Olhe, aqui a gente está no terceiro mês do ano — que maravilha!
Este mês, a revista faz uma homenagem a todas as mulheres, destacando seu vigor e sua força, e por tantas lutas que elas enfrentam diariamente em um mundo patriarcal ao qual vivemos, onde vemos sempre reportagens falando sobre a morte de mulheres por parte de seus parceiros.
A revista continua com a mesma proposta de sempre: levar um conteúdo diversificado, com muita literatura e poesia.
Tenham uma boa leitura e, se puderem, comentem.
Poeta Aniversariante por Johnny Ribeiro
Uma homenagem simples a uma mulher incrível, uma poetisa que escreve desde os cinco anos, incentivada pelo avô que lia para ela.
Nascida na cidade de Jundiaí, SP, no terceiro dia do mês de março, de profissão escolheu a contabilidade e, por amor às letras e à literatura, criou uma editora. Poeta e escritora que sabe o que escreve e pode falar com propriedade sobre todo e qualquer assunto, autora de três livros e participante em várias antologias e coletâneas, organizadora de inúmeras outras.
Procurando sempre escrever de forma clássica, com rimas, ela encanta quem a lê.
A revista Poesias e Cartas agradece a você, Rose Giar, pela parceria de anos, por estar junto desde o começo e nos trazer seu brilhantismo e sua integridade para a Revista.
Muito sucesso; que Deus a abençoe.

Confira o video em homenagem a esta grande poetisa.
Entrevista com o poeta por Rose Giar
No Mês das mulheres entrevistei uma de nossas colaboradoras na revista uma poetisa que escreve com amor e a cada verso que ela faz sintimos a beleza de sua esrita que emociona e inspira, ela é de Marituba-Para acompanhe esta entrevista.
Rose Giar: Nome completo, algum heterônimo?
Luciane Cunha: Luciane Ferreira da Cunha.
Nome artístico : Luciane Cunha
Rose Giar: De que cidade e estado é Luciane Cunha?
Luciane Cunha:Sou de Marituba, região metropolitana de Belém do Pará
Rose Giar: Quais são suas principais ocupações como escritor?
Luciane Cunha:Realizo exposições de meus livros em eventos literários e palestras de incentivo a leitura e literatura
Rose Giar: Sua infância, como era sua vida, sua infância?
Luciane Cunha:Sempre fui dedicada nos estudos e minha disciplina favorita era Língua Portuguesa. Também amava escrever.
Rose Giar:Qual sua formação escolar e qual seu trabalho?
Luciane Cunha:Sou Pedagoga e especialista em psicopedagogia, atuando na área psicopedagógica.
Rose Giar:Quando a poesia entrou na tua vida?
Luciane Cunha:Na adolescência, gostava muito dos diários, que tínhamos naquela época. Assim , já comecei a escrever sobre minhas histórias.
Na faculdade, já havia escrito um livro de poemas.
Rose Giar:Quantos anos você tinha quando começou a escrever?
Luciane Cunha:Em torno dos 14 anos
Rose Giar: Quais livros que você leu, que marcou ou te influenciou?
Luciane Cunha:Amava os livros e histórias de Machado de Assis, os poemas de Manuel Bandeira e Cecília Meireles.
Hoje sou apaixonada pelos livros de Augusto Cury.
Rose Giar:Cite um autor ou escritor que te inspira e por quê?
Luciane Cunha:Augusto Cury porque ele retrata e faz análises da vida de Jesus de uma forma surpreendente, considerando que Jesus e a Bíblia Sagrada são minhas fontes de inspiração.
Rose Giar: Qual seu estilo poético preferido e o que te inspira a escrever?
Luciane Cunha:O estilo lírico. Sou romântica. Costumo falar de amor, saudade, paixão, enfim , todos os atributos que envolvem os casais apaixonados.
Rose Giar: Qual a importância da Literatura na Arte para você?
Luciane Cunha:É imprescindível. A literatura, a música, a arte devem sempre andar de mãos dadas porque são a base da cultura e das nossas tradições .
Rose Giar: O que você acha do uso da Inteligência Artificial (IA) em textos, poemas, letras de músicas?
Luciane CunhaNão utilizo. Sou muito espontânea , natural. Nada contra quem aprecia, mas prefiro revelar minha essência genuína.
Rose Giar: Quais são suas esperanças e desesperanças com respeito a literatura brasileira no
geral?
Luciane Cunha:Tenho esperança de que os artistas sejam mais parceiros e trabalhem visando a expansão da arte, ultrapassando fronteiras.
Que recebamos mais apoio popular, patrocínios em eventos, concursos literários, etc.
Rose Giar: Qual o papel das mulheres na literatura? Você acha que elas são e foram importantes para a literatura? Como?
Luciane Cunha: A mulher, com sua sensibilidade, tem grandes contribuições a arte literária. Ela pode mostrar, também, a sua força e alcançar grandes destaques no cenário cultural, como outras já conquistaram.
Rose Giar: Quais gêneros literários Luciane Cunha atua como escritora, e poetisa?
Luciane Cunha: Especialmente o gênero lírico, com poemas que falam de emoções e sentimentos. Também escrevo contos românticos, reflexões e pensamentos.
Rose Giar:Na sua opinião, o que o escritor ou poeta, precisa fazer pra ser bem sucedido em nosso país?
Luciane Cunha: Como escritora independente, ainda não descobri essa fórmula, mas acredito que trabalhar na área editorial seja uma boa opção.
Rose Giar: Você participa de alguma Acadêmia Literária?
Luciane Cunha: Sim, Academia de Letras Maritubense ( ALMARI ), localizada em minha cidade e Academia Mundial de Cultura e Literatura ( AMCL), que é virtual.
Rose Giar: Você acha que as mídias sociais e plataformas ajudam na divulgação do trabalho do escritor? Conte-nos como as usam?
Luciane Cunha: Com certeza são ótimas ferramentas. Passei a utilizá-las no período da pandemia e não parei mais. Já recebi inúmeros certificados participando de eventos literários virtuais e muitas antologias nacionais e internacionais.
Atualmente minha maior atuação é virtual, em virtude de nem sempre poder conciliar o meu trabalho com eventos presenciais.
Rose Giar:Quais os nomes dos concursos que você já ganhou?
Luciane Cunha:Concurso com premiação financeira ainda não consegui, mas menções honrosas, medalhas, certificados, placas, publicação de livros e outros, como Prêmio Fanzine de Literatura, Concurso Nacional Novos Poetas, Concurso Internacional Natureza, etc.
Rose Giar: Você têm livros ou obras autorais publicadas, cite os nomes e onde podem ser adquiridos?
Luciane Cunha:Tenho 08 livros editados, vou citá-los na ordem: O Encanto das Palavras, Palavras Divinas, 200 Pensamentos e Reflexões, Simplesmente um Amor de Verão, Fazendo Arte, Usando toda Criatividade , Lupita no Jardim Encantado, Orações Espontâneas e Coração de Mel . Alguns disponíveis em minhas exposições presenciais.
Rose Giar:Quais seus projetos futuros?
Luciane Cunha:Tenho muitos livros escritos a espera de oportunidades e/ ou patrocínios. Eu sempre digo: Deus proverá.
Rose Giar:Deixe seus perfis em redes sociais para que possam te #seguir
Luciane Cunha: Facebook: https://www.facebook.com/share/1NdXyJRi2g/
Instagram:https: luciane_cunha._
Rose Giar:De todos os poetas e escritores que vimos hoje qual você acha que é o mais completo, tipo falando de poetas e escritores Anônimos?
Luciane Cunha:Não gostaria de citar nomes para não ser injusta com ninguém. Hoje temos grandes escritores que inclusive têm-se destacado no cenário literário.

E agora mais uma guerra!
Um conflito com justificativas ruins de um presidente que adora detonar as minorias e trazer o poder para si de um pais que a sua propria historia ja diz o que faz para ter poder , até mesmo alguns vão dizer que eles apenas estão querendo se proteger e proteger o resto do mundo. Mas, por outro lado, estamos vendo um presidente guerreando, buscando conquista, usando todo o seu arsenal de armas em busca de riquezas.
Não que os Estados Unidos sejam um país ruim, pelo contrário, é um país que já foi uma grande potência mundial, com uma economia forte. Hoje, cheio de dívidas, é um país que usa a força para roubar de países menores. O presidente está usando de todo o seu poder para conquistar terras e dizendo que quer salvar. Será que, na mente dele, o mundo precisa apenas de um rei, ou os Estados Unidos se afundaram tanto em dívidas que precisam recorrer ao roubo?
Quantas mortes já temos? Imagine os pais que perderam seus filhos e os filhos que perderam os pais em bombardeios. Será que ele acha que morrer é bom para fazer tantas crianças sofrerem sem terem culpa? Há uma injustiça, uma loucura, e eu fico aqui pensando: seremos os próximos?
Mas o que ele vai alegar?
Falara sobre o nosso presidente que é ex-presidiário ou sobre o nosso ex-presidente, seu aliado, que bateu continência para uma bandeira que não era a do seu país. O que ainda temos a esperar desse homem?
Que Deus possa abençoar cada pessoa para que esses conflitos cessem logo e que tudo se resolva buscando a paz.

Poetisas Lusofonas-por Renato Lannes Chagas
Para o dia internacional das mulheres trouxemos algumas mulheres para representar as poetisas Lusofonas, talentos vibrantes e magicos espero que gostem!
Além de ser uma pessoa com uma imensa bagagem de conhecimento, esta brasileira é uma pessoa muito generosa e trás a arte muito latente em tudo o que pude ler, aprender e admirar, inclusive por conta deste estilo por ela difundido uma obra sobre as trovas entrou nos garimpos realizados e está na fila para leitura, merecida homenagem entre as colegas brasileiras é aqui feita para Professora Renata Barcelos.
Trova 1
Eita, vida passageira
Morte é renascimento.
Diga Não! Vida matreira.
Vida é fortalecimento.
Renata Barcelos/AMT
Trova 2
No Natal do trovador,
sinos badalam as trovas.
Chegada hora de compor
Ano Novo, letras novas
Renata Barcelos/AMT
Trova 3
Ano Novo, vida nova;
desejos já renovados,
compondo sempre uma trova,
sonhos assim realizados.
Renata Barcellos/AMT
Ela sempre marca presença. Jovem, com uma grande contribuição em palavras, em leituras, dando voz a muitos versos, além de deixar muitas obras também de grande beleza visual. Representando Moçambique neste dia Internacional das Mulheres, apresento está bela poesia da Eunice Joshua Tenesse.
Somente somos o significado
Alguém repentinamente começou a gritar você é muito infantil
Eu disse claro
Se ser infantil
É sair por aí a correr
Até ultrapassar todos os problemas
Se ser infantil é sorrir
Até não se preocupar com as circunstâncias
Se ser infantil é não perder o gosto pela brincadeira
Reprovar o mal e querer gritar isso é asneira
Claro
Claro, sou infantil
Sou infantil
Se ser infantil é amar puramente
Sou infantil, se ser infantil é querer voar com o vento, andar com o ar e soprar a toda gente.
Eunice Joshua Tenesse
Claudina da Silva Moreira é escritora luso-cabo-verdiana, natural de Lisboa e residente em França desde 2011. É autora do livro de poesias Dentu di mi, escrito em caboverdiano e português.
Integra as antologias Mulheres e Seus Destinos II, III e IV, em Cabo Verde, e Além Mares II, no Brasil. Em 2024, frequentou o curso livre de Literatura Cabo-Verdiana na NOVA FCSH/UAC.
Ó mulher…
sim, tu.
Tu que sofres em silêncio.
Tu que todos os dias lutas
e sais de casa a correr,
como se o medo não existisse.
Ó mulher…
as tuas lágrimas não caem apenas no teu rosto —
elas caem dentro de mim.
A tua dor atravessa-me.
Quando te vejo chorar,
o meu coração dispara,
o peito aperta,
o mundo pára por um instante.
Ó mulher de dor,
de histórias que ninguém suportaria contar…
mulher de perdão,
mesmo quando não te pedem desculpa.
O teu passado prometeu-te tanto.
E deixou-te tanto por cumprir.
Se eu tivesse que contar
cada ausência,
cada ferida,
cada desculpa —
os meus dedos não chegariam.
Mas escuta-me.
O teu peito ainda arde
porque ainda há fogo em ti.
Anos evaporaram-se,
é verdade…
mas tu permaneces.
E sabes?
O poder sempre esteve nas tuas mãos.
Podes ser.
Podes ir.
Podes ficar.
Podes recomeçar.
Acredita em ti.
O poder da decisão está nas tuas mãos.
Podes ser quem tu quiseres.
Sim… mulher.
Claudina Moreira
Gladys Joaquina Calenga Xavier é antropónimo de Jacque ou simplesmente Poetisa da Vida Filha de Garcia Kachiquina João Xavier (De saudosa memória) e Júlia Regina Calenga nascida aos 7/09/2007 em Angola no município de Moçâmedes província do Namibe poeta escritora e declamadora , estudante do ensino médio 12ºClasse do curso de ciências físicas e biológicas .
Sou Africana
Preta mulata
Eu sou Africana
Negra de olhos de café
Sou Angolano
Moçambicana
Caboverdiana
Sou negra que leva a fé
Sou destemida
Nem tão pouco agressiva
Não temos ar de selvagens
Só olhos lindos que nem as miragens
Eu sou negra
Não me defina pelo meu tom de pele
Muito menos pelo meu cabelo
Não me difina pela minha cultura
É que nós estamos em altura
Sou
Somos mulheres lindas
Mulheres com capacidade
E um bocadinho de autoridade
Mulheres que não se entimidam com qualquer abuso
Até porque odeamos absurdos
Estamos dispostas a mat#r pensamentos que nos mat#am
Dispostas a eliminar a mulher padrão
Até porque só precisamos de pão para estar vivas
Dispostas a eliminar
Absurdos
Te tirar do escuro para caminhar na luz
Somos Africanas
Queremos andar mais juntas para eliminar qualquer comentário malicioso
Que acaba com alguém sem muito esforço
Não queremos ser padronizadas
Seremos o nosso próprio padrão
Andaremos no nosso próprio limite
E seremos simplesmente felizes.
Gladys Xavier Poetisa da Vida
Sou Águeda Lopes Semedo, natural das Ilhas de Cabo Verde, com dupla cidadania, francesa e cabo-verdiana. Vivo atualmente em Nogent-sur-Oise, na França. Sou casada e mãe, e levo comigo a alegria de escrever e de criar mundos com as palavras.
Como poeta e escritora, é uma honra colaborar com este grupo e participar do concurso/antologia que vocês promovem. Já contribuí para diversas antologias, nacionais e internacionais, e cada experiência fortaleceu minha paixão pela escrita.
Iniciei recentemente o meu primeiro romance e, em breve, compartilharei também uma coletânea de poemas, frutos do coração, que terei imenso prazer em dividir com vocês.
Grata pela acolhida, desejo a todos dias cheios de inspiração e beleza.
Atenciosamente,
Águeda Lopes Semedo
A FLOR-DE-LIS
No abismo do tempo,
Adeus, meu eterno amor…
Sua ausência ainda me queima,
como uma ferida aberta sob a lua.
Vivi ajoelhada
na sombra real do seu olhar — eu, uma águia quebrada em seu trono,
prisioneira de uma fotografia
entre a água e o céu.
As páginas da minha vida caíram,
mortas, dissolvidas em minhas lágrimas.
Leve-me embora…
deixe-me respirar sua luz,
encontrar aquele lar perdido
onde meu coração batia sem medo.
Esta noite, vi a neve cair sobre minhas cicatrizes.
Um anjo colocou em meu peito
a lenda do nosso amor
e o despertar de uma vitória
que eu ainda não sabia ser minha.
Estou viva…
apesar de você, por mim mesma.
Sentada no barco das minhas feridas,
minha camisa aberta ao vento,
deixo o ar me acariciar
como uma última lembrança dos seus dedos.
Os sonhos voam para longe, cativos do céu,
e meus lábios ardem com um passado
que agora me recuso a lamentar.
Ainda sinto sua boca na minha pele,
mas não tremo mais.
Convido a dor a se instalar.
Fecho os olhos,
mordo meus próprios lábios,
e percorro meu corpo
como uma terra recuperada.
O aroma da minha alma,
outrora incinerada pela sua ausência,
agora se eleva — um aroma soberano,
uma chama que não pede mais permissão.
O desejo não me guia mais,
eu o conduzo.
Não ofereço mais minha coxa,
caminho com ela.
Meu corpo não é mais sua toalha,
mas meu império,
exalando o último suspiro
daquilo que sobrevivi.
Vivo.
Queimo.
Renasço.
E do sofrimento,
eu me ergo,
pura, forte,
intocável.
Autora : Águeda Lopes
A Arte de escrever – por Luciane Cunha
O Dia Internacional da Mulher no Contexto Educativo
O dia internacional da mulher, comemorado no dia 8 de março, surgiu em alusão aos movimentos feministas e as operárias do início do século XX que lutavam por seus direitos. Tais acontecimentos vieram reforçando, ao longo dos anos, a necessidade de se continuar na luta constante contra os desafios atuais.
No contexto educacional, por exemplo, já não basta apenas reconhecer a mulher como um ser bonito, delicado, que merece homenagem, flores,presentes… acima de tudo, a mulher merece respeito!
Sendo assim, urge a prática de conscientizar sobre o papel da mulher na sociedade, suas lutas, insegurança, medo e tantos outros entraves que ela precisa superar.
A escola pode desenvolver a tarefa de mostrar a todos o valor que a mulher tem, sendo um alicerce na construção da dignidade e igualdade social.
Luciane Cunha
MULHER,
Não tenha medo de enfrentar o mundo
Mesmo que, por um segundo,
Os desafios pareçam maiores que sua fé.
Levante o pé e siga em frente
Deus se agrada de quem é valente
E está pronto para o que der e vier
Você é capaz! 
Se ainda não sabia ,
ouça a mais bela melodia
que emana ao raiar de um novo dia
Você é forte!
Enfrenta até a morte
para defender quem ama
Mas não se engana
Sabe quem merece a sua prece e devoção
É de coração que lhe digo: nada está perdido!
Quem espera sempre alcança
Basta firmar sua aliança com Deus
E com aqueles que você chama de seus!
Luciane Cunha
Através do Caleidoscópio
Por Carlos Lopes
No giro de hoje, “Mulheres de março”
Março sempre chega com flores nas vitrines e discursos nas redes sociais.
Mas, no consultório, ele chega diferente. Chega em silêncio.
O consultório do Dr. Heitor ficava no terceiro andar de um prédio antigo, daqueles com escadas estreitas e corrimão frio. A sala tinha uma poltrona bege, um sofá azul discreto e uma janela que deixava entrar a luz da tarde como quem não quer interromper a dor de ninguém. Na parede, nenhum diploma chamativo — apenas um quadro com a frase: “Aqui, você pode existir sem máscara.”
Naquele sábado de março, três mulheres atravessariam aquela porta. Nenhuma se conhecia. Mas, de certa forma, todas partilhavam a mesma solidão.
Helena – A mulher casada
Helena chegou primeiro. Aliança grossa no dedo, bolsa organizada demais, postura de quem aprendeu a sustentar o mundo com a coluna ereta.
Tinha 42 anos, dois filhos adolescentes, casamento de vinte anos. Do lado de fora, era a imagem da estabilidade. Do lado de dentro, carregava um cansaço que não sabia nomear.
Sentou-se no sofá e ficou em silêncio por quase cinco minutos.
— Eu não posso reclamar — disse, finalmente. — Meu marido é um bom homem.
Dr. Heitor não respondeu. Apenas inclinou levemente o corpo, como quem abre espaço.
— Ele trabalha, nunca me faltou com respeito. Nunca me traiu… eu acho.
O “eu acho” ficou suspenso no ar.
Helena não estava ali por uma traição concreta. Estava ali por algo mais difícil de explicar: a sensação de ter desaparecido dentro do papel de esposa.
— Eu sinto falta de mim — sussurrou, quase envergonhada.
E ali estava a culpa. Culpa por não estar satisfeita. Culpa por desejar algo que não sabia o que era. Culpa por sentir vontade de sair sozinha, viajar sem dar satisfação, conversar com alguém que não a visse apenas como “a mãe do Pedro e da Laura”.
— Às vezes eu imagino como seria morar sozinha — confessou, olhando para o chão. — E depois me sinto a pior mulher do mundo.
O conflito de Helena não era sobre abandonar o casamento. Era sobre recuperar a própria identidade. Muitas mulheres aprendem que amar é se doar. Mas ninguém ensina que, quando a doação é total, pode não sobrar nada.
— O que você perdeu no caminho? — perguntou o psicólogo.
Helena demorou para responder.
— Eu gostava de pintar.
E chorou como se tivesse acabado de confessar um pecado.
Camila – A mulher que namora
Camila chegou agitada. 29 anos. Relacionamento de três anos. Fotos felizes no Instagram, viagens de casal, jantares românticos.
Sentou-se na poltrona e falou rápido:
— Eu o amo. De verdade.
A rapidez denunciava o medo.
— Mas?
Ela mordeu o lábio.
— Mas eu não sei se sou feliz.
Camila tinha vergonha dessa frase. O namorado era atencioso, bonito, trabalhador. A família adorava. As amigas diziam: “Casa logo!”. E ainda assim, algo dentro dela encolhia.
— Eu tenho medo de estar com ele só porque tenho medo de ficar sozinha.
Ali estava o fantasma.
Ela não suportava o silêncio do próprio apartamento quando ele viajava. Não suportava a ideia de começar do zero aos 29 anos. Não suportava decepcionar os pais que já chamavam o rapaz de “genro”.
— Às vezes eu queria terminar. E às vezes eu penso que sou imatura por querer isso.
O conflito de Camila era entre desejo e expectativa. Entre o que sente e o que deveria sentir.
— Quando você está com ele, quem você é? — perguntou o psicólogo.
Ela ficou muda.
Nunca tinha pensado nisso. Sempre pensava em “nós”. Nunca em “eu”.
— Eu me esforço para ser a mulher ideal — respondeu depois de um tempo. — Eu seguro minhas opiniões para não brigar. Eu faço programas que não gosto. Eu evito assuntos que podem gerar conflito.
— E o que sobra de você?
Camila engoliu seco.
— Eu não sei.
E ali começou o verdadeiro trabalho: aprender que amor não é adaptação permanente, é encontro. E encontro só acontece quando duas pessoas inteiras se apresentam — não duas versões editadas.
Laura – A mulher solteira
Laura foi a última. 35 anos. Solteira. Bem-sucedida profissionalmente. Independente. Forte — pelo menos era o que diziam.
Entrou com um sorriso treinado.
— Eu acho que estou aqui porque todo mundo acha que eu deveria estar casada.
Dr. Heitor esperou.
— Eu estou bem sozinha — continuou. — Eu viajo, eu trabalho, eu tenho amigos.
Pausa.
— Mas eu tenho medo de que o tempo esteja passando.
O medo do relógio é cruel com as mulheres. A sociedade coloca prazos invisíveis: idade para casar, para ter filhos, para “se estabilizar”.
Laura sentia que estava atrasada em uma corrida que nem sabia se queria correr.
— Às vezes eu aceito sair com homens que eu não gosto só para não parecer exigente demais.
Ela riu, sem humor.
— E às vezes eu digo que não quero filhos…, mas não sei se digo isso porque realmente não quero ou porque tenho medo de não conseguir.
O conflito de Laura era entre liberdade e pertencimento. Entre ser fiel a si mesma e não querer ficar à margem das expectativas sociais.
— Você tem medo de que exatamente? — perguntou o psicólogo.
Ela pensou.
— De acordar um dia e perceber que escolhi a independência para não correr o risco de ser abandonada.
Silêncio.
Ali estava o núcleo: o medo da vulnerabilidade. 
O que elas tinham em comum
Helena, Camila e Laura nunca se encontraram na sala de espera ao mesmo tempo. Mas, se encontrassem, talvez se reconhecessem.
Três mulheres em fases diferentes.
Três histórias distintas.Três conflitos com a própria identidade.
Helena tinha medo de desejar mais.
Camila tinha medo de desejar diferente.
Laura tinha medo de desejar errado.
E todas tinham vergonha de dizer em voz alta aquilo que pensavam.
Vergonha de admitir que o casamento pode sufocar.
Vergonha de confessar que o namoro pode ser dúvida.
Vergonha de reconhecer que a solteirice pode ser escolha — ou defesa.
O consultório era o único lugar onde podiam dizer:
“Eu não sei.”
“Eu estou cansada.”
“Eu tenho medo.”
“Eu quero algo diferente.”
Sem julgamento.
Bastidores invisíveis
Nos bastidores daquele consultório, o que realmente acontecia não eram diagnósticos ou técnicas sofisticadas. Era algo mais simples e mais difícil: a reconstrução da própria narrativa.
Helena começou a pintar novamente. Não pediu divórcio. Mas pediu espaço. Descobriu que podia ser esposa sem deixar de ser mulher.
Camila terminou o namoro. Chorou. Voltou. Terminou de novo. E, pela primeira vez, decidiu ficar sozinha por escolha, não por abandono.
Laura passou a dizer “não” com menos culpa. E, quando conheceu alguém meses depois, não entrou como quem precisa ser escolhida — entrou como quem escolhe.
Nenhuma teve final de conto de fadas. Mas todas tiveram algo melhor: consciência.
Reflexão para este mês de março
Março fala sobre mulheres fortes. Mas pouco se fala sobre mulheres confusas, ambivalentes, cansadas. E força não é ausência de dúvida. Força é olhar para dentro sem fugir.
Muitas mulheres foram ensinadas a cuidar de todos — menos de si. A manter relacionamentos — mesmo quando se perdem neles. A sorrir — mesmo quando querem gritar.
O consultório é o lugar onde a máscara cai.
Onde a esposa pode dizer que sente falta de si.
Onde a namorada pode dizer que não tem certeza.
Onde a solteira pode dizer que também sente medo.
Talvez o maior ato de coragem de uma mulher não seja sustentar tudo.
Talvez seja parar e perguntar: “Quem sou eu fora das expectativas?”
Naquele sábado de março, três mulheres saíram do consultório sem respostas definitivas. Mas saíram com perguntas melhores.
E, às vezes, é isso que muda uma vida.
Porque quando uma mulher aprende a se escutar, ela para de viver no automático.
Quando ela se permite sentir sem culpa, ela deixa de ser personagem secundária da própria história.
E quando ela entende que não precisa caber em rótulos, ela começa, finalmente, a existir por inteiro.
Março é o mês das mulheres.
Mas talvez devesse ser o mês da verdade.
Daquelas verdades que não cabem na mesa do jantar em família.
Nem na legenda de uma foto feliz.
Mas que encontram abrigo numa sala silenciosa, com uma poltrona bege, um sofá azul e a permissão mais rara de todas:
A permissão de ser humana e falar o que pensa.
Até o próximo giro!
Carlos Lopes
CRP 04/49834
ENTRE O QUE DIZEM E O QUE SENTEM
Março chega vestido de flores,
discursos prontos na vitrine.
Mas por trás do batom bem traçado
há um silêncio que ninguém define.
A mulher aprende cedo
a caber no que esperam dela.
A ser porto, colo e abrigo,
mesmo quando o mar bate na janela.
Há medos sem nome
morando sob a pele arrumada.
Sussurram no escuro da noite
quando a casa inteira está calada.
A casada teme desaparecer
entre rotina, filhos e obrigação.
Pergunta ao espelho em segredo
onde se perdeu na própria missão.
Ama — e isso é verdade —
mas sente falta de si mesma.
Chora baixo no banho quente
para que ninguém perceba.
A que namora sorri nas fotos,
planeja futuro, aceita o roteiro.
Mas teme que o “nós” seja medo
de enfrentar o mundo inteiro.
Engole opiniões, molda gestos
para não parecer demais.
E vai se apagando aos poucos
até não saber onde fica o cais.
A solteira carrega o relógio invisível
que o mundo insiste em mostrar.
Forte por fora, por dentro pergunta
se escolheu ou só quis se poupar.
Teme amar e se entregar
e descobrir-se frágil na peleja.
Teme ficar para sempre só
ou presa numa vida que não deseja.
Há quem tema o abandono.
Há quem tema promessas fechadas.
Há solidões dentro de quartos
e silêncios dentro de casas habitadas.
Carregam perguntas que não cabem
na mesa de jantar em família.
O mundo prefere certezas
a uma mulher revendo a própria trilha.
Medo de falhar, de não ser bastante,
no corpo, no trabalho, na vida.
Medo de querer algo diferente
e não saber dar a partida.
Mas há um instante raro
em que a máscara cai no chão:
quando alguém escuta sem pressa
e acolhe a contradição.
Descobrem que ser mulher
não é ser forte o tempo inteiro.
É admitir que dói e cansa
e ainda seguir sendo verdadeiro.
Os medos não desaparecem,
mas deixam de comandar.
E a mulher que se escuta de verdade
aprende, enfim, a se libertar.
Carlos Lopes
Direitos Autorais Reservados
Lei 9.610/18
Dia da Escola 15 de Março por Luciane Cunha
O dia da escola é comemorado no dia 15 de março, uma data para reforçar a importância e o papel da escola, bem como sua grandeza diante da sociedade na formação de cidadãos conscientes , éticos e intelectualmente capazes de construir dias melhores ao nosso país.
Diante de um dia tão importante, vale ressaltar as reflexões e os desafios que as instituições de ensino têm enfrentado, lutando sempre pela valorização, investimentos e reconhecimento de seus profissionais e de todo um contexto que engloba sua trajetória.
A escola deve ser um espaço não apenas de instrução, mas de acolhimento, valores, sendo norteadora de princípios que trabalhem seus alunos em todos os seus aspectos.
Para muitas crianças e jovens, a escola torna-se um lugar de refúgio, segurança e esperança.
De fato, precisamos reconhecer, colaborar e contribuir para o lindo papel que a escola desempenha na vida de muitas famílias
Vamos fazer valer o que diz a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que “a educação é dever da família e do Estado…”(LDB – Lei nº 9.394/1996) e ,assim, juntos vencermos todas as barreiras e alcançarmos grandes conquistas no cenário educacional.
Fazendo Arte por Rita Cruz
Olá, caro leitor!
Nessa velocidade do tempo, o ano de 2026 vai fluindo e já chegamos ao mês de março.
Se os meses fossem representados por cores, eu diria que março é rosa. Se tivesse um símbolo, seria uma flor. E, se tivesse que ser representado, é claro que qualquer coisa escolhida teria nome de mulher.
Terceiro mês do ano, normalmente é o mais comprido, pois possui 31 dias e nenhum feriado. Porém, é celebrado com muito carinho por ser o mês escolhido para homenagear todas nós, mulheres guerreiras.
O dia 08 de março, data oficializada pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 1975, é um dia que, além de celebrar as conquistas adquiridas após muitas lutas daquelas que vieram antes de nós, deve também ser de reflexão sobre os desafios que ainda enfrentamos.
Infelizmente, mesmo após as garantias de direitos que foram resultado de todas essas lutas, muitas mulheres ainda convivem com desigualdades, violência, submissão e são silenciadas em relações abusivas.
Mas quero falar dos atributos da mulher de forma poética e trazer dicas culturais para celebrarmos esse dia tão importante, pois este canal é para isso — e nós merecemos.
Algo de Mulher
Acorda cedo, dorme tarde.
Entre esse período,
há tanta atividade
que é difícil descrever
neste pequeno texto.
Mulher menina, mulher adulta,
mulher amiga, irmã.
Mulher esposa, mulher culta,
mulher simples, mãe.
Mulher tia, mulher avó,
mulher que são tantas
em uma mulher só…
Mulher muitas vezes submissa,
mas, mesmo assim, atenta.
Mulher que não tem preguiça,
mulher, algumas vezes, indefesa.
Mulher branca, mulher preta,
mulher magra, mulher obesa.
Mulher que trabalha,
mulher que pode ser o que quiser.
Ser aquela que batalha
ou até ficar um dia à toa.
Seja como for,
há sempre algo de mulher
na vida de qualquer pessoa.
Rita Cruz
Dicas Culturais
08 de março
Festival Elas Ocupam marca o Dia da Mulher com música, cultura e empreendedorismo
Evento promovido pela Prefeitura será neste domingo (8) na Esplanada do Theatro Pedro II
Entrada gratuita e programação voltada para toda a família, o festival acontece das 14h30 às 21h, na Esplanada do Theatro Pedro II, transformando o local em um espaço de convivência, informação, cultura e experiências que valorizam a força e a diversidade das mulheres.
O evento terá show gratuito com diversos cantores locais e contará ainda com apresentação do grupo Fat Family e da cantora Mariana Aydar.
Fonte: Site da Prefeitura de Ribeirão Preto. Disponível em: <https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/noticia/festival-elas-ocupam-marca-o-dia-da-mulher-com-musica-cultura-e-empreendedorismo>.
10 de Março
Show com a cantora Kell Smith promovido pelo Sesc no Teatro Pedro II às 20h. Ingressos disponibilizados 01 hora antes do evento na bilheteria do Teatro.
Fonte: Site do Sesc Ribeirão Preto. Disponível em:< https://www.sescsp.org.br/unidades/ribeirao-preto/>. Acesso em: 03 mar. 2026.
De 18 a 22 de Março
De 18 a 22 de março acontecerá a primeira Jornada Artística e Literária por uma Educação Plural, com atividades em equipamentos públicos, nos estandes da esplanada do Theatro Pedro II e em escolas públicas.
O evento será realizado pelo Instituto Plural de Educação e Cidadania Vila Bela, em parceria com a Prefeitura de Ribeirão Preto e o Ministério da Cultura e terá várias oficinas voltadas à cultura negra com samba de roda, capoeira, dança afro, tranças, arte naif, entre outras expressões culturais.
Também haverá personalidades de projeção nacional, como a cubana Teresa Cárdenas; a escritora e organizadora dos Cadernos Negros, Esmeralda Ribeiro; o pesquisador e premiado cineasta Joel Zito Araújo; e Bárbara Carine, vencedora do Prêmio Jabuti 2024, na categoria Educação, com a obra Como ser um educador antirracista.
O talento local também marcará presença com o grupo Raiz Samba 6. Na literatura, todos os escritores da região metropolitana estão convidados para um riquíssimo encontro de gerações, com rodas de conversa e oficina literária conduzida por José Carlos Barbosa, Rita Cruz, Isa do Rosário, Fabrício Bispo, Odete Silva Dias, Léo Mineiro e Aylton Costa,entre outros.
Quem é Tatiana Coelho de Sampaio Por Rose Giar
Quem é Tatiana Coelho de Sampaio?
Tatiana Sampaio virou celebridade nacional no início do ano, quando se espalharam os resultados de testes preliminares da polilaminina – uma rede de proteínas que ela criou – em seres humanos. A substância levantou fortes esperanças de reverter lesões na medula e fazer com que pessoas paralisadas recuperem movimentos
O que Tatiana Sampaio descobriu?
A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tatiana Sampaio, cuja pesquisa com a polilaminina tem possibilitado o tratamento de pessoas com lesão medular.
Por mais de 25 anos, a professora Tatiana Coelho de Sampaio avançou suas pesquisas como costuma ocorrer em dezenas de laboratórios universitários espalhados pelo país: de forma discreta e longe dos holofotes…
Tudo mudou no segundo semestre do ano passado, quando o trabalho dela conquistou repercussão nacional e a converteu no nome que trouxe esperança para pacientes com lesões medulares que sonham em recuperar a mobilidade.
Chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, ela se tornou um nome conhecido dos brasileiros após a publicação da pesquisa pioneira, em agosto de 2025, indicando os potenciais do medicamento estudado por sua equipe.
Trajetória acadêmica
Hoje com 59 anos, Tatiana passou a maior parte da sua carreira acadêmica na UFRJ, onde é professora desde 1995. Tendo cursado da graduação em ciências biológicas ao doutorado na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e na de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha.Desde os anos 1990, ela liderou pesquisas sobre a laminina, uma proteína presente naturalmente no organismo, que tem o potencial de atuar na modulação celular e regenerar tecidos nervosos. A polilaminina, por sua vez, é um polímero elaborado a partir dessa proteína e que, aplicado diretamente à coluna, seria capaz de devolver os movimentos (de forma total ou parcial) a quem sofreu lesões medulares.
Embora trabalhos do grupo da UFRJ nesse sentido venham avançando há décadas, foi apenas com a divulgação dos resultados promissores no ano passado que o nome de Tatiana Sampaio passou a circular entre o público geral. Muitas vezes, é citado, até, como uma esperança brasileira para ganhar um futuro Nobel de Medicina.
Apesar de trazer grande expectativa, porém, a polilaminina ainda é um medicamento experimental cuja aplicação em seres humanos precisa passar por uma série de estudos até ser confirmada como uma alternativa viável e segura para os pacientes.
Páginas da Herança-por David Pessoa
Uma reflexão acerca das escritoras esquecidas.
Todos conhecem inúmeros escritores, homens que forjaram grandes histórias que influenciaram inúmeras pessoas das mais diversas gerações, mas quantas escritoras, igualmente talentosas, são de fato conhecidas? Para desenvolver melhor a crítica, precisamos revisitar alguns exemplos importantes.
O Morro dos Ventos Uivantes é um dos principais clássicos da literatura britânica, escrito por Emilly Brontë. A autora tinha outras duas irmãs escritoras: Charlotte Brontë (escreveu Jane Eyre) e Anne Brontë (escreveu A Inquilina de Wildfell Hall). As três tiveram a ideia de publicar suas obras com as assinaturas de pseudônimos com nomes masculinos, afinal, livros publicados por mulheres naquela época (primeira metade do século XIX) eram sempre subestimados. Pelo que se sabe, as próprias editoras recomendavam que escritoras utilizassem outras assinaturas, em muitos casos. Por isso, utilizaram, inicialmente, os nomes falsos de Currer (Charlotte), Ellis (Emilly) e Acton (Anne) Bell. Elas queriam que seus livros fossem avaliados por mérito, não por autoria.
O anonimato como estratégia para enfrentar o preconceito também foi adotado por Mary Shelley, que escreveu Frankenstein. A autora, mesmo sendo filha de dois grandes intelectuais — o filósofo William Godwin e a feminista Mary Wollstonecraft —, não se sentiu suficientemente segura para assinar o seu livro com o próprio nome. Ela tinha seus motivos: seu nome estava coberto de polêmicas por fugir com um homem por quem se apaixonou e que era casado quando a conheceu, o poeta Percy Bysshe Shelley; outro motivo, evidentemente, foi a questão de gênero, já que a obra, por ser uma ficção sombria, não seria considerada adequada para uma dama. Assim, Mary decidiu publicar o seu livro de forma anônima. O seu amado escreveu o prefácio, o que fez com que muitos atribuíssem a autoria a ele na época (início do século XIX).
Mary Ann Evans, Amantine Lucile Aurore Dupin e Louisa May Alcott são mais alguns exemplos conhecidos de escritoras que viram seus próprios nomes separados de suas obras. Mary Shelley publicou uma segunda edição do seu livro com a sua assinatura real, quando a obra já era um grande sucesso. As irmãs Brontë só teriam sido reveladas por algum tipo de acidente contratual, ou traição, se preferir assim chamar. Mas quantas nunca foram descobertas? Quantas autoras permaneceram escondidas sob o véu do anonimato por medo de julgamento e preconceito? Não é atrevimento deduzir que essas mulheres gostariam de saber que seus livros foram revelados e o véu, finalmente, se rompeu.

Lua de Sangue e Reflexão Espiritual por Jacilene Arruda(Maryam Arruda)
O mês de março de 2026 inicia com o advento de um eclipse lunar total, conhecido como “lua de sangue”. Muitas culturas interpretam esse fenômeno como sinal de transformação, reflexão interior e revelações espirituais. No Islã, momentos como este nos recordam da grandeza de Allah e da necessidade de permanecermos firmes na fé.
Fiz minha reversão ao Islã uma semana antes do início do Ramadã, e reconheço que foi a melhor decisão da minha vida. Em meio ao caos do mundo, percebo que somos chamados a ser fontes de luz e transformação. Dou graças a Allah por ter me guiado até aqui, permitindo-me testemunhar Sua presença e ação.
O mundo pode parecer mergulhado em trevas, mas há uma luz que emerge diante da escuridão, varrendo o mal e preparando a humanidade para que reine o bem, a luz e o amor. São novos tempos que despontam em meio às turbulências, inclusive diante da ameaça de uma possível terceira guerra mundial.
Todas as distorções e injustiças criadas pelo Ocidente contra o Oriente serão reveladas no tempo correto. A verdade não pode ser escondida para sempre: a luz chegará, dissipando as sombras e mostrando ao mundo a realidade que foi encoberta.
O Islã é como uma semente plantada em corações férteis: onde não houver água, ela chegará como rios que percorrem longas distâncias, irrigando a terra com fé, respeito e obediência a Deus.
Allahu Akbar — Deus é o maior.
Fases da Lua em março de 2026:
3 de março — 🌕 Lua Cheia (08h39)
11 de março — 🌗 Quarto Minguante (06h41)
18 de março — 🌑 Lua Nova (22h26)
25 de março — 🌓 Quarto Crescente (16h19)
🌙 O que fazemos no Ramadã
Jejuamos do amanhecer ao pôr do sol, abstendo-nos de comida, bebida e práticas mundanas.
Intensificamos as orações e a leitura do Alcorão.
Praticamos a caridade e a solidariedade com os necessitados.
Buscamos purificação espiritual, disciplina e proximidade com Allah.
Em 2026, o Ramadã ocorre de 18 de fevereiro a 20 de março.
🕌 Princípios fundamentais do Islã
Tawhid: crença na unicidade de Deus.
Profecia: reconhecimento de Muhammad como último mensageiro.
Revelação: o Alcorão como palavra divina.
Vida após a morte: crença no Dia do Juízo.
Justiça e compaixão: valores centrais na vida social e espiritual.
🌍 O Islã no mundo
Atualmente, estima-se que haja entre 1,7 e 1,9 bilhões de muçulmanos, representando cerca de 25% da população mundial. O Islã é a segunda maior religião do planeta e uma das que mais crescem.
Maryam Arruda
@evolucaoeconhecimento
02 de Março de 2026

Em 21 de março se comemora o dia da poesia!
O Dia Mundial da Poesia é uma data da UNESCO dedicada a promover a diversidade poética ao redor do mundo e incentivar a leitura, escrita e ensino da poesia.
A poesia é uma forma de arte que sintetiza sentimentos, ideias e imaginação em linguagem criativa. O dia busca valorizar essa prática universal.
A data incentiva a leitura, a escrita e a divulgação de poetas de diferentes culturas e línguas, fortalecendo o diálogo entre povos.
Instituições educacionais, bibliotecas e organizações culturais passam a organizar leituras, performances, oficinas e eventos que promovem o hábito de ler e escrever poesia.
O dia serve para homenagear autores que exploram a beleza da linguagem, a cidadania, a memória e a crítica social.
O Dia Mundial da Poesia foi proclamado pela UNESCO em 1999 para ser celebrado anualmente no dia 21 de março. A escolha dessa data também coincide com o início da primavera no hemisfério norte (e com a transição do outono no hemisfério sul), simbolizando renovação, renovação da linguagem e da criatividade.
Eu sou um poeta escolhido pela poesia, eu escrevo todos os dias fazendo disso um habito uma maneira de me deixar mais calmo e as vezes homenagear alguem com esse dom tão maravilhoso que é saber escrever poesia.











Parabéns por mais um belo trabalho!!!
Parabéns para todas as mulheres que colaboram com esta obra e a todas as que foram aqui homenageadas!!!
Feliz dia para todas as mulheres!!!
A revista está esplêndida