A Fábula da Raposa Moralista

Na clareira da floresta vivia uma raposa que adorava discursar sobre virtude. Sempre falava em respeito, justiça e pureza, como se fosse a guardiã da moral. Mas, curiosamente, era vista bajulando os lobos mais cruéis, aqueles que enganavam e maltratavam os outros animais.
O coelho, intrigado, perguntou:
— Raposa, se você tanto repudia a maldade, por que defende os lobos que espalham dor?
A raposa, com ar superior, respondeu:
— Porque eles parecem fortes e santos. E eu gosto de estar ao lado dos poderosos.
O coelho riu e disse:
— Então sua virtude não passa de teatro. Quem fala de bondade mas se encanta com o veneno, não é sábio, é hipócrita.
Com o tempo, os animais perceberam que a raposa não passava de uma atriz: pregava uma coisa e fazia outra. E assim, perdeu o respeito que tanto buscava.

Moral da história:
Quem defende o que é tóxico enquanto posa de virtuoso não é guardião da moral, é cúmplice da hipocrisia.

 

 

 

 

 

Maryam Arruda é turismóloga formada pela Universidade Federal de Pernambuco, filantropa e ativista dedicada às causas sociais, ambientais, animais, educacionais, culturais, digitais e econômicas. Atua também como escritora, redatora e jornalista, sempre comprometida em promover conhecimento, consciência e transformação.

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