Haja Coração: O Fim de um Ciclo Limitado e o Recomeço Necessário

O que falar desta seleção de chuteiras rosas com salto? Desses jogadores que passam creme no rosto e no corpo, que treinam muito para não jogar nada? De um técnico europeu que experimentou a sua primeira Copa do Mundo no comando de uma camisa com cinco estrelas e de uma CBF que não conhece os valores do futebol brasileiro?
Imagine só um time onde os laterais são zagueiros e há um volante que parece andar em campo. Um time limitado, onde um técnico que sempre dirigiu times de menor expressão achou que poderia escrever uma história em sua primeira passagem. Um contrato de milhões renovado sem ao menos ter ganho de uma seleção de expressão. Ele tinha como armar um time melhor, mas preferiu jogar com o óbvio. Poderia ter levado outros jogadores, mas quis uma base fadigada e atletas que acham que vestir a amarelinha é o mesmo que vestir a camisa de um clube. Como diria Galvão Bueno: ‘Haja coração!’ E muito.
A raiva tomou conta sabendo que podíamos chegar mais longe. Aquelas duas horas vendo o futebol eram um momento lindo, mas agora se tornaram uma dor. Um time que não tem uma base definida para daqui a quatro anos, com um goleiro criticado por milhões, onde os laterais não sabiam atacar, os zagueiros batiam cabeça e o meio de campo era pesado e desgastado. O Brasil, mais uma vez, decepciona seu povo que luta todos os dias — e eles não lutaram. Jogaram um futebol abaixo da média. Um técnico que, para a minha concepção, não merecia ter um contrato renovado; aliás, nem deveria ter sido contratado.
Um astro que deveria guiar, mas, ao invés disso, foi apenas passear e mostrar sua marca. Um atacante que no seu clube carrega o piano, mas para o seu país apenas dá lampejos de bom jogador — o cara que não assume a responsabilidade. Um menino que quer ser ídolo e se perde tentando fazer o que os veteranos não fazem. Eles precisavam de um pouco dos antigos ídolos. Os que não usavam creminho e muito menos treinavam tática, mas sabiam o que fazer. Podiam estar em seus piores dias, mas, quando colocavam a amarelinha, faziam jus ao nome de craques.
O futebol brasileiro, outrora a vitrine de craques para o mundo, hoje anda perdido em táticas e esquemas, e lá fora nos desafiam. Perdemos para nós mesmos, nos limitando e tentando jogar um futebol que não se parece em nada com o nosso. Faltou raça, faltou humildade, faltou alegria e prazer de vestir a camisa e levar junto os corações brasileiros apaixonados. Daqui a quatro anos, eles estarão novamente torcendo e querendo conquistar o hexa.
Agora é começar um novo trabalho. Olhar atentamente para os times nacionais, lapidar os jogadores que jogam fora do Brasil pensando em um futuro contínuo, e sem atletas que pensam mais na imagem do que no futebol. Temos que começar a superar o que passou e nos motivar desde já, para que possamos chegar onde queremos: que os jogadores voltem a ter o prazer e a honra de vestir as nossas cores, trazendo de volta a alegria que é vencer mais uma Copa do Mundo.”
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1 thought on “Haja Coração: O Fim de um Ciclo Limitado e o Recomeço Necessário

  1. E o pior o que falar do Brasil que valoriza tanto um estrangeiro que ainda não provou que é um bom técnico ? Jogar como a nossa seleção jogou , me desculpa qualquer time da várzea jogaria
    Ancelotti nai tava bem ai ,renovou contrato por mais bons anos ,encherá i bolso gabando ou perdendo Vai Brasi 🇧🇷l chupar o dedo kkkkk

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