Sob o Céu de Junho

O mês mágico chegava ao fim. As fogueiras do São João se apagavam lentamente, e o brilho das bandeirinhas se misturava às últimas estrelas da madrugada. Clara e Lior estavam sentados à beira do campo onde, dias antes, haviam vibrado juntos na Copa do Mundo.

Lior olhava para o céu, onde sua nave esperava silenciosa. — Meu povo está me chamando — disse ele, com tristeza. — Mas meu coração aprendeu algo aqui que nenhuma estrela me ensinou.

Clara segurou sua mão. — O amor também é uma forma de viagem — sussurrou. — Você pode voltar, mas ele sempre te trará de volta.

Ele sorriu, e uma lágrima azul escorreu de seus olhos. — Então, prometo: voltarei todo junho, quando o Brasil estiver em festa.

A nave subiu lentamente, iluminando o céu com um rastro de luz. Clara olhou para cima e viu uma flor luminosa cair — a mesma que ele lhe dera no Dia dos Namorados. Ela a guardou junto ao coração, sabendo que aquele amor não pertencia apenas à Terra, mas ao universo inteiro.

E assim, entre fogueiras e estrelas, o amor de Clara e Lior se tornou uma lenda — contada nas festas juninas, nas arquibancadas e nas noites de junho, quando o céu parece sorrir para o Brasil.

 

 

 

 

 

 

Por Jacilene Arruda
Turismóloga e escritora, autora de “Não beba das águas de quem finge matar a sua sede”.
Entre fogueiras e estrelas, transformo tradições em histórias, e o amor em pontes que unem o Brasil ao cosmos.

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