Princesa do desejo, rainha da perdição.
Molhada,
esperando,
querendo
mais do que o normal.
Princesa do desejo,
rainha da perdição.
Minha loucura,
minha paixão.
rainha da perdição.
Minha loucura,
minha paixão.
Seu corpo, um monumento
esculpido à mão.
Corpo de mulherão.
Néctar delicioso que escorre entre as pernas.
Afloro sua flor,
me deslumbro com o mel,
acariciando os detalhes magistrais desta raridade.
Afloro sua flor,
me deslumbro com o mel,
acariciando os detalhes magistrais desta raridade.
Ei, mulher, que bela flor tens!
Penetro na leveza,
teu corpo treme,
geme.
Penetro na leveza,
teu corpo treme,
geme.
Penetrando onde o prazer é mostrado,
derrete de desejo,
sacia-se de prazer.
Te como, te devoro,
te faço ter orgasmo.
derrete de desejo,
sacia-se de prazer.
Te como, te devoro,
te faço ter orgasmo.
O poema pertence à língua e tradição da poesia erótica, dialogando diretamente com o sensualismo e o profano. O tema central não é apenas o ato sexual em si, mas a fusão entre a veneração quase divina da mulher e a entrega absoluta à carne. Há uma jornada clara no texto: começa com a expectativa (“esperando / querendo”), passa pela admiração estética do corpo e culmina no ápice físico do prazer.
O texto adota os versos livres (sem uma métrica rígida de sílabas poéticas) e estrofes irregulares, o que é uma escolha muito acertada para a poesia contemporânea.
O ritmo do poema imita o ritmo do próprio ato que descreve. No início, as frases são mais cadenciadas. À medida que o poema avança para o final, os versos tornam-se rápidos, fragmentados e diretos (“teu corpo treme / geme”, “te como, te devoro”). Essa aceleração verbal reproduz a perda de fôlego do clímax.
O texto adota os versos livres (sem uma métrica rígida de sílabas poéticas) e estrofes irregulares, o que é uma escolha muito acertada para a poesia contemporânea.
O ritmo do poema imita o ritmo do próprio ato que descreve. No início, as frases são mais cadenciadas. À medida que o poema avança para o final, os versos tornam-se rápidos, fragmentados e diretos (“teu corpo treme / geme”, “te como, te devoro”). Essa aceleração verbal reproduz a perda de fôlego do clímax.



Uau!
É difícil externar pensamentos, sobre a arte que não é a manifestação dos nossos. Cada pessoa é de fato um universo particular. A mim falta o primeiro pré requisito para apresentar bons argumentos: leitura de outras poesias semelhantes, enquanto leitor não é o tipo de poesia que escolho para ler, menos ainda para compor, acredito que nesta publicação existam colegas que podem deixar de fato boas opiniões. Parabenizo ao Johnny e aos demais colegas que se sentem em boas condições de criar textos como este. O que não é o meu caso, contudo, pelo fundamento de ser uma publicação que abraça tantas pessoas e estilos, a melhor opinião, penso, deve ser aquela que em resumo vai dizer sempre: respeito pela arte e pelo artista e viva a escrita e a Língua Portuguesa sempre!!!