Eu sempre pensava nela…
A cada dia, ficar com a Cléo me desanimava. Apesar do nosso fogo e do jeito parecido como nós dois víamos a vida, a lembrança daquela morena vivia dentro de mim. Era um amor talvez platônico. Naquela época, a internet começava a bombar com mais acessibilidade, e eu vivia nas tão famosas lan houses.
Quem não se lembra do famoso Orkut e suas comunidades?
Como eu sempre fui um poeta, acabei criando uma comunidade onde — sem que eu mesmo soubesse o motivo — postava poemas e declarações dizendo o quanto aquela menina tinha me deixado apaixonado. Um belo dia, vasculhando as redes sociais, lá estava o perfil dela no Orkut. “Por que não enviar um convite? Quem sabe ela leia algum dos meus poemas e se identifique”, pensei comigo mesmo, em frente ao computador.
Um dia, dois, três…
Depois de sete dias, ela aceitou o meu convite. Com isso, eu conseguia acompanhar um pouco do que ela fazia. Sem status de compromisso sério nem nada, fiquei empolgado. “Quem sabe eu ainda tenha uma chance”, pensei novamente, sozinho.
No caminhar dos dias, a vida continuou sendo a de sempre: sair para os lugares que um jovem de dezoito anos iria naquele ano e ser o brinquedo de Cléo.
Mas a posição de brinquedo já me incomodava. Eu não sentia mais por ela aquela atração de antes; estava desgastado com tudo. O que eu queria mesmo era ver Selena mais uma vez, o que parecia impossível.
Um ano se passou desde a primeira e última vez que a vi. Em um encontro com a Mel, fiz a mesma pergunta de sempre:
— Mel, como está a Selena?
— Ah, Benício… Então, ela está namorando agora. Está amando.
— Mel, como está a Selena?
— Ah, Benício… Então, ela está namorando agora. Está amando.
Foram palavras que doeram na alma. Chorei por dentro, mas, tentando disfarçar a tristeza, dei um sorriso e disse:
— Que ela seja feliz!
— Que ela seja feliz!
Logo em seguida, meu celular barulhento, comprado em uma loja de varejo, tocou. Era Cléo querendo me ver. Ela estava próxima de mim, me observando enquanto eu conversava com a Mel. Naquele dia, a raiva me dominava e eu não queria vê-la nem falar com ela, mas acabei indo.
Nos encontramos e saímos. Mais uma vez, fui o brinquedo daquela mulher que sabia exatamente como me dominar. Naquele dia, transamos. Logo quando acabou, ela deitou no meu peito, percebeu a minha indiferença e perguntou:
— Benício, o que está acontecendo? Você está distante.
— Benício, o que está acontecendo? Você está distante.
As palavras que saíram da minha boca foram algo que eu nem imaginava que diria:
— Cléo, não quero mais viver da forma que estamos. Sei que vai ser sempre assim entre nós dois, e que você nunca vai me deixar em paz.
— Mas como você quer que seja? — ela questionou.
— Quero acabar com isso. Não me ligue e nem me procure mais. Não vou ser mais um brinquedo nas suas mãos.
— Cléo, não quero mais viver da forma que estamos. Sei que vai ser sempre assim entre nós dois, e que você nunca vai me deixar em paz.
— Mas como você quer que seja? — ela questionou.
— Quero acabar com isso. Não me ligue e nem me procure mais. Não vou ser mais um brinquedo nas suas mãos.
Ela respirou fundo, deu um sorriso, me abraçou e disse:
— Ok, então hoje foi a última vez que nos vimos. Não te ligo, não te procuro e espero que você não se arrependa.
— Não vou. Eu cansei mesmo de ser assim. Quero viver, conhecer outras pessoas, quem sabe ter uma namorada de verdade, não uma mulher que só me quer quando se sente solitária.
— Tudo bem… Mas você já tem alguém?
— Não… Mas espero um dia ter.
— Ok, então hoje foi a última vez que nos vimos. Não te ligo, não te procuro e espero que você não se arrependa.
— Não vou. Eu cansei mesmo de ser assim. Quero viver, conhecer outras pessoas, quem sabe ter uma namorada de verdade, não uma mulher que só me quer quando se sente solitária.
— Tudo bem… Mas você já tem alguém?
— Não… Mas espero um dia ter.
Sorrindo, ela se vestiu. Eu me vesti e fomos embora daquele lugar. Senti um conforto imenso depois que disse tudo aquilo. Pensei mais uma vez em Selena. Desta vez, eu queria olhar seu perfil no Orkut e saber sobre esse namoro dela.
Mas o que encontrei foram apenas fotos de uma festa em que ela tinha ido com a família. Naquele dia, sem saber, ela me fez tomar uma decisão importante simplesmente por eu lembrar de seus olhos e do seu sorriso. Eu queria ser o dono da sua felicidade e do seu amor.
Os dias se passaram. Eu pensava muito em Selena, mas continuava vivendo a minha vida: saindo com amigos, conhecendo pessoas, sentindo aquele fogo da juventude, beijando bocas e me encantando. Um mês após o meu último encontro com Cléo, meu telefone tocou. Era ela, querendo falar comigo. Ela apenas disse:
— Precisamos conversar urgente. Aconteceu uma coisa e precisamos conversar.
— Precisamos conversar urgente. Aconteceu uma coisa e precisamos conversar.



Muito bom meu amigo
obrigado
Belo trabalho.
obrigado