
Acesso e disponibilidade local: nem todos os planos ou redes de atendimento podem ter o implante como opção disponível em todas as regiões.
Consentimento e informações: é importante que a paciente receba orientação adequada sobre vantagens, riscos, duração e o que fazer em caso de complicações.
Como verificar a cobertura:
Consulte a apólice ou o plano de saúde específico para confirmar cobertura de: consulta médica, procedimento de inserção, acompanhamento, e remoção do implante se necessário.
Verifique redes credenciadas, centros autorizados, e se há necessidade de autorização prévia.
Pergunte sobre custo compartilhado, coparticipação, franquia e limites anuais.
Informação prática:
O implante não protege contra infecções sexualmente transmissíveis; uso de preservativo ainda é recomendado para proteção adicional.
Duração típica varia conforme o tipo de implante; informe-se sobre a duração antes de planejar a remoção/reinserção.
Em caso de efeitos colaterais graves ou ausência de menstruação por muito tempo, procure orientação médica.

 

 

 

 

 

 

UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA DA ÁRVORE E A ESCRITA por Luciane Cunha 

No próximo dia 21 de setembro, estaremos comemorando o dia da árvore.
Falar sobre a árvore remete-nos, tanto aos benefícios que ela nos proporciona , quanto aos cuidados que devemos ter para preservá-la.
Hoje quero falar, mais especificamente, sobre sua fundamental importância para a escrita quando ela, com todos os seus atributos, fornece-nos o papel.
Muito antes do papel existir, os antigos homens utilizavam-se de pedras e cavernas para deixar seus registros. Mais tarde, o papiro e o pergaminho também nos deixaram suas valiosas contribuições.
Somente com a chegada do papel , ao mesmo tempo em que os códigos da escrita se desenvolviam, foi que, de fato, tudo avançou.
Já imaginou se não tivéssemos papel nos dias de hoje?
É certo que a era digital, por um instante, trouxe-nos a impressão de que aniquilaria a produção do papel, mas certamente isso não será possível. Até porque muitas pessoas são adeptas das formas digitais e físicas .
Convenhamos que tais formas facilitaram ainda mais a vida de todos.
Só resta-nos agradecer ao Deus Criador pela dádiva de podermos plantar uma árvore e colher, literalmente, os seus frutos.
Portanto , viva a natureza! Viva o dia da árvore ! Viva a leitura e escrita!

Luciane Cunha

MAJESTADE AMAZÔNICA

Como é lindo teu canto ao entardecer
Não, tu não podes morrer !
Teus volumosos cabelos verdes a cintilar
Os raios de sol não me deixam negar
Que és tão grande e majestosa
Obra divina e maravilhosa
Com zelo, abriga teus filhos
Mesmo diante de tantos empecilhos
Resiste forte e soberana
Sabes que, aquele que te ama,
Luta por tua preservação
Com garra, força e devoção
Pois és o pulmão do mundo
Órgão vital, poder profundo
Que não pode ser devastada
Mas eternamente preservada
És vida que gera vida
Princesa adormecida
Sangue verde, rio azul
Imponente de norte a sul!

Luciane Cunha

Independencia do Brasil 

Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor. Hoje, ao celebrarmos a Independência do Brasil, lembramos daqueles que lutaram para que o nosso país fosse livre e não uma colônia. Somos um país independente que enfrentou muitas disputas políticas, e, mesmo diante de divergências, não podemos perder de vista a nossa soberania, a água limpa, o sol lindo e os muitos paraísos espalhados pelo território. Num dia como este, devemos agradecer aos heróis que tornaram possível sermos quem somos, reconhecendo que ainda temos desafios a enfrentar. Vamos lutar sem guerras, utilizando a palavra como ferramenta de transformação e valorizando o que temos. Temos que ter orgulho de ser brasileiros.
Somos o povo que nunca deixa de lutar e acreditar, somos alegres, vivos e sonhadores. O país de várias Marias e Joãos, um povo miscigenado — pretos, brancos, amarelos — somos indígenas baianos, paulistas, pernambucanos; somos brasileiros.

 

 

 

 

 

 

 

 

Homenagem ao dia do Biologo por Oswaldo Genofre

Hoje, dia 3 de setembro, é o dia dos biólogos.
Como biólogo, graduado e pós-graduado pela Universidade de São Paulo, tenho um imenso carinho pela minha profissão. Como poeta, não poderia deixar de expressar em versos a minha homenagem para todos os biólogos deste mundo..

Homenagem aos biólogos

Na Biologia, procuramos a verdade.
A coisa certa, o que acontece realmente,
de um jeito que tenha confiabilidade,
sendo, o ocorrido, transcrito fielmente…

Nunca aceitamos relatos de tolos ideais,
advindos através de outras gerações.
Falsas ideologias que chegam aos dias atuais,
são insensatez puras de tolas ilusões…

Dos fatos, nada poderemos mudar.
Cabe conhecê-los para bem interpretar:
os feitos nunca poderão ser alterados…

Buscamos a verdade, com conhecimento.
Isso será nossa bandeira, nosso fomento.
Pela verdade biológica somos apanhados…

Oswaldo Genofre

Fazendo arte por Rita Cruz

 

Olá, caro leitor!

Não sei você, mas para mim, agosto foi um mês desafiador e muito agitado. Em Ribeirão Preto, tivemos uma atividade cultural intensa com a 24ª edição da Feira Internacional do Livro. Saraus, rodas de conversas, músicas, entrevistas, palestras, shows, muitos livros trocados, comprados e vendidos…Sem contar na alegria de conhecer pessoalmente amigos poetas e autores de fora da cidade e outros que são de Ribeirão e que nos encontramos pela primeira vez fortalecendo vínculos literários. Enfim, uma efervescência!  Momentos que deixaram lembranças que compartilho com vocês por aqui nas fotos do nosso cantinho fazendo arte.

 

 

 

 

 

 

 

Já que agosto foi um mês com tanta atividade pela cidade, estamos numa fase parecida com ressaca cultural. Mas, vamos falar de setembro, que inicia uma época tão esperada pelos românticos e é um mês que inspira poetas e compositores a escreverem sobre as flores, as cores e aromas encontrados pelo caminho. Os Ipês amarelo e branco, se revestem de beleza e anunciam: É primavera!!

O nome primavera é derivado do latim “primo vere”, e essa expressão significa primeiro verão. Ou seja, faz alusão à ideia da estação que antecede o verão.
Após o inverno, que normalmente apresenta um clima frio, seco e com longas estiagens, a natureza se renova dando início a um período mais quente, úmido e propício ao florescimento.
Tim Maia já cantava: “é primaveeeeera”, seguido de um: “te amooooo”. Mas, certo dia um amigo escreveu uma poesia que dizia: Porque na primavera? Ele se perguntava, porque somente nela é que falamos das flores, dos amores e dizemos eu te amo?
Esse questionamento me intrigou e eu escrevi para ele uma possível resposta também em poesia. Mas, na verdade a resposta é: as flores amenizam com suavidade e cor a nossa vida em muitos momentos. E eu as vejo como um presente delicado de Deus para enfeitar a nossa existência. Vamos então às poesias para entender melhor essa visão.

 

PORQUE NA PRIMAVERA?

 

Por que esperamos tanto a primavera para dizer eu te amo?
Que diferença tem o coração quando estamos nas outras estações?
Que essência produz o olhar quando admiramos uma flor?
Questões e mais questões sem sentidos óbvios
É o que mostramos nos sulcos das nossas carcaças vazias.
Tanta obliteração…
Tanta alienação… embrulhados no pacote do peito da ignorância!
Mas não desisto e reclamo: por que só na primavera?
Falamos do mais belo amor?
Do mais profundo calor?
Do mais harmonioso abraço?
É uma medida desmedida
Não lembrar dos fragmentos deixados no átrio de uma paixão
E pensar que o amor é soberano somente numa estação.
Flores perfumadas e levemente belicosas,
Flores que na primavera se fazem astutamente milagrosas!

Poema de Carlos Borges

REAPOSTA AO POETA

E um certo poeta se perguntou
Porque na primavera?
Com essa dúvida se deparou
Porque a gente tanto a espera?
Uma questão capiciosa:
Porque esperamos tanto
Para admirar uma rosa
E com ela dizer eu te amo?
É poeta você tem razão
Não errou em se questionar
Sua pergunta não foi em vão
Não precisamos esperar
Mas, os amantes se esquecem
Que em outras estações
As árvores também florescem
Para presentear os corações
Assim como a primavera
Nos encanta com sua flor
Em outras estações tem o poeta
Inspirado com seus versos de amor
E a rosa belicosa
Que antes o inspirou
Em outra mais formosa
Ele a transformou
E os sulcos das carcaças
Que antes estavam vazias
A flor com toda a graça
Preenche com poesia.

Rita Cruz

 

🌙 Horóscopo & Cia por Jacilene Arruda

📅 Setembro de 2025 🔮 Astrologia, Numerologia e Sabedoria Planetária

 

 

Áries (21/03 a 20/04)
Setembro pede menos impulso e mais escuta. A Lua Cheia ilumina questões emocionais que você costuma evitar. Cuidado com decisões precipitadas — o tempo está pedindo estratégia, não velocidade.

Touro (21/04 a 20/05)
Seu senso de estabilidade será desafiado. Mudanças no ambiente familiar ou profissional podem te tirar da zona de conforto. Confie na sua capacidade de adaptação e não resista ao novo.

Gêmeos (21/05 a 20/06)
A comunicação estará afiada, mas também mais sensível. Evite dispersar energia em múltiplas direções. Um projeto criativo pode ganhar força se você se dedicar com foco e leveza.

Câncer (21/06 a 22/07)
O mês traz cura emocional e reconexão com suas raízes. A Lua Nova será especialmente potente para rituais de autocuidado. Valorize os pequenos gestos e os vínculos que te nutrem.

Leão (23/07 a 22/08)
Depois de um ciclo intenso, setembro te convida a desacelerar. A introspecção será fértil. Use esse tempo para reorganizar metas e fortalecer sua autoestima longe dos holofotes.

Virgem (23/08 a 22/09)
Seu mês de aniversário chega com força renovadora. A Lua Crescente no final do mês favorece novos começos. Aproveite para plantar ideias, iniciar projetos e cuidar da saúde com mais consciência.

Libra (23/09 a 22/10)
O equilíbrio será testado. Relações pedem mais verdade e menos diplomacia. A Lua Cheia pode trazer revelações importantes — esteja aberto para ouvir e ajustar o que for necessário.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Transformações internas ganham destaque. É tempo de desapegar do que não serve mais. A Lua Minguante será sua aliada para limpar padrões e abrir espaço para o novo.

Sagitário (22/11 a 21/12)
O desejo de expansão continua, mas com mais consciência ecológica e social. O mês favorece estudos, viagens curtas e trocas culturais. Cuidado com excessos — o corpo também precisa pausa.

Capricórnio (22/12 a 20/01)
Responsabilidades aumentam, mas você está mais preparado do que imagina. A Lua Nova será ideal para redefinir metas profissionais. Confie na sua trajetória e permita-se celebrar conquistas.

Aquário (21/01 a 19/02)
Setembro ativa seu lado visionário. Projetos coletivos ganham força, especialmente os ligados à sustentabilidade e justiça social. A Lua Crescente te impulsiona a agir com propósito.

Peixes (19/02 a 20/03)
Sensibilidade em alta. Sonhos e intuições estarão mais vívidos. Use esse canal para criar, curar e se reconectar com sua espiritualidade. A Lua Cheia pode trazer revelações profundas.

🌕 Fases da Lua – Setembro 2025
Lua Cheia: 7 de setembro, às 15h08

Lua Minguante: 14 de setembro, às 07h35

Lua Nova: 21 de setembro, às 16h54

Lua Crescente: 29 de setembro, às 20h54

📖 Jacilene Arruda é astróloga e numeróloga, escritora na Revista Poesias e Cartas. 📱 Contato: +55 31 99531-5732 📸 Instagram: @evolucaoeconhecimento

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2 thoughts on “Revista Poesias e Cartas- Setembro2025

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