Por Que Escrevo.

Qual o motivo que leva um escritor a escrever?
Esta é uma pergunta pessoal. Eu escrevo porque gosto; é um alívio para a minha alma e algo que me transforma. Sou um poeta, um escritor cuja fantasia se realiza ao receber um elogio, mas que, às vezes, tem medo do que coloca no papel.
As palavras saem da mente como este texto agora: não planejei como começaria e, com certeza, não sei como vou terminá-lo. Apenas deixo que as palavras apareçam. Já escrevi inúmeros poemas — alguns com rima e métrica, outros baseados em histórias que ouço ou em pessoas que me encantam. Já falei de mim em vários versos e, em outros, coloquei-me no lugar do próximo. Podem até me considerar um “fingidor” ou invejoso, mas não é nada disso: eu apenas tento capturar a beleza do que admiro e que sinto que deve ser relatado sob a minha visão.
Fui condenado por escrever erotismo e contos; disseram-me que eu não era escritor e que meus poemas não eram bons. Mas persisti. Ouço muitos falarem que descobriram o dom da escrita na pandemia, mas o meu veio muito antes. Sempre desabafei em versos e histórias que escrevia para mim mesmo, até que um dia decidi escrever um livro.
Foi um desafio imenso para alguém que trabalhava 16 horas por dia, cuidava das obrigações de casa e ainda precisava zelar pela norma culta da língua. No trajeto, entre parágrafos e poesias que surgiam espontaneamente, descobri as antologias. Meu primeiro livro foi uma vitória: provei que conseguia escrever um romance, falar de amor e dar vida a personagens.
Esse primeiro livro chamou-se “O Amor que Me Deu”. Nele, contei a história de Arthur, um jovem sem perspectivas que encontra um amor transformador. Mas, como a felicidade é feita de momentos, ele acaba perdendo a esposa para o câncer e precisa seguir sozinho cuidando do filho e dos negócios.
Lancei a obra em 2021, embora tenha escrito entre 2018 e 2019. Demorei a publicar porque cometi o erro de mostrar o rascunho para pessoas excessivamente críticas. Um sujeito chegou a me dizer: “Aprenda a escrever antes de querer publicar um livro, isso está uma bosta!”. Quase desisti, mas encontrei amigos e o apoio fundamental da minha esposa, que não me deixaram parar.
Depois disso, mergulhei na literatura: criei um site, uma revista online e passei a organizar antologias com uma amiga que acredita no meu potencial. Em 2025, lancei meu primeiro livro de poesias, “Cotidiano de Mim”, onde cada verso carrega um pedaço da minha realidade. Agora, em 2026, já produzo meu terceiro livro, outro romance.
Em resumo: escrevo porque gosto, porque escrever faz parte de quem eu sou. Sou um poeta, um escritor, um fingidor de dores e amores que, talvez, nunca tenha vivido, mas que sinto profundamente.
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1 thought on “Por Que Escrevo.

  1. Bom! Cada um tem uma trajetória, é sempre interessante saber sobre o lado real do fazer quase surreal dessa arte literária nossa de todos os dias. Parabéns!!! É ler, escrever, viver “e não ter a vergonha de ser (triste) ou feliz”.

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