Revista Poesias e Cartas- Outubro 2025

E chegamos ao tão glorioso mês de outubro.
Um mês em que a primavera se consolida, várias flores desabrocham e jardins ficam cada vez mais lindos.
Começa também aquela contagem regressiva para o Natal, e a criançada fica toda animada pelo Dia das Crianças, a euforia de ganhar um presente da tia, do padrinho e também dos pais — mas tudo depende do seu merecimento.
E para os católicos, o dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
Mas vamos todos pensar na vida e nos equilibrar, lembrar de tantas mulheres que estão lutando contra o câncer, lembrar do Outubro Rosa e pensar em vitória, ter alegria e falar palavras gentis.
A revista deste mês vem recheada de coisas boas e importantes, sempre com muita poesia e otimismo. Espero que gostem e possam compartilhar o nosso link.
Boa leitura.

Dia Internacional de Pessoas Idosas por Johnny Ribeiro

Logo no primeiro dia do mês de outubro comemora-se o Dia Internacional da Pessoa Idosa. São as pessoas que acordam cedo para comprar pão na padaria e, às vezes, atrapalham a correria dos mais jovens. Muitos associam esse dia às histórias ricas que os idosos carregam e ao direito de desfrutar o dia — seja para não fazer nada ou para passear de ônibus, muitas vezes pedindo para estar sentado. Confesso que até tenho inveja deles: mal posso esperar para ficar velhinho e poder ir à padaria pela manhã, fazer queixa do pão do dia anterior para que o padeiro capriche; ou, quem sabe, tornar-me um daqueles velhinhos atletas que vão à academia, ao pilates e à hidroginástica, e depois contar histórias nos bares com os amigos.
No entanto, tudo isso que mencionei é apenas uma visão alegre e leve. Infelizmente, existem muitos casos de maus-tratos a idosos, que são abandonados pelos filhos em casas de repouso sem a devida estrutura ou assistência, e, pior, sem visitas. Em uma novela da Rede Globo exibida em 2003 — Mulheres Apaixonadas — retrataram-se de forma marcante os maus-tratos aos idosos com as cenas da personagem Dóris (Regiane Alves), que maltratava seus avós, Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Oswaldo Louzada. As cenas que mostravam o envelhecimento e os abusos trouxeram ao debate público a questão do etarismo (preconceito contra idosos) e a importância de leis como o Estatuto do Idoso
Segundo dados oficiais, o país registrou mais de 50 mil casos de violência contra idosos no ano de 2023. Fonte: Agência Brasil, reportagem sobre violência contra idosos em 2023.
Tudo isso em 2023 mostra que precisamos buscar mudanças, pois esses idosos já viveram muito, trabalharam, lutaram pelos filhos e ajudaram a criar os netos. Respeito e carinho são o que eles merecem. Tenho a expectativa de alcançar uma velhice digna, com passeios com meus netos, direito a fila preferencial no supermercado, e a indignação quando alguém ocupa o lugar de quem precisa no transporte público.
Se seus pais, avós ou tios já são idosos, por favor, cuidem deles e busquem proporcionar um final de vida feliz. São eles quem nos deram a vida.


 

 

 

 

 

 

 

 

Contos Picantes por Cavaleiro do Amor

A Morena: No escritório

O celular desperta às 7 da manhã. Eu deitado na cama com aquele presente que Mariana me deu ainda com o cheiro da sua flor, que logo pela manhã já me excita, lembrando do nosso encontro na festa ontem, com minha imaginação indo ao extremo, querendo experimentar ela de todas as maneiras.
Olho o celular e procuro como eu coloquei seu nome na agenda: está lá escrito Morena…
Uma mensagem de bom dia e uma resposta imediata dela.
-Bom dia com muita alegria; dormiu bem?
-Meu dia acabou de melhorar ouvindo sua voz, dormi daquele jeito louco para experimentar por completa.
-Como eu disse, eu quero uma coisa gostosa e satisfatória, apesar de você saber usar bem as mãos então quero saber como será essa boca na minha menina.
-É só você querer; te busco agora.
-Não sou CEO de nenhuma empresa; tenho horário para chegar no trabalho e, se ficar falando com você vou me atrasar, saio às 17 se quiser fazer algo.
-Ok.
Aquela voz manhosa logo pela manhã, falando que gostou do nosso encontro. Vou para o banho e lá homenageio aquela morena fascinante, atrevida e louca.
A rotina de um dia cheio e uma vontade tremenda daquela morena que na noite anterior me escapou; bom, mas é hora de trabalhar, quem sabe no fim do dia eu mato esta minha vontade.


Chegando na empresa, passando pela porta e aguardando o elevador até chegar em minha sala, aqui somos donos de um andar no melhor empreendimento imobiliário da cidade, aqui o escritório onde realizamos nossos negócios e recebemos o pessoal para reuniões; no total trabalhamos aqui 15 pessoas, a minha sala é a última com vista para a avenida, de onde eu me deparo com uma vista perfeita para um dos parques da cidade.
Minha secretária se chama Caroline, uma moça loira de 18 anos, uma jovem que acaba de começar a cursar direito, baixinha, bunda dura e perfumada, olhos claros, muito bonita, recebe cantadas direto do pessoal, mas aos meus olhos ainda é uma criança muito jovem.
-Senhor Ricardo tem uma ligação pra você do banco.
-Ok, pode transferir.
No telefone aquela voz sensual, gostosa e manhosa… é Mariana.
-Ricardo, estou indo até aí; meu chefe me pediu para te levar uma proposta de investimento.
-Então venha; estou aguardando você.
Vinte minutos depois ela chega, a secretária avisa que ela chegou e logo peço pra ela entrar.
Ela está bem vestida com um batom vermelho, de terno feminino, com o mesmo perfume do dia anterior.
Ela me cumprimenta e logo se senta, abre sua bolsa, pega seu tablet e me olha nos olhos, dizendo:
-Senhor Ricardo, aqui está a proposta de investimento para a sua empresa.
-Mas você podia ter me enviado por e-mail, você não acha?
-É que queria te ver; está bem bonito.
-Obrigado, e você está um arraso; não se preocupe, aqui não tem câmeras.
Me levanto da cadeira e tranco a porta, vou chegando perto dela, beijo e ela corresponde; começamos a nos agarrar freneticamente, minhas mãos apertam aquele bumbum e vão descendo tocando na sua menina por cima da calça; ela sussurra no meu ouvido:
-Para de me deixar louca e senta na cadeira!
Eu me sento na cadeira, ela abaixa meu zíper e tira o meu membro pra fora, muito excitado, quase explodindo de tanto tesão, e com uma expert ela abocanha com vontade, engolindo ele todo, subindo e descendo e passando a língua na cabecinha e dando umas mordidinhas, uma sensação maravilhosa que me deixava doido; eu queria a devorar naquele momento; ela não parava e olhava nos meus olhos e perguntou:

-Tá gostoso? quer me fuder quer?
-Sim e muito?
-Ah, mas que pena não vai ser hoje!
E continuava chupando até que o momento do clímax chegou e eu gozei e ela engoliu todo o gozo, sugando para não deixar nenhuma gotinha ir embora; se levantou e me beijou; eu a segurei pela cintura, me levantei e a agarrei, enfiei a mão por dentro da sua calça, senti o quanto ela estava molhada, abaixei suas calças e o que vi era um paraíso depiladinha, carnuda, do jeito que eu gosto, o seu perfume maravilhoso e vindo de lá cai de boca naquela gostosura e ela disse delirando com a minha língua que passeava por toda a sua xota.
-Ai… ai… vamos parar…
-Não quero!
O telefone toca e batem na porta; era meu sócio querendo falar comigo e tivemos que parar, levantando rapidamente a roupa e nos arrumando, e ela espirrando seu perfume no escritório para disfarçar o cheiro de sexo.
Acompanho-a até a porta e, antes de sair, ela me diz:
-Aguardo seu telefonema hoje às 15 horas, como combinado.
Uma intimação para terminarmos o que começou!

 

Continua………..

EM DEFESA DA SUPERIORIDADE NATURAL DAS MULHERES por Alexandre Braga

Não é difícil perceber que dou destaque especial à figura feminina em minhas obras, na voz de poesias, personagens e conceitos. A razão? É o que muitos me perguntam, mas tentarei esclarecer de uma vez por todas, o mais breve possível.
Primeiramente, é inegável o fato de as mulheres serem superiores aos homens, de um modo geral. Qualquer tentativa de desmentir isso não é só desonestidade, mas também machismo.
As mulheres são mais belas, dão à luz, amadurecem primeiro e têm um sistema imunológico mais forte, de acordo com as pesquisas do médico canadense Shäron Moalen, dentre outras inúmeras vantagens genéticas. Vivem mais e possuem um QI médio maior que o nosso, apesar de alguns estudos apontarem existir mais homens gênios, uma vez que o sexo masculino se concentra nos extremos.
Como se não bastasse, as mulheres, em média, obtêm notas mais altas da escola à universidade, conforme demonstram variados relatórios sobre desempenho educacional. Além disso, cometem muito menos crimes. Inclusive, relatórios da ONU sobre estatísticas de homicídios pelo mundo têm observado que a baixa proporção de mulheres assassinas é constante e unânime.
Existem, de fato, motivos de sobra que sustentam a ideia de o que sexo feminino é, no geral, o mais aprimorado. Contudo, ser mulher certamente não é sinônimo de virtude. O que existem são predominâncias. É notável o maior número de mulheres virtuosas em relação aos homens virtuosos. Da mesma maneira, bem mais comum homens pouco ou nada virtuosos em comparação com mulheres pouco ou nada virtuosas.
Por exemplo, cerca 95% dos homicidas são homens. Ademais, quantas mulheres que costumamos ver que são, a exemplo de Hitler e tantos outros, genocidas em massa?
Entretanto, nem tudo é preto ou branco. Homens e mulheres são, acima de tudo, indivíduos. Singulares. Devem ser julgados cada um por sua individualidade. Afirmar que mulheres geralmente são mais virtuosas não é passar a mão na cabeça das que não são. Dizer que não existem tantos homens virtuosos como mulheres não é tirar o mérito e as consequências dos que plantam e praticam a virtude com regularidade. Aliás, é por essa mesma razão que os políticos atualmente estão centrando sua propaganda paternalista nas mulheres. Porque quando você corrompe as maiores guardiãs da moral, você corrompe toda a sociedade muito mais rápido.
Sei que não costuma ser fácil para homem nenhum reconhecer que as mulheres são melhores na média. Mas, no meu caso, eu penso somente em mim. Avalio se eu estou contribuindo para me tornar um homem melhor, não importam os outros. O mesmo pensamento vale para as mulheres. Usar a média do seu sexo para indicar superioridade pessoal é burrice. Cada qual fala por si e deve ser julgado apenas por suas ações individuais. Que se dane a maioria. Toda predominância é uma generalização. E generalização fala apenas como é na maioria dos casos, não como é em todos os casos.
Você, leitor, provavelmente já percebeu, mas talvez nunca se perguntou o motivo pelo qual as mulheres, e não os homens, são as donas deste mundo. Para muito além da questão das virtudes, mencionadas acima, como comparar uma sementinha com o desabrochar de uma flor? Pois, da mesma maneira, todo o nosso corpo, incluindo órgãos vitais como o coração e o cérebro, são formados no ventre de uma mãe. Ou seja, o amor, a inteligência e toda a força e energia que move os organismos vivos, são femininos. E o que dizer do leite materno, o nosso primeiro desjejum?
O ser humano não nasce pronto. Ele sofre influência do meio. Toda teoria que pretenda demonstrar a supremacia absoluta de um grupo perante outro, no sentido usual, mediante o método empírico, não pode fazê-lo. Os dados do mundo físico são infinitos e variam muito conforme as experiências e as características individuais de cada um. Afinal, os juízos da experiência não seguem rigorosa universalidade, como disse Kant em Crítica da Razão Pura, defendendo a ideia de que todo conhecimento começa a partir da experiência, mas nem sempre deriva dela, propondo, assim, o casamento perfeito entre o racionalismo e o empirismo.
Porém, seguindo uma determinada linha de raciocínio dedutivo, podemos afirmar que a mulher é, de fato, o sexo dominante, também em termos absolutos. Neste segundo argumento, não por suas habilidades ou virtudes, pois, como já ficou implícito, isso está muito mais ligado à variável e dispersa adaptação aos meios e distribuição de genes; não é resultado de aptidões, por si só, inatas. Entretanto, é preciso levar em consideração que o fim de toda espécie é ela própria, e que em toda ação está estabelecida uma relação de causalidade, ancorada em meios e fins, noção apoiada na filosofia da ação humana, campo nitidamente influenciado por nossa fisiologia. Dessa maneira, concluímos que o meio ocorre no macho (fecundação), e o fim, na fêmea (gestação), onde se produz o novo indivíduo. Nenhum sexo é tão vinculado à espécie quanto o feminino, seja através da gestação ou da amamentação, como já foi ressaltado por Simone de Beauvoir, em seu livro O Segundo Sexo. O homem não é afetado pelas consequências da reprodução sexuada diretamente e, para que isso ocorra, costuma ser necessário um mecanismo legal de paternidade.
Em suma, se os meios existem em função dos fins, então vamos aos fatos: o homem é o sexo mais frágil. A mulher é o sexo mais forte, superior, quem realmente detém a supremacia absoluta na espécie, em última instância, pois coube-lhe o papel de concretizar a humanidade em seu próprio ventre. Ambos os sexos são meios e, ao mesmo tempo, fins, mas os últimos sempre ocorrem no corpo de uma fêmea, à exceção, é claro, de espécies como a dos cavalos marinhos.


De acordo com o que ficou estabelecido pela própria natureza, o macho que serve à fêmea e não o contrário. Não à toa que é muito mais fácil imaginar uma civilização de muitas mulheres e um só homem do que o inverso.
Mais poderosas e, particularmente, dotadas de uma beleza ímpar, as mulheres estão numa posição privilegiada: a posição de donas do mundo. Enquanto homens, resta-nos transformar a glória de nossas amadas em filosofia. No meu caso, fui ainda mais longe e transformei, também, em literatura.
Isso não quer dizer que os homens não tenham seu valor ou igual importância, pois, ao longo do caminhar das sociedades humanas, a distância que nos separa da mulher foi mudando aos poucos, com a tecnologia, o desenvolvimento da cultura e a própria individualização de nossa espécie, a única em que não ter filhos tornou-se uma opção amplamente difundida e possível. Mas, de fato, é evidente que as mulheres reinam nesse mundo e merecem todo respeito e reverência, tanto por parte dos homens quanto por parte de outras mulheres.
Um dos meus objetivos centrais, como homem e como escritor, é transformar cada conquista feminina em poesia, cada glória em epopeia e a minha admiração pelas mulheres em belas histórias de amor.

REFERÊNCIAS

MOALEN, SHÄRON, Shäron Moalen. A melhor metade: Evidências científicas sobre a superioridade genética das mulheres. CULTRIX, 2021.

BLOG IDEAÇÃO. Por que as meninas se saem melhor na escola? Acesso em: 03/08/2014. Disponível em: https://blogs.iadb.org/brasil/pt-br/meninas-melhores-na-escola/

ONU NEWS. Relatório sobre homicídios da ONU aponta que maioria dos agressores é do sexo masculino. Acesso em: 16/04/2014. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2014/04/1471671

Alexandre Braga

Dia Internacional da Não Violência

2 de outubro. Essa data celebra Mahatma Gandhi, líder do movimento de independência da Índia, e promove a não violência como método de transformação social.
Em alguns contextos locais ou organizações, podem existir diferentes dias dedicados à paz ou à não violência, mas o mais reconhecido internacionalmente é 2 de outubro.

Por que 2 de outubro?

Gandhi (Mohandas Karamchand Gandhi) nasceu em 2 de outubro de 1869. A data é associada aos princípios de não violência (ahimsa) e desobediência civil não violenta.

Como participar

Práticas diárias: diálogo, empatia, ouvir ativamente, evitar agressões verbais, buscar soluções pacíficas de conflitos.
Ações coletivas: campanhas de paz, debates construtivos, atividades comunitárias que promovam inclusão e respeito.
Educação e conscientização: compartilhar histórias de não violência, apoiar iniciativas de direitos humanos e justiça social.

 

Violência

Me fere o corpo
Sangrando os braços
Com marcas nas costas
Lagrimas escorrem na face
E gritos de dor assolam
A minha realidade
O meu medo…

A realidade de um mundo que maltrata
O poderoso quer dominar o fraco
A ferro e fogo , na dor e na raiva
Um mundo perdido desulidido
Poucos se unem e muitos atacam
O preconceito, injustiça a violência

Como acabar com essa tortura?

Johnny Ribeiro

 A RELEVÂNCIA DO LIVRO NA LEITURA E ESCRITA.
por Luciane Cunha 

O Dia Nacional do Livro, que é comemorado no dia 29 de outubro, surgiu como uma homenagem a fundação da Biblioteca Nacional do Brasil. É uma data relevante para todos que reconhecem as contribuições do livro na busca pelo conhecimento.

Para os amantes dos livros, não há nada mais prazeroso do que entrar em uma biblioteca ou livraria, sentir o cheiro de livro novo, participar de eventos literários, enfim, até para quem precisa ficar mais tempo conectado virtualmente, os livros aparecem em versão digital para não deixar ninguém desprovido.

O resultado dessa prática não poderia deixar de ser extremamente gratificante, afinal, a leitura sempre nos possibilita a vivência e expansão de novos horizontes. Não é à toa que os leitores assíduos dominam, com mais precisão, a escrita e, consequentemente, normas gramaticais e outros detalhes da língua portuguesa que passam despercebidos aqueles que não têm o hábito de ler.

Portanto, os livros realmente são (como muitos costumam dizer) os nossos grandes e preciosos amigos.

 

Nosso Livro

Estampei teu sorriso
No mural da minha mente
E,mesmo estando ausente,
Podes me fazer feliz
Teu sorriso é o retrato
Deste amor bem guardado
No fundo dos nossos corações
Não existe distância
Que apague a lembrança
De tudo o que vivemos
Novos capítulos poderão surgir
Enquanto este amor existir
Continuaremos escrevendo este livro

Luciane Cunha

Dia dos Professores por Johnny Ribeiro

A grandes mestres que hoje eu admiro quisera eu, na minha fase de estudante logo no ensino do primário, saber o valor que é ser um professor tão desvalorizado e tão pouco remunerado.
Mestres de grande envergadura que estudam e transmitem o que sabem, os quais estão sempre evoluindo. Na minha opinião, não é qualquer pessoa que serve para ser professor — para isso tem que ter o dom, pois ele passa seu conhecimento a tantas pessoas e por tantas vezes. Eu, na minha ingenuidade, fiz besteiras e até mesmo brinquei com meus primeiros mestres, os quais me ensinaram a ler e escrever.
Lembro-me, nos meus anos de escola, aos 11 anos, quando a literatura começou a mexer comigo, do primeiro poema de Drummond que li em sala de aula: como esquecer, tão famoso, “No Meio do Caminho”. Aula de Português com a professora Dona Malu que me fez começar a gostar de poesia, me fez ler mais e também observar as coisas, as pessoas e tudo ao meu redor.
Professores são os verdadeiros heróis do mundo; são eles que nos ensinam e também querem que aprendamos. A sociedade não percebe isso, enquanto uma professora se sacrificou para salvar os alunos em 5 de outubro de 2017; todos aplaudiam os jogadores de futebol que ganham milhões e são considerados heróis, mas o mundo é ingrato: não reconhece seus verdadeiros heróis porque hoje é importante contar quantas pessoas eles têm seguindo no Instagram.
Mas hoje estou aqui para parabenizar e agradecer a todos os meus mestres que me ensinaram com muita paciência e, hoje, dizer que sei o quanto é necessário para ser um professor.
A todos os professores, parabéns; que Deus os abençoe de todo o coração.

Professora que salvou crianças 

 

 

Através do Caleidoscópio

       Por Carlos Lopes

No giro de hoje, “Entre o riso e o medo: o fascínio humano pelo mistério e pelo sobrenatural”

 No giro de hoje, abrimos o caleidoscópio para observar uma faceta intrigante da experiência humana: nossa relação com o mistério, o medo e o sobrenatural. Outubro, com seus ventos de primavera no Brasil e suas bruxas evocadas pelo Halloween em outros cantos do mundo, é um convite irresistível para refletir sobre porque rimos e trememos diante daquilo que não compreendemos.

 

A travessia entre o riso e o medo

O medo é uma emoção primária, enraizada em nosso instinto de sobrevivência. Desde os tempos mais remotos, tremer diante do barulho na mata ou do brilho estranho nos céus era, antes de tudo, um alerta vital. Mas, curiosamente, junto ao medo sempre caminhou o fascínio. O que deveria apenas repelir também nos atrai. Histórias de espíritos, monstros e aparições não só sobrevivem, mas se reinventam ao longo dos séculos, misturando terror e encantamento.
É nesse entrelugar, entre o arrepio e a gargalhada, que encontramos uma das chaves do nosso imaginário cultural. Quando nos deparamos com algo que escapa à razão, ora o revestimos de humor, ora o envolvemos em sombras. O fantasma que assusta na penumbra é o mesmo que, em outro momento, aparece em forma de piada ou personagem cômico.

 

O riso como defesa

A Psicologia nos mostra que o riso pode ser um mecanismo de defesa. Freud, em sua teoria sobre o chiste, apontava que o humor permite liberar tensões e lidar com conteúdo reprimidos. Assim, rir do que nos assusta é uma maneira de domesticar o indomável. O palhaço macabro que surge em filmes de terror, por exemplo, une duas experiências opostas: a alegria do circo e o pavor do desconhecido.
Quem nunca riu nervosamente ao contar uma história de assombração? É como se, no próprio ato de rir, colocássemos uma máscara protetora diante do mistério. O riso, nesse caso, não nega o medo — ele o torna suportável.

 

Folclore e mistério: heranças coletivas

No Brasil, o folclore é um mosaico riquíssimo desse jogo entre riso e temor. O Saci-Pererê, com seu gorro vermelho e travessuras, é ao mesmo tempo figura divertida e temida; o Curupira, com os pés virados para trás, provoca espanto, mas também desperta certo encantamento infantil; a Mula sem Cabeça e a Iara oscilam entre o assombro e a beleza. Essas narrativas são formas simbólicas de explicar fenômenos da natureza, educar crianças, preservar tradições e, ao mesmo tempo, expressar medos coletivos.
Jung nos ajuda a compreender esse processo ao falar dos arquétipos: imagens universais que habitam o inconsciente coletivo. O fantasma, a bruxa, o monstro na floresta — todos são representações simbólicas de conteúdos internos, que se manifestam em diferentes culturas. O folclore, portanto, é também um espelho da psique humana.

Cultura e o sobrenatural

Em outubro, o Halloween nos chega como festa globalizada. Fantasias de monstros, abóboras iluminadas, doces e travessuras atravessam oceanos e culturas. À primeira vista, pode parecer apenas uma celebração comercial. Mas seu fascínio vem de raízes antigas: as festas celtas de Samhain, que marcavam a transição das estações e o momento em que, segundo a crença, o mundo dos vivos e dos mortos se tornava permeável.
Essa tradição mostra que o sobrenatural não é apenas objeto de medo, mas também um espaço de convivência simbólica com o invisível. Ao fantasiar-se de criatura assustadora, a criança brinca com o medo, transforma-o em jogo. A festa, nesse sentido, é uma catarse coletiva.

 

A psicologia do medo

Do ponto de vista psicológico, o medo não é apenas negativo. Ele é necessário: sem ele, atravessaríamos ruas sem olhar para os lados ou nos lançaríamos em riscos mortais sem hesitar. O problema surge quando o medo se cristaliza em fobias ou paralisias.
Estudos da neurociência mostram que a amígdala, pequena estrutura em nosso cérebro, é responsável por processar estímulos ameaçadores. Mas ela não distingue o real do imaginado: podemos sentir frio na espinha tanto diante de um perigo concreto quanto ao assistir a um filme de terror. É por isso que buscamos deliberadamente histórias assustadoras — porque sabemos que, ao final, podemos desligar a tela ou fechar o livro, voltando em segurança ao mundo cotidiano.

Por que o sobrenatural fascina?

O fascínio pelo mistério nasce da necessidade humana de dar sentido ao que escapa à razão. Desde as pinturas rupestres até os romances góticos, a imaginação cria narrativas para preencher o vazio do desconhecido. O sobrenatural é, em parte, metáfora para a própria existência: a morte, o destino, o acaso, o inexplicável.
Ao mesmo tempo, existe o prazer estético do medo. Psicólogos chamam isso de paradoxo hedônico: sentimos prazer ao experimentar emoções negativas em contextos controlados. É o que explica o sucesso de filmes de terror, parques de diversão com casas assombradas e lendas urbanas contadas em volta da fogueira. O coração dispara, mas o corpo sabe que está protegido.

 

Entre o riso e o medo: uma pedagogia simbólica

O mistério e o sobrenatural cumprem também um papel educativo. Contar a história do Bicho-Papão, do Lobisomem ou da Cuca não é apenas assustar crianças; é transmitir valores, regras sociais, limites. Por trás da narrativa, há sempre um ensinamento: não vá sozinho à mata, cuidado com estranhos, respeite os horários.
Mas, para além da pedagogia tradicional, essas histórias ensinam algo sobre a própria condição humana: que convivemos com forças maiores do que nós, que o medo pode ser canalizado, que o riso pode ser libertador.

 

O caleidoscópio do imaginário humano

Ao olhar através do caleidoscópio, vemos que riso e medo são fragmentos coloridos de uma mesma experiência. Ambos nos ligam ao mistério da existência. O riso alivia, o medo alerta, e juntos eles nos lembram que viver é também arriscar-se no desconhecido.
Seja na festa de Halloween, no conto do Saci ou na gargalhada nervosa diante de uma sombra suspeita, o ser humano encontra no sobrenatural um espelho para suas emoções mais profundas. Ao narrar, rir ou temer, construímos cultura, preservamos memórias e, de algum modo, elaboramos nossas próprias sombras internas.

 

O humano diante do invisível

Entre o riso e o medo, entre a piada e o arrepio, descobrimos o quanto o mistério nos move. O sobrenatural é menos sobre fantasmas lá fora e mais sobre fantasmas cá dentro. É o modo como projetamos desejos, angústias e esperanças.
Talvez por isso outubro nos convide a esse diálogo com o desconhecido: porque rir e temer são, em última instância, maneiras de reconhecer nossa fragilidade e, ao mesmo tempo, nossa criatividade infinita.
Que possamos, então, olhar para o mistério não apenas com desconfiança, mas também com curiosidade. Que aprendamos a rir de nossos medos sem negá-los, e a temer sem paralisar, reconhecendo que ambos são parte essencial de sermos humanos.

 

Até o próximo giro!

Carlos Lopes

CRP 04/49834

ENTRE O RISO E O MEDO

Outubro abre suas portas,
ventos sopram enigmas,
e no espelho da noite
dançam sombras e gargalhadas.

O medo veste capa,
o riso acende velas,
juntos caminham na rua
como velhos cúmplices secretos.

O sobrenatural nos chama
não só de fora, mas de dentro:
fantasmas são também lembranças,
bruxas, os medos da infância,
lobisomens, desejos escondidos.

Rir é driblar a penumbra,
temer é sentir-se vivo.
Entre um arrepio e uma piada
o coração aprende
que o mistério é alimento.

Folclore, mito, assombração,
tudo é caleidoscópio da alma:
cores que assustam,
formas que encantam,
luzes que revelam
a fragilidade do humano.

E no fim da noite,
quando a lua se despede,
descobrimos em silêncio
que o riso e o medo
são apenas duas faces
do mesmo feitiço da vida.

Entrevista com o poeta por Rose Giar
Sensacional entrevista com poeta, cantora, compositora 
Ana Blancato acompanhe a historia desta linda mulher

 

Rose Giar: Nome completo, algum heterônimo?
Ana Blancato: Ana Luiza Blancato Borges Ribeiro. Vários (risos), mas são anônimos (mais risos).
Rose Giar: Cidade onde nasceu. Cidade onde mora, casada, tem filhos?
Ana Blancato:  Uberlândia – MG. Solteira. Sem filhos. Livre, leve e solta desde a última internação psiquiátrica (risos).
Rose Giar: Quem é Ana Blancato?
Ana Blancato: Essa é uma das perguntas que movem a minha vida. Eu fui muitas pessoas e tive diversas personalidades de acordo com cada fase, tribo e ambiente que pertenci e frequentei.
Para o meu amado finado avô Alberto Blancato eu fui sua querida neta Luiza e esse nome possui como significado a essência da guerreira. Para muitos fui Ana que significa cheia de graça tanto no humor quanto em um aspecto espiritual de transcendência e transmutação de todo o mal e mau em bem e bom.
No final das contas, eu não sou a perspectiva alheia rodeando minhas vivências refletidas em prisma externo. Eu vou além, eu sou um ser espiritual em uma experiência terrena que muitas vezes me tira o fôlego, muitas vezes abastece a minha chama e muitas vezes me faz aquela que só reclama.
Eu não temo mudar, eu não temo errar, eu não temo viver e muito menos padecer.
Por muitos anos busquei respostas para as histórias que protagonizei me esquecendo que a vida, meus caros, é mais louca que eu. E eu sou extremamente louca, neurótica, controladora e tantas outras características tidas como negativas pelas pessoas que acreditam que irão se santificar ou divinizar se evitarem determinadas atitudes tidas como “pecado”. Eu não acredito em pecado. Nós somos animais, além de seres espirituais. Eu alimento meu lobo mau para que ele não engula e massacre o meu lobo bom. Todos aqueles que têm fome são passíveis das piores atrocidades, acreditem. Eu já vi!
Acho que Ana Blancato foi a última personagem que permiti subir no palco da minha vida para protagonizar quem sou: Ana, a artista. Eu vivo arte e respiro música. Eu durmo com o som no volume alto e quando componho ou escrevo sinto que exalo todos os sentimentos que eu tendo a reprimir para não ferir o outro.
Por muito tempo vivi me martirizando em detrimento do outro, tentando sempre agradar. Sempre me encaixar. Sem me sentir boa o suficiente. Sem respeitar meus limites, desejos e vontades. Sempre me apertando em caixas, moldes e receitas que nunca me couberam. A realidade é que eu estou descobrindo quem sou há alguns poucos anos.
Eu sou um ser de sombra e luz como qualquer outro em busca de evolução, em busca de autoconhecimento, tentando me abraçar no profundo da minha consciência e no escuro da inconsciência. Tenho me esforçado para gostar de mim. Eu sinto que preciso não de uma reforma íntima, mas de uma revolução íntima. Olhar para dentro de mim e falar “Ana, acorda! Você não é aquilo tudo que fizeram com você!”. Aceitar que eu sou digna de respeito, amor, dignidade e humanidade tanto quanto as pessoas que eu sempre trato assim.
Ana Blancato é a personificação do trágico-cômico, eu rio e choro na mesma intensidade e os solto com muita facilidade. Eu faço graça da desgraça, eu abraço o capeta no inferno, eu uso shorts no inverno e moletom no verão. Eu sou do avesso! Eu atravesso o fiasco pra ter história pra contar. Eu já quase atravessei o espelho e perdi a sanidade várias vezes que choca os psiquiatras que me tratam. Eu vivo na borda da sanidade, no limite da autenticidade, no desconforto da loucura e eu rio sobre tudo isso sem o menor pudor e o menor peso na consciência. Só enlouquece quem se entrega! Eu não permitiria deixar o mundo me ver cair.
Ana Blancato é transmutação, resiliência, força, coragem, malemolência. Eu meto o louco na vida já que ela vai me colocando em provações cada vez maiores à medida que eu supero a anterior. Eu passei pelo inimaginável tantas vezes que eu forjei a armadura pra resistir à próxima fase do jogo e eu largo o play sem pause até chegar no Chefão do “game”. Eu sou a trilha sonora, eu sou a história daquela que nunca desiste…
Rose Giar: Sua infância, pais, como era sua vida, sua infância?
Ana Blancato: Ah, eu tive uma infância violenta, perturbadora, conturbada e traumatizante.
Eu fui vítima de pedofilia junto com a minha prima que era filha do meu tio e revezava entre nós duas nos abusando com penetração e violência psicológica. Isso aconteceu dos meus 6 aos 8 anos. Logo em seguida, nos mudamos da colônia de casa em que  morávamos onde isso acontecia em segredo e meu pai alcoolista resolveu abrir um bar. Aí foi o final do casamento dos meus pais já que ele chegava completamente alterado quebrando a casa e tirando faca pra me matar, rasgando portas, quebrando cadeiras, fazendo atrocidades que até hoje não sei se ele se arrepende já que ele nega a existência disso. Minha mãe codependente e depressiva me acordava de madrugada para não me deixar sozinha em casa quando ele sumia, desligava o celular, fechava seu próprio bar e ia pra outro. No meio do caminho eu rezava para que não o encontrássemos, caso contrário, seria uma terceira guerra instaurada que eu nunca estava preparada, mas independente disso tinha que vivenciar. E aos 9 anos, minha mãe me levou no Papai Noel e meu desejo de Natal foi o divórcio dos meus pais. Ela chorou muito. Mas quem foi embora foi ele quando ela adoeceu e descobriu diversas comorbidades que a assolam até hoje. E eu? Até hoje eu não sei perdoar nem meu tio e nem meu pai. Eu tenho em mim que meu ódio e minha mágoa me levaram a ser uma adicta, me levaram a desperdiçar anos da minha vida remoendo um passado imutável que já não existia no meu presente e no final das contas, eu acredito que meu ódio tenha me dado um câncer. Mas isso pode ser loucura de uma cabeça traumatizada e diagnosticada com vários CIDs.
Minha mãe é minha melhor amiga apesar dos pesares. A família por anos me silenciou em relação ao meu tio pedófilo. Sempre me tratando como mentirosa, louca, subversiva, ovelha alternativa da família. Sempre o tratando como santo. O CARA COMEU A PRÓPRIA FILHA! E ainda assim, eu fui questionada. A vítima numa sociedade misógina e patriarcal é sempre tida como louca e mentirosa enquanto o pedófilo e estuprador saem ilesos.
Enfim, eu preciso perdoar tudo que eu sinto sobre o que eu vivi por mim e não por eles. Meu pai foi embora quando eu tinha 9 anos e só me ligava no meu aniversário. Nunca conversou comigo sobre absolutamente nada. Me procurou quando eu fui no programa do Raul Gil me perguntando de quem eu tinha pegado minhas condições psicossociais tais como Transtorno Afetivo Bipolar Tipo 1 e Transtorno de Personalidade Borderline que definitivamente não eram dele já que ele era normal, como vocês podem ver.
Recentemente, ele me procurou novamente para tentar me dar um apoio quanto ao câncer e me disse para superar isso já que todos estão “pegando” câncer e já é uma doença muito comum.
É difícil para mim falar em perdoar meu pai, talvez eu tenha idealizado demais um pai que eu não tive. Mas eu tive meu avô, que foi a pessoa mais humana e incrível que existiu na minha vida e ele não sabia do meu tio pedófilo, pelo menos eu espero.

Rose Giar: Qual sua formação escolar e qual seu trabalho?
Ana Blancato:  Eu sou graduanda no curso de Direito com a faculdade interrompida por agora devido à quimioterapia, mas nos últimos anos exerci a profissão de terapeuta integrativa trabalhando com terapias tais quais Reiki, Barras de Access, Cristaloterapia e Magnified Healing. Eu sou muito espiritualizada e sempre gostei de buscar o misticismo e o esotérico como formas alternativas de tratamento que pudesse aliar ao tratamento convencional da medicina e da psicologia.
Rose Giar: Quando a poesia entrou na tua vida?
Ana Blancato: Eu comecei a escrever poesias na 3ª série com a Tia Íris Palestina da Silva e concomitante a ela, aos meus 9 anos de idade, minha psicóloga me incentivava a escrever tudo o que eu sentia e isso acabou se tornando um exercício rotineiro na minha vida. Eu fui aprendendo a pensar em rimas e me expressar de forma sincera ao extremo e visceral, o que acabou ocasionando poemas e canções que doem na existência e corroem almas que se identificam. A poesia é o que me salva do dia a dia. A poesia é o que melhora a minha vida. A poesia me salva de mim quando eu já nem quero mais lutar. Ela me lembra que a arte é o meu propósito maior e que todas as minhas vivências são, na verdade, matéria-prima para que eu possa usar como combustível e me munir de sentimentos e palavras que vão não só me tocar como tocar o outro que vive, já viveu ou viverá o que eu insisto em experimentar ou muitas vezes evito comentar. A poesia é a magia linguística que me abastece com a chama da transmutação e da resiliência para persistir e resistir!
Rose Giar:  Quais livros que você leu, que te marcaram ou te influenciaram?
Ana Blancato: Eu acredito que cada momento da vida eu fui marcada por algum livro diferente de áreas diversas do conhecimento. Um livro que eu sempre indico e que mudou minha perspectiva quanto à vida e ao meu excesso de múltiplas vivências foi o “O Mito de Sísifo” de Albert Camus que me trouxe ao mundo da filosofia absurdista e como eu vinha há anos sendo uma estudante de direito que muitas vezes se encontrava enquanto estadista, esse livro mudou minha vida. Eu consegui aceitar o silêncio e a despreocupação irracional do universo diante das invenções e criações humanas.
Outro livro foi o de Mikhail Bakunin “Deus e o Estado” que me pegou de uma forma que eu definitivamente já esperava (risos). Eu sempre sofri de uma subversão e um questionamento excessivo patológico e esse livro me deu grande parte das respostas que eu procurava, não só ele como os livros de filosofia e psicologia no geral.
E por fim, “O livro do Ego – Liberte-se da Ilusão” do filósofo indiano Osho que me trouxe de volta à subjetividade essencial quando me introduz a ideia de ser anti-religião e anti-política e me volta à antiga busca de liberdade e autenticidade vivendo no único momento e cenário de existe que é o presente.
Rose Giar: Cite um autor ou escritor que te inspira, porque?
Ana Blancato: Albert Camus é meu autor favorito porque teve a coragem de olhar para o nada e, em vez de se enforcar com ele, fez dele uma festa estranha, quase íntima. O absurdismo me ensinou que a vida não precisa de manual nem de justificativa: ela pulsa justamente na falta de sentido, e é aí que mora a beleza — ou a desgraça divertida. Camus me deu a permissão de rir no velório e chorar no casamento, porque não há roteiro pronto, só a ousadia de existir. E eu, aprendi a transformar esse vazio em oração cotidiana: varrer a casa como quem desafia o destino, amar como quem debocha da morte. Se nada faz sentido, tudo que eu amo e prezo importa. Talvez isso tenha me tornado mais autocentrada, mas com certeza, me fez mais minha. E no final das contas, a vida é minha, não é mesmo? (risos)
Rose Giar: Quantos anos você tinha quando começou a escrever?
Ana Blancato: Eu comecei a fazer diários de sentimentos quando comecei terapia aos 9 anos de idade após o divórcio dos meus pais e ali eu aprendi a me expressar. Aprendi a compreender o que sentia e o que me movia; as palavras me moviam, ao mesmo tempo que me esvaziavam, elas me preenchiam. Desde então, sinto que escrever é o meu maior, melhor e pior vício. Nada me dá mais êxtase do que me expressar. Eu comecei a compor músicas com 13 anos quando comecei as aulas no conservatório e ganhei meu piano elétrico e dali a coisa foi degringolando e eu perdi o controle (risos).
Rose Giar:  Qual seu estilo poético preferido e o que te inspira a escrever?
Ana Blancato: Eu sou viciada por versos livres, dificilmente escrevo de outra forma. A vida me inspira a escrever. Escrevo muito sobre mim, sobre o que estou sentindo, sobre minhas perspectivas acerca do mundo e da sociedade, muito sobre minhas vivências e descobri recentemente que escrevi uma música aos 17 anos chamada “Intensidade” em que eu previa o câncer de mama já que eu dizia “Não quero saber se é cor de sangue ou ferrugem. Traga outra moço e dessa vez traga em soro que é pra na veia escorrer. […] Pensei ter ouvido alguém chorar, mas reflexo no espelho não tem som. Mancha cresce no peito até sangrar. O tumor da intensidade é meu dom.”. E eu fico espantanda com a minha habilidade de transmutar dor em poesia quebrando tempo e espaço (risos).

Rose Giar:  Qual a importância da Literatura na Arte para você?
Ana Blancato: Posso ser dramática ou devo me conter? (risos) Minha mãe fez minha matrícula na biblioteca municipal aqui da cidade eu tinha uns 7 anos. Isso me permitiu ler diversos livros de várias áreas e cada um foi essencial para o meu crescimento pessoal e enquanto ser humano. A literatura é parte essencial do desenvolvimento do intelecto, da moral, da ética, dos valores, do princípio e tantos outros aspectos da vida humana que à medida que vamos crescendo e aprimorando tudo o que sabemos e ainda iremos aprender, vamos nos tornando mais conscientes daquilo que queremos nos tornar e ser. Muito me assusta essa era que está viciada em internet e redes sociais buscando respostas rápidas em sites de busca e Ias e pouco sabem sobre o que falavam os grande pensadores e sobre o que expressavam as grandes escritoras e poetisas. A literatura é mais importante do que existir, ela é a base para que não passemos uma existência em vão!
Rose Giar: O que você acha do uso da Inteligência Artificial (IA) em textos, poemas, letras de músicas?
Ana Blancato: Preocupante! Nem tenho palavras. As pessoas estão aprendendo prompts, perdendo tempo em aprendê-los enquanto poderiam estar se dedicando a aprender o ofício que estão driblando ali. A internet deveria ser uma mão na roda, mas virou um machado na cachola. Tempos sombrios. Oremos para que não regressemos à Era das Trevas!
Rose Giar: Quais são suas esperanças e desesperanças com respeito a literatura brasileira no geral?
Ana Blancato: Uai, eu estou em vários grupos de poetas e escritores e os acompanho diariamente. Acredito que não podemos pautar nosso trabalho na visibilidade ou no engajamento que alcançamos. Esse mundo instagramável virou uma loucura! Essa coisa de ser famosa ou famoso, fazer dinheiro ou até mesmo ser publicado, não pode anular nosso valor enquanto artistas que independem do prisma alheio para criar. E toda criação faz parte de algo maior: existir sendo o que se é. Aceitar o que o outro é e o que o outro cria. Essa é a minha missão, essa é a minha visão. Somos todos artistas lutando dia após dia para nos mantermos sãos em um mundo muito louco.
Rose Giar:  Qual o papel das mulheres na literatura? Você acha que elas são e foram importantes para a literatura? Como?
Ana Blancato:  O papel das mulheres na literatura é o de autoras, protagonistas e narradoras de suas próprias histórias, contribuindo para a diversidade de vozes e para a construção de uma sociedade mais justa ao questionar o status quo e a representação de gênero. Elas foram e são fundamentais porque, historicamente, lutaram por espaço e visibilidade, enfrentando barreiras diversos para serem publicadas e reconhecidas, e trouxeram perspectivas e experiências femininas antes negligenciadas, enriquecendo o panorama literário. Sou fã de Adélia Prado, Fernanda Young, Tati Bernardi e tantas outras. Sem falar nas filósofas tais quais Djamila Ribeiro, Simone de Beauvoir, Judith Butler etc. As mulheres não só merecem seu espaço na literatura como já conseguiram expandir o horizonte de todas nós que chegamos agora.
Rose Giar:  Quanto a mulher e escritora negra, você vê oportunidades à elas no mercado Literário?
Ana Blancato: As mulheres negras enfrentam desafios históricos de limitação e estereótipos no mercado literário, mas têm conquistado mais espaço por meio da criação de coletivos, editoras independentes e pela demanda por uma literatura que lhes seja representativa. Apesar dos obstáculos do racismo e sexismo estruturais, suas vozes são cada vez mais importantes para quebrar o ciclo de invisibilidade e empoderar a comunidade negra, com a busca por uma representação mais autêntica de suas experiências. Eu mesma fui conhecer Carolina Maria de Jesus há uns anos atrás e fiquei meio puta por ter levado tanto tempo para conhecê-la devido a pouca citação de seus trabalhos. Ou talvez eu vivesse em uma bolha, mas muitas vivem em uma bolha e passou da hora de estourar essa bolha!
Rose Giar:  Na sua opinião, o que o escritor ou poeta, precisa fazer pra ser bem sucedido em nosso país?
Ana Blancato:  O que é o sucesso, né? Van Gogh é um dos maiores pintores da história e se foi em total anonimato para ser reconhecido anos depois. Talvez tenha sofrido pela falta de reconhecimento ou talvez fosse uma questão íntima intangível que desconhecemos. Mas para mim, o sucesso está em tirar do peito aquilo que me aflige e se isso tocar pelo menos uma pessoa que me leia ou ouça já fez o meu dia. Eu não preciso ser um hipermercado para atingir e suprir a necessidade de consumo artístico das pessoas mas posso ser uma mercearia com uma música ao vivo e uma zine de poesia nas mãos que vai fazer a tia da esquina chorar. Ser uma “pessoa pública” não é sinônimo de sucesso, além do mais, os artistas mais visados têm apresentado diversas questões psicológicas negativas devido ao seu alcance. Então, ao meu ver, participar desta entrevista já me faz extremamente bem-sucedida enquanto artista e isso alegra imensamente o meu dia. Obrigada por me lerem.
Rose Giar: E quais são as vantagens e desvantagens de participar de uma Academia Literária Virtual e Física?
Ana Blancato: Só vejo vantagens. Tenho meus poemas publicados e lidos pelos meus amigos e isso me satisfaz e me orgulha de ser quem sou.
Rose Giar: Como você descobriu o diagnóstico e o que ajudou você a enfrentar esse momento?
Ana Blancato: Eu já apresentava disfunção hormonal desde meus 13 anos de idade. Tinha ovário policístico. Além disso, minha bisavó morreu de câncer de mama, então, como dizem, é uma condição genética. Eu descobri no dia dos namorados e eu estava em um dos piores momentos da minha vida, limpa e sóbria da minha adicção há exatos 6 dias e foi a melhor coisa que me aconteceu. Como eu costumo brincar, nada como ter que lutar para viver para salvar uma potencial suicida com 3 tentativas fracassadas de si mesma.
Eu fiquei sóbria, eu me separei, minhas ideações suicidas se foram e eu aprendi a ser teimosa. Eu estou teimando com a vida a despeito do que ela me trouxe. Eu acredito que o câncer veio para eu me curar de mim, dos meus ressentimentos, do meu ódio por mim mesma. Eu nunca me amei tanto quanto agora. Nunca tracei tantos planos e decidi me tornar determinada a alcançar como nesse momento. O câncer foi a melhor coisa que me aconteceu! E estou escrevendo um livro sobre isso intitulado “Diário de uma Guerreira – Como o câncer me salvou de mim” e isso tem me mantido lúcida na quimioterapia. O câncer até tem me salvado, mas a quimioterapia tem testado a minha força e a minha paciência (risos).

Rose Giar:  Quais têm sido os maiores desafios físicos e emocionais desde o início do tratamento?
Ana Blancato: Inúmeros! Aumentei alguns quilos devido ao corticóide na quimioterapia, 20 quilos sendo exata. E as pessoas não respeitam a careca e falam do meu corpo. Tem dias que levo na esportiva, dias que peso o clima da conversa e outros que choro. Cansaço. Exaustão. Náuseas. Enjoo. Muita exaustão… tenho dormindo muito. E até acho bom pois assim o dia passa mais rápido e acelera os 7 meses de tratamento.
Meu emocional é forte. Não tem quimioterapia que te assuste depois de 3 passagens pela psiquiatria. Viver a vida louca, os dias seguintes ao uso de entorpecentes, os dias seguintes às tentativas de suicídio, os diversos estupros que me tiraram a vida, às exposições de ex-namorados em redes sociais, o vexame de ser inadequada, a dor de existir e ser excluída, eu já vivi o inferno. Eu já bati boca com o capeta pra tentar pegar o lugar dele (risos). Eu faço graça dessa doença! Ela não vai me derrubar. Eu não gosto quando me tratam como coitada. Não sou coitada. Eu sou fogo que arde e transmuta toda e qualquer parada. Eu aprendi a me sentir por mim amada. E não há alguns dias de cama que possam me roubar agora o que eu aprendi a exercer: autoamor.

Rose Giar:  Existe algo que você gostaria que as pessoas ao seu redor soubessem sobre o câncer de mama?
Ana Blancato: Não é fácil. Não prometo facilidade. Descobri a tempo e diferente de muitas amigas que descobriram metástase, eu consegui sorrir. Cada história é subjetiva e individual. Não tem como. Não sei como seria se eu tivesse descoberto que era tarde. O suicida não quer se matar, ele quer matar a dor. Mas eu acho que no meu caso o tratamento dói mais que a doença em si. Engordar para uma anoréxica com distorção de imagem que sempre teve seu corpo roubado e abusado, sempre se viu enquanto um ser sexual impossível de ser respeitado e amado; me derrubou. As pessoas comentam e excomungam meu corpo na minha cara. Mas gente mal amada tem para todo lado. Gente desprezível você encontra em toda esquina. E se eu puder eu peso o clima sem dó, cansei de me submeter aos abusos e crueldades alheias. Muitas pessoas me acolheram de coração e me atenho a isso quando me sinto sã para tal. Faça graça! Fale que vai ganhar peito! Vai ficar peituda! Vai purificar o corpo. Vai nascer cabelo novo. Pega o limão e faça limonada. E BEBA A SUA LIMONADA! Você merece se amar; essa doença veio me ensinar a me amar.
Rose Giar:  E mesmo você com essa doença horrível seu sorriso já nos mostram um semblante de vitória ensine como é ser Ana Blancato?
Ana Blancato:  Obrigada por terem me convidado e sempre me acolherem! Eu sou muito resiliente. Eu transmuto o que sinto quando falo, quando me expresso, quando escrevo, quando componho. Não se enganem! Eu sou extremamente reclamona (risos), mas eu faço reclamações em tom de piada e assim o clima não pesa. Eu xingo Deus e o mundo quando o “bagulho tá doido” e faço piadas que fazem as pessoas agacharem de rir e assim eu me permito rir também até que todo o sentimento ruim se vá! A desgraça passa e eu faço graça. Essa é a receita que eu sigo. Essa é Ana Blancato, uma bela palhaça (risos).
Rose Giar:  Como a música e a poesia ajudam você a lidar com tudo o que está passando?
Ana Blancato: Uai, desde que eu descobri o câncer eu já compus e escrevi mais de 300 obras (risos). E NEM É PIADA! Eu sinto e eu vou escrever. Toda hora que sinto qualquer sentimento, até por ter muito tempo livre, eu escrevo. Comecei meu 4º livro como disse anteriormente e tenho me dedicado à arte. A música e a poesia são minhas mais genuínas terapias!
Rose Giar:  Você pode compartilhar uma letra ou trecho de uma canção que tenha ganhado significado durante o tratamento?
Ana Blancato:  Ah, é complicado escolher uma dentre tantas. As músicas me movem! A cada dia eu obceco em uma diferente. Hoje, no caso, estou escutando repetidamente uma música que tem uma frase que me pegou “Quando eu me espalhar, ninguém junta” e isso incendeia minha alma sedente por dias melhores e eles hão de chegar, meus caros. Eles hão de chegar! E quando eu me libertar, ninguém me segura!
Rose Giar: Como a sua identidade de cantora e poeta influenciam a sua experiência com a doença?
Ana Blancato: O próximo CD do meu Duo B+P – Blancato & Paumgartten, tem várias letras sobre câncer e são voltadas à superação dele. Eu escrevi muita coisa e mandei pro meu grande amigo, irmão, produtor e parceiro André Paumgartten fazer a mágica do beatmaker que ele sempre faz. Eu faço música da dor desde que me entendo por gente e nossa alma se encontrou nessa pegada. Ele entende o que eu digo, eu gosta do que eu escrevo e ele faz a música nasceu lá do Rio de Janeiro.
Rose Giar: Quais são as suas fontes de inspiração nos momentos mais difíceis (pessoas, lugares, obras, lembranças)?
Ana Blancato: Meus orixás, minha fé, minha irmandade que me mantém limpa, minha mãe, meus amigos e amigas e por fim e não menos importante, EU MESMA! Eu olho pro meu passado e vejo como eu cresci, como amadureci, como aprendi com o tempo e me orgulho de ter me tornado e estar sempre me tornando alguém admirável. Me inspiro no que escrevo, me inspiro nas músicas que compus. Sou minha maior fã hoje em dia! Levei muito tempo para deixar de ser minha pior inimiga e espero que esses dias não voltem mais.
Rose Giar: Deixe uma mensagem para as pessoas que estão enfrentando o mesmo diagnostico que o seu?
Ana Blancato: Foco na missão! A missão é sobreviver. A missão é resistir. Se abrace no chuveiro. Tenha carinho e paciência com você. Vai demorar? Nossa, vai! EU SEI! Mas uma hora há de passar. Escreve! Cara, escreve! Tira tudo do peito, rasga o vergo, rasga o papel. Caneta no cio te devolve o “brio”. Não permite que a doença ou a quimioterapia te consumam. Arrume coisas, lugares e pessoas que te deem prazer e satisfação. Ocupe seu tempo para não pensar muito. O tempo passa… e como passa. Tudo passa. Felicidade e alegria. A vida é cíclica, não se esqueça. VAI PASSAR!
Rose Giar: E o que você gostaria que o público soubesse sobre resiliência humana?
Ana Blancato: A vida humana necessita de resiliência e leveza para que suportemos os processos da existência a fim de alcançarmos o sucesso. O sucesso é estar bem consigo mesmo e deitar sua cabeça tranquila no travesseiro sem querer chorar. Pelo menos pra mim é isso.
Então, aprendi a me perdoar. Aprendi a ser minha amiga. A me amar apesar das críticas e elogios alheios porque ninguém vai dividir a maca ou o caixão comigo. Então, aprenda e exercite se amar e se respeitar independente do que digam. E como eu disse acima, a vida é dinâmica e não constante. Tudo passa. Paciência. A vida tem dessas mesmo, aprenda a gargalhar e dar risada quando seus planos não saírem como o esperado. Eu sei, eu planejei 1 ano inteiro e a vida me atropelou (risos). Sempre tem o ano que vem! Aliás, só temos o hoje, né? Vai saber. Só por hoje, escolha se amar. É isso que importa. A gente nasce sem nada, se mata correndo atrás de ter tantas coisas e morre sem nada. Pense nisso. Nada importa. E se nada importa, só você importa.
Rose Giar:  Você têm livros ou obras autorais publicadas, cite os nomes e onde podem ser adquiridos?
Ana Blancato: Tenho mas são sob pseudônimos e assuntos sensíveis. Prefiro nem comentá-los (risos). Mas agradeço demais!
Rose Giar: Quais seus projetos futuros?
Ana Blancato: Ah, tenho vários mas por enquanto tenho focado no agora. Me manter sã nessa quimioterapia. Hoje fiz a terceira quimioterapia de dezesseis e não foi nada legal. Chorei muito e me curei ao responder essa entrevista. Agradeço demais pelo convite! Vocês me curaram de dores que estavam sufocantes. Daqui um ano volto para a faculdade, provavelmente farei um mestrado em filosofia e irei lecionar. Gosto muito de falar e debater. Sou concurseira há alguns anos, mas estou pensando. E comecei a estudar Tarot de Marselha e outros oráculos para aprimorar com minhas terapias integrativas, vou deixar a página do instagram que ainda está em construção para que sigam.
No mais é isso, um dia de cada vez para não enlouquecer (risos).

Rose Giar: Deixe seus perfis em redes sociais para que possam te #seguir.

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Dia do Nordestino 8 de outubro                                                                                                                                                           

O Dia do Nordestino é comemorado em 8 de outubro e celebra a rica cultura, as tradições, a resiliência e as contribuições do povo nordestino para o Brasil. A data foi instituída para homenagear a diversidade da região, sua culinária, musicalidade, folclore, artesanato e a força do povo nordestino que enfrenta adversidades com garra e criatividade.
Motivos da escolha da data
A data foi escolhida em homenagem a algumas personalidades importantes da cultura nordestina, como o poeta e compositor cearense Patativa do Assaré e o poeta, músico e compositor maranhense Catulo da Paixão Cearense.

Celebração da cultura nordestina
O Dia do Nordestino é uma oportunidade para:
Celebrar a cultura e as tradições do Nordeste, como o forró, frevo, maracatu e as festas juninas.
Valorizar a culinária regional, com pratos típicos como acarajé, moqueca e opções com camarão e caranguejo.
Reconhecer a resiliência e a força do povo nordestino, que, apesar das dificuldades e preconceitos, se estabelece e contribui para o país.
Divulgar o artesanato e a arte nordestina, como as esculturas em cerâmica e a arte do cordel.
Reconhecer a influência da cultura nordestina em diversos lugares do Brasil e do mundo.
Um povo que enfrenta seca, a falta de educação e a saúde precária e, mesmo assim, consegue vencer, está a sorrir.
Os criticados por pessoas que não conhecem a história e como eles contribuíram para o país, vamos homenagear estes tantos brasileiros cuja garra e vontade de crescer são inspiradoras.
Homenageamos os mestres nordestinos da cultura, tatos grandes poetas que conhecemos, como a saudosa Patativa do Assaré, grande poeta Cearense; o paraibano Ariano Suassuna; Jorge Amado; Braulio Bessa e tantos outros nordestinos que são poetas maravilhosos.
Outro dia conheci um incrível poeta que me presenteou com um ebook magnífico chamado “Teorias De um Louco”, um livro curto onde se conta uma história em forma de poemas incríveis em um bate-papo com ele. Eu aprendi muita coisa e mais sobre esse povo que batalha e luta tanto.
A todos os nordestinos, continuem ajudando o Brasil a crescer.

 

Eu e o Sertão

Sertão, argúem te cantô,
Eu sempre tenho cantado
E ainda cantando tô,
Pruquê, meu torrão amado,
Munto te prezo, te quero
E vejo qui os teus mistéro
Ninguém sabe decifrá.
A tua beleza é tanta,
Qui o poeta canta, canta,
E inda fica o qui cantá.

Patativa do Assaré

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

 

 

Outubro Rosa por Rose Giar -Se previnir é o melhor remédio!           

É uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.
O movimento começou a surgir em 1990 quando aconteceu a primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova Iorque, e desde então, promovida anualmente na cidade. Entretanto, somente em 1997 é que entidades das cidades de Yuba e Lodi, também nos Estados Unidos, começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença, escolhendo o mês de Outubro como epicentro das ações. Hoje o Outubro Rosa é realizado em vários lugares do mundo.
No Brasil, as campanhas de conscientização sobre o câncer de mama acontecem desde 2002, mas foram instituídas por lei federal apenas em 2018.E a partir de 2011, ocorrem campanhas sobre o câncer de colo do útero em diversos estados. A publicidade adotou o tom de rosa como motivador de campanhas no período, e ações em mídias sociais também tendem a ser reforçadas durante este mês. No Brasil, a primeira iniciativa, foi no ano de 2002 em São Paulo quando iluminaram, de cor de rosa, o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (o Obelisco do Ibirapuera). Essa iniciativa começou com um grupo de mulheres.

informativo util segue linkoutubro rosa

Rose Giar

                                         

🌙 Horóscopo & Cia por Jacilene Arruda
📅 Outubro de 2025 🔮 Astrologia, Numerologia e Sabedoria Planetária

Áries
Momento de ação e coragem. A Lua Cheia em seu signo traz intensidade emocional e vontade de romper padrões. Evite impulsos e canalize sua energia em projetos pessoais.

Touro
Vênus em Virgem favorece relações estáveis e práticas. Bom período para cuidar da saúde e da rotina. Evite teimosia em negociações.

Gêmeos
Mercúrio retrógrado pode afetar sua comunicação. Revise contratos, mensagens e evite mal-entendidos. Após o dia 14, tudo flui melhor.

Câncer
Marte retrógrado em seu signo pode trazer cansaço ou irritação. Cuide da sua energia e evite conflitos familiares. Meditação ajuda muito.

Leão
Hora de brilhar com mais discrição. Use sua criatividade com foco e estratégia. Evite exageros e cultive relações mais profundas.

Virgem
Vênus em seu signo traz charme e poder de atração. Bom momento para cuidar da aparência e fortalecer vínculos afetivos.

Libra
Sol em seu signo até o dia 23 favorece decisões importantes. Aproveite para iniciar novos ciclos e buscar equilíbrio nas relações.

Escorpião
Com o Sol entrando em seu signo no fim do mês, prepare-se para renascimentos. A Lua Nova em Escorpião será poderosa para intenções profundas.

Sagitário
Viagens e estudos ganham destaque. Cuidado com promessas exageradas. Foque em metas realistas e aproveite oportunidades de expansão.

Capricórnio
A Lua Crescente em seu signo favorece estruturação de projetos. Bom momento para revisar finanças e fortalecer sua base emocional.

Aquário
Amizades e causas coletivas ganham força. Evite discussões online e foque em ações que tragam impacto positivo.

Peixes
Sensibilidade em alta. Use sua intuição para tomar decisões. Evite se sobrecarregar com problemas alheios — proteja sua energia.

🌕 Fases da Lua – Outubro 2025

Lua Cheia: 7 de outubro, às 00h48
Lua Minguante: 13 de outubro, às 22h14
Lua Nova: 21 de outubro, às 10h56
Lua Crescente: 29 de outubro, às 01h03

📖 Jacilene Arruda é astróloga e numeróloga, escritora na Revista Poesias e Cartas. 📱 Contato: +55 31 99531-5732 📸 Instagram: @evolucaoeconhecimento

         

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