Era junho no Brasil — aquele mês em que o país parece pulsar em festa. As ruas estavam cobertas de bandeirinhas, os estádios vibravam com a Copa do Mundo, e os corações se preparavam para o Dia dos Namorados.
Mas naquela noite, algo diferente aconteceu. Um brilho intenso cruzou o céu sobre Ouro Preto. Não era fogos de artifício nem estrela cadente — era uma nave. Dela saiu um ser de pele azulada e olhos profundos, curioso com a alegria humana.
Ele se chamava Lior, e foi atraído pelo som das risadas e da música. No meio da multidão, conheceu Clara, uma jovem que vendia flores e fitas coloridas para o São João.
— Você veio de longe? — perguntou ela, sorrindo. — De muito longe — respondeu Lior, com um sotaque suave e olhar encantado.
Nos dias seguintes, Clara o levou para assistir aos jogos da Copa. Lior aprendeu a gritar “gol!” e a pintar o rosto de verde e amarelo. No Dia dos Namorados, ele ofereceu a ela uma flor luminosa de seu planeta — uma flor que nunca murchava.
Na noite de São João, dançaram juntos ao redor da fogueira. As chamas refletiam nos olhos de Lior, e Clara sentiu que aquele amor era tão vasto quanto o universo.
— Você vai voltar para o seu mundo? — perguntou ela, com medo da resposta. — Meu mundo agora tem você — disse ele, segurando sua mão.
E enquanto o céu se enchia de balões e estrelas, eles se beijaram sob a lua, selando um amor que unia o cosmos e o coração brasileiro.









