Conto erótico- O Dueto Atrevido- Por Cavaleiro do amor

Esta cidade tão grande e bonita muitos a chamam de selva de pedra, mas para mim seu nome é diferente: a cidade dos encontros desafiadores e da oportunidade certa. Eu, o Cavaleiro do Amor, um escritor e poeta vindo do interior para divulgar seu novo livro.
O mês de agosto e minha mente com insônia na madrugada, em frente a um computador, procurando algo para me satisfazer.
O que satisfaz um escritor?
O que o deixa completo?
Será que escrever um romance, um poema ou, quem sabe, um relato? Mas não hoje. Eu vasculhei as redes sociais atrás daquela mulher que, assim como eu, é uma escritora.
Olhando no seu Instagram seus poemas picantes, que deixam um mestre da escrita erótica de membro rígido. Como ela escreve em perfeita métrica, com rimas atrevidas e de arrepiar totalmente o corpo, fazendo-me fantasiar suas curvas sendo tocadas pelas minhas mãos novamente, e sentir aquele cheiro intenso e maravilhoso de fêmea.
Será que, se eu mandar uma mensagem, ela me responde?
No nosso último encontro, nem seu nome verdadeiro ela me disse. Vasculhei as redes sociais até conseguir encontrar um perfil no Instagram que fosse o seu pseudônimo — o mesmo que nem sei se é ela de verdade ou mais um fã do que ela escreve.
Mas os poemas, tenho certeza de que são os dela.
Será que uma mensagem no direct ela responderia?
A mente virtuosa de um homem que se apaixonou naquela noite e que, a cada mergulho em seus versos, fica totalmente excitado. Pietra, quem é você de verdade?
Uma mensagem para ela:
— Oi, aqui é o Cavaleiro do Amor. Você está aí?
Cinco minutos depois, a resposta:
— E aqui é a Pietra Blanco. O que queres comigo?
Minha resposta, tão fraca para um escritor:
— Você! 
Ela manda um emoji de risada e eu um de tristeza, e começamos uma conversa.
— Se me quer, tem que ser bom para me convencer a te querer.
— Corrigindo: eu te quero novamente, como no nosso último encontro.
— Hum… Me lembro bem. Te deixei dormindo e saí na ponta dos pés. Gostou do café da manhã que mandei te entregar?
— Adorei, mas faltou você. Aqueles morangos que me mandou me fizeram ter fantasias com você.
— Nossa, Pietra é mesmo inesquecível… E qual foi essa fantasia?
— Podemos realizá-la, basta você querer.
— Estamos longe e é madrugada. Cidades diferentes. Me conte a fantasia.
— Para ficar novamente com você, eu viajo na velocidade da luz para te encontrar.
— Está apaixonado?
— Quem sabe… Ou pode ser somente tesão e desejo, vontade de te sentir nos meus braços e beijar sua boca doce novamente. Ou simplesmente tomar um vinho, a gente conversar sobre a vida… E você, quer me ver?
— Cavaleiro, você é louco… Mas um homem que me dá vontade de pegar novamente, sentir suas mãos me tocando e sua boca beijando meu corpo todo. Você me faz queimar.
— Hum… O Cavaleiro do Amor não se apega, ele pega. Mas você me faz viajar, lembrar daquela noite. Nos conectamos completamente. Quero novamente ser fogo em você e, ao mesmo tempo, inesquecível. Vem me pegar novamente.
— Olha, não brinca comigo desta maneira.
— Não estou brincando. Estou em São Paulo, na selva de pedra, como muitos dizem, ou apenas na cidade dos encontros desafiadores e das oportunidades certas.
— Então estou sendo desafiada a te encontrar?
— Sim. E também sou a oportunidade de uma madrugada cheia de prazeres glamorosos.
Pietra pensou, demorando um pouco para digitar, até que veio um áudio com uma voz sedutora me dizendo:
— Me passe onde você está e se prepare. Não esqueça os morangos.
O seu pedido foi como uma ordem. Assim que recebeu o endereço, mandou beijos e saiu. Liguei na recepção pedindo champanhe, chantilly e morangos e, mesmo com dúvida se ela viria ou não, deixei avisado na portaria.
A demora me deixava louco. Nada de Pietra. Até que, uma hora depois, batem na porta. Eu abro e lá está ela, com um roupão vermelho e um capuz. Ela entra me beijando com um fogo tremendo. Seus lábios com um batom vermelho e seu perfume me deixam completamente excitado.
Na mesa, ela vê o chantilly e os morangos, e sorri dizendo:
— O que será degustado primeiro?
— Apenas sinta o momento.
Pietra tira o roupão e, por baixo, sua lingerie fantástica: calcinha de renda vermelha, sutiã transparente mostrando os bicos dos seios completamente excitados e, atrás, um fio-dental sendo apenas um detalhe pequeno, deixando à vista todo o seu bumbum. Aquela pele branca, seu olhar de safada e suas palavras:
— Deguste-me sem moderação.
Eu a agarro e dou um beijo intenso. Passeio com as mãos pelo seu corpo, aperto seu bumbum e ela se ajeita em meu colo, se esfregando, sentindo o meu membro rígido…
Seus seios com os bicos durinhos e minha boca que os mama, mordiscando e os apertando. Ela geme em meus ouvidos, se esfregando com mais intensidade em mim…
A pego e a jogo na cama. Pego os morangos e o chantilly e começo a brincadeira, arrancando seu sutiã, passando o chantilly neles e colocando um morango em cada seio. Sua calcinha completamente molhada. Minha boca comendo os morangos e lambendo o chantilly. Um moranguinho na boca dela e eu descendo na sua barriga, passando a língua com suavidade até chegar lá embaixo e sentir com o rosto a sua gruta úmida que encharcava a calcinha, e ela pedindo com um desespero prazeroso:
— Chupa minha fruta, para você ela já não é mais proibida.
Um pouco de chantilly na colina do desejo e um moranguinho em sua grutinha rosinha, delicada e perfumada. Minha língua lambe todo o chantilly enquanto minhas mãos apertam seus seios e minha boca a chupa com intensidade. Tiro o morango e sinto o sabor de duas frutas se misturando. A chupo com vontade e intensidade, matando a sua e a minha vontade. Ela se esfrega forte, apertando minha cabeça com gemidos e gritos, até ter um orgasmo que relaxa todo o seu corpo.
Mas Pietra quer ser sempre irresistível. É a vez dela de dizer que manda!
Agarra o pilar de fogo e o chupa com intensidade e loucura, mordendo a cabeça e lambendo as bolas, olhando-me dentro dos olhos, e diz:
— Vem fazer da nossa entrega uma poesia sem regras.
Ela fica de quatro e eu a penetro com leveza e carinho em sua gruta ensopada. E a poesia vai sendo feita sem métrica e sem rima, apenas com a alma e muito prazer. Variando de leveza para uma força cada vez mais intensa, ela grita e pede mais, sem parar, conectando-nos a um ambiente de prazer e aventura.
O luar indo embora e a gente se amando. Ela sentada em meu colo, galopando, escrevendo a segunda estrofe da nossa poesia em um dueto atrevido e picante. Somos dois conquistadores que não se apegam a ninguém, dois escritores que transformam o vulgar em beleza, amantes do acaso se deliciando em um conto que teve apenas o seu segundo capítulo.
Entre várias posições, gemidos e gritos que mostram o prazer, gozamos juntos e adormecemos pela manhã.
Acordo sem Pietra. Batem na porta: é o meu café da manhã que ela novamente pediu, e um bilhete.
“Quero ver o que sua mente vai inventar de fantasia para nosso próximo encontro. Beijos, Pietra Blanco.”
Essa Pietra é demais. Pão com manteiga, hahahaha.

 

 

 

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